"Expulsa de Casa, Fui Trabalhar Como Babá… Mas o Bilionário Queria Que Eu Fosse Sua Esposa" Capítulo 3
O corredor do terceiro andar estava banhado pela luz suave dos abajurs de cristal.
Enzo fitava Antonella com os olhos azuis arregalados, segurando o ursinho de pelúcia rasgado contra o peito.
A menção à história de piratas que, instantes antes, soaria improvável agora parecia a única âncora de segurança para o menino.
Antonella olhou para a criança, sentindo o peito se apertar com uma onda de genuína afeição e responsabilidade.
Ela se abaixou levemente, ficando na altura dos olhos dele, com um sorriso acolhedor desenhado nos lábios.
"Claro que vou, capitão", respondeu ela com suavidade, estendendo a mão para que o garoto a segurasse.
"Mas só se o senhor me prometer que vai deitar direitinho na cama e escutar com atenção."
Enzo assentiu com a cabeça, aceitando o toque dela sem hesitação, sob o olhar atento e silencioso de Lorenzo.
O magnata acompanhou a cena de braços cruzados, sentindo o peito formigar com uma sensação estranha e desconhecida.
Aquela mulher conseguia o que nenhuma fortuna no mundo jamais comprara: a paz genuína de seu filho.
Horas depois, após o silêncio finalmente reinar na ala nobre da mansão dos Strauss, o dever chamou Antonella de volta ao mundo real.
Ela precisava retornar ao seu antigo apartamento na região da Consolação para recolher os poucos pertences que ainda restavam.
A viagem de carro até o centro de São Paulo foi curta, mas o peso no coração era palpável e sufocante.
Assim que abriu a porta da quitnet modesta, ela começou a empacotar sua vida em caixas de papelão desgastadas.
Foi quando encontrou uma pequena caixa de madeira esquecida no fundo do armário mofado.
Lá dentro, reluzia a velha fotografia de sua mãe e uma caderneta de anotações com os registros da fundação da antiga casa.
Ela sabia que grande parte de suas recordações havia sido levada pela madrasta Sophia e pela irmã Beatriz dias antes.
Decidida a reaver o que era seu por direito de sangue, Antonella pegou um táxi em direção aos Jardins.
A elegante Rua Oscar Freire brilhava sob a iluminação noturna, repleta de boutiques de luxo e restaurantes badalados.
Na varanda de um dos bistrôs mais exclusivos da quadra, uma festa privada chamava a atenção dos transeuntes.
Lá dentro, taças de cristal reluziam e o som de risadas estridentes cortava o ar da noite paulistana.
Era a festa de noivado de Mateo Santos e Victoria Lima, celebrada com pompa e circunstância.
Mateo vestia um terno azul-claro impecável, com o cabelo penteado com gel e um sorriso convencido no rosto.
Ao seu lado, Victoria desfilava com um vestido branco colado ao corpo, rindo efusivamente dos comentários dos convidados.
Antonella parou por um instante na calçada, sentindo o estômago revirar ao rever o homem que prometera amá-la por quatro anos.
Ela empurrou a porta de vidro do restaurante com firmeza, decidida a ignorar a presença daquele bando de hipócritas.
Mas assim que cruzou o batente, os olhos de Victoria cravaram-se nela com um brilho de puro veneno e escárnio.
"Ora, ora... vejam só quem resolveu dar as caras na alta sociedade", exclamou Victoria, levantando a taça de espumante.
"A gordinha largada veio pedir esmola ou está tentando catar restos de comida nas mesas dos outros?"
A risada coletiva ecoou pelo salão sofisticado, com dezenas de convidados virando-se para observar a cena com desdém.
Mateo aproximou-se com uma expressão de nojo mal disfarçada, ajeitando o colarinho da camisa de marca.
"Antonella, por favor, tenha um pingo de decência e saia daqui antes que eu chame os seguranças do restaurante", disse ele com voz cínica.
"Você acha mesmo que alguém com o seu porte e a sua vidinha medíocre tem espaço em uma festa como esta?"
Victoria deu um passo à frente, exibindo ostensivamente um colar de brilhantes que reluzia de forma chamativa em seu pescoço.
Antonella sentiu o sangue gelar por um segundo ao reconhecer a joia.
Aquele colar de esmeraldas e diamantes miúdos havia pertencer à sua fal indicada mãe, roubado pela madrasta e entregue àquela serpente.
"Esse colar que você está usando no pescoço não te pertence, Victoria", disse Antonella, com a voz firme e cortante.
