localização atual: Novela Mágica MEU MARIDO ME DEU UMA GATA — ELA ERA A AMANTE DELE Parte 6 — Antes da Meia-Noite
标题上

"MEU MARIDO ME DEU UMA GATA — ELA ERA A AMANTE DELE" Parte 6 — Antes da Meia-Noite

正文开头

Parte 6 — Antes da Meia-Noite

Às oito e vinte, o técnico removeu a última credencial da fechadura.

Cadastrei uma senha nova, ativei a confirmação pelo aplicativo e pedi que qualquer solicitação de administrador gerasse alerta no meu celular.

Camila fotografou o número de série e o recibo do serviço.

"Isso não decide quem é dono do apartamento", explicou. "Mas documenta que você tomou uma medida de segurança após uma ameaça e informou o condomínio. Se Bruno vier, não discuta direitos de propriedade no corredor. Chame a polícia."

"Ele vai trazer Lívia."

"Então deixe que as câmeras mostrem isso."

Ela ficou comigo enquanto eu organizava os documentos sobre a mesa da sala.

O contrato de compra do apartamento. O comprovante da entrada paga com a venda de um estúdio que eu possuía antes do casamento. As notas da reforma. Transferências das parcelas maiores saindo da minha conta.

Depois vieram os extratos conjuntos.

Pagamentos mensais para uma imobiliária que eu não conhecia. Compras numa joalheria. Passagens para Salvador em um fim de semana em que Bruno dissera estar numa convenção em Belo Horizonte.

"Ainda não sabemos se tudo foi para Lívia", Camila alertou.

"Mas sabemos que ele mentiu sobre a viagem."

"Exatamente. Marque como indício, não como conclusão."

Montei uma linha do tempo com horários, arquivos e responsáveis por cada cópia. O vídeo original da Casa Aurora permaneceu com Rogério. Uma cópia foi enviada para Camila. As gravações do condomínio estavam preservadas no sistema do prédio. O áudio do meu relógio foi duplicado em duas contas.

Às nove e cinco, Bruno ligou.

Deixei tocar.

Ele ligou outra vez.

Na terceira, atendi e coloquei no viva-voz.

"Helena, precisamos conversar."

"Você pode falar."

"Lívia recebeu alta. Ela está confusa e não tem para onde ir."

"Ela tem o apartamento que você paga com o nosso dinheiro."

Houve um silêncio curto.

"Não sei do que está falando."

"Ótimo. Você poderá explicar os pagamentos à imobiliária."

Sua respiração mudou.

"Camila está aí?"

"Isso importa?"

"Você está deixando uma estranha destruir nosso casamento."

Olhei para o curativo na minha mão.

"Você trouxe uma estranha para a nossa cama."

Bruno baixou a voz.

"Ela só precisa entrar por alguns minutos. Depois eu a levo embora."

"Não."

"Helena, por favor."

Foi a primeira vez em três anos que o ouvi implorar.

Não por mim.

"Não traga Lívia para cá. Minha recusa está gravada e também será enviada por escrito."

"Eu posso tirá-la da minha equipe", Bruno disse depressa. "Posso encerrar tudo com ela amanhã."

"E por que ela precisa entrar hoje?"

Silêncio.

"Se você realmente vai deixá-la, leve-a para um hotel."

"Não é tão simples."

"É simples o bastante para você escolher entre a amante e a porta da nossa casa."

Sua voz perdeu a falsa doçura.

"A casa também é minha."

"Então entre sozinho e deixe Lívia na portaria."

Outra pausa.

Ele não podia aceitar. O objetivo nunca fora voltar para casa. Era levar aquela mulher até a cama antes da meia-noite.

正文1

"Você está cometendo um erro", disse.

"Coloque por escrito."

Desliguei.

Às nove e quarenta, Camila saiu para protocolar as medidas preparadas e me fez repetir o plano: portas fechadas, comunicação pela câmera, polícia ao primeiro sinal de invasão.

"Não abra nem para mim", disse antes de entrar no elevador. "Se eu voltar, ligo primeiro."

Enviei ao síndico, à administradora e à portaria a mesma mensagem. Anexei o número da ocorrência e pedi que nenhuma credencial técnica fosse usada sem minha confirmação enquanto houvesse conflito na unidade.

O síndico respondeu que Bruno constava como morador e coproprietário.

"Não estou pedindo que impeçam Bruno de falar comigo", escrevi. "Estou informando que ele ameaçou entrar trazendo uma terceira pessoa que eu recuso receber. Se houver tentativa de arrombamento, chamarei a polícia."

Ele visualizou, mas não respondeu.

Às dez e dezessete, Sônia mandou um áudio.

"Helena, pare com esse teatro. Lívia está doente. Se alguma coisa acontecer, você vai carregar essa culpa pelo resto da vida."

