localização atual: Novela Mágica O Segredo Dentro Do Ouvido De Mafia Boss Capítulo 5
标题上

"O Segredo Dentro Do Ouvido De Mafia Boss" Capítulo 5

正文开头

Dante ficou olhando para a fotografia de Eduardo ao lado de Victor por tempo demais.

Hospital São Gabriel.

Três anos antes.

A mesma noite em que ele acordara sem ouvir.

Mariana sentiu o peito apertar.

Eduardo.

O homem que ela conhecera como um sujeito reservado, gentil, quase tímido.

O homem que segurara sua mão quando ela contou sobre a gravidez.

O homem que desaparecera pouco depois.

Agora estava ligado diretamente ao pior momento da vida de Dante Montenegro.

"Ele estava lá."

A voz de Dante saiu baixa.

Rafael não respondeu.

Não havia nada a acrescentar.

A imagem dizia tudo.

Mariana se aproximou da tela.

"Eu quero ver o restante."

O técnico olhou para Rafael.

Rafael assentiu.

Mais arquivos começaram a aparecer.

Registros de entrada.

Câmeras externas.

Placas de veículos.

Anotações internas.

A maioria estava fragmentada.

Mas uma delas chamou atenção.

"Tem uma imagem mais recente."

Dante virou imediatamente.

"De quem?"

O técnico ampliou.

Eduardo apareceu outra vez.

Mas não estava sozinho.

Ao lado dele havia uma mulher.

Cabelos escuros.

Rosto mais magro.

Olhar cansado.

Dante parou de respirar.

Mariana percebeu antes mesmo que ele dissesse qualquer coisa.

"É ela?"

Dante não respondeu.

Aproximou-se da tela.

O rosto dele perdeu toda a dureza.

"Isabela."

Rafael ficou imóvel.

O técnico conferiu os metadados.

"A fotografia é de dezoito meses atrás."

Dante virou bruscamente.

"Repete."

"Dezoito meses."

O mundo pareceu se inclinar.

Isabela havia sido declarada morta quase três anos antes.

Dante havia participado de um enterro sem corpo.

Havia recebido condolências.

Havia passado noites inteiras se culpando pela última discussão entre os dois.

E agora estava olhando para uma mulher viva.

Uma mulher fotografada muito depois do acidente.

"Ela está viva."

Mariana falou sem perceber.

Dante continuou olhando.

"Estava viva."

A correção foi pequena.

Mas carregava medo.

O técnico ampliou a imagem.

Isabela segurava uma criança.

Um menino pequeno.

Talvez dois anos.

Talvez três.

Dante franziu a testa.

"Quem é?"

Ninguém respondeu.

Mariana aproximou-se.

O menino tinha cabelos escuros.

Uma das mãos agarrava a roupa de Isabela.

No pescoço, havia alguma coisa brilhando.

"Amplia isso."

O técnico obedeceu.

Um pequeno pingente de prata apareceu.

Dante levou a mão ao próprio peito.

Debaixo da camisa, ele puxou uma corrente.

Na ponta havia uma peça quase idêntica.

Mariana olhou de um para o outro.

"O que significa?"

Dante segurou o pingente.

"Eu mandei fazer dois."

A voz dele vacilou.

"Um para mim."

Ele apontou para o menino.

"E outro para Isabela."

Mariana ficou em silêncio.

Dante pareceu perder as forças por um instante.

"Por que uma criança estaria usando isso?"

Rafael respondeu com cuidado.

"Talvez Isabela tenha dado a ele."

Dante olhou para o menino.

A semelhança começou a aparecer.

Os olhos.

O formato do rosto.

A expressão séria.

Mariana percebeu.

Rafael também.

Dante se recusava a dizer em voz alta.

"Quando essa criança nasceu?"

O técnico procurou.

"Não temos nome."

"Então descubra."

"Estou tentando."

正文1

Dante bateu a mão na mesa.

"Descubra agora."

Gabriel se mexeu no sofá.

Mariana virou imediatamente.

Dante percebeu e abaixou o tom.

"Desculpa."

Gabriel abriu os olhos.

"Está bravo de novo?"

Dante respirou fundo.

"Estou."

"Comigo?"

"Não."

Gabriel apontou para a tela.

"Quem é o menino?"

Ninguém respondeu.

Dante ficou olhando.

Gabriel continuou.

"Ele parece com você."

Mariana fechou os olhos por um instante.

Crianças não precisavam de exames.

Às vezes apenas enxergavam.

Dante se aproximou da tela.

"Rafael."

"Sim."

"Descubra onde essa foto foi tirada."

O técnico levantou a mão.

"Já estou puxando os dados."

Alguns segundos depois, apareceu uma localização parcial.

Serra da Mantiqueira.

São Paulo.

