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"A Namorada do Milionário Tentou Ferir Seu Filho — Mas o Gravador no Avental da Governanta" Capítulo 5

正文开头

Henrique alcançou o quadro de emergência quando um pé-de-cabra cortou o ar diante de seu rosto.

Ele se abaixou e atingiu o invasor com o ombro. Os dois bateram contra a parede. A ferramenta caiu. Henrique segurou o homem pelo casaco.

— Mande os outros parar.

O homem riu e apontou para o corredor em chamas.

— Tarde demais, patrão.

Henrique o empurrou contra o piso, apanhou o pé-de-cabra e quebrou o vidro do alarme. A sirene atravessou o vale.

O invasor tentou levantar. Henrique travou a porta do quadro sobre ele e correu para a escada. Uma parede de fogo bloqueava a passagem.

— Sara!

Ninguém respondeu.

Ele pegou um extintor, abriu caminho por dois metros e foi obrigado a recuar. A camisa grudava nas costas. Fumaça queimava seus olhos.

Rogério apareceu no fim do corredor.

— Sua mulher manda lembranças.

— Ela não é minha mulher.

— Depois de hoje, isso não importa.

Rogério avançou. Henrique lançou o extintor contra seus joelhos e correu para a saída lateral. Uma viga caiu atrás dele.

No jardim, ouviu Vitória gritar que Sara estava com Leo. Henrique mudou de direção, mas Rogério o atingiu pelas costas. Caiu sobre o cascalho.

— Onde está meu filho?

— Correndo com a babá — respondeu Vitória. — Por enquanto.

Henrique tentou alcançar seu tornozelo. Rogério chutou sua mão.

Ao longe, sirenes subiam a estrada. Vitória correu para o carro.

— Acabem e saiam pelos fundos!

Rogério olhou para as luzes vermelhas e abandonou Henrique. Entrou na mata com dois homens.

Henrique se arrastou até a fonte do pátio, molhou a camisa e cobriu o rosto. Bombeiros atravessaram o portão quando ele alcançou a entrada.

— Meu filho está na propriedade! — gritou. — Sara Nascimento está com ele. Vitória Vasconcelos ordenou o incêndio.

A capitã Helena Duarte saiu da primeira viatura.

— Quantos invasores?

— Pelo menos três. Van preta, equipamento, combustível. Um correu para a mata.

Helena acionou o cerco e pediu ambulância. Dois carros bloquearam a estrada dos fundos.

Vitória entrou no esportivo e acelerou. Os faróis policiais fecharam o caminho. Ela freou e saiu com as mãos levantadas.

— Eu vim ajudar! — gritou. — Meu namorado enlouqueceu e incendiou a própria casa.

Henrique tentou avançar. Helena o segurou.

— Provas primeiro.

— Sara tem um gravador.

— Onde está Sara?

Henrique olhou para a mata escura.

— Protegendo meu filho.

Um estampido veio das árvores. Policiais ergueram armas e lanternas.

Henrique chamou o nome de Leo até a voz falhar.

Então, perto do portão, uma mulher respondeu:

— Ele está comigo.

Antes daquela voz surgir, Helena organizara três frentes. Bombeiros atacavam a ala oeste; policiais cercavam a mata; uma equipe médica montava atendimento junto à guarita.

Henrique tentou seguir os agentes.

— O senhor fica — ordenou Helena.

— Meu filho está lá.

— E homens armados também. Se entrar, cria mais uma pessoa para resgatar.

正文1

Henrique arrancou a manta térmica dos ombros.

— Eu conheço cada trilha.

— Então desenhe.

Ela abriu um mapa sobre o capô. Henrique marcou o riacho, o tronco caído e uma passagem de jardineiros que subia até a estrada. Helena enviou duas equipes pelos lados, deixando o centro livre para quem viesse fugindo.

Um bombeiro correu da entrada.

— Encontramos um homem preso no quadro elétrico. Está vivo.

— Custódia e ambulância — respondeu Helena.

O invasor tossia quando foi levado. Henrique o reconheceu.

— Foi ele que tentou me acertar.

Helena abaixou-se ao lado da maca.

— Quantos estão na mata?

O homem virou o rosto.

— Sua contratante está tentando fugir. Quando ela deixar você aqui, vai carregar tudo sozinho.

