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"CEO Babaca Ri de Adolescente na Primeira Classe" Capítulo 1 — Esse Lugar Não É Seu

正文开头

Ethan Carter nem havia guardado o celular quando pegou a mochila velha sobre o assento 2B e a colocou no corredor.

O garoto sentado junto à janela levantou os olhos.

“Por que mexeu na minha mochila?”

Ethan apontou para o número acima das poltronas.

“Porque você está no meu lugar.”

O garoto não se levantou.

Não pareceu nervoso.

Também não pediu desculpas.

Apenas olhou para o cartão de embarque na mão de Ethan.

“Seu lugar é 2B.”

Ethan franziu a testa.

Conferiu o cartão.

2B.

Depois olhou para a pequena placa ao lado da janela.

2A.

O garoto estava certo.

Por um instante, Ethan ficou em silêncio.

Qualquer outra pessoa talvez tivesse dito que havia se confundido.

Ele não.

Seus olhos desceram lentamente pelo garoto.

Dezessete anos, no máximo.

Moletom cinza sem marca aparente.

Jeans comum.

Tênis gastos nas pontas.

No bolso do moletom, um celular com uma rachadura atravessando a tela.

E no corredor estava aquela mochila preta velha que Ethan acabara de tirar do assento.

Nada naquele garoto combinava com a cabine onde uma única passagem podia custar milhares de dólares.

Ethan voltou a encará-lo.

“Esta é a primeira classe.”

“Eu sei.”

“Tem certeza?”

O garoto olhou ao redor.

Poltronas largas.

Taças de champanhe.

Divisórias de madeira escura.

Passageiros de terno acomodando notebooks e malas de couro.

“Parece difícil confundir.”

Um homem sentado na fileira seguinte disfarçou um sorriso.

Ethan percebeu.

Seu maxilar endureceu.

“Então mostre sua passagem.”

O garoto inclinou levemente a cabeça.

“Você trabalha para a companhia aérea?”

O sorriso do passageiro desapareceu.

Dessa vez, outras duas pessoas olharam.

Ethan não estava acostumado àquilo.

Muito menos vindo de um adolescente.

“Estou tentando evitar um problema.”

“Qual problema?”

“Você estar onde não deveria.”

O garoto sustentou o olhar dele por alguns segundos.

Depois respondeu:

“Eu sei exatamente onde deveria estar.”

Ethan soltou uma risada curta.

Sem humor.

Virou-se para o corredor.

“Com licença.”

Uma comissária que organizava o compartimento dianteiro imediatamente se aproximou.

Seu crachá dizia

CLAIRE MORGAN

.

“Posso ajudá-lo, senhor?”

Ethan apontou para Noah como se estivesse mostrando uma bagagem deixada no lugar errado.

“Esse garoto provavelmente entrou na cabine errada.”

Claire olhou para o adolescente.

Depois para Ethan.

“Entendo.”

“Pode verificar a passagem dele?”

Noah não se mexeu.

Claire manteve o tom profissional.

“Sr. Miller, poderia me mostrar seu cartão de embarque, por favor?”

Só então o garoto abriu a capa do livro que estava lendo.

O cartão estava ali dentro.

Ele o entregou.

Claire conferiu o nome.

Depois o número do assento.

Ethan esperou.

“E então?”

Claire devolveu o cartão.

“Assento 2A.”

Ethan ficou imóvel.

Claire completou:

“Está correto.”

O homem da fileira seguinte voltou a olhar pela janela, escondendo a expressão.

Uma mulher do outro lado da cabine ergueu a taça para os lábios.

Mas Ethan percebeu.

Todos tinham ouvido.

Ele havia acabado de chamar uma comissária para expulsar um garoto do próprio assento.

正文1

Noah pegou a mochila do corredor.

Colocou-a aos pés.

Não disse nada.

Isso irritou Ethan ainda mais.

“Bem.”

Ele abriu o compartimento acima da cabeça e colocou sua mala de couro dentro.

“Os pais dele devem ter usado todas as milhas.”

Claire desviou os olhos para Ethan.

Noah não.

“Eu não vim com meus pais.”

Ethan soltou um pequeno sorriso.

“Isso explica muita coisa.”

Noah fechou o livro.

“Explica o quê?”

“Você está viajando sozinho, não está?”

“Estou.”

“Com dezessete anos?”

“Sim.”

“Na primeira classe?”

