"O Menino Que Derrubou um Império" Capítulo 7
São Paulo já não parecia a mesma cidade naquela manhã.
O céu estava limpo, mas o ar parecia contaminado por algo invisível.
Uma tensão antiga, que finalmente estava prestes a explodir.
No Departamento de Homicídios da Barra Funda, o Detetive Caio Ribeiro não piscava há horas.
Ele encarava a tela.
E o vídeo finalmente estava sendo carregado.
“Se isso estiver certo…” ele murmurou, “acabou tudo.”
O técnico ao lado respondeu baixo:
“Ou começa agora.”
A tela acendeu.
Rodovia dos Bandeirantes.
Noite.
Chuva leve.
E dois carros.
Caio aproximou o rosto.
“Tem dois veículos…”
O primeiro era o carro de Helena Almeida Vance.
O segundo…
Silêncio.
“Esse segundo carro…” Caio disse devagar.
Sem identificação.
Sem placas.
Mas muito próximo.
Perseguindo.
O vídeo avançou.
Helena acelera.
O segundo carro acelera também.
Caio franziu a testa.
“Isso não é coincidência.”
De repente, o segundo carro encosta.
Muito perto.
Tempo demais.
Pressão demais.
E então…
O impacto.
Helena perde o controle.
O carro gira.
E sai da pista.
Silêncio total na sala.
Caio não piscou.
“Eles não bateram nela…” ele disse.
“O forçaram a sair da pista.”
O técnico ao lado ficou pálido.
“Isso é… homicídio.”
Caio voltou o vídeo.
E congelou a imagem.
No reflexo do vidro do segundo carro.
Uma silhueta.
Uma mulher.
Ele ampliou.
O coração dele desacelerou.
“Não…”
Ele conhecia aquele contorno.
Aquele movimento.
Aquela postura.
“Beatriz Vance Almeida…” ele sussurrou.
Naquele momento, no bairro do Itaim Bibi, Beatriz estava em silêncio.
Mas não era paz.
Era espera.
Um advogado entrou na sala da mansão.
“Tem um problema,” ele disse.
Beatriz nem virou o rosto.
“Já sei.”
Ele hesitou.
“O vídeo foi recuperado.”
Silêncio.
Beatriz finalmente olhou para ele.
“Qual vídeo?”
O advogado engoliu seco.
“O da rodovia.”
Ela não reagiu imediatamente.
Só respirou fundo.
E disse:
“Então eles encontraram o que eu achei que estava morto.”
Na mesma hora, Camila Menezes recebeu uma ligação no apartamento em Mooca.
A mão dela tremia ao atender.
“Camila…”
Era Caio Ribeiro.
“Eu preciso que você veja isso pessoalmente.”
“É sobre Helena?”
“É sobre tudo.”
Camila olhou para Rafael.
E respondeu:
“Estou indo.”
No hospital Santa Cecília, arquivos antigos começaram a ser reabertos automaticamente.
O sistema travava.
Voltava.
Travava de novo.
Como se alguém estivesse tentando impedir a verdade de subir à superfície.
Camila chegou minutos depois.
Caio estava esperando na entrada.
Ele não disse nada.
Só entregou o pen drive.
“Você vai entender por que estão tentando apagar isso.”
Ela assistiu.
E viu.
O carro.
A perseguição.
O impacto.
Camila levou a mão à boca.
“Eles mataram ela…”
Caio assentiu lentamente.
“E fizeram parecer acidente.”
Rafael estava atrás dela.
E não conseguia respirar direito.
“Quem faria isso?” ele perguntou.
Caio respondeu sem hesitar:
“Alguém que tinha controle sobre tudo naquela estrada.”
Camila olhou para ele.
“E o bebê?”
Caio respirou fundo.
“Ele está no centro disso.”
Silêncio.
Naquela noite, Beatriz estava no topo da mansão.
Sozinha.
Com o vídeo aberto na tela.
Ela assistiu novamente.
Sem piscar.
Sem emoção aparente.
Até que desligou.
“Ele não devia ter visto isso…” ela disse.
O advogado estava ao lado.
“O que fazemos agora?”
Beatriz levantou.
E caminhou até a janela.
São Paulo brilhava abaixo dela.
“Agora não é mais sobre apagar,” ela disse.
“É sobre fugir antes que tudo desmorone.”
No dia seguinte, Caio tentou acessar novamente o sistema.
Mas algo estava diferente.
O arquivo havia sido duplicado.
E depois…
Parcialmente apagado.
“Eles estão mexendo em tudo em tempo real…” ele disse.
Camila apertou os punhos.
“Então eles sabem que a gente viu.”
Caio assentiu.
“Sim.”
E naquele instante, seu telefone tocou.
Número desconhecido.
Ele atendeu.
Uma voz feminina.
Calma demais.
Fria demais.
“Detetive Caio…”
Silêncio.
“Você não entende o que acabou de ver.”
Caio ficou imóvel.
“Quem é você?”
A resposta veio lenta.
Quase como um aviso.
“Alguém que ainda está tentando salvar o que resta.”
A ligação caiu.
Camila recebeu outra mensagem.
Desta vez no celular.
Sem número.
Apenas texto:
“Ele não é apenas uma vítima.”
Ela olhou para Caio.
“Isso está ficando pior.”
Caio não respondeu.
Porque naquele momento, ele já estava olhando para outro detalhe no vídeo.
Um terceiro carro.
Muito distante.
Quase invisível.
“Isso não é só perseguição…” ele disse.
“É operação coordenada.”
E então o sistema policial disparou um alerta automático.
ACESSO REVOGADO — CASO TRANSFERIDO
Caio congelou.
“Transferido para quem?”
O sistema respondeu sozinho:
INSTÂNCIA SUPERIOR — JARDIM EUROPA
Silêncio absoluto.
Camila deu um passo para trás.
“Isso não existe…”
Caio olhou para a tela.
E entendeu.
“Eles não estão protegendo alguém…”
Ele respirou fundo.
“Eles estão protegendo um império.”
Naquela noite, Beatriz entrou em um carro sem placas.
Sem escolta oficial.
Sem destino registrado.
O motorista não perguntou nada.
Ela olhou para trás uma última vez.
São Paulo desaparecendo lentamente.
E disse apenas:
“Rio de Janeiro.”
O carro partiu.
E no sistema policial, o último arquivo da Rodovia dos Bandeirantes começou a ser corrompido novamente…
sozinho.
E antes da tela apagar completamente, uma última imagem apareceu:
O rosto de Beatriz.
E a palavra:
“FORAGIDA”
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 9 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4