标题上

"A Empregada Que Salvou o Chefe da Máfia de Uma Bala" Capítulo 4

正文开头

Dante guardou o celular antes que Ricardo pudesse ver a mensagem.

"Quem lhe contou?", repetiu.

Ricardo olhou para Isabela.

"O rosto dela. Eu sabia que conhecia aqueles olhos."

"Você a viu quando era criança?"

"Todos vimos a fotografia da família Oliveira durante a investigação."

"Depois de oito anos, reconheceu uma menina numa mulher adulta?"

Ricardo abriu os braços.

"Talvez eu tenha uma memória melhor que a sua."

Dante não acreditou, mas também não o confrontou.

Ainda não.

"Saia."

"Ela deveria ser interrogada por todos nós."

"Esta casa continua sendo minha."

Ricardo aproximou-se do primo.

"Enquanto estiver vivo."

Bruno levou a mão à arma.

Ricardo sorriu novamente.

"Não foi uma ameaça. Depois do que aconteceu no jantar, foi apenas uma constatação."

Ele deixou a sala.

Dante esperou os passos desaparecerem.

"Ele usa o mesmo anel", disse Isabela.

"Ricardo tem razão. Há dezenas iguais."

"Mas ele sabia quem eu era."

"Isso não faz dele o assassino."

"Faz dele um mentiroso."

Dante retirou o cartão de memória do relógio e o entregou a Bruno.

"Copie tudo. Ninguém além de nós três pode saber o que foi encontrado."

"E ela?", perguntou Bruno.

Dante olhou para Isabela.

"Ela vai embora."

Isabela avançou um passo.

"Não pode me expulsar agora."

"Posso expulsar qualquer pessoa da minha casa."

"Meu pai deixou aquele celular."

"E alguém o manteve ligado."

"É por isso que preciso ficar."

"É por isso que você se tornou um alvo."

"Eu já era um alvo antes de o senhor descobrir meu nome."

Dante segurou o braço dela.

"Você entrou aqui usando documentos incompletos, invadiu uma ala proibida e escondeu uma planta. Não confio em você."

"Mas confia em Ricardo?"

O aperto dos dedos dele aumentou.

"Não confunda minhas dúvidas com confiança."

Bruno voltou com uma cópia do cartão.

"O arquivo está corrompido. Minha equipe consegue recuperar, mas levará algumas horas."

"Faça fora da rede da mansão."

Dante conduziu Isabela até seu quarto.

"Arrume suas coisas."

"Para onde vai me mandar?"

"Para longe daqui."

"Não vou desistir."

"Não estou pedindo."

Ela abriu o armário e retirou duas mudas de roupa.

O uniforme manchado de vinho e sangue continuava em seu corpo.

"Meu pai deixou uma gravação nesta casa. Alguém tentou matar o senhor e depois veio me silenciar. Se me afastar, perderemos a ligação entre os dois crimes."

"Se ficar, talvez não sobreviva à próxima tentativa."

"Isso o incomoda?"

Dante demorou a responder.

"Você salvou minha vida."

"Não foi o que perguntei."

Ele pegou a mala da mão dela.

"É a única resposta que terá."

Isabela guardou a fotografia do pai dentro do livro de orações.

Quando se virou, viu Dante olhando para o corte em sua testa.

"Deveria deixar alguém cuidar disso."

"Já tive noites piores."

"Na casa dos Oliveira?"

"Na casa que seus homens destruíram."

Dante recebeu a acusação em silêncio.

Minutos depois, Isabela atravessou a cozinha sob os olhares dos outros empregados. Alguns demonstravam medo. Outros, desprezo.

正文1

A notícia sobre sua identidade já havia se espalhado.

Uma copeira fez o sinal da cruz.

"É ela", sussurrou. "A filha do traidor."

Isabela parou.

Durante oito anos, carregara aquela palavra sem ter cometido crime algum.

Dante também ouviu.

"Se alguém voltar a chamá-la assim sem provas, será demitido."

O ambiente ficou em silêncio.

Isabela o encarou, surpresa.

"Não pense que isso significa que acredito no seu pai", disse ele.

