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"Ele Me Humilhou Grávida… Sem Saber Que Eu Era Dona de Tudo" Capítulo 4 — Não Era Apenas a Amante

正文开头

Vitória foi levada à delegacia naquela tarde.

No início, negou tudo.

Depois que a polícia encontrou o restante das cápsulas em seu apartamento, mudou a versão.

“Henrique mandou”, declarou.

Henrique levantou-se de imediato.

“Isso é mentira.”

Os dois estavam em lados opostos da sala de interrogatório. Isabela acompanhava tudo por uma divisória de vidro, ao lado de Rafael.

“Ele queria que Isabela parecesse confusa”, continuou Vitória. “Disse que precisava de provas de que ela não conseguia cuidar do bebê.”

“Nunca disse isso”, respondeu Henrique.

“Você prometeu se casar comigo.”

“Eu prometi me divorciar.”

“É a mesma coisa!”

“Não quando você tenta ferir meu filho.”

Vitória começou a chorar, mas Isabela já a vira produzir lágrimas diante de câmeras e investidores.

A polícia apresentou a minuta de um acordo matrimonial encontrada no apartamento.

O documento previa que Henrique e Vitória se casariam após a separação. Também mencionava uma futura transferência de ações.

Rafael estudou as páginas.

“Henrique não possuía essas ações”, disse.

“Ele acreditava que possuiria”, respondeu Isabela.

O plano começava a ganhar forma.

Se Isabela fosse declarada incapaz, Henrique tentaria assumir decisões relacionadas ao patrimônio da esposa. Depois, usaria a união e o bebê para reivindicar controle sobre a Aurora.

Mas havia um problema.

Henrique não sabia que ela era a proprietária da controladora.

Alguém lhe dera apenas uma parte das informações.

As transferências feitas a Vitória vinham de três empresas diferentes. Todas levavam a uma administradora registrada em nome de um antigo funcionário de Teresa.

“Foi sua mãe”, disse Isabela ao sair da delegacia.

Henrique a acompanhou até o corredor.

“Minha mãe não colocaria o próprio neto em risco.”

“Ela sabia quem eu era antes do nosso casamento. Sabia das minhas empresas. E pagava Vitória.”

“Isso não prova que ordenou a troca dos remédios.”

“Você está tentando protegê-la?”

“Estou tentando entender.”

Isabela parou.

“Quando você me bateu, não tentou entender nada.”

Henrique baixou os olhos para a marca ainda visível no rosto dela.

“Eu perdi o controle.”

“Não. Você mostrou quem é quando acreditou que eu não podia reagir.”

Rafael aproximou-se.

“O carro está esperando.”

Henrique tocou o braço de Isabela, mas a soltou no mesmo instante.

“Eu não sabia dos remédios.”

“Mas sabia da amante.”

Ele não encontrou resposta.

Na mansão, Augusto esperava por Isabela no antigo escritório da família.

Sobre a mesa havia uma caixa de madeira.

“Teresa sabia que você era filha de Camila”, disse ele.

“Desde quando?”

“Desde o dia em que Henrique levou sua fotografia para casa.”

“Por que ela permitiu o casamento?”

“Talvez não tenha apenas permitido.”

Isabela abriu a caixa.

Dentro havia cópias de antigos relatórios do Grupo Ferraz e uma fotografia do casamento.

No verso, Teresa escrevera uma data anterior ao primeiro encontro de Henrique e Isabela.

Ao lado, havia uma frase:

A herdeira voltou para São Paulo. Henrique precisa conhecê-la.

Isabela sentiu o estômago se contrair.

O encontro que julgara casual havia sido preparado.

Henrique chegara ao escritório dela sob o pretexto de negociar uma parceria. Depois enviara flores, insistira em novos encontros e dissera que se apaixonara por sua simplicidade.

Teresa havia colocado o filho no caminho dela.

Henrique entrou no escritório e leu a frase.

“Eu nunca vi isso.”

“Mas sua mãe mandou você até mim.”

“Ela indicou sua empresa. Disse que você podia ajudar numa negociação.”

“E não lhe contou por quê.”

Henrique segurou a fotografia.

Toda a história do casamento parecia se desfazer diante dele.

O telefone de Isabela tocou.

Era Bruno.

“A equipe abriu o cofre particular de dona Teresa.”

“Encontraram alguma coisa?”

“Uma fotografia antiga, documentos de transferência e um relatório sobre seu pai.”

Bruno enviou a imagem.

Isabela ampliou a fotografia do carro destruído de Eduardo Ferraz.

No canto da cena, Augusto aparecia ao lado dos bombeiros.

No verso, estava escrito:

Eduardo descobriu a transferência. Augusto chegou tarde demais.

Isabela levantou os olhos para o velho.

“O senhor estava lá.”

Augusto ficou pálido.

“Sim.”

“Meu pai morreu naquele carro.”

“Eu sei.”

“Foi o senhor quem o matou?”

Augusto demorou a responder.

“Não.”

“Então quem foi?”

O velho fechou a caixa.

“Se Teresa guardou essa fotografia, significa que sabe que comecei a falar.”

“Falar sobre o quê?”

“Sobre a noite em que seu pai descobriu quem roubava as duas famílias.”

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