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"Expulsa Sem Nada? Descartada na Lama, a Ex-Esposa É... a Única Herdeira do Império Global!" Capítulo 2

正文开头

As horas seguintes trouxeram um silêncio pesado e sufocante ao apartamento da zona sul.

Ricardo trancara-se no quarto de hóspedes sem olhar para trás nenhuma vez sequer.

Suzana permaneceu sentada na cadeira da escrivaninha até o amanhecer tingir o céu de cinza.

A luz pálida da manhã paulistana infiltrava-se pelas frestas da cortina gasta e mofada.

Ela lia e relia cada linha daquele documento enviado pelo escritório de advocacia carioca.

Não havia mais dúvidas, medos ou hesitações em sua mente lúcida e cortante.

A mulher submissa e frágil havia sido assassinada pelas cruéis palavras do próprio marido.

No lugar dela, nascia a única herdeira universal e legítima do império financeiro Leoni.

O telefone celular sobre a mesa vibrou novamente com uma nova notificação de prioridade.

Era o advogado chefe do escritório exigindo uma resposta imediata e formal dela.

Suzana respirou fundo, sentindo o peso de um mundo novo desabar sobre seus ombros.

Ela digitou apenas uma frase curta e definitiva para confirmar sua posição inabalável.

"Estou pronta para assumir o controle total, preparem todos os papéis necessários."

A resposta chegou em segundos acompanhada de um relatório financeiro sigiloso e detalhado.

Os ativos globais sob sua tutela direta superavam bilhões de dólares em todo o mundo.

Dinheiro que poderia comprar a empresa de Ricardo cem vezes no mesmo único dia.

Ela olhou para o próprio reflexo na tela escura do computador trincado e antigo.

Não havia mais vestígios daquela esposa desesperada e implorante de ontem à noite.

Apenas uma frieza absoluta e calculista brilhava intensamente em suas íris âmbar.

Na sala ao lado, os passos pesados de Ricardo indicavam que ele finalmente acordara.

A porta do quarto abriu-se com um rangido irritante e estridente na madeira velha.

Ele surgiu vestindo um terno novo e impecável, pronto para ir à sede da holding.

Ao ver Suzana parada no corredor, ele bufou com evidente e descarada impaciência.

"Ainda está rondando por aqui com essa cara de choro e desespero?" zombou ele.

"É melhor arrumar suas coisas logo, pois a Valentina vai se mudar hoje mesmo."

"Eu não quero ver nem o seu cheiro quando eu voltar para casa à noite."

Suzana virou-se lentamente para encará-lo com uma serenidade completamente aterrorizante.

Nenhum músculo de seu rosto tremeu diante daquela ofensa cruel e direta dele.

Seus lábios desenharam um sorriso misterioso que desorientou o empresário por um segundo.

"O que foi agora? Ficou louca de vez com essa gravidez?" perguntou Ricardo irritado.

"Não se preocupe, Ricardo, eu vou sair desta casa muito em breve" respondeu ela.

A voz dela soava tão calma e gélida que ele estranhou a mudança repentina.

Mas a arrogância cega o impediu de perceber o perigo iminente à sua frente.

Ele pegou as chaves do carro de luxo sobre o aparador de entrada da sala.

"Ótimo, faça-me esse favor e suma da minha vista para todo o sempre."

A porta bateu com força estrondosa anunciando a partida definitiva dele rumo à empresa.

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No entanto, o destino cobraria um preço terrível pela crueldade daquele homem.

Poucos dias depois, a tragédia física abateu-se sobre o corpo exausto de Suzana.

A forte tempestade que desabava sobre São Paulo parecia refletir o caos em seu ventre.

No meio da madrugada, uma dor lancinante e insuportável rasgou o seu abdômen.

Suzana percebeu horrorizada que o parto havia disparado com semanas de antecedência.

O sangue manchava o piso da sala enquanto ela gemia de dor no chão frio.

Com as mãos trêmulas, ela conseguiu arrastar-se até o telefone fixo da cozinha.

Discou o número de emergência do hospital particular onde o pré-natal fora pago.

A ambulância chegou rapidamente, mas o trajeto sob o temporal foi um verdadeiro inferno.

No hospital, os médicos constataram um quadro gravíssimo de descolamento prematuro de placenta.

A hemorragia interna era intensa e a vida da mãe e do bebê corriam perigo.

A enfermeira chefe correu até a recepção para ligar urgentemente para o marido.

O telefone de Ricardo chamou várias vezes até que uma voz feminina atendeu.

"Quem ousa ligar para o meu amor a esta hora da madrugada?" chiou Valentina.

"A senhora Suzana está em trabalho de parto de emergência e com hemorragia!"

"O senhor Ricardo precisa vir assinar a autorização para a cirurgia de risco!"

Valentina soltou uma risada cínica do outro lado da linha luxuosa e abafada.

"Ah, por favor, deixe a dramática morrer em paz, nós estamos comemorando."

