localização atual: Novela Mágica A Filha Tremia Diante da Madrasta Capítulo 5
标题上

"A Filha Tremia Diante da Madrasta" Capítulo 5

正文开头

Daniel aproximou o papel da janela.

— Essa assinatura é da Clara.

Henrique Hayes confirmou pela tela.

— Ela se apresentou como responsável legal.

— É madrasta. Tem autorização para emergências e rotina, mas eu deveria ter sido informado de consulta externa.

— Minha secretária recebeu uma indicação familiar. A senhora Margarida Carvalho marcou a primeira avaliação e pediu que Clara levasse Lívia.

O nome da mãe atingiu Daniel com a mesma precisão de uma queda.

— Minha mãe mora em Florianópolis.

— A consulta foi por indicação dela. Eu presumi que a família estivesse alinhada.

Daniel leu o parecer. Lívia sustentava parte do peso havia quatro meses. Henrique recomendara um programa avançado, exames neurológicos e retorno em duas semanas.

— O retorno não aconteceu.

— Foi cancelado no dia anterior — disse Henrique. — Clara explicou que a menina estava exausta e que vocês procurariam outra opinião.

— Eu não sabia que existia a primeira.

Helena abriu outro arquivo.

— Tem mais. Quando importamos o prontuário, o sistema vinculou um registro anterior ao CPF da Lívia.

A data era de dois meses antes da queda na excursão escolar.

Daniel apontou para a tela.

— Ela corria nessa época.

— O registro é de neurologia, não de reabilitação — disse Henrique. — Minha clínica preserva arquivos da equipe do meu pai. Dona Margarida trouxe Lívia por episódios de fraqueza na perna direita.

Daniel afastou a cadeira.

— A queda aconteceu depois.

— Pode ter agravado um quadro anterior — respondeu o médico. — Também pode ser coincidência. Precisamos repetir exames, avaliar condução nervosa, força e exposição medicamentosa. Eu não vou transformar um registro em diagnóstico.

Helena anotou as solicitações.

— A boa resposta atual é um sinal útil — disse ela. — Vamos cuidar do que está diante de nós.

Daniel ligou para Clara no estacionamento.

— Você cancelou o retorno com Hayes?

Ela demorou a responder.

— Ele queria acelerar tudo.

— Ele pediu exame e supervisão.

— Eu via a Lívia depois das sessões.

— Você repetiu isso. Quero saber por que minha mãe marcou a consulta.

Do outro lado, ouviu uma porta fechar.

— Pergunta pra ela.

— Você sabia dos sintomas antes do acidente?

— Não naquela época.

— Quando soube?

— Quando a Célia falou que aquilo podia ser antigo.

Daniel apertou o telefone.

— Que formação essa mulher tem?

— Ela cuidou de crianças com problema de mobilidade.

— Nome completo.

— Eu conheci como Célia Duarte.

— Onde?

— Num grupo de apoio. Ela sabia detalhes que ninguém mais entendia.

— Detalhes que você contou.

— Alguns. Outros, não.

— O que ela deu pra Lívia?

Silêncio.

— Clara.

— Vitaminas. Gotas naturais. Eu parei faz semanas.

— Guarda tudo. Embalagem, frasco, conversa. Não joga nada fora.

— Você tá me assustando.

— Traz para o advogado amanhã. Lacrado.

Daniel ligou para Margarida. A mãe atendeu com ruído de vento ao fundo.

正文1

— Preciso que você me diga por que levou Lívia ao doutor Hayes antes do acidente.

O vento sumiu. Ela devia ter entrado em algum lugar.

— Quem encontrou esse registro?

— Isso não é resposta.

— Eu ia contar.

— Quando?

— Quando tivesse certeza.

Daniel fechou os olhos.

— Todo mundo decide o que eu posso saber sobre a minha filha.

— Eu queria poupar você.

— Poupar do quê?

— Da possibilidade de ser a mesma coisa.

— Mesma coisa que o quê?

Margarida pediu algumas horas. Daniel recusou.

— Você fala agora ou eu peço ao médico cópia de tudo e descubro sem você.

A mãe respirou perto do aparelho.

— Você teve episódios parecidos quando era pequeno.

Daniel olhou para o reflexo no vidro do carro.

— Eu nunca usei cadeira de rodas.

Margarida ficou em silêncio.

— Mãe.

— Usou por alguns meses.

— Eu lembraria.

— Você tinha cinco anos.

— E me recuperei?

— Sim.

— Qual era o diagnóstico?

— Não fecharam um.

— Hayes me tratou?

— O pai dele.

Daniel apoiou a testa no volante.

— Você conhecia essa Célia Duarte?

A respiração de Margarida mudou.

— Como você ouviu esse nome?

— Ela se aproximou da Clara. Esteve na minha casa.

— Daniel, pega a Lívia e sai daí.

— Quem é ela?

— Eu vou pegar o primeiro voo.

— Quem é Célia?

A mãe desligou.

Quando Daniel chegou em casa, encontrou Lívia fazendo exercícios com Cida. Contou que os médicos queriam investigar sintomas anteriores à queda e evitou qualquer conclusão.

— Eu tô pior? — perguntou ela.

— Hoje você deu quatro passos com o andador. Isso é o que sabemos de hoje.

— E antes do acidente?

— Você lembra de a perna ficar fraca?

Lívia assentiu.

— A vó me levou num médico.

— Por que não me contou?

— Ela pediu pra não te preocupar até descobrir se eu tinha a mesma coisa.

Daniel puxou uma cadeira.

— A mesma coisa que quem?

Lívia ajeitou a presilha no cabelo.

— Que você.

Daniel mostrou à filha a fotografia do pedido de exame, sem entregar detalhes que ainda não tinham confirmação.

— A gente vai voltar ao médico — disse.

— Ele vai colocar agulha?

— Talvez em algum exame. Você vai saber antes e pode fazer perguntas.

— A vó vai junto?

— Só se você quiser, depois de ela explicar por que escondeu isso.

Lívia apoiou o pé direito no chão e testou a pressão.

— Se eu tinha antes, a queda não foi culpa minha?

Daniel se agachou.

Daniel tocou o encosto da cadeira.

— Você não causou a queda. Escada, sintoma, acidente: os adultos vão investigar sem colocar isso nas suas costas.

— A Clara falava que eu não prestei atenção na escada.

— Adulto pode repetir uma coisa e continuar errado.

Lívia empurrou o chão uma vez, observando o joelho.

— Então eu quero fazer as provas. Só não promete que vai dar tudo certo.

— Prometo ficar enquanto a gente descobre.

Lívia estendeu a mão. Daniel apertou uma vez e soltou quando ela voltou ao exercício.

Juntos.

Daniel pediu que Cida anotasse formigamento, fraqueza ou sono fora do habitual, com horário e atividade anterior. Lívia exigiu uma coluna para dias sem sintomas.

— Senão o caderno só fala quando meu corpo dá problema.

Ela escolheu uma caneta verde.

Cida escreveu a data no alto da primeira página. Lívia registrou "sem formigamento" e desenhou um quadrado ao lado. Daniel quis corrigir a letra inclinada, mas tampou a caneta e colocou o caderno ao alcance dela.

— O registro é meu também — disse Lívia.

— Principalmente seu.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部