Ele olhou para o carro de Vitória bloqueado na descida. A hesitação durou apenas um segundo.

— Três. Rogério e mais dois.

— Armados?

— Dois revólveres. Rogério tem rádio e o telefone dela.

Helena transmitiu a informação.

Vitória ouviu e começou a gritar que o homem trabalhava para Henrique. O vestido verde estava manchado de fuligem, mas seus sapatos tinham lama vermelha do jardim leste.

— A senhora disse que ficou no carro — Helena observou.

— Eu corri para tentar ajudar.

— Pela área onde a governanta desceu?

Vitória fechou a boca.

Na floresta, Sara alcançou o tronco oco. A abertura lateral era estreita, coberta por musgo. Ela entrou de costas, ajeitou Leo e puxou folhas sobre as pernas.

— Agora preciso de você quietinho.

O bebê respirava rápido. Sara encostou um dedo em seus lábios. Leo agarrou-o e enterrou o rosto em seu ombro.

Botas romperam os galhos.

— Ela veio por aqui — disse um homem.

— Tem sangue na folha.

Sara olhou o corte do próprio braço. Uma gota escorria até o punho. Apertou o tecido da manga contra a pele.

A lanterna passou pela entrada do tronco. Parou. Voltou.

Um rádio chiou mais abaixo. A polícia ordenava rendição. O homem afastou a luz.

— Desce para o riacho. Ela vai procurar água ou estrada.

Os passos seguiram. Sara esperou até não ouvir galhos e saiu pelo lado oposto. Em vez de descer, subiu a encosta de quatro, apoiando uma mão no solo e outra em Leo.

No alto, encontrou a antiga cerca de pedra. Seguiu-a até a trilha dos funcionários. As sirenes ficaram mais fortes.

Rogério surgiu vinte metros atrás.

— Pare! Você não vai chegar ao portão.

Sara não olhou. Correu pela estrada interna. O primeiro carro de polícia entrou na curva e acendeu o farol alto. Rogério mergulhou entre as árvores.

— Mulher com bebê! — gritou um agente. — Cubram a saída dela!

Sara atravessou o facho de luz, levantou uma mão e continuou até o pátio.

Foi então que respondeu ao chamado de Henrique.

Helena chegou antes dele. Identificou Sara, afastou o tecido do rosto de Leo e confirmou que o bebê respirava.

— Dois homens atrás de mim — Sara informou. — Um desceu para o riacho. O outro pode estar na cerca leste.

A capitã transmitiu a informação e liberou o caminho para Henrique.

Vitória recuou em direção ao carro. Um policial bloqueou a porta.

— Estou passando mal.

— A ambulância atende aqui.

— Quero meu advogado.

— Terá direito. Mantenha as mãos visíveis.

Os bombeiros localizaram a van. Dentro havia galões, ferramentas, uma planta e uma caixa destinada ao gravador. Cada objeto foi numerado diante das câmeras corporais.

Henrique recebeu Leo e tentou entregá-lo aos paramédicos sem soltar a alça. Sara colocou a mão sobre a dele.

— Eles precisam examiná-lo.

Henrique abriu os dedos.

O paramédico colocou Leo numa maca aquecida, mediu oxigenação e ouviu seus pulmões. Henrique acompanhou ao lado, respondendo idade, peso e alergias. Quando não soube a marca da fórmula, olhou para Sara.

— Aptamil Profutura, duzentos mililitros por mamada — ela informou.

O profissional anotou.

— Saturação normal. Vamos levá-lo para observação por causa da fumaça.

Sara tentou subir na ambulância. Uma policial pediu que aguardasse a revista por segurança. Ela abriu os braços, mostrou os bolsos e entregou a chave de fenda retirada do duto.

Henrique desceu da ambulância.

— Ela vai conosco.

— Vai depois do procedimento — Helena corrigiu. — Aqui todos seguem o mesmo protocolo.

Sara assentiu antes que Henrique discutisse. A regra igual para todos era parte da proteção que haviam faltado na casa.

Helena acompanhou a maca até a ambulância e designou uma viatura para escolta. Antes de fechar a porta, recolheu a manta antichamas e o avental rasgado como provas. Sara pediu recibo dos dois objetos.

— Vai querer isso de volta? — perguntou a capitã.

— O avental, depois do processo. Leo saiu vivo preso nele.

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