localização atual: Novela Mágica Meu Filho Voltou do Futuro Para Escolher Outra Mãe Parte 6 — Minha Mãe Nunca Foi Bianca
标题上

"Meu Filho Voltou do Futuro Para Escolher Outra Mãe" Parte 6 — Minha Mãe Nunca Foi Bianca

正文开头

Parte 6 — Minha Mãe Nunca Foi Bianca

Theo permaneceu escondido atrás da cortina.

Bianca encerrou a ligação e voltou para o quarto sem vê-lo.

O menino não conseguiu dormir.

Durante todo aquele tempo, acreditara que Bianca seria a mãe perfeita. No futuro, sempre que Caio saía de casa para ajudá-la, Theo imaginava que ela devia ser especial.

Lívia chorava e discutia.

Bianca sorria, comprava presentes e dizia que ele merecia uma família feliz.

Theo concluíra que, se tivesse Bianca como mãe, Caio nunca mais iria embora.

Agora sabia que ela não estava grávida.

E que pretendia abandonar os dois depois de roubar o dinheiro de Caio.

Na manhã seguinte, a babá colocou o café sobre a mesa. Bianca apareceu usando um vestido novo e óculos escuros.

Theo ficou de pé.

"Você mentiu."

A babá olhou para ele.

Bianca retirou os óculos devagar.

"Do que está falando?"

"Não existe bebê."

O rosto dela perdeu a cor.

Theo continuou:

"Você está enganando meu pai e vai fugir."

Bianca dispensou a babá.

"Leve o lixo para baixo."

"Mas o menino..."

"Eu cuido dele."

Assim que a porta se fechou, Bianca segurou Theo pelo braço.

"O que você ouviu?"

"Tudo."

"Você entendeu errado."

"Vou contar para o papai."

Ele tentou correr, mas Bianca o puxou.

"Você não vai contar nada."

"Solte!"

Theo chutou a perna dela. Bianca perdeu o equilíbrio e, tomada pela raiva, empurrou-o com as duas mãos.

O menino caiu.

Sua cabeça bateu na quina da parede.

O corpo permaneceu imóvel no chão.

Bianca ficou paralisada.

"Theo?"

Nenhuma resposta.

Ela se agachou e tocou seu rosto.

Quando viu o sangue, começou a gritar.

Um dos seguranças entrou e chamou uma ambulância. A babá voltou correndo e encontrou Bianca chorando ao lado do menino.

"Ele tropeçou", Bianca afirmou. "Foi um acidente."

As câmeras internas, porém, haviam registrado tudo.

Caio chegou ao hospital antes de Theo acordar.

Marcelo colocou um tablet diante dele.

"O senhor precisa ver."

A gravação mostrava Bianca segurando Theo, sendo chutada e empurrando-o com força.

Caio assistiu duas vezes.

Depois se levantou.

"Traga Bianca."

Ela entrou escoltada por dois seguranças.

"Caio, eu posso explicar."

"Você empurrou uma criança."

"Ele me atacou! Eu apenas tentei afastá-lo."

"Você mentiu sobre o acidente de Lívia, sobre o câncer, sobre Davi e agora sobre isso."

"Estou grávida. Precisa pensar no nosso bebê."

Caio olhou para a barriga dela.

"Vamos fazer o exame hoje."

Bianca recuou.

"É cedo demais."

"Então faremos todos os exames possíveis e repetiremos quantas vezes forem necessárias."

A porta do quarto se abriu. Uma enfermeira avisou que Theo recuperara a consciência.

Caio correu para junto da cama.

O menino abriu os olhos lentamente.

"Pai..."

"Estou aqui."

Theo começou a chorar.

"Quero minha mãe."

Caio apertou sua mão.

"Bianca está aqui."

"Ela não é minha mãe!"

A força do grito surpreendeu todos.

Bianca tentou se aproximar.

"Theo, meu amor, eu sinto muito. A mamãe não queria machucar você."

正文1

"Não me chame assim!"

Ele se agarrou a Caio.

"Minha mãe é Lívia."

Caio parou de respirar.

"O que você disse?"

"Minha mãe é Lívia."

Theo olhou para Bianca com medo e raiva.

"Eu menti no casamento."

As palavras saíam entre soluços.

"Eu não sou filho de Bianca. Disse aquilo porque, no futuro, você nunca ficava em casa. Você sempre corria quando Bianca ligava."

Caio empalideceu.

"Eu achava que Lívia fazia você ir embora porque brigava demais. Pensei que, se Bianca fosse minha mãe, vocês não discutiriam e eu teria meu pai comigo."

"Theo..."

"Eu só queria que você ficasse em casa."

Caio fechou os olhos, atingido pela verdade.

O menino não escolhera Bianca porque ela o amava.

Escolhera-a porque a presença dela sempre significara a ausência do pai.

Theo apontou para Bianca.

"Ela também mentiu sobre tudo."

Bianca tentou interrompê-lo.

"Ele bateu a cabeça. Não sabe o que está dizendo."

"Sei, sim!"

Theo falou mais alto:

"Na festa junina, Lívia não empurrou ninguém. Bianca se jogou para perto dela quando as pessoas começaram a correr."

Caio lembrou-se de como me obrigara a pedir desculpas.

"No aniversário, foi Bianca quem me deu o bolo. Ela leu a placa e disse que um pedacinho não faria mal."

Theo chorou ainda mais.

"Quando acordei, ela ficou atrás de você e fez sinal para eu dizer que tinha sido Lívia. Eu menti porque queria que Bianca gostasse de mim."

