"O Menino Que Chamou Minha Mulher de Mamãe" Capítulo 6
O choque das palavras de Margarida ainda ecoava no corredor da escada.
Mas ninguém teve tempo de processar completamente.
Porque algo maior estava prestes a emergir.
Um som seco.
Metálico.
Vindo do fundo da parede.
Isabella Monteiro virou o rosto imediatamente.
"O que foi isso?"
Henrique Monteiro ficou imóvel.
Clara Nogueira apertou Oliver contra o peito.
"Não… não pode ser…"
Oliver, porém, não parecia assustado.
Ele olhava fixamente para a parede ao lado da escada.
"Ali."
O dedo pequeno apontava para uma parte específica do revestimento antigo de madeira.
Sebastião, o mordomo, empalideceu.
"Eles disseram para nunca tocar nessa parede…"
Margarida Caldas Monteiro deu um passo rápido à frente.
"Sebastião, cale a boca."
Mas já era tarde.
Henrique se aproximou.
"Eles quem?"
Silêncio.
Margarida não respondeu.
Isabella percebeu.
Ela estava perdendo controle.
"Henrique… olha isso", disse Isabella, tocando a madeira.
Havia uma diferença quase imperceptível.
Uma linha.
Uma divisão.
Como se aquela parte da parede não pertencesse ao resto da casa.
Clara começou a tremer.
"Não abram isso… por favor…"
Henrique hesitou por um segundo.
Mas Oliver falou novamente.
"Ela está aqui."
O salão inteiro pareceu congelar de novo.
Isabella respirou fundo.
"Quem está aqui?"
Oliver olhou para cima.
"Minha irmã."
O impacto foi imediato.
Clara soltou um som de dor.
"Não… isso não é possível…"
Henrique virou-se para ela.
"Que irmã?"
Mas antes que Clara respondesse, Margarida falou.
"Chega."
Sua voz era mais alta agora.
Mais agressiva.
"Eles estão manipulando a criança."
Isabella virou-se lentamente.
"Ou ele está lembrando de algo que vocês tentaram apagar."
O silêncio pesou.
Henrique olhou para a mãe.
"Mãe… por que essa parede parece diferente?"
Margarida respondeu rápido demais.
"Porque essa casa é antiga."
Mas ninguém acreditou.
Sebastião deu um passo atrás.
"Senhor Henrique… isso não deveria ser aberto."
Henrique respirou fundo.
"E por que não?"
Silêncio.
Clara começou a chorar.
"Por favor… não façam isso…"
Oliver se soltou levemente dos braços dela.
E se aproximou da parede.
Pequenas mãos tocaram a madeira.
"Eles choravam aqui…"
Isabella sentiu um arrepio.
"O que você quer dizer com isso?"
Oliver não respondeu.
Ele apenas empurrou a madeira.
E ela se moveu.
Um clique.
Depois outro.
A parede inteira tremeu levemente.
Isabella deu um passo para trás.
"Isso é… uma porta."
Henrique olhou em choque.
"Uma porta escondida?"
Margarida fechou os olhos por um segundo.
E nesse instante, Isabella entendeu.
Ela sabia.
Henrique colocou a mão na borda.
"Eu vou abrir."
Clara gritou.
"Não!"
Mas já era tarde.
Ele puxou.
A madeira se abriu lentamente.
Revelando uma passagem escura.
Um cheiro antigo escapou de dentro.
Isabella cobriu o nariz.
"Meu Deus…"
Oliver não hesitou.
Ele entrou primeiro.
"Mamãe está aqui."
Clara tentou segui-lo, mas caiu de joelhos.
"Oliver, volta!"
Henrique entrou logo atrás.
Isabella foi depois.
E Margarida… ficou parada.
Por alguns segundos.
Antes de finalmente entrar também.
A sala escondida era pequena.
Muito menor do que deveria ser.
Paredes de pedra antiga.
Uma mesa no centro.
Documentos espalhados.
Caixas lacradas.
Isabella iluminou com o celular.
"Eles esconderam isso aqui por anos…"
Henrique pegou um dos papéis.
E congelou.
"Isso é uma certidão de adoção… falsificada."
Clara entrou chorando.
"Não… não…"
Oliver caminhou até uma caixa no canto.
E tocou nela.
"Aqui."
Isabella se aproximou.
"Tem o quê aí?"
Ele respondeu:
"Meu nome."
Henrique abriu a caixa.
E ficou branco.
Dentro havia dezenas de arquivos.
Registros médicos.
Assinaturas forjadas.
Pagamentos.
E fotos antigas.
De crianças.
Isabella pegou um envelope.
E leu o nome.
"Isabella… Monteiro…"
Ela congelou.
"O quê?"
Henrique se aproximou.
"Eles registraram você… aqui."
Isabella respirou fundo.
"Isso não faz sentido… eu cresci em outra família…"
Clara caiu de joelhos novamente.
"Eles levaram você também…"
Silêncio absoluto.
Margarida permaneceu na porta.
Sem se mover.
Isabella virou-se lentamente para ela.
"Você sabia disso?"
Margarida não respondeu.
O silêncio foi a resposta.
Henrique se virou bruscamente.
"Mãe… o que é isso?"
Ela finalmente falou.
"Você não entende o que está vendo."
Isabella levantou a voz.
"Então explique!"
Margarida respirou fundo.
"Eles não eram crianças abandonadas."
Silêncio.
"Eram trocas."
Clara começou a chorar mais forte.
Oliver segurou a mão de Isabella.
"E você também foi trocada."
Isabella sentiu o chão sumir.
"O quê…?"
Henrique ficou imóvel.
"Isso é impossível…"
Margarida finalmente entrou na sala.
E disse a frase que destruiu tudo:
"Isabella não é Monteiro de nascimento."
Silêncio absoluto.
Isabella começou a tremer.
"Então quem eu sou?"
Margarida olhou diretamente para ela.
E respondeu:
"Você pertence a outra família… e eles nunca deveriam ter te perdido."
Clara soltou um grito.
Henrique deu um passo para trás.
Oliver apontou para uma última pasta no fundo da sala.
"Ela está lá."
Isabella seguiu o olhar.
"Quem?"
Oliver respondeu:
"Sua mãe verdadeira."
E nesse momento…
a luz da sala inteira piscou.
E a porta atrás deles…
se fechou lentamente.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 9 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4