localização atual: Novela Mágica Meu Filho Voltou do Futuro Para Escolher Outra Mãe Parte 5 — A Casa Ficou Vazia
标题上

"Meu Filho Voltou do Futuro Para Escolher Outra Mãe" Parte 5 — A Casa Ficou Vazia

正文开头

Parte 5 — A Casa Ficou Vazia

Lisboa amanhecia quando saí do aeroporto.

Minha perna latejava, e o corte na testa estava coberto por um curativo. Eu empurrava a mala com dificuldade quando um homem alto, usando um sobretudo escuro, aproximou-se.

"Lívia Montenegro?"

"Sim."

"Rafael Nogueira. Diretor de estratégia da divisão europeia."

Ele mostrou o crachá e pegou a alça da minha mala.

"Disseram que eu receberia a nova diretora executiva. Ninguém mencionou que ela chegaria ferida."

"Foi uma despedida agitada."

Rafael não insistiu em perguntas.

"O carro está perto. Sua mãe pediu que eu a levasse primeiro a uma clínica particular."

"Não preciso de outra internação."

"Também fui instruído a não aceitar essa resposta."

Apesar do cansaço, sorri.

"Você sempre obedece à minha mãe?"

"Quando a ordem faz sentido."

A clínica confirmou que eu não sofrera lesões internas. Recebi novos curativos e a recomendação de permanecer em repouso por alguns dias.

Rafael me levou ao apartamento preparado pelo Grupo Montenegro.

Na cozinha havia frutas, refeições leves e o café brasileiro de que eu gostava. O aquecimento estava ligado, e sobre a mesa encontrei um bilhete da minha mãe.

Você não precisa provar nada no primeiro dia. Apenas volte a respirar.

Liguei para meus pais.

Minha mãe chorou assim que viu meu rosto pela videochamada. Meu pai tentou falar sobre segurança, mas acabou ficando em silêncio, com os olhos vermelhos.

"Eu estou bem", garanti.

"Você quase morreu", ele respondeu.

"Mas não morri."

"Não esconda mais nada de nós."

"Não vou esconder."

A promessa pareceu reparar uma pequena parte do que destruí na outra vida.

Naquela noite, dormi sem pesadelos.

Enquanto eu começava uma nova vida em Lisboa, Caio descobria o tamanho da mentira na qual escolhera acreditar.

Pouco depois de sair do meu quarto, ele foi visitar Davi.

Bianca estava sentada ao lado da cama, dando comida a ele. Theo dormia em uma poltrona.

Quando Caio entrou, Davi afastou-se depressa.

"Como ele está?", Caio perguntou.

"Sentindo muita dor", Bianca respondeu. "Mas meu primo não guarda rancor. Disse que aceita esquecer o que Lívia fez se receber uma compensação."

Caio assinou a autorização para pagar as despesas médicas.

"Eu cuidarei disso."

A porta se abriu antes que ele pudesse sair.

Dois investigadores da Polícia Civil entraram acompanhados por Camila.

"Davi Moura, precisamos interrogá-lo sobre uma tentativa de homicídio."

Bianca levantou-se.

"Isso é absurdo! Foi Lívia quem bateu nele."

Camila colocou uma cópia da gravação sobre a mesa.

"As câmeras da avenida mostram o senhor Moura perseguindo o veículo de Lívia Montenegro e provocando repetidas colisões."

Caio perdeu a cor.

O investigador continuou:

"Também temos registros de pedágio, localização telefônica e transferências bancárias feitas pela senhora Bianca Azevedo."

"Ela pagou transporte", Davi respondeu depressa.

"Então poderá explicar isso na delegacia."

Bianca tentou pegar o telefone, mas o aparelho foi apreendido.

Caio saiu correndo.

Meu quarto estava vazio.

Uma enfermeira retirava os lençóis.

正文1

"A paciente recebeu alta há algumas horas", explicou.

"Para onde ela foi?"

"Não informou."

Ele ligou para mim.

O número já não existia.

Dirigiu até nossa casa, ultrapassando sinais e ignorando as mensagens que chegavam ao celular.

A mansão estava escura.

"Lívia!"

Nenhuma resposta.

Ele acendeu as luzes e percorreu todos os cômodos. Abriu armários, gavetas e o cofre.

Meus documentos e roupas essenciais haviam desaparecido.

Os presentes continuavam ali.

Caio encontrou o anel de noivado sobre a mesa e finalmente compreendeu.

Eu não estava esperando que ele viesse me buscar.

Eu o havia deixado.

Na manhã seguinte, Marcelo, seu assistente, telefonou.

"A polícia confirmou que Davi e Bianca não são parentes."

Caio fechou os olhos.

"Continue."

"Eles mantêm um relacionamento íntimo há anos. A equipe de Lívia também entregou provas de que Bianca nunca teve câncer."

O telefone quase escapou de sua mão.

"Isso é impossível."

"O hospital negou a existência do diagnóstico. Há ainda mensagens antigas em que Bianca diz ter rejeitado o senhor porque não queria se envolver com um homem sem dinheiro."

Caio lembrou-se de todas as vezes em que defendera Bianca.

