localização atual: Novela Mágica Oito Anos Para Deixar de Te Amar Capítulo 2 — O Preço de Ficar
标题上

"Oito Anos Para Deixar de Te Amar" Capítulo 2 — O Preço de Ficar

正文开头

Capítulo 2 — O Preço de Ficar

O joalheiro colocou o broche da minha mãe sobre a balança e ofereceu menos da metade do que valia.

"A pedra está solta."

"A pedra gira. Foi montada assim para mostrar a gravação do outro lado."

Virei a ametista com a unha. As iniciais dela apareceram, minúsculas, cercadas por folhas de prata.

O homem pigarreou.

"Mesmo assim, o trabalho é antigo."

"E pode ser vendido como tal. Não como metal para fundir."

Marta permaneceu calada ao meu lado. Eu havia pedido isso. Precisava conseguir negociar sem alguém dizer que a pobre duquesa estava desesperada.

O joalheiro aumentou a oferta.

Fiz que não com a cabeça e estendi a mão. Ele olhou para a porta antes de acrescentar mais algumas moedas.

Aceitei.

Quando recolheu o broche, tive vontade de explicar como minha mãe o prendia um pouco torto, sempre do lado esquerdo. Em vez disso, pedi um recibo que descrevesse a peça.

Na rua, contei o dinheiro duas vezes.

Dava para manter meu pai no hospital por duas semanas e reservar uma pequena quantia para transporte. Não dava para comprar o broche de volta.

Fomos diretamente a Santa Brígida.

A administradora leu o recibo, contou o pagamento e riscou o nome de Adrien na coluna do responsável por aquelas diárias.

Escreveu o meu.

Fiquei olhando até ela terminar.

Meu pai estava junto à janela, com uma manta sobre as pernas. Tentava virar a página de um livro usando a mão menos rígida.

Não fui ajudá-lo antes que pedisse. Ele percebeu e sorriu.

"Está aprendendo, menina."

Sentei perto da cama.

"Paguei os próximos dias."

O sorriso desapareceu.

"Ele suspendeu?"

Assenti.

Meu pai fechou o livro. A borda da capa roçou meu pulso.

"Onde está o broche?"

Eu havia escolhido um vestido sem gola justamente para não responder àquela pergunta.

"Onde pode fazer mais falta."

Ele desviou o rosto para a janela. Esperei que me desse tempo de respirar também.

"Pedi a dissolução do casamento", falei.

Meu pai tornou a me olhar.

"Quando?"

"Ontem. Há uma cláusula. Ao completar oito anos..."

Minha voz falhou ao chegar à condição sobre filhos vivos. Ele pousou a mão na minha antes que eu precisasse terminá-la.

"Eu sei qual é."

"Vou encontrar outro lugar para o senhor. Depois sairemos de Aurélia."

"Leonora. Olhe para mim."

Obedeci.

"Se não conseguir me levar imediatamente, ainda assim vá."

"Não vou deixar o senhor."

"Então procure ajuda. Mas não compre mais um dia da minha vida com a sua."

Baixei a cabeça. Ele apertou meus dedos com a pouca força que tinha.

Foi a primeira pessoa a ouvir que eu pretendia deixar Adrien sem perguntar o que receberia em troca.

Tomás Vale chegou perto do meio-dia, trazendo os comprovantes das antigas despesas do meu pai. Conservava o hábito de prendê-los entre duas tábuas finas, protegidos da chuva.

Ouviu meu pedido de transporte antes de responder.

正文1

"A estrada vai sacudi-lo durante dias. Pelo rio, podemos alcançar a costa e seguir para Marceaux. Precisamos da autorização do médico que o acompanha."

"E de um quarto quando chegarmos."

"Conheço quem pode procurar. Gabriel de Marceaux."

O nome me fez levantar os olhos.

Lembrei de um rapaz comprido demais para o próprio casaco, escondendo as mãos sujas de tinta atrás das costas. Havíamos estudado durante dois verões na casa de uma tia. Eu lhe emprestara meus desenhos quando o tutor o acusara de copiar uma tarefa perdida.

