标题上

"A Namorada do Milionário Tentou Ferir Seu Filho — Mas o Gravador no Avental da Governanta" Capítulo 3

正文开头

Vitória fechou o telefone e permaneceu olhando a mansão até as luzes da recepção se apagarem.

Rogério Braga recebeu a localização, as fotos do quadro elétrico e o código antigo do acesso de serviço. Chamava a si mesmo de Cobrador porque nunca aceitava dívida em aberto. Reuniu dois homens, galões de combustível e ferramentas de corte.

Na casa, Sara verificou as portas do térreo. O chefe de segurança enviara dois funcionários para acompanhar os últimos convidados; a guarita lateral estava vazia durante a troca de turno.

Ela testou a porta da cozinha. Trancada. Sala de jantar. Trancada. Terraço lateral. A fechadura respondeu, mas uma marca recente riscava a moldura.

Henrique desceu com Leo no colo.

— Você ainda está trabalhando?

— Estou conferindo o que Vitória conhecia.

— A equipe chega em dez minutos.

— Dez minutos é tempo.

Henrique não respondeu. Leo dormia contra o peito dele, uma mão aberta sobre a camisa branca.

— Troquei os códigos — disse. — A polícia vem pela manhã recolher o ferro e o áudio.

— Por que pela manhã?

— A delegacia de plantão pediu que preservássemos a cena.

Sara apontou para o risco na porta.

— Isso estava aqui antes?

Henrique se aproximou. Um som de metal tocou o vidro do lado de fora.

Sara apagou a luz da sala e puxou Henrique para longe da janela. Entregou-lhe a lanterna do avental e foi até a cortina.

Dois homens se agachavam junto ao acesso do porão. Um segurava um galão preto. O outro trabalhava no quadro elétrico com um alicate longo.

— Combustível — sussurrou.

Henrique tirou o telefone do bolso. A tela perdeu o sinal.

— Bloqueador.

Sara pegou Leo.

— Suba pela escada dos fundos. Ela não range nos três primeiros degraus.

O lustre piscou duas vezes e apagou. A mansão mergulhou no escuro.

Henrique tentou o telefone fixo da sala. Mudo.

Vidro quebrou na ala oeste. Logo depois, gasolina escorreu pelo mármore, espalhando um cheiro áspero.

— Procurem o andar de cima! — gritou um homem. — Vitória paga o dobro se o menino não sair.

Henrique ficou imóvel por meio segundo. Sara empurrou o ombro dele.

— Agora.

Eles subiram. Sara conhecia cada degrau; evitou os que rangiam. Henrique carregava Leo no bebê-conforto, mantendo a estrutura próxima ao corpo para não bater no corrimão.

No corredor superior, fumaça fina já subia pelas frestas. Henrique abriu o quarto principal e retirou um quadro da parede. Atrás dele, havia um leitor biométrico.

— Sala segura?

— Reforçada contra incêndio. Água, filtro de ar e rádio independente.

A impressão digital liberou a porta de aço.

Sara entrou primeiro e verificou o espaço. Estantes, suprimentos, máscaras, ferramentas, uma saída de ventilação. Henrique colocou Leo na maca.

O rádio chiou. O bloqueador também atingia a frequência externa.

— O alarme manual fica no térreo — disse Henrique.

— Há outro?

— O da garagem depende de energia.

正文1

Sara amarrou a máscara infantil próxima ao bebê-conforto.

— Entramos todos e esperamos.

— Se ninguém souber, eles podem incendiar cada saída.

Passos chegaram ao corredor.

Henrique entregou Leo a Sara. Os dedos dos dois se prenderam na alça.

— Proteja meu filho.

— Volte para ele.

— Vou acionar o alarme.

— Eu vou. Conheço o corredor de serviço.

— Eles procuram uma funcionária e um bebê. Eu consigo puxar a atenção.

Sara segurou o antebraço dele.

— Não seja herói. Seja pai.

Henrique cobriu a mão dela com a sua.

— É o que estou fazendo.

Ele recuou e fechou a porta. A trava girou do lado de fora.

Sara correu até o painel interno.

— Henrique!

A voz dele chegou abafada pelo aço.