Mais buscas.

Mais cruzamentos.

Até surgir um município.

Campos do Jordão.

Dante pegou o casaco.

Rafael imediatamente se levantou.

"Não."

Dante olhou para ele.

"Eu não pedi permissão."

"Victor está solto."

"Isabela está viva."

"Pode ser uma armadilha."

"Pode."

Dante colocou o casaco.

"E eu vou mesmo assim."

Mariana se levantou.

"Nós também."

Dante virou para ela.

"Não."

"Eduardo está nessa foto."

"Justamente."

"Então eu preciso ir."

"Mariana..."

"Ele era o pai do meu filho."

A voz dela tremeu.

"Ou pelo menos foi isso que eu acreditei durante anos."

Gabriel estava sentado, observando os dois.

Mariana respirou fundo.

"Se Isabela conhece Eduardo, ela pode saber por que ele entrou na minha vida."

Dante ficou em silêncio.

"Você quer proteger Gabriel."

"Quero."

"Então não pode me pedir para continuar no escuro."

A frase atingiu Dante.

No escuro.

Era exatamente onde ele próprio havia vivido durante três anos.

Rafael percebeu.

"Levar os dois pode ser arriscado."

Mariana respondeu.

"Deixar a gente aqui com Victor andando dentro das paredes da mansão parece melhor?"

Ninguém discutiu.

Dante passou a mão pelo rosto.

"Vocês vão no meu carro."

Mariana assentiu.

"Obrigada."

"Não agradeça."

Ele olhou para Gabriel.

"Se eu mandar correr, você corre."

Gabriel levantou a mão.

"Eu também?"

Dante quase sorriu.

"Principalmente você."

Pouco depois das duas da manhã, três SUVs deixaram o Jardim Europa.

A chuva ainda caía sobre São Paulo.

Gabriel adormeceu encostado em Mariana.

Rafael seguia no banco da frente.

Dante estava sentado do outro lado.

Ninguém falava.

Até Mariana quebrar o silêncio.

"Você acha que aquele menino é seu filho."

Dante olhou pela janela.

"Não sei."

"Mas pensou nisso."

"Sim."

Ele apertou o pingente.

"Isabela dizia que não queria filhos enquanto tudo estivesse instável."

Mariana observou o rosto dele.

"Talvez ela não soubesse ainda."

Dante fechou os olhos.

"Talvez."

"Você nunca tentou procurar mais depois do acidente?"

A pergunta doeu.

"Procurei."

Ele demorou.

"Mas Victor cuidou de quase toda a investigação."

Mariana entendeu.

Mais uma coisa controlada por ele.

"Ele me dizia que insistir só prolongaria o sofrimento."

Dante riu sem humor.

"Eu acreditei."

Horas depois, as luzes da cidade ficaram para trás.

A estrada começou a subir pela serra.

Nevoeiro.

Curvas.

Mata fechada.

O céu clareava lentamente.

Campos do Jordão apareceu envolta em frio e silêncio.

正文2

O endereço estava registrado em nome de Isabel Duarte.

Dante olhou para Rafael.

"Isabel."

Rafael entendeu.

Próximo demais de Isabela para ser coincidência.

A propriedade ficava afastada do centro.

Uma pequena estrada terminava diante de uma casa de madeira e pedra, cercada por pinheiros.

Atrás dela havia um lago.

Mariana desceu com Gabriel pela mão.

Dante não se moveu durante alguns segundos.

No quintal havia um brinquedo infantil.

Uma bicicleta pequena.

Um par de botas de criança perto da varanda.

Ele respirou fundo.

Rafael fez sinal para dois seguranças.

"Verifiquem os fundos."

Eles desapareceram.

Dante caminhou até a porta.

Mariana segurou seu braço.

"Espera."

Ele olhou para a mão dela.

Mariana soltou.

"Se alguém quer você aqui, entrar sem pensar é exatamente o que essa pessoa espera."

Dante olhou para Rafael.

Rafael assentiu.

"Ela tem razão."

Depois de alguns minutos, os seguranças voltaram.

"Nenhum movimento externo."

Dante subiu os degraus.

Não precisou bater.

A porta abriu.

Uma mulher apareceu.

Dante parou.

Isabela.

Ela estava mais magra.

Os cabelos um pouco mais curtos.

Havia marcas de cansaço ao redor dos olhos.

Mas era ela.

Viva.

Isabela levou a mão à boca.

Dante ficou imóvel.

Três anos de raiva.

Culpa.

Saudade.

Luto.

Tudo desapareceu quando os olhos dos dois se encontraram.

"Você..."

A voz dela falhou.

Dante deu um passo.

"Isabela."

Ela começou a chorar.

Então falou a frase que parecia estar presa dentro dela havia anos.