Caio perdeu o pouco de cor que ainda tinha.

A cena no hospital voltou inteira à sua memória.

Minha voz tremendo.

Minha pergunta sobre os dez anos que vivemos juntos.

Meu olhar quando percebi que ele acreditaria em qualquer pessoa antes de acreditar em mim.

Bianca soltou uma risada amarga.

"Agora vai fingir que a culpa é toda minha?"

Caio virou-se para ela.

"Cale a boca."

"Fui eu que o obriguei a desconfiar de Lívia? Fui eu que segurou o braço dela e exigiu desculpas?"

"Cale a boca!"

"Você conhecia aquela mulher havia dez anos, Caio. Bastou que eu chorasse para transformá-la em uma assassina."

Ele avançou, mas os seguranças ficaram entre os dois.

Bianca abriu um sorriso cruel.

"Eu menti. Mas você escolheu acreditar."

Caio apontou para a porta.

"Levem-na de volta à custódia. Entreguem todas as gravações à polícia e cancelem qualquer ajuda jurídica oferecida por mim."

Bianca começou a gritar.

"Você não pode fazer isso! Estou grávida!"

Theo balançou a cabeça.

"Ela não está. Eu ouvi quando marcou a fuga."

Caio olhou para Marcelo.

"Verifique todas as compras, transferências e saques. Bloqueie qualquer cartão vinculado à empresa."

"Sim, senhor."

"E avise Camila Torres de que estou disposto a entregar tudo o que sei."

Bianca foi retirada do quarto.

Desta vez, Caio não tentou protegê-la.

Theo apertou a mão dele.

"Pai, Lívia vai me perdoar?"

Caio acariciou os cabelos do menino.

"Vamos encontrá-la."

"Ela ainda vai ser minha mãe?"

A pergunta ficou sem resposta.

正文2

Em Lisboa, eu entrava na sala do conselho da divisão europeia.

O contrato que salvara gerara novas propostas, e meu pai queria que eu assumisse permanentemente a direção da unidade.

Rafael se sentou ao meu lado.

"Está nervosa?"

"Passei anos acreditando que tinha perdido a capacidade de fazer isso."

"E agora?"

"Agora sei que ela só estava esperando que eu voltasse."

A apresentação durou quarenta minutos.

Quando terminei, o presidente do conselho fechou o relatório.

"A divisão registrou o melhor resultado trimestral em quatro anos. A nomeação de Lívia Montenegro como diretora executiva está aprovada."

Os aplausos encheram a sala.

Saí para a varanda e liguei para meus pais. Minha mãe chorou. Meu pai declarou que sempre soubera que eu conseguiria, embora a voz emocionada quase não saísse.

Rafael apareceu com duas xícaras de café.

"Diretora executiva."

"Diretor de estratégia."

"Agora que oficialmente manda em mim, devo começar a ter medo?"

"Somente se voltar a esconder custos nos anexos dos relatórios."

Ele colocou a mão no peito.

"Isso foi uma acusação grave."

Eu ri.

O som ainda me parecia novo.

Naquela tarde, meu número corporativo recebeu dezenas de chamadas internacionais. A recepcionista avisou que um homem chamado Caio Valença insistia em falar comigo.

"Não transfira."

"Ele disse que está vindo para Lisboa."

Minha alegria esfriou por um instante.

"Informe à segurança que ele não tem autorização para entrar no prédio."

Dois dias depois, eu e Rafael saíamos para almoçar quando vi Caio do outro lado da rua.

Theo segurava sua mão.

Os dois estavam mais magros. Caio usava a mesma expressão desesperada que, na outra vida, eu vira no espelho incontáveis vezes.

Ele atravessou a rua.

"Lívia."

Continuei parada.

Rafael percebeu a tensão.

"Quer que eu chame a segurança?"

"Não será necessário."

Caio olhou para ele.

"Precisamos conversar em particular."

"Não temos nada para conversar."

"Eu sei de tudo."

"Parabéns."

"Lívia, por favor."

Theo soltou a mão dele e se aproximou.

"Mãe..."

Dei um passo para trás.

A criança congelou.

"Eu contei a verdade", disse Theo. "Bianca não é minha mãe. Eu menti porque queria que o papai ficasse comigo."

Seu queixo tremia.

"Também contei sobre o bolo e sobre o fogo. Eu sinto muito."

Caio respirou fundo.

"Bianca voltou para a prisão domiciliar reforçada. Entreguei as gravações e retirei toda a assistência. Quando o processo for concluído, ela responderá por tudo."

"Isso não muda o que você fez."

"Eu sei."

"Não, Caio. Você só descobriu que apostou na mulher errada. Isso não significa que finalmente aprendeu a confiar em mim."

"Posso aprender."

"Com outra pessoa."

Ele empalideceu.

"Lívia, nós éramos felizes antes de Bianca voltar. Podemos recomeçar."

"Eu já recomecei."

"Temos uma família."

"Não."

Caio puxou Theo gentilmente para a frente.

"Ele contou a verdade. É nosso filho. Veio do futuro porque nós ainda vamos ficar juntos."

Theo segurou a barra do meu casaco.

"Eu prometo ser um filho bom. Quando voltarmos para o futuro, nunca mais vou pedir outra mãe."

Olhei para aqueles pequenos dedos.

Na primeira vida, eu os segurara durante febres, internações e pesadelos.

Entreguei a Theo um amor que ele nunca soubera ter sido uma escolha.

Soltei meu casaco de sua mão.

"Caio, você ainda não entendeu."

"O quê?"

"Theo não é nosso filho."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部