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"Ele Me Humilhou Grávida… Sem Saber Que Eu Era Dona de Tudo" Capítulo 3 — A Mulher Que Salvou os Montenegro

正文开头

Henrique soltou o braço de Vitória.

“O que significa ‘antes do casamento’?”

Teresa entregou sua bolsa a um dos advogados e caminhou até a mesa.

“Significa que Isabela nunca foi a mulher simples que fingiu ser.”

“Eu nunca disse que era pobre”, respondeu Isabela.

“Deixou que todos acreditassem.”

“Assim como a senhora deixou Henrique acreditar que era dono de uma empresa controlada pela Aurora.”

Henrique virou-se para a mãe.

“Você sabia da aquisição?”

“Sabia que uma empresa estrangeira havia assumido nossas dívidas.”

“E sabia que Isabela controlava essa empresa?”

Teresa hesitou.

Foi uma pausa curta, mas suficiente.

“Sabia”, respondeu.

Henrique recuou como se tivesse recebido o tapa que dera na esposa.

“Por que não me contou?”

“Porque você não sabe guardar segredos.”

Vitória tentou se aproximar dele, mas Henrique afastou sua mão.

Isabela observava Teresa.

A mulher não demonstrava medo. Isso significava que ainda acreditava possuir alguma vantagem.

Rafael abriu os relatórios financeiros.

“Nos últimos cinco anos, a Aurora injetou mais de seiscentos milhões de reais no Grupo Montenegro.”

Henrique balançou a cabeça.

“Isso é impossível.”

“Quer saber de onde vieram os contratos que salvaram a fábrica de Campinas?”, perguntou Isabela. “Da Aurora.”

Ele ficou calado.

“E o refinanciamento que você apresentou ao conselho como uma negociação pessoal?”

Henrique apertou o maxilar.

“Também foi você?”

“Eu autorizei.”

“Os investidores de Lisboa?”

“Empresas nossas.”

“O acordo com o banco suíço?”

“Nosso banco.”

Cada resposta retirava um pedaço da identidade que Henrique construíra.

O empresário brilhante nunca existira.

Durante cinco anos, ele caminhara por caminhos preparados por Isabela e aceitara aplausos por vitórias que ela financiara em silêncio.

“Por quê?”, perguntou ele.

“Porque milhares de empregados não mereciam perder o trabalho pela incompetência da sua família.”

“Você fez isso para se aproximar de nós.”

“Eu salvei a empresa antes de conhecer você.”

Henrique olhou para Augusto.

“Você sabia que estávamos tão perto da falência?”

“Eu sabia”, respondeu o velho.

“E deixou que eu acreditasse que tinha resolvido tudo?”

“Você nunca perguntou quem pagava a conta.”

Rafael mostrou os primeiros resultados da auditoria.

Havia pagamentos a hotéis, joalherias, restaurantes e uma empresa de fachada chamada VA Comunicação.

As iniciais eram de Vitória Azevedo.

“Aquela empresa presta serviços ao grupo”, disse Vitória.

“Não possui funcionários”, respondeu Rafael. “E recebeu oito milhões de reais em dezoito meses.”

Henrique a encarou.

“Você disse que o dinheiro era para campanhas.”

“Foi o que sua mãe me orientou a registrar.”

Teresa lançou-lhe um olhar afiado.

“Cuidado com o que diz.”

Vitória percebeu tarde demais que não ocupava um lugar na família. Era apenas uma peça descartável.

Isabela sentiu uma pressão no ventre.

Dessa vez, a dor foi mais forte.

Ela segurou a mesa.

Rafael aproximou-se imediatamente.

“Isabela?”

“Estou bem.”

“Você perdeu a cor.”

Teresa observou a reação com atenção excessiva.

Isabela percebeu.

“Bruno, chame o doutor Marcelo.”

“Não precisa”, disse Henrique, aproximando-se.

Ela ergueu a mão.

“Não chegue perto.”

正文1

A ordem o fez parar.

Vinte minutos depois, o médico entrou na mansão. Examinou Isabela em uma sala reservada e ouviu os batimentos do bebê.

“O coração está forte”, disse Marcelo. “Mas essas dores não deveriam estar acontecendo com tanta frequência.”

“Pode ser estresse?”

“Pode. Também preciso verificar tudo o que você está tomando.”

Bruno trouxe a bolsa de Isabela. Marcelo retirou os frascos de vitaminas e medicamentos.

Ao abrir um deles, aproximou uma cápsula da luz.

“Quem preparou isto?”

“Veio da farmácia.”

“Tem certeza?”

Marcelo separou duas cápsulas.

“Elas não são iguais.”

Isabela sentiu um frio percorrer sua coluna.

“O que há nelas?”

“Só saberei depois da análise. Até lá, não tome mais nada deste frasco.”

Henrique entrou sem autorização.

“Meu filho corre perigo?”

“Saia”, ordenou Isabela.

“Tenho o direito de saber.”

“Perdeu esse direito quando me bateu.”

Marcelo guardou as cápsulas em um envelope lacrado.

Teresa surgiu atrás do filho.

“Isabela sempre foi distraída. Pode ter misturado os remédios.”

“Eu não misturei nada.”

Rafael pediu acesso às câmeras internas da mansão.

Bruno encontrou as gravações da cozinha e do quarto de Isabela.

Durante três semanas, várias pessoas haviam entrado no ambiente: funcionárias, Henrique, Teresa e Vitória.

A gravação mais recente mostrava Vitória sozinha diante da bolsa de Isabela.

Ela retirava o frasco, permanecia de costas para a câmera por alguns segundos e o devolvia.

Henrique assistiu ao vídeo em silêncio.

Vitória recuou.

“Não é o que parece.”

“Você tocou nos remédios da minha esposa”, disse ele.

“Eu apenas procurei um comprimido para dor.”

“Dentro de um frasco de vitaminas?”

Vitória olhou para Teresa.

Foi um pedido mudo de proteção.

Teresa permaneceu imóvel.

Marcelo recebeu o resultado preliminar do laboratório no telefone. Seu rosto ficou sério.

“As cápsulas contêm um sedativo que não foi prescrito.”

Isabela protegeu a barriga.

“Isso poderia prejudicar meu filho?”

“Em doses repetidas, poderia causar quedas de pressão, confusão e outros riscos.”

Bruno pediu que os portões fossem fechados.

Vitória começou a chorar.

“Eu não queria machucar o bebê.”

Isabela aproximou-se dela.

“Então o que queria?”

Vitória encarou Henrique.

“Fazer você parecer instável.”

“Por ordem de quem?”

Vitória abriu a boca, mas Teresa a interrompeu.

“Não diga mais nada sem um advogado.”

Isabela voltou-se para a sogra.

Aquela intervenção respondeu mais do que qualquer confissão.

Vitória foi conduzida até uma sala vigiada.

Quando passou por Isabela, murmurou:

“Henrique não queria apenas o divórcio.”

Isabela segurou seu braço.

“O que ele queria?”

Vitória olhou para Teresa e depois para Henrique.

“Que todos acreditassem que você era louca.”

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