"É um item de herança da minha mãe. Devolva-me agora mesmo antes que eu acione a polícia."
Victoria soltou uma gargalhada aguda, fingindo um falso espanto enquanto ajustava a joia com soberba.
"Polícia? Acorde para a realidade, garota! O Mateo me deu isso de presente de noivado porque eu sou digna dele", zombou a falsa amiga.
"Você foi chutada daquela casa porque não passa de um estorvo gordo, inútil e sem um centavo no bolso!"
"Todo mundo sabe que você foi tentar a vida como empregada barata em mansões do Morumbi e acabou escorraçada!"
O veneno pingava das palavras de Victoria, enquanto os convidados aplaudiam a humilhação pública com sorrisos cruéis.
Antonella sentiu a garganta fechar-se, mas a dor e a humilhação transformaram-se rapidamente em uma fria e inabalável coragem.
Ela olhou bem nos olhos de Mateo, percebendo o quão patético e vazio era o homem ao qual dedicara anos de sua juventude.
"Vocês dois se merecem", respondeu Antonella, com um meio sorriso gélido nos lábios.
"Dois abutres apodrecidos que se bicam na lama. Desfrutem dessa farsa enquanto podem, porque o inferno vai cobrar a conta muito em breve."
"Como ousa falar assim, sua imprestável?", berrou Victoria, perdendo a compostura e erguendo a mão para desferir um tapa.
Antes que o golpe pudesse atingir o rosto de Antonella, o som ensurdecedor de motores possantes cortou o barulho da Rua Oscar Freire.
Uma frota de cinco sedãs pretos blindados de última geração emparelhou bruscamente em frente à fachada do restaurante.
Os faróis de LED de alta potência cegaram temporariamente todos os convidados no interior do salão nobre.
Os seguranças particulares do bistrô tentaram se aproximar, mas recuaram instantaneamente ao reconhecerem os emblemas nas laterais dos veículos.
Eram carros da marca mais exclusiva do mundo, escoltados por homens armados com trajes formais impecáveis.
O silêncio absoluto despencou sobre o restaurante, substituindo as risadas arrogantes por uma tensão gélida e sufocante.
A porta do veículo central abriu-se com um estalo metálico seco.
Primeiro, um sapato de couro italiano lustrado a mano tocou o asfalto da rua.
Em seguida, a figura imponente de Lorenzo von Strauss emergiu da penumbra do interior do carro blindado.
O magnata vestia um terno de alta-costura perfeitamente alinhado, com a gola da camisa escura aberta e os braços marcados por tatuagens discretas.
Sua expressão era de uma frieza mortal, capaz de congelar o sangue de qualquer um que ousasse cruzar o seu caminho.
Com passos lentos, deliberados e carregados de uma autoridade implacável, o bilionário atravessou a entrada de vidro do bistrô.
Os convidados recuaram em pânico, abrindo caminho automaticamente como se estivessem diante de uma divindade temível.
Mateo empalideceu de tal maneira que suas pernas pareceram perder toda e qualquer sustentação firme.
Victoria levou as mãos trêmulas à boca, sentindo o terror puro e descontrolado invadir cada fibra de seu corpo.
Lorenzo parou bem ao lado de Antonella, ignorando completamente a presença de todos os outros no recinto.
Ele passou um braço forte e possessivo ao redor da cintura fina dela, puxando-a para junto de seu corpo com uma firmeza protetora.
Os olhos de um azul gélido e cortante varreram o salão até pousarem sobre o ex-noivo trêmulo.
O magnata inclinou ligeiramente a cabeça, exalando um perfume amadeirado que dominou o ambiente inteiro.
"Parece que eu cheguei bem na hora em que a festa estava animada", disse Lorenzo com uma voz grave que vibrava como um trovão abafado.
Ele fitou Mateo, que agora tentava se escorar na mesa de doces para não cair de joelhos no chão.
"Ouvi barulho de lixo falando demais na calçada", continuou o patriarca dos Strauss, destilando um desprezo absoluto.
"Portanto, façam o favor de me explicar... Quem foi o verme que ousou erguer a voz para a minha esposa?"
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 1
Paixão proibida: Um romance da máfia
Lucien, o Rei da Máfia, conhecido como o Diabo. Heloísa, conhecida como anjo. Os dois são arranjados para se casar, forçados pelos pais, juntando-se às duas máfias. Mas Heloísa acaba descobrindo que até o diabo já foi um anjo.Romance1.3 mil palavras8 2 -
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 9 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4