“Você já confirmou isso.”

Ethan puxou a poltrona 2B e se sentou.

A proximidade tornou o contraste ainda mais evidente.

O relógio suíço de Ethan provavelmente custava mais do que tudo que Noah vestia.

O terno havia sido feito sob medida em Manhattan.

Os sapatos tinham sido engraxados naquela manhã.

Noah parecia alguém que poderia estar esperando um ônibus depois da escola.

Ethan afivelou o cinto.

“Só estou curioso.”

Noah abriu novamente o livro.

“Não parece.”

“E o que parece?”

“Que você está incomodado.”

Ethan virou o rosto.

“Incomodado com o quê?”

Noah passou uma página.

“Por eu estar sentado aqui.”

Ethan ficou alguns segundos sem responder.

“Garoto, eu compro passagens como essa toda semana.”

“Parabéns.”

“Não é uma conquista para mim.”

“Então por que está tão interessado na minha?”

A mulher do outro lado quase sorriu.

Ethan viu.

Dessa vez, decidiu encerrar.

Pegou o celular.

Na tela havia dezenas de mensagens.

Uma delas estava marcada como urgente.

DANIEL BROOKS — CFO

Ethan abriu.

Precisamos conversar antes da decolagem. É sobre a reunião em São Francisco.

O semblante dele mudou imediatamente.

Noah percebeu, mas voltou ao livro.

Ethan digitou:

Depois.

Claire retornou trazendo uma pequena bandeja.

“Sr. Carter, gostaria de champanhe antes da decolagem?”

“Sim.”

Ela serviu a taça.

Depois se virou para Noah.

Ethan esperava que ela repetisse a mesma pergunta.

Mas Claire baixou um pouco a voz.

“Sr. Miller, está tudo bem?”

Noah levantou os olhos.

“Sim.”

“Tem certeza?”

“Tenho.”

Claire assentiu.

Então disse algo que fez Ethan parar a taça antes de chegar aos lábios.

“Se precisar de qualquer coisa, Sr. Miller, fui instruída a cuidar pessoalmente do senhor durante todo o voo.”

Noah apenas respondeu:

“Obrigado.”

Claire se virou.

“Espere.”

A voz de Ethan a deteve.

Ela olhou para ele.

Ethan apontou discretamente para Noah.

“Instruída?”

“Sim, senhor.”

“Por quem?”

Por uma fração de segundo, Claire hesitou.

Noah permaneceu imóvel.

O livro aberto sobre as pernas.

A velha mochila aos pés.

Claire recuperou a expressão profissional.

“Preciso terminar a preparação para a decolagem, Sr. Carter.”

E saiu.

Ethan acompanhou a comissária com os olhos.

Depois virou lentamente o rosto para Noah.

O garoto continuava lendo como se nada tivesse acontecido.

“Quem mandou que ela cuidasse de você?”

Noah virou outra página.

“Você faz muitas perguntas.”

“E você evita muitas respostas.”

“Talvez porque elas não sejam da sua conta.”

Ethan soltou uma risada baixa.

“Você tem uma confiança impressionante para alguém da sua idade.”

Dessa vez, Noah ergueu os olhos.

“E você tira conclusões impressionantes sobre pessoas que acabou de conhecer.”

Antes que Ethan respondesse, as portas da aeronave foram fechadas.

O aviso dos cintos acendeu.

Noah voltou ao livro.

Ethan, porém, não conseguiu mais ignorá-lo.

O moletom barato.

Os tênis gastos.

O celular quebrado.

A mochila velha.

Nada fazia sentido.

E, pela primeira vez desde que entrara naquele avião, Ethan se perguntou por que alguém havia dado ordens específicas para cuidar daquele garoto.

Seu celular vibrou novamente.

Outra mensagem de Daniel apareceu na tela.

Ethan, não podemos perder essa oportunidade. N.M. finalmente respondeu.

Ethan leu duas vezes.

Um sorriso surgiu imediatamente em seu rosto.

Finalmente.

Depois de meses.

Ele digitou:

Ele aceitou?

A resposta chegou segundos depois.

Ainda não. Mas acho que conseguimos chamar a atenção dele.

Ethan relaxou contra a poltrona.

Não percebeu que, ao seu lado, Noah havia parado de virar as páginas.

Por apenas um segundo.

Então o garoto continuou lendo.

Como se nunca tivesse visto aquelas duas letras.

N.M.

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