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"Pecado Absoluto: Herdeiros do Sangue" Capítulo 8

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Capítulo 8:

A mensagem de alerta piscando na tela do celular abandonado na floresta amazônica confirmou que a trégua havia terminado de forma abrupta. A rota implacável do casal os levou direto para o Rio de Janeiro, bem no meio do caos ensurdecedor e colorido do Carnaval na Marquês de Sapucaí.

As arquibancadas transbordavam de gente fantasiada e os tambores da bateria trovejavam, criando uma cortina perfeita para a armadilha mortal armada por Marcus.

Marcus, o irmão bastardo e vingativo de Enzo, espreitava das sombras dos carros alegóricos com um fuzil de precisão apontado para a multidão.

"O meu querido irmão acha que pode herdar o império sozinho enquanto me deixa definhar nas sombras", sibilou Marcus para seus capangas, engatilhando a arma.

"Prepare-se para ver o grande monarca cair diante de milhares de testemunhas bêbadas e cegas pela festa", respondeu o capanga, ajustando a mira telescópica.

Victoria caminhava ao lado de Enzo pelo meio do desfile, usando uma máscara veneziana e mantendo a postura fria e controlada de sempre.

"A mensagem de alerta no celular não era um alarme falso, Enzo, há algo muito errado com a segurança desta avenida", alertou ela, sentindo um arrepio na espinha.

"Fique colada ao meu corpo e não baixe a guarda por um único segundo, passarinho", retrucou Enzo, tencionando cada músculo sob o terno escuro.

De repente, um estampido seco cortou o som ensurdecedor dos tambores da escola de samba que passava bem na frente deles. Antes que Victoria pudesse puxá-lo para a cobertura de uma estrutura metálica, uma bala de alta velocidade atingiu o peito de Enzo em cheio.

"Enzo!", gritou Victoria, perdendo a sua frieza habitual em um colapso total de desespero ao vê-lo cair de joelhos na pista molhada de confete.

O sangue escuro começou a manchar a camisa branca de Enzo, fazendo a armadura implacável da rainha gélida desabar instantaneamente em prantos e fúria cega. "Você não tem o direito de morrer aqui, seu maldito, acorde agora mesmo!", exigiu ela, sacando a arma com as mãos trêmulas.

Nas alturas de um dos carros alegóricos vizinhos, Marcus comemorava o acerto com um sorriso sádico e vitorioso nos lábios. "Finalmente o herdeiro legítimo provou o gosto do próprio veneno", riu Marcus, preparando-se para desaparecer no meio da multidão fantasiada.

Dante, que acompanhava a escolta de longe, emergiu como um raio por trás do carro alegórico e interceptou o assassino antes que ele pudesse fugir. "Ninguém atira no chefe e sai caminhando para contar a história", rugiu Dante, desferindo um golpe letal que derrubou Marcus no chão.

Dante arrastou o corpo ferido de Marcus até a pista e o jogou aos pés de Victoria com desprezo absoluto. "O mandante da emboscada está aqui, senhora, o que deseja que eu faça com este verme?", perguntou Dante com a voz fria.

Victoria encarou o cunhado traidor com um ódio ancestral brilhando em suas lágrimas, apontando o cano da pistola diretamente para a testa dele. "Você tentou roubar o que é nosso e feriu a única pessoa que me importa neste mundo", sibilou Victoria antes de puxar o gatilho sem piedade.

O estampido abafado eliminou sumariamente o assassino no local, fazendo o corpo de Marcus tombar sem vida entre os confetes coloridos do carnaval carioca. Uma sirene de resgate cortou o barulho da avenida e uma ambulância blindada da organização parou bruscamente ao lado deles.

Dante ajudou a carregar o corpo ferido de Enzo para a parte traseira do veículo em disparada, fechando as portas pesadas para isolar o caos externo. "Mantenha-o vivo custe o que custar, Dante, ou eu mato todos vocês", ordenou Victoria, com a voz embargada pelo desespero e pela raiva.

Na parte traseira da ambulância em disparada, enquanto os paramédicos tentavam estancar o sangue, Victoria pegou uma lâmina cirúrgica afiada sobre a bandeja. Sem hesitar um único segundo, ela cortou a própria palma da mão com firmeza, abrindo um ferimento fundo e doloroso.

"Você prometeu que não me deixaria sozinha no inferno, Enzo, então volte para mim agora mesmo", sussurrou ela, unindo a sua mão ensanguentada à dele em um pacto definitivo de sangue.

O calor da mistura das duas energias vitais parecia pulsar contra a morte, desafiando os batimentos cardíacos que teimavam em enfraquecer no monitor.

"Nós fomos coroados para reinar juntos, e nenhum irmão bastardo vai conseguir nos separar antes do nosso triunfo final", jurou ela, pressionando o ferimento contra o peito dele.

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