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"Humilhada Como Substituta, Ela Se Casou em Segredo com o Bilionário Mais Poderoso da Alta Sociedade" Capítulo 3

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O temporal desabou sobre o Rio de Janeiro com uma fúria desmedida, transformando as avenidas da Zona Sul em rios caudalosos e barulhentos.

Na entrada de um dos palacetes mais exclusivos de Copacabana, a alta sociedade carioca desfilava sob guarda-chuvas de grife e sorrisos falsos.

Valentina, vestindo um modelo de alta-costura alugado que custava mais do que o aluguel de sua casa, tentava enturmar-se com o grupo de elite.

No entanto, a recepção das antigas colegas de festas foi gélida e cruel, marcada por olhares de soslaio e sussurros venenosos de esguelha.

Isabella, a herdeira mais rica e temida daquela roda de patricinhas, ergueu a taça de cristal com um falso ar de inocência fingida.

Querida Valentina, você realmente achou que colocar um vestido passado a ferro ia apagar a origem humilde da sua família? provocou Isabella.

Afinal de contas, todo mundo sabe que o seu sobrenome só aparece nos jornais quando há calotes ou dívidas impagáveis para vencer.

Uma onda de risadas abafadas ecoou pelo terraço coberto, fazendo o sangue de Valentina ferver de ódio e humilhação contida.

Com o rosto ruborizado de raiva e vergonha, Valentina tentou revidar com um insulto, mas o nervosismo a traiu completamente no pior momento.

Isabella deu um passo falso proposital, fingindo tropeçar, e entornou uma taça inteira de vinho tinto tinto sobre o peito do vestido de Valentina.

Um verdadeiro banho escarlate manchou o tecido branco impecável, transformando a suposta obra-prima em um trapo ridículo e patético.

Oops, que descuido imperdoável o meu, gesticulou Isabella com um sorriso cínico, sem demonstrar o menor pingo de arrependimento real.

Mas não se preocupe, querida, um trapo desses nem vale a pena mandar para a lavanderia especializada da nossa cidade.

As outras convidadas riram abertamente da desgraça alheia, empurrando Valentina para a calçada molhada e sem o menor pingo de pudor.

Com o celular encharcado e o salto agulha afundando na lama, Valentina discou o número de casa aos prantos, exigindo socorro imediato.

Mãe, venha me buscar agora mesmo nesta pocilga de festa! Elas me humilharam, estragaram meu vestido e eu estou na chuva! gritava ela.

Do outro lado da linha, Carmen ouviu os gritos de desespero da filha favorita e quase desmaiou de pena, prometendo mandar um carro urgente.

A poucas quadras dali, o trânsito da Avenida Atlântica encontrava-se completamente paralisado devido ao acúmulo de água da chuva implacável.

No banco traseiro de uma imponente e silenciosa limusine blindada, Enzo Silva observava o caos da cidade com um semblante de tédio glacial.

O ar-condicionado do veículo mantinha uma temperatura agradável, contrastando fortemente com o temporal violento que castigava os transeuntes lá fora.

O bilionário cruzou as pernas vestidas com alfaiataria impecável e olhou distraído para a tela iluminada de seu tablet corporativo de última geração.

O dossiê digital exibia fotografias recentes, relatórios de atividades e anotações detalhadas sobre a rotina de Victoria em um modesto ateliê paulista.

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Enzo repassava cada detalhe daquelas informações com uma curiosidade sutil, lembrando-se do perfume de chuva e da pureza da garota no restaurante.

Foi quando os faróis da limusine iluminaram uma figura patética escorregando e caindo de joelhos na lama da sarjeta daquela rua escura.

Era Valentina, que tentava correr atrás de um táxi vazio que passou direto, desequilibrando-se com o salto quebrado na poça d'água.

O vestido caro rasgou de vez, e a lama cobriu seus joelhos e seu cabelo ruivo, enquanto os motoristas buzinavam sem piedade para ela.

Carmen havia acabado de chegar de táxi na esquina oposta e corria na chuva para amparar a filha favorita, gritando desesperada por ajuda.

Minha pobre Valentina! Quem fez isso com você, meu amor? pranteva a mãe, tentando puxar a jovem para a calçada lamacenta.

Enzo olhou pela janela blindada do carro e reconheceu imediatamente a fisionomia daquela família que tentara empurrar-lhe uma farsa barata.

A expressão de repulsa no rosto do magnata endureceu ainda mais, revelando o profundo desprezo que sentia pela hipocrisia daquelas mulheres.

O motorista particular olhou pelo retrovisor e perguntou em tom respeitoso se deveria parar para prestar algum tipo de auxílio às duas.

Não pare, deu a ordem seca Enzo, com a voz fria como o gelo do polo sul, indicando para o motorista seguir em frente.

O veículo arrancou com potência, passando por cima de um grande bolsão d'água acumulada bem ao lado da calçada onde a dupla estava.

Um tsunami de água suja e lama da sarjeta ergueu-se com o peso das rodas e despencou inteirinho sobre a cabeça de Carmen e Valentina.

O banho de lama foi total, silenciando os gritos da mãe e deixando-as completamente irreconhecíveis sob a chuva torrencial do Rio de Janeiro.

Valentina cuspiu a água suja da boca e, cega por um ódio primitivo e irracional, viu a lanterna vermelha da limusine sumindo na neblina.

Num ápice de fúria descontrolada, ela arrancou o sapato de salto que havia quebrado e o arremessou com toda a força contra o carro.

O salto atingiu em cheio a lataria traseira do veículo de luxo com um baque abafado, antes de cair irremediavelmente na valeta da rua.

Você vai pagar por isso, seu desgraçado! gritava Valentina para o vento, sem saber que aquele carro pertencia ao homem mais perigoso do país.

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