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"Ele Me Humilhou Grávida… Sem Saber Que Eu Era Dona de Tudo" Capítulo 2 — Tudo Em Que Você Pisa

正文开头

Henrique continuou olhando para os documentos como se as palavras pudessem mudar caso ele esperasse tempo suficiente.

Rafael abriu a pasta vermelha e espalhou sobre a mesa os registros das empresas, dos imóveis e das contas vinculadas ao Grupo Montenegro.

“Isso é uma fraude”, disse Henrique. “Meu avô fundou essa empresa.”

“Seu avô fundou a empresa original”, respondeu Rafael. “Mas ela deixou de pertencer à família há cinco anos.”

Augusto permanecia calado.

Isabela percebeu que ele não estava surpreso com a perda da empresa. O velho parecia assustado apenas com o sobrenome Ferraz.

Henrique arrancou uma das folhas da mesa.

“A minha assinatura não está aqui.”

“Não precisava estar”, explicou Rafael. “O Grupo Montenegro devia quatrocentos e oitenta milhões de reais. A Aurora adquiriu as dívidas, comprou as ações dos credores e assumiu o controle.”

Henrique virou-se para Augusto.

“Você sabia?”

O velho não respondeu.

“Eu perguntei se você sabia!”

“Eu sabia que fomos salvos por uma controladora”, admitiu Augusto. “Nunca soube quem estava por trás dela.”

Isabela sentiu outra fisgada na barriga, mas permaneceu sentada.

Henrique apontou para ela.

“Essa mulher entrou na nossa família para roubar tudo.”

“Eu não roubei nada”, disse Isabela. “Eu comprei aquilo que vocês estavam perdendo.”

Vitória tentou sair discretamente.

Bruno bloqueou a porta.

“O veículo que a senhora usa pertence à Aurora”, informou ele.

“Henrique me deu aquele carro.”

“Henrique não podia oferecer algo que nunca foi dele.”

O telefone de Vitória vibrou. Ela verificou a tela e empalideceu.

“Meu apartamento também foi bloqueado.”

Rafael consultou um documento.

“O imóvel foi comprado por uma empresa do Grupo Montenegro. Portanto, também faz parte dos ativos sob intervenção.”

Vitória lançou um olhar desesperado para Henrique.

“Você disse que estava no meu nome.”

“E está.”

“Então por que não posso entrar?”

“Porque deve haver algum erro!”

Isabela observou os dois.

Minutos antes, Vitória havia experimentado sua aliança. Agora descobria que o império prometido pelo amante não passava de uma fachada financiada por outra mulher.

Henrique pegou o telefone.

“Vou convocar o conselho.”

“Já foi convocado”, respondeu Rafael.

“Sou o presidente.”

“Era.”

Rafael colocou uma nova folha diante dele.

A resolução afastava Henrique de todas as funções executivas enquanto uma auditoria investigava desvios, contratos suspeitos e uso indevido de recursos corporativos.

Henrique leu o documento duas vezes.

“Foi você quem fez isso?”

“Eu aprovei”, respondeu Isabela.

“Por vingança?”

“Não. A auditoria começou há três meses.”

O rosto dele mudou.

“Três meses?”

“Quando descobri que você estava retirando dinheiro da empresa para sustentar Vitória.”

Vitória recuou.

“Você estava me investigando?”

“Eu estava protegendo o que é meu.”

Henrique bateu com as mãos na mesa.

“Você espionou seu próprio marido!”

“Meu marido usou dinheiro corporativo para comprar joias, um apartamento e um carro para a amante.”

“Isso não lhe dá o direito de destruir minha família.”

Isabela se levantou devagar.

“Eu não destruí sua família. Apenas parei de pagar pelas mentiras dela.”

正文1

Do lado de fora, funcionários da segurança trocavam os códigos de acesso da mansão.

Bruno recebeu uma mensagem.

“Senhora Ferraz, a administração do imóvel foi transferida.”

Henrique riu sem humor.

“Então vai nos expulsar?”

Isabela olhou para a marca de café no chão.

A mão dele ainda ardia em seu rosto.

“Vitória sai agora.”

“Ela não vai a lugar nenhum”, declarou Henrique.

“Então vocês dois saem.”

O silêncio voltou à sala.

Vitória segurou o braço do amante.

“Faça alguma coisa.”

Henrique caminhou até Isabela.

“Se acredita que pode me humilhar porque herdou dinheiro, está enganada.”

“Eu não herdei apenas dinheiro.”

“O que mais você herdou?”

“A responsabilidade de impedir que homens como você destruuissem o trabalho de milhares de pessoas.”

Henrique aproximou o rosto do dela.

“Você ainda é minha esposa.”

Isabela pegou a aliança sobre a mesa e a deixou cair dentro da xícara quebrada.

“Não por muito tempo.”

Rafael entregou-lhe outra pasta.

“O pedido de divórcio está pronto.”

Henrique perdeu o sorriso.

Augusto aproximou-se de Isabela.

“Seu nome completo.”

Ela o encarou.

“Isabela Camila Ferraz Montenegro.”

O velho respirou com dificuldade.

“Quem lhe contou sobre Eduardo?”

“Minha mãe.”

“Quanto ela contou?”

“Que meu pai morreu depois de descobrir uma fraude ligada aos Montenegro.”

Augusto olhou para Teresa em uma fotografia da família sobre o aparador.

“Camila não devia ter mandado você para esta casa.”

“Ela não mandou. Eu vim por escolha própria.”

“Então você não sabe o perigo que corre.”

Henrique ouviu a frase.

“Que perigo?”

Augusto recolheu a bengala do chão.

“Há vinte e cinco anos, Eduardo Ferraz descobriu algo que poderia destruir esta família.”

Isabela avançou.

“O quê?”

Antes que Augusto respondesse, a porta se abriu.

Teresa Montenegro entrou acompanhada por dois advogados.

Usava um conjunto claro, pérolas e a expressão serena de quem acreditava controlar todas as pessoas daquela sala.

Seus olhos passaram pelos seguranças, pelos documentos e pela marca no rosto de Isabela.

Por fim, ela sorriu.

“Então a herdeira da Aurora finalmente decidiu parar de fingir.”

Henrique olhou para a mãe.

“A senhora sabia quem ela era?”

Teresa não respondeu ao filho.

Continuou encarando Isabela.

“Eu sabia desde antes do casamento.”

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