— Se eu não voltar, leve Leo pela ventilação. O duto termina na varanda leste.

Passos se aproximaram. Henrique apagou a lanterna e desapareceu pelo corredor.

Sara abraçou o bebê-conforto enquanto, no térreo, o primeiro fósforo riscou.

Minutos antes, Rogério havia usado a chave do porão. O metal girou sem resistência. Um dos homens carregou dois galões até a lavanderia; o outro instalou o bloqueador ao lado do quadro elétrico.

— A ordem é fogo rápido e saída limpa — disse Rogério. — Procurem o gravador antes.

O homem mais jovem apontou para o teto.

— E a criança?

— A contratante pagou para não sair.

No andar superior, Sara conferiu as garrafas de água e as máscaras da sala segura. O painel mostrava autonomia de quarenta e cinco minutos com o filtro no máximo. A fumaça ainda não havia alcançado o duto, mas a temperatura externa subia.

Leo despertou com a sirene interna de falha elétrica. Sara silenciou o aviso e o tirou do bebê-conforto. Ele encostou a testa em seu queixo.

— Seu pai conhece a casa. Eu conheço você.

Ela gravou uma mensagem no aparelho de voz, caso não conseguisse sair.

— Meu nome é Sara Nascimento. Estou na sala segura do quarto principal com Leo Valença. Vitória Vasconcelos ordenou o ataque. Há pelo menos três homens e combustível no térreo.

Guardou o gravador por dentro da camisa.

Do lado de fora, Henrique atravessou o corredor de serviço e encontrou Célia escondida numa despensa. A mulher segurava um extintor.

— Os outros funcionários?

— Saíram pela cozinha antes de o fogo fechar. O motorista levou três para a guarita.

— Vá pela porta da adega. Ela abre para o jardim norte.

— E o senhor?

— Preciso acionar o alarme.

Célia entregou o extintor.

— O corredor da cozinha já tem gasolina. Use a passagem atrás da rouparia.

Henrique nunca entrara naquela passagem. Célia abriu um painel estreito e mostrou a escada usada para levar roupas sem atravessar as salas de recepção.

— Sara ensinou a todos os caminhos que não aparecem na planta dos convidados — disse.

Henrique desceu dois degraus e voltou.

正文2

— Saia agora.

— Traga ela e o menino.

O painel fechou. Henrique avançou pelo espaço escuro, guiado pela lanterna. Ouviu homens discutindo no térreo.

— A porta de aço está no quarto — disse um.

— Como sabem? — outro perguntou.

— A madame mandou a planta.

Henrique apertou o cabo do extintor. Vitória conhecia a sala segura e previra que ele levaria Leo até lá. A proteção mais cara da casa virara endereço para os invasores.

Ele mudou o rádio interno para o canal da segurança. Apenas estática. Antes de guardar o aparelho, ouviu uma voz quebrada:

— ...guarita norte... polícia avisada...

Alguém conseguira sair.

Na sala segura, Sara testou a porta interior. A fechadura não podia ser aberta enquanto o bloqueio externo estivesse ativo. Henrique planejara impedir que os homens a obrigassem a sair, mas também retirara sua escolha.

Ela abriu o manual de emergência e encontrou um diagrama do duto. A saída na varanda ficava a dezoito metros, com duas curvas e uma seção vertical de oitenta centímetros.

Sara prendeu a lanterna ao pulso.

— Se ouvirmos três pancadas, é seu pai. Qualquer outra coisa, a gente sobe.

Uma pancada atingiu o metal.

Depois outra.

Não veio a terceira. Uma voz masculina anunciou:

— Sabemos que estão aí.

Sara puxou a estante para baixo da ventilação.

Leo soltou um grito curto. Sara o encostou ao peito e contou as ferramentas do kit mais uma vez antes de subir.

Ela retirou uma manta antichamas do armário, cortou uma faixa e cobriu as costas do bebê. Guardou água, gaze e a chave de fenda nos bolsos. Quando a segunda pancada atingiu a porta, a estante já estava firme sob seus pés.

Do corredor, um homem anunciou que daria trinta segundos. Sara olhou o relógio, abriu a grade e começou a contar por conta própria.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部