localização atual: Novela Mágica A Mamadeira Que Salvou Uma Família Capítulo 10
标题上

"A Mamadeira Que Salvou Uma Família" Capítulo 10

正文开头

Helena entrou no quarto segundos depois.

Quando viu Teresa ao lado do berço com o pequeno frasco escuro na mão, parou como se tivesse levado um golpe.

Depois olhou para Miguel.

"Afasta dele."

Teresa abriu a boca.

"Helena..."

"Eu disse para se afastar do meu filho."

A voz dela saiu alta o bastante para acordar Miguel.

O bebê se mexeu no berço e começou a reclamar.

Helena correu até ele.

Pegou-o no colo e o apertou contra o peito.

"Você enlouqueceu?"

"Eu não fiz nada com ele."

"Você estava aqui no meio da madrugada segurando um frasco!"

Henrique se colocou entre as duas.

"Mãe, fala tudo."

Teresa respirava com dificuldade.

"Eu guardei isso depois que seu pai morreu."

Henrique estreitou os olhos.

"Por sete anos?"

"Sim."

"Por quê?"

"Porque eu nunca acreditei completamente na causa da morte dele."

Helena riu de incredulidade.

"E resolveu guardar um possível veneno dentro da mansão?"

"Eu escondi longe de todos."

"Até hoje."

Teresa baixou os olhos.

"Quando soube da mamadeira, entendi que alguém podia estar repetindo a mesma coisa."

Henrique olhou para o frasco.

"Você veio comparar?"

"Sim."

"Com o quê?"

"Com um recipiente que estava guardado na caixa de medicamentos do Miguel."

Isabela sentiu um frio percorrer o corpo.

"Que recipiente?"

Teresa apontou para a gaveta ao lado do berço.

Henrique abriu.

Havia suplementos, termômetro, seringas dosadoras e embalagens infantis.

Teresa indicou uma pequena caixa.

"Eu vi ontem."

Henrique retirou o conteúdo.

Um frasco de suplemento.

Isabela reconheceu.

Era o mesmo tipo que Clara carregava na bandeja.

Helena ficou pálida.

"Isso foi dado ao Miguel."

"Nós ainda não sabemos se tem alguma coisa."

Teresa respondeu.

"Mas eu queria comparar o cheiro."

Henrique virou imediatamente para Isabela.

"Você tinha falado desse suplemento."

"Sim."

"Quem recomendou?"

Isabela hesitou.

"Dr. Rafael."

O quarto ficou em silêncio.

Helena olhou para Henrique.

Ele não reagiu de imediato.

Teresa fechou os olhos.

"Eu sabia."

Henrique virou.

"Sabia o quê?"

"Que uma hora o nome dele apareceria."

"Explica."

Teresa caminhou até a poltrona e sentou.

Parecia ter envelhecido anos naquela madrugada.

"Antônio começou a desconfiar de Rafael meses antes de morrer."

Henrique ficou imóvel.

"Rafael era médico dele."

"Era mais do que isso."

Teresa levantou os olhos.

"Ele também participava dos projetos de saúde do Grupo Montenegro."

Henrique franziu a testa.

"Os programas hospitalares?"

"Sim."

O grupo financiava clínicas, centros de atendimento e projetos privados em parceria com instituições de saúde.

Henrique conhecia os contratos.

Mas nunca se envolvera nos detalhes daquela época.

Teresa continuou.

"Seu pai descobriu pagamentos estranhos."

Isabela lembrou do caderno.

"R.N."

Teresa olhou para ela.

"Rafael Nogueira."

Henrique ficou em silêncio.

As iniciais faziam sentido.

Hospital.

Pagamentos incompatíveis.

Contratos.

R.N.

"Quanto dinheiro?"

Henrique perguntou.

"Eu não sei."

"Meu pai sabia?"

"Estava descobrindo."

Teresa respirou fundo.

"Ele acreditava que parte do dinheiro destinado aos projetos de saúde estava sendo desviada por empresas intermediárias."

"Empresas ligadas ao Rafael?"

正文1

"Algumas."

Henrique passou a mão pelo rosto.

"E ele não me contou."

"Antônio queria ter provas."

"Então por que contou para você?"

"Porque começou a passar mal."

Helena balançou a cabeça.

"Espera."

Todos olharam para ela.

"Você está dizendo que Antônio descobriu o desvio, começou a investigar Rafael e depois começou a apresentar aqueles sintomas?"

Teresa assentiu.

"Sim."

Henrique ficou pálido.

"E você guardou o frasco."

"Depois que ele morreu, encontrei na caixa de remédios dele."

"Por que não levou à polícia?"

Teresa fechou os olhos.

"Porque eu fui covarde."

Henrique não respondeu.

"Eu tinha acabado de perder meu marido. Você estava assumindo o grupo. Augusto e Roberto pressionavam por uma reorganização. Eu não sabia em quem confiar."

"Então escondeu."

"Sim."

"E deixou tudo enterrado por sete anos."

"Sim."

A resposta saiu quase inaudível.

Helena segurou Miguel com mais força.

"Até acontecer com ele."

Teresa olhou para o neto.

"Quando ouvi sobre a mamadeira, comecei a procurar o frasco antigo."

Henrique franziu a testa.

"O encontrado na cozinha não era esse?"

"Não."

"Então existiam dois."

"Exatamente."

Isabela sentiu o coração acelerar.

O frasco que desaparecera de seu quarto podia ser recente.

O de Teresa era antigo.

Duas épocas.

Mesmo formato.

Talvez a mesma substância.

Henrique pegou o telefone.

"Bruno."

O segurança entrou quase imediatamente.

"Leva os dois frascos para análise."

