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"Expulsa de Casa, Fui Trabalhar Como Babá… Mas o Bilionário Queria Que Eu Fosse Sua Esposa" Capítulo 10

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O eco da voz de Antonella ainda feria os ouvidos de Victoria, quando o ambiente elegante do restaurante nos Jardins sofreu uma metamorfose aterrorizante.

As luzes suaves do teto apagaram-se em um estalo seco, deixando o recinto mergulhado em uma penumbra gélida e sufocante.

Antes que qualquer uma das comparsas pudesse articular um único protesto, o painel de LED espelhado na parede oposta iluminou-se violentamente.

Uma logomarca dourada e imponente da holding dos Strauss desabrochou na tela, seguida instantaneamente por uma transmissão ao vivo em alta definição.

Milhares de telas de smartphones, computadores e outdoors digitais espalhados pelas principais avenidas de São Paulo sintonizaram o sinal.

A Avenida Paulista, a Faria Lima e o Morumbi pararam para assistir ao espetáculo meticulosamente orquestrado pela inteligência de segurança dos Strauss.

O feed de vídeo exibia, em detalhes cruciais e áudio cristalino, cada segundo dos preparativos sórdidos armados por Victoria naquela mesma sala.

A imagem mostrava claramente a ex-amiga derramando o pó sedativo na taça de Bordeaux e comemorando antecipadamente a destruição da rival.

"Vejam só aquilo...", murmurou uma das comparsas, pálida como um cadáver, ao perceber que os próprios rostos estampavam a transmissão nacional.

As redes sociais explodiram em segundos, transformando o nome de Victoria Lima nos tópicos mais comentados do país com hashtags impiedosas.

Milhares de comentários de ódio, indignação e zombaria inundavam as plataformas digitais enquanto o escândalo era transmitido sem censura.

"Aquela patricinha arrogante finalmente provou do próprio veneno!", disparava um internauta anônimo nos chats ao vivo.

"A farsa das rainhas dos Jardins desabou de vez! Que vergonha!", comentava outro perfil influente da alta sociedade paulistana.

Victoria travou no lugar, sentindo o sangue gelar nas veias enquanto seus olhos saltavam de pavor ao encarar a própria imagem na tela gigante.

As pernas da ex-modelo perderam toda a sustentação, fazendo-a cambalear para trás até chocar-se violentamente contra a estante de vinhos.

As garrafas chacoalharam perigosamente, mas ela não tinha tempo para se importar com objetos materiais; o seu mundo inteiro ruía.

"Isso... isso é uma montagem! Uma manipulação digital criminosa!", gritava Victoria histericamente, rasgando o próprio vestido com as unhas.

Ela tentou avançar contra a tela de LED com os punhos fechados, descontrolada e tomada por uma fúria cega e delirante.

Dois seguranças de terno preto interceptaram-na no meio do caminho, bloqueando-lhe a passagem com uma muralha intransponível de músculos.

"Não ouse tocar em nada, senhorita Lima", avisou um dos agentes com a voz metálica e cortante como o aço.

As portas de vidro do restaurante abriram-se de repente, revelando dezenas de jornalistas, cinegrafistas e repórteres de portais de fofoca.

Atraídos pelo sinal de transmissão global emitido pelos servidores da Faria Lima, eles invadiram o local disparando flashes incessantes.

Os holofotes cegavam Victoria, que tentava cobrir o rosto com as mãos trêmulas, uivando de desespero diante da exposição pública.

"É verdade que a senhorita tentou envenenar a esposa do magnata Lorenzo von Strauss?", berrou um repórter com o microfone na boca.

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"Como se sente sabendo que sua reputação e sua conta bancária foram reduzidas a cinzas em rede nacional?"

As perguntas cortantes desabavam sobre ela como uma tempestade de granizo, sem que houvesse para onde fugir ou se esconder.

As antigas amigas e comparsas que a acompanhavam já haviam fugido pelos fundos, abandonando-a sozinha na cova dos leões.

No centro daquele furacão de flashes e gritos, Antonella mantinha uma postura impecável, fria e soberana como uma verdadeira rainha.

Ela ajeitou a gola do blazer de alfaiataria, ajustou a bolsa de grife no ombro e deu alguns passos elegantes em direção à saída.

O mar de jornalistas abriu-se automaticamente diante dela, curvando-se com respeito e temor reverente à nova dona do poder.

Antes de cruzar o batente da porta de vidro, Antonella parou por um segundo e virou-se levemente para encarar o foco das câmeras.

Ela direcionou um sorriso sereno, calculista e profundamente magnético diretamente para a lente que transmitia a cena para o país inteiro.

Nesse exato instante, no canto superior esquerdo da tela gigante de transmissão, um chat anônimo e encriptado destacou-se no meio dos comentários.

Um usuário misterioso, identificado apenas por um símbolo hexadecimal de alta segurança corporativa, enviou uma mensagem codificada.

O texto trazva coordenadas geográficas exatas e um aviso gélido direcionado diretamente ao clã dos Strauss:

"A brincadeira na Faria Lima acabou. O verdadeiro dono de São Paulo está voltando para cobrar a fatura."

O sistema de segurança da holding tentou rastrear o IP daquela conexão oculta, mas o sinal dissolveu-se em milissegundos.

Ignorando o breve alerta digital, Antonella ergueu o queixo com altivez e atravessou a porta, respirando o ar fresco da noite paulistana.

As luzes da limusine blindada de Lorenzo aguardavam-na pacientemente na calçada, com a porta aberta pelo motorista particular.

Ela entrou no veículo espaçoso, sentindo o calor reconfortante do interior e o perfume amadeirado familiar do marido.

Enquanto o carro arrancava suavemente em direção ao Morumbi, o eco dos gritos de desespero de Victoria ficava para trás.

A ruína das inimigas estava consumada, mas o tabuleiro de xadrez da alta sociedade de São Paulo guardava novos perigos mortais.

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