"Você consegue me ouvir?"

Dante perdeu o controle.

As lágrimas vieram antes que pudesse impedir.

"Consigo."

Isabela correu.

Ele a segurou.

Por alguns segundos, nada mais existiu.

Nem Victor.

Nem Eduardo.

Nem o Grupo Montenegro.

Nem o aparelho.

Dante apenas abraçou a mulher que havia enterrado sem nunca encontrar o corpo.

Isabela chorava contra o peito dele.

"Eu achei que você me odiava."

Dante apertou os olhos.

"Eu achei que você estava morta."

Ela se afastou o suficiente para olhar para ele.

"Eles disseram que você não queria mais me ver."

"Quem?"

Isabela abriu a boca.

Então uma voz infantil veio da casa.

"Mamãe?"

Dante congelou.

Um menino apareceu no corredor.

Cabelos escuros.

Olhos grandes.

O mesmo rosto da fotografia.

Ele segurava um carrinho azul.

Gabriel olhou para ele.

O menino olhou para Gabriel.

Dante não conseguia desviar os olhos.

Isabela fechou os olhos.

Parecia ter temido aquele momento durante anos.

"Lucas, fica perto de mim."

O menino obedeceu.

Dante se abaixou devagar.

"Oi."

Lucas se escondeu atrás da mãe.

"Quem é ele?"

Isabela começou a chorar novamente.

Ela segurou a mão de Dante.

Depois colocou a mão dele sobre o ombro de Lucas.

"Dante..."

Ele olhou para ela.

Isabela respirou fundo.

"Este é o seu filho."

O rosto de Dante perdeu toda a cor.

"O quê?"

"Lucas é seu filho."

Dante pareceu não entender.

"Meu?"

Isabela assentiu.

"Eu descobri a gravidez depois que você foi internado."

Dante olhou para o menino.

"Quantos anos ele tem?"

正文3

"Três."

Dante fechou os olhos.

As pernas quase cederam.

Durante três anos, ele não havia perdido apenas o som.

Tinha perdido as primeiras palavras do próprio filho.

Os primeiros passos.

Os primeiros aniversários.

Tudo.

Lucas observava aquele estranho chorando.

"Por que ele está triste?"

Isabela acariciou o cabelo dele.

"Porque ele esperou muito tempo para conhecer você."

Dante se ajoelhou.

"Eu posso..."

A voz falhou.

"Posso abraçar você?"

Lucas olhou para a mãe.

Isabela assentiu.

O menino se aproximou devagar.

Dante o abraçou.

Mariana desviou o rosto para esconder as lágrimas.

Gabriel puxou sua mão.

"Ele achou o menino dele."

Mariana apertou os dedos do filho.

"Achou."

Durante alguns minutos, ninguém falou de Victor.

Nem de Eduardo.

Nem do passado.

Lucas mostrou o carrinho a Gabriel.

Os dois começaram a brincar perto da varanda.

Dante não conseguia parar de olhar para o filho.

Como se temesse que ele desaparecesse se piscasse.

Então Isabela mudou.

A alegria saiu do rosto.

"Dante, você não pode ficar aqui."

Ele percebeu.

"Por quê?"

"Porque se encontraram você, encontraram a gente."

"Victor?"

Isabela balançou a cabeça.

"Você ainda acha que Victor fez tudo isso sozinho."

Dante endureceu.

"Ele colocou aquele aparelho em mim."

"Eu sei."

"Ele armou contra nós."

"Eu sei."

"Ele fez você desaparecer."

Isabela olhou para Lucas.

"Ele ajudou."

Dante franziu a testa.

"Ajudou quem?"

Ela respirou fundo.

"Victor só cumpria ordens."

Dante deu um passo à frente.

"Ordens de quem?"

Isabela ficou pálida.

Mariana percebeu o medo verdadeiro nos olhos dela.

"Do homem que também pagou Eduardo para se aproximar de Mariana."

Mariana congelou.

"Você conhece Eduardo?"

Isabela olhou para ela.

"Conheço."

"Então me diga quem ele era."

Isabela abriu a boca.

Um estampido explodiu no lado da casa.

O vidro da janela se estilhaçou.

Dante jogou Isabela no chão.

Rafael puxou Mariana e Gabriel para trás de uma parede.

Lucas começou a chorar.

Outro disparo atingiu a madeira da varanda.

"Dentro!"

Rafael gritou.

Dante agarrou Lucas.

Mais tiros vieram da mata.

Homens corriam entre os pinheiros.

Isabela olhou para Dante, apavorada.

Ele segurou o rosto dela.

"Quem está fazendo isso?"

Ela tentou responder.

Mas outro tiro atravessou a sala.

E o nome que ela estava prestes a dizer morreu em sua garganta.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部