"Significa apenas que prefere decidir sozinho quem pode me humilhar."

Dante quase sorriu, mas o momento desapareceu quando Bruno entrou.

"O carro está pronto."

Isabela foi colocada no banco traseiro de um SUV blindado. Bruno assumiu o volante. Dois seguranças ocuparam o veículo que seguiria atrás.

Dante permaneceu diante da porta principal.

"Ele não vem?", perguntou ela.

"Tem uma família inteira para controlar."

Bruno arrancou.

O portão da mansão se abriu. O carro seguiu pelas ruas silenciosas de Jardim Europa.

"Para onde estamos indo?"

"Uma propriedade segura."

"De Dante?"

"Você faz perguntas demais."

"E vocês dão respostas de menos."

Bruno olhou pelo retrovisor.

"Isso é o que mantém algumas pessoas vivas."

Eles passaram pela Avenida Brigadeiro Faria Lima e entraram em uma rua menos movimentada.

Isabela percebeu que o carro de apoio já não estava atrás deles.

"Onde estão os outros?"

Bruno verificou o espelho.

O rádio chiou.

Depois, uma voz desconhecida falou:

"Rota liberada."

Bruno freou de repente.

"Essa não é a minha equipe."

Uma caminhonete atravessou o cruzamento e bloqueou a rua.

Dois homens armados desceram.

Bruno jogou o SUV sobre a calçada. O primeiro disparo atingiu o vidro blindado.

Isabela se abaixou.

"Fique no chão!", ordenou ele.

O carro bateu numa lixeira e conseguiu escapar pela rua lateral.

Uma motocicleta surgiu ao lado. O passageiro ergueu uma arma.

Bruno virou o volante. A moto perdeu o equilíbrio e atingiu um carro estacionado.

"Como sabiam a rota?", perguntou Isabela.

"Alguém recebeu o trajeto."

"Quem?"

Bruno não respondeu.

Outra caminhonete apareceu à frente.

Desta vez não havia saída.

Bruno engatou a marcha à ré, mas um disparo atingiu o pneu traseiro. O SUV girou e bateu contra o muro.

O airbag se abriu.

Isabela ficou atordoada.

A porta traseira foi puxada por fora. O sistema blindado resistiu, mas os homens começaram a golpear o vidro.

Bruno entregou uma pistola a ela.

"Sabe usar?"

"Não."

"Então aprenda rápido."

Ele abriu a própria porta e atirou.

Isabela segurou a arma com as duas mãos. Um homem apareceu ao lado da janela quebrada e ergueu uma barra de ferro.

Antes que golpeasse, um carro preto avançou sobre a caminhonete.

Dante saiu do banco do passageiro atirando.

Os invasores recuaram.

Bruno derrubou um deles. O segundo fugiu pela rua lateral. O terceiro foi alcançado pelos seguranças que acompanhavam Dante.

Dante abriu a porta do SUV.

"Está ferida?"

Isabela colocou a mão sobre o peito.

"Como nos encontrou?"

"Instalei um rastreador na sua mala."

"Sem me avisar?"

"Você preferia estar morta?"

Bruno arrancou o capuz do homem capturado.

Era Marcelo Reis, um dos integrantes da equipe interna de segurança.

Dante o reconheceu.

"Você trabalha comigo há seis anos."

Marcelo cuspiu sangue no chão.

"Trabalhava."

"Quem lhe deu a rota?"

Marcelo riu.

"Você continua procurando um traidor. Esse é o seu erro."

"Qual?"

"Existe mais de um."

Uma sirene se aproximou ao longe.

Marcelo mordeu alguma coisa escondida entre os dentes. Bruno tentou impedir, mas o homem começou a convulsionar.

Em poucos segundos, ficou imóvel.

Dante fechou os olhos do ex-segurança.

Isabela percebeu um brilho no bolso dele.

Era uma chave pequena, ornamentada com uma pedra verde.

Ela já a vira muitas vezes presa à corrente que Teresa Montenegro usava na cintura.

Dante também reconheceu.

Sua expressão endureceu.

"Essa chave abre o cofre da minha mãe."

---

#

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部