"O Ricardo não vai perder a festa por causa de golpes baratos dessa mulher."

A ligação foi cortada na cara da enfermeira estupefata com tanta crueldade.

Dentro da sala de cirurgia, os bipes dos monitores começavam a falhar perigosamente.

O médico responsável olhou para a equipe com o suor escorrendo pela testa.

"Perdemos os sinais vitais do bebê, precisamos agir rápido para salvar a mãe!"

Mas Suzana, em um sobressalto de pura força ancestral, abriu os olhos à força.

Uma onda de fúria e sobrevivência inundou cada célula de seu corpo quase sem sangue.

Ela não podia morrer ali, abandonada e esquecida em uma maca de hospital público.

Com um esforço sobre-humano, reunindo o último sopro de vida que lhe restava.

Ela empurrou com todas as forças enquanto os médicos gritavam de espanto.

O choro esganiçado de um menino ecoou pelas paredes estéreis da sala cirúrgica.

Ela havia conseguido, mas seu coração estava completamente morto para o mundo.

Semanas mais tarde, após alta médica e um mês de recuperação solitária e dolorosa.

Suzana retornou ao apartamento de São Paulo carregando o filho recém-nascido no colo.

Ao abrir a porta da sala, ela congelou diante do cenário de humilhação total.

O apartamento estava decorado com os pertences caros de Valentina Sousa por todo lado.

A própria Valentina estava recostada no sofá principal usando um roupão de seda.

Ao lado dela, a senhora Maria Teresa, sogra de Suzana, sorria com desprezo.

"Olha só quem resolveu dar as caras, a imprestável com a cria a tiracolo" disse Maria.

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"Você teve a audácia de voltar para a nossa casa, sua sanguessuga desgraçada?"

Valentina cruzou as pernas com afetação e olhou para o bebê com enorme nojo.

"O Ricardo não quer essa criança chorona por perto, ele já mandou os papéis."

Nesse exato momento, a porta da entrada abriu-se com um estrondo autoritário.

Ricardo entrou acompanhado por dois seguranças particulares de terno e óculos escuros.

Ele olhou para Suzana com uma expressão de pura repugnância e tédio profundo.

"Você demorou para entender o recado, Suzana, mas finalmente chegou" falou ele.

Ele jogou uma pasta de couro preta diretamente sobre a mesinha de centro.

"Assine a papelada de divórcio e o termo de renúncia total de bens imediatamente."

"Você vai sair daqui apenas com a roupa do corpo, sem direito a um centavo."

"E trate de deixar essa criança bastarda para a adoção, não vou criá-la."

Maria Teresa deu uma gargalhada estridente, aprovando a maldade extrema do filho.

"Excelente, meu filho! Essa gente pobre só serve para dar golpe na alta sociedade."

Suzana olhou para os três rostos repletos de ganância, maldade e soberba absoluta.

Nenhuma lágrima caiu de seus olhos; ela apenas sentiu um vazio gélido e perfeito.

Lentamente, ela abriu a bolsa preta que trazia pendurada no ombro esquerdo.

Retirou de lá uma caneta tinteiro dourada, gravada com o brasão dos Leoni.

Assinou o seu nome com uma caligrafia firme, elegante e terrivelmente fria no papel.

"Pronto, Ricardo, o seu desejo foi realizado com absoluto sucesso" disse ela calmamente.

Ricardo pegou o documento, conferiu a assinatura e sorriu com triunfo idiota.

"Ótimo! Agora sumam daqui antes que eu mande tirá-los à força com a polícia."

Os seguranças avançaram de maneira ameaçadora em direção à ex-esposa indefesa.

Suzana virou as costas sem proferir mais nenhuma palavra de defesa ou apelo.

Ela desceu as escadas do prédio segurando firmemente o seu filho recém-nascido.

A chuva castigava a calçada fria da rua em uma noite escura e impiedosa.

Com as roupas encharcadas e sem ter para onde ir na megalópole gigante.

Suzana caminhou trpegando até o meio fio da avenida principal deserta.

O vento cortante rasgava o seu casaco fino enquanto o bebê chorava baixinho.

Ela respirou fundo e abriu a aba lateral da bolsa, buscando um velho cartão.

Um cartão preto com letras prateadas que ela guardava havia longos cinco anos.

Com os dedos trêmulos pela exaustão, ela digitou a sequência de números gravados.

A chamada foi atendida no segundo exato em que o primeiro toque soou.

"Doutor Domingos... sou eu, Suzana" sussurrou ela com a voz firme na tempestade.

Do outro lado da linha, o velho mordomo suspirou com uma devoção infinita.

"Minha senhora, finalmente a senhora nos deu o sinal verde para agir?"

"Sim, Domingos" respondeu Suzana enquanto olhava para as luzes da cidade.

"Venham me buscar."

A ligação foi encerrada com um clique seco que cortou o barulho da chuva.

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