De como exigira que eu pedisse desculpas.

De como me acusara enquanto eu estava ferida em uma cama de hospital.

"Há mais alguma coisa?"

"Bianca fez pagamentos a Davi antes dos dois acidentes de Lívia."

Caio não conseguiu responder.

Theo acordou no sofá e estendeu os braços.

"Cadê ela?"

Caio olhou para a criança.

"Foi embora."

Por um segundo, Theo pareceu assustado.

Depois abriu um sorriso.

"Então agora você pode ficar com a mamãe Bianca. Logo vou nascer da barriga dela."

Caio sentiu um desconforto que nunca experimentara ao ouvir aquela frase.

Antes que pudesse responder, o telefone tocou novamente.

Bianca ligava da delegacia.

"Caio, eu preciso de você."

"Não me procure mais."

"Estou grávida."

Ele ficou imóvel.

"Você está mentindo."

"Nós dormimos juntos ontem. Você não se lembra porque coloquei algo na sua bebida."

Caio apertou o telefone.

Bianca continuou:

"Theo disse quando vai nascer. Se ele veio de seis anos no futuro, então eu já devo estar grávida. Se me deixar presa aqui, poderá perder seu filho."

Caio sabia que uma gravidez não poderia ser confirmada tão cedo.

Também sabia que tudo o que Bianca dissera sobre o passado era mentira.

Ainda assim, olhou para Theo.

O menino o observava com esperança.

O futuro parecia ter se transformado em uma armadilha.

"Vou mandar um advogado", Caio respondeu.

Ele não conseguiu libertá-la completamente. Com as provas do acidente, Bianca recebeu apenas o direito de aguardar parte da investigação em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica e entregando o passaporte.

Caio a instalou em um apartamento pertencente à empresa.

Não a levou para nossa casa.

Aquele lugar ainda guardava meu cheiro, meus livros e a fotografia virada para baixo.

Mesmo depois de descobrir tudo, uma parte dele continuava imaginando que eu voltaria.

Theo insistiu em ficar com Bianca.

正文2

"Ela é minha mãe."

Caio contratou uma babá e dois seguranças para permanecerem no apartamento.

Bianca sorriu diante dele, abraçou Theo e levou a mão ao ventre.

Assim que Caio saiu, afastou o menino.

"Não fique grudado em mim."

Theo piscou.

"Mas eu sou seu filho."

"Você ainda nem nasceu. Vá brincar."

Naquela noite, Bianca exigiu uma bolsa de quase quarenta mil reais, afirmando que precisava manter o equilíbrio emocional para proteger o bebê.

Caio autorizou a compra.

Ela pediu joias, roupas e dinheiro para consultas particulares.

Ele pagou tudo.

Em Lisboa, eu passei três dias me recuperando antes de entrar na sede da divisão europeia.

A situação era pior do que os relatórios indicavam.

Um contrato de distribuição para Espanha e Portugal estava prestes a ser cancelado, e a empresa perderia milhões de euros.

Na primeira reunião, um diretor português olhou para meu curativo e perguntou se eu preferia adiar minha apresentação.

"Não", respondi. "Prefiro impedir que percamos o maior cliente da divisão."

Apresentei um plano para substituir duas transportadoras, renegociar prazos e usar centros logísticos menores durante a transição.

Rafael fez perguntas difíceis.

Eu respondi a todas.

Ao final, ele fechou a pasta.

"Se funcionar, evitaremos a rescisão."

"Vai funcionar."

"Você parece muito segura."

"Passei tempo demais deixando outras pessoas decidirem o meu valor. Não pretendo repetir isso aqui."

Durante as duas semanas seguintes, trabalhei ao lado de Rafael todos os dias. Visitamos armazéns, renegociamos cláusulas e reconstruímos o cronograma de entregas.

O cliente manteve o contrato.

Na comemoração, Rafael me entregou uma taça de espumante sem álcool.

"À mulher que chegou ferida e resolveu em quinze dias um problema que ninguém conseguiu resolver em seis meses."

"À equipe que não tentou me mandar de volta para a cama."

Ele sorriu.

Pela primeira vez em muitos anos, eu me reconheci na mulher refletida na janela.

Não era a noiva abandonada.

Não era a dona de casa ciumenta descrita por Caio.

Eu era Lívia Montenegro.

E estava voltando a ser dona da própria vida.

Na mesma noite, a milhares de quilômetros dali, Theo acordou no sofá do apartamento de Bianca.

A porta da varanda estava aberta.

Bianca falava ao telefone.

"Caio vai me levar ao hospital na próxima semana. O exame vai provar que não estou grávida."

Ela fez uma pausa.

"Você precisa deixar o carro pronto. Essa será minha única chance de fugir."

Theo aproximou-se em silêncio.

"Já tirei dinheiro suficiente daquele idiota para viver por meses", Bianca continuou. "Só preciso me livrar da tornozeleira e daquele garoto insuportável."

Theo cobriu a boca para não fazer barulho.

Bianca riu.

"Claro que ele não é meu filho. Eu nunca suportaria ser mãe."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部