Gabriel confessara a perda. Eu confessara o empréstimo. Os dois ficamos sem o passeio daquela tarde.

"Ele está no porto?"

"É o comissário da Coroa. Posso escrever hoje."

Pedi papel.

Não contei sobre as outras mulheres. Descrevi a dificuldade de meu pai para viajar, perguntei por alojamento e trabalho. Escrevi que pretendia pagar minhas despesas.

Antes de assinar, acrescentei: Não preciso de uma recepção. Preciso de um lugar onde possa chegar.

Tomás levou a carta por um correio mercantil.

Ao voltar ao palácio, encontrei duas criadas retirando minhas roupas do quarto conjugal. Céleste estava na porta, escolhendo quais cortinas combinariam com o tapete.

"Adrien pensou que você descansaria melhor na ala leste. Há menos movimento."

Uma das criadas segurava meu vestido de casamento.

"Esse vai comigo", falei.

Céleste sorriu.

"É claro. Não tenho uso para ele."

Tirei o vestido das mãos da moça e o dobrei sobre a cama. Sob a saia havia uma bainha que eu mesma acabara na véspera das bodas, incapaz de dormir de alegria.

"Levem também os desenhos e a caixa de costura. O resto será relacionado antes de qualquer mudança."

"Você vai mesmo facilitar as coisas?"

Olhei para Céleste.

"Para mim, sim."

Adrien apareceu quando Marta fechava o último baú.

"Nem uma objeção?"

"A janela da ala leste recebe luz pela manhã. Serve para bordar."

Ele examinou os baús, insatisfeito com algo que eu não pretendia consertar.

"Se quer que eu restabeleça as despesas do hospital, pode pedir diretamente."

"Já paguei."

Seu olhar desceu até meu vestido, procurando alguma coisa que faltasse.

"Com quê?"

"Dinheiro meu."

"Nesta casa?"

Marta parou de puxar a correia.

Peguei a caixa de costura.

"Sim, Adrien. Até aqui."

Nos seis dias seguintes, fui ao hospital todas as manhãs. O médico examinou meu pai antes de admitir uma viagem com acompanhante e paradas. Tomás procurou uma embarcação pequena que aceitasse instalar uma cama no compartimento de carga.

Eu passava as tardes copiando desenhos que pudesse vender e respondendo às perguntas do tribunal por escrito.

A resposta de Gabriel chegou no oitavo dia desde meu pedido de dissolução.

Havia encontrado dois quartos na casa de uma viúva perto do hospital do porto. Não exigiam pagamento antecipado. Uma oficina precisava de alguém que soubesse desenhar brasões.

A última linha estava fora da letra cuidadosa do restante.

Você não precisa continuar sendo duquesa para que eu me lembre de você.

Dobrei a carta antes que Marta visse meus olhos.

Preparei uma resposta curta, confirmando que precisava da reserva. Na pressa de alcançar o correio da tarde, confiei o envelope ao pajem que recolhia as cartas da ala.

Duas horas depois, Adrien entrou no meu quarto com o envelope aberto.

"Marceaux?"

Pousei a agulha.

"Está lendo minha correspondência?"

"Céleste teve o cuidado de perceber o que meus criados não perceberam."

Ele sacudiu a folha.

"Um quarto, uma embarcação, discrição. Há quanto tempo prepara isso?"

"Meu pai precisa de cuidados que você decidiu não pagar."

"E o marquês decidiu pagar por você?"

"Leia a parte em que pergunto pelo trabalho."

Ele amassou o papel.

Fui ao hospital antes do jantar. Queria avisar Tomás de que aquele correio não era seguro.

Dois homens com o falcão de Varenne guardavam o quarto do meu pai.

"Ele não pode ser retirado daqui", disse um deles.

Atrás do soldado, vi meu pai acordado, imóvel sob a manta.

"É uma recomendação médica?"

O homem me mostrou a ordem.

Era a assinatura do meu marido outra vez.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部