"Agora?"

"Agora."

"Um deles sumiu."

Isabela lembrou.

Henrique corrigiu.

"O antigo e o suplemento do Miguel."

Bruno pegou os objetos.

"Sem passar pelo Hospital Santa Cecília."

Todos olharam para Henrique.

Ele continuou.

"Quero um laboratório independente."

Helena entendeu primeiro.

"Você está desconfiando do Rafael."

Henrique não respondeu.

Teresa respondeu por ele.

"Você deveria."

Henrique virou para a mãe.

"Ele acompanha nossa família há anos."

"Justamente."

"Estava presente quando meu pai morreu."

"Sim."

"Tem acesso aos exames do Miguel."

"Sim."

Isabela completou.

"E sabia dos sintomas antes de todo mundo."

Henrique ficou imóvel.

Uma peça depois da outra começou a se encaixar.

Rafael tinha acesso médico.

Conhecia os prontuários.

Sabia quais substâncias poderiam passar despercebidas.

Tinha relação com projetos financeiros do grupo.

Podia conhecer sistemas internos e empresas intermediárias.

E, mais importante, tinha a confiança da família.

"Augusto."

Henrique murmurou.

Helena o encarou.

"O quê?"

"Se alguém precisava falsificar a autorização dele, precisava entender os sistemas do grupo."

Teresa assentiu.

"Rafael participou durante anos dos comitês de auditoria dos projetos de saúde."

Henrique respirou fundo.

"Ele conhecia fornecedores, contas, assinaturas e fluxos internos."

Isabela sentiu um arrepio.

"E a Vitória."

Henrique virou.

"Quem sabia das dívidas dela?"

Vitória, que havia chegado ao corredor atraída pela discussão, ficou pálida.

"Rafael sabia."

Todos olharam para ela.

Helena apertou os olhos.

"Como?"

Vitória engoliu em seco.

"Eu falei com ele uma vez."

"Sobre suas dívidas?"

"Sim."

"Por quê?"

"Eu estava tendo crises de ansiedade."

Henrique se aproximou.

"Quando?"

"Mais ou menos dois meses atrás."

A sala ficou em silêncio.

Vitória percebeu.

"Eu não achei que..."

正文2

Henrique fechou os olhos.

Rafael sabia que ela estava vulnerável.

Sabia do dinheiro.

Sabia da família.

Sabia do bebê.

Sabia da herança.

E sabia exatamente como criar uma história em que Augusto parecesse o mandante e Vitória a executora.

Na manhã seguinte, o laboratório ligou.

Henrique atendeu no escritório.

"Resultado?"

A voz do químico foi cautelosa.

"A substância encontrada no frasco antigo é compatível com compostos presentes na amostra recolhida da mamadeira."

Henrique apertou o telefone.

"E o suplemento?"

Houve uma pausa.

"Também apresentou traços."

Henrique ficou imóvel.

"Tem certeza?"

"Fizemos duas análises."

Ele desligou.

Helena estava diante dele.

Pela expressão de Henrique, já sabia.

"Era o suplemento."

"Sim."

Ela levou a mão à boca.

"Eu dei aquilo ao meu filho."

"Você não sabia."

"Eu dei."

"Helena."

"Quantas vezes?"

Isabela se aproximou.

"Não faz isso consigo mesma."

Helena começou a chorar.

"Quantas vezes eu coloquei aquilo na boca dele?"

Henrique a abraçou.

Mas seus olhos estavam frios.

"Rafael recomendou."

A frase mudou o ambiente.

Teresa falou baixo.

"Agora vocês entendem."

Henrique ligou para Bruno.

"Quero Rafael localizado."

"Estou indo para o hospital."

"Eu vou junto."

Pouco depois, dois carros deixaram Jardim Europa em direção ao Hospital Santa Cecília.

Henrique passou o trajeto inteiro em silêncio.

Bruno recebeu atualizações pelo celular.

"Ele entrou no hospital às sete e dez."

"Está lá?"

"Segundo o sistema, sim."

Quando chegaram, subiram diretamente para o andar administrativo.

A secretária de Rafael se levantou assustada.

"Senhor Henrique?"

"Onde ele está?"

"Dr. Rafael?"

"Sim."

"Ele saiu."

Henrique parou.

"Quando?"

"Há uns vinte minutos."

"Para onde?"

"Não disse."

Bruno entrou no consultório.

Vazio.

Computador desligado.

Gavetas abertas.

Uma mala pequena havia desaparecido do armário.

Henrique sentiu o sangue ferver.

"Ele fugiu."

A secretária empalideceu.

"Fugiu?"

Nesse instante, o telefone de Henrique tocou.

Era Isabela.

Ele atendeu imediatamente.

"Isabela?"

Do outro lado, a respiração dela estava acelerada.

"Senhor Henrique, volta para casa."

Ele ficou rígido.

"O que aconteceu?"

"É o Miguel."

Helena, ao lado dele, ouviu o nome do filho.

Henrique apertou o celular.

"O que tem ele?"

Isabela começou a chorar.

"Ele ficou mole de repente. Não está reagindo direito."

Henrique sentiu o mundo parar.

"Chama uma ambulância."

"Já chamamos."

Helena arrancou o telefone da mão dele.

"Isabela, ele está respirando?"

"Está, mas muito fraquinho."

Helena perdeu a cor.

Henrique segurou a esposa antes que ela caísse.

Do outro lado da linha, Isabela gritou por Clara.

Depois sua voz voltou, desesperada.

"Senhor Henrique..."

Henrique pegou o telefone novamente.

"Fala."

"Tem outra coisa."

"O quê?"

Isabela respirou fundo.

"O frasco do suplemento sumiu."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部