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"Ele Me Humilhou Grávida… Sem Saber Que Eu Era Dona de Tudo" Capítulo 6 — O Velho na Fotografia

正文开头

O cofre não era aberto havia vinte e cinco anos.

Isabela, Rafael e Augusto desceram ao subsolo do banco acompanhados por dois investigadores.

Dentro do compartimento havia uma caixa metálica, documentos originais e uma fita cassete.

Rafael encontrou um aparelho antigo para reproduzi-la.

A voz de Eduardo surgiu entre ruídos.

“Os valores saíram do Grupo Montenegro e passaram por quatro empresas. Tenho os comprovantes.”

Outra voz respondeu.

Era Augusto.

“Entregue tudo à polícia.”

“Há pessoas poderosas envolvidas.”

“Então deixe São Paulo com Camila e Isabela.”

A gravação falhou por alguns segundos.

Depois surgiu uma voz feminina.

“Eduardo, não entre naquele carro.”

Isabela reconheceu a mãe.

Camila parecia desesperada.

“Por quê?”, perguntou Eduardo.

“Alguém mexeu nele.”

Um ruído cortou a conversa. Quando a gravação retornou, ouviu-se uma porta e outra voz feminina.

“Vocês não deveriam ter investigado.”

A fita terminou.

Isabela olhou para Augusto.

“Era Teresa?”

“Não posso afirmar. Eu não estava naquela parte da conversa.”

“Mas esteve no acidente.”

“Eduardo me ligou. Disse que alguém o seguia. Quando cheguei, o carro já estava em chamas.”

“Por que não entregou a gravação?”

“Porque recebi uma fotografia de Henrique saindo da escola. No verso, escreveram que ele seria o próximo.”

Henrique, que assistia por videochamada, fechou os olhos.

“Ela ameaçou o próprio filho?”

“Eu não sabia quem enviara a fotografia”, disse Augusto.

Isabela examinou os documentos.

Entre eles havia o original de uma transferência assinada por Teresa.

O dinheiro fora enviado na manhã anterior à morte de Eduardo.

O beneficiário era uma oficina mecânica.

Bruno localizou o antigo proprietário. O homem vivia no interior de Minas Gerais e aceitara falar.

Naquela noite, contou que recebera dinheiro para adulterar os freios de um veículo.

“Quem fez o pagamento?”, perguntou a investigadora.

“Uma mulher.”

“Teresa Montenegro?”

“Não sei o nome. Nunca a vi pessoalmente.”

“Como recebeu a ordem?”

“Por um advogado chamado Álvaro Duarte.”

Rafael empalideceu.

“Duarte?”

Isabela percebeu.

“Seu pai.”

Rafael ficou em silêncio.

Augusto o encarou.

“Álvaro trabalhava para Teresa.”

“Meu pai morreu quando eu tinha quinze anos”, respondeu Rafael. “Disseram que foi um assalto.”

A investigação assumia uma nova direção.

Talvez o pai de Rafael tivesse executado a ordem.

Talvez tivesse sido morto para impedir que falasse.

Ao retornarem à mansão, Henrique esperava no portão. Não possuía mais autorização para entrar.

“Quero falar com Isabela.”

Bruno olhou para ela.

Isabela permitiu.

Henrique permaneceu do lado de fora.

“Minha mãe desapareceu.”

“Ela estava sob vigilância.”

“Subornou um dos seguranças particulares da família.”

“Para onde foi?”

“Não sei. Mas levou arquivos do escritório.”

Isabela percebeu que Teresa não fugira por medo da prisão.

Ela procurava alguma coisa.

Na sala, Camila aparecia em uma antiga gravação recuperada dos arquivos da Aurora.

“Se Isabela estiver vendo isto, significa que Teresa descobriu quem ela é.”

A imagem tremeu.

“Eduardo não morreu apenas porque encontrou dinheiro roubado. Ele encontrou a transferência de controle que provaria que o Grupo Montenegro havia sido usado para financiar crimes.”

Camila ergueu um envelope.

“Comprei a empresa para impedir que Teresa destruísse as provas.”

A gravação terminou antes de revelar onde o envelope estava escondido.

Rafael examinou o arquivo.

“Foi cortado.”

“Pode recuperar?”

“Talvez.”

Henrique viu outro vídeo na pasta. Nele, Teresa entrava em um estacionamento na noite do acidente.

Ela carregava a mesma caixa metálica encontrada no cofre.

No final da gravação, entregava algo a Álvaro Duarte.

Henrique levou a mão à boca.

“Foi minha mãe.”

Antes que alguém respondesse, o sistema de segurança disparou.

Bruno recebeu a imagem de uma câmera externa.

Teresa estava no antigo prédio da Aurora.

E acabara de entrar na sala onde Camila escondera seus arquivos.

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