Salvei o arquivo.

Às dez e cinquenta e três, Bruno enviou uma foto de Lívia no banco do passageiro. Ela usava o paletó dele sobre a roupa branca. A coleira rosa ainda marcava sua pele.

"Olhe o que você fez", dizia a legenda.

Respondi apenas:

"Não autorizo a entrada de Lívia Moreira no apartamento."

Às onze e vinte, a campainha tocou.

No monitor, Bruno sustentava Lívia pela cintura. Sônia estava atrás deles, apertando a bolsa contra o corpo.

Lívia parecia pior. O rosto estava sem cor, e seus dedos se curvavam de maneira estranha dentro das mangas do paletó.

Bruno olhou diretamente para a câmera.

"Abra a porta."

Ativei a gravação local e a cópia automática.

O aplicativo confirmou que o vídeo também estava sendo transmitido para a pasta compartilhada com Camila. Liguei o celular a uma bateria externa e deixei outro aparelho gravando a sala. Se cortassem a energia ou quebrassem a câmera do corredor, a conversa ainda sobreviveria.

"Eu disse para não trazê-la."

"Ela precisa descansar."

"Leve-a para a casa dela."

"Ela tem medo de ficar sozinha."

"Medo de quê? De voltar a ter quatro patas?"

Lívia ergueu a cabeça.

"Você acha isso engraçado?"

Sua voz falhou no fim. Um miado agudo escapou junto com a última sílaba.

Sônia tapou a boca dela.

"Não fale", sussurrou.

"Por que não?" perguntei pelo interfone. "A câmera também assusta?"

Bruno fechou os olhos por um instante.

"Helena, ainda sou dono deste apartamento."

"E eu continuo recusando a entrada da sua amante."

"Não estou pedindo autorização."

Ele digitou a senha antiga.

A luz ficou vermelha.

Tentou novamente.

Vermelha.

Sônia bateu na porta.

"Abra logo! O tempo está acabando."

"Que tempo, Sônia?"

Ela percebeu a pergunta e recuou.

Lívia agarrou a manga de Bruno.

"Você prometeu", disse, com a voz entrecortada. "Prometeu que, quando eu voltasse, ela sairia daqui."

Bruno tentou silenciá-la.

"Não agora."

"Você disse que a cama seria minha."

正文2

Cada palavra ficou registrada.

Às onze e trinta e oito, o gerente do condomínio apareceu no corredor. Bruno mostrou a matrícula do imóvel no celular e exigiu acesso.

"O senhor é morador", disse o gerente, "mas há uma ocorrência e uma recusa formal à entrada da acompanhante. Não vou abrir a unidade sem orientação."

"Eu não preciso da permissão dela para entrar na minha própria casa."

"Então aguarde a polícia para que a situação seja resolvida com segurança."

Bruno segurou o braço do homem.

"Não temos tempo para isso."

Do lado de dentro, disquei 190.

Informei que três pessoas estavam diante da minha porta, que uma delas já havia me ameaçado e que tentavam obter acesso técnico à unidade contra minha recusa expressa. Mantive a ligação ativa.

Às onze e cinquenta e seis, um chaveiro credenciado chegou com a supervisora da portaria. O gerente explicou que não autorizara arrombamento, apenas uma verificação da credencial administrativa do equipamento.

Bruno apontou para a fechadura.

"Façam agora."

"A polícia está a caminho", avisei pelo interfone.

Sônia começou a bater com as duas mãos.

"Você quer matar essa menina?"

"Não", respondi. "Quero saber por que entrar no meu quarto antes da meia-noite decidiria se ela vive ou morre."

Ninguém respondeu.

O visor do meu celular marcava 23:58:32.

O chaveiro aproximou o dispositivo técnico da fechadura. A luz vermelha piscou três vezes.

Lívia dobrou o corpo e soltou um grito. Seus dedos arranharam o piso como se procurassem apoio, e outro miado rompeu sua garganta.

Bruno a segurou.

"Só mais um pouco."

23:59:10.

No meu aplicativo, surgiu uma solicitação de administrador.

"A senhora Helena precisa aprovar", disse o chaveiro.

"Existe um modo de emergência", Bruno retrucou. "Use."

O homem hesitou. O gerente pediu que ele parasse, mas Bruno tomou o aparelho de sua mão e o aproximou novamente do leitor.

A fechadura emitiu um som longo.

A luz vermelha se apagou.

23:59:41.

Uma luz amarela acendeu no painel.

No meu celular, apareceu uma única frase:

VERIFICAÇÃO DE ADMINISTRADOR EM ANDAMENTO.

Lívia levantou o rosto para a câmera e gritou:

"Faltam dezenove segundos!"

 

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部