"O Destino em sua Pele" Capítulo 10
Capítulo 10: Vingando-se por Ela
Vinte minutos depois, no depósito de materiais no canto mais afastado do ginásio.
"Bang!"
Com um estrondo, a porta que fora trancada por fora foi arrombada violentamente com um chute.
Thalita, encolhida no canto, deu um pulo de susto e olhou para quem entrava.
"Caio?" O tom dela era de surpresa.
O depósito era isolado e não tinha luz, estava muito escuro.
Mas ao ouvir aquela voz suave, Caio soltou um suspiro de alívio quase imperceptível.
"Você está bem?" ele perguntou, ligando a lanterna do celular.
Entretanto, quando a luz iluminou a cena à sua frente, Caio estacou por um instante.
Tudo estava uma bagunça.
Esfregões, vassouras e baldes de ferro espalhados por todo lado.
E no meio daquela confusão, Paulo estava caído no chão, imóvel, como se tivesse desmaiado.
Olhando para Thalita, o estado dela não era dos melhores: o cabelo estava bagunçado, uma das bochechas estava inchada e vermelha, e a manga de seu vestido azul claro estava rasgada, expondo boa parte de sua pele clara e delicada.
Ao ver isso, o olhar de Caio escureceu completamente, e ele passou a olhar para Paulo como se olhasse para um cadáver.
Thalita percebeu pela expressão dele que ele tinha entendido errado e levantou-se rapidamente: "Ele só me deu um tapa, não fez mais nada."
Caio olhou para as marcas roxas de dedos no pescoço dela, claramente sem acreditar.
Thalita mordeu levemente o lábio inferior e, dois segundos depois, sussurrou: "Tudo bem, ele tentou me beijar à força agora pouco, mas eu o apaguei com um balde de ferro."
Após dizer isso, ela olhou preocupada para o Paulo desmaiado e depois para Caio: "Será... que vai dar problema?"
Aquilo contaria como legítima defesa, certo?
Caio não respondeu, apenas pegou o celular e parecia estar fazendo algo.
Thalita pensou que ele estava chamando a polícia e baixou a cabeça, ficando em silêncio.
Tudo bem, que viesse a polícia; ela era a vítima, não tinha nada a temer.
Enquanto ela pensava, Caio entrou em um compartimento interno.
Quando saiu, momentos depois, trazia uma corda vermelha usada para lacrar caixas.
Thalita ficou confusa: "Caio, o que você vai fazer?"
Caio continuou em silêncio. Com um movimento de suas longas pernas, ele chutou uma cadeira velha para frente, aproximou-se, agarrou Paulo pelo colarinho e o jogou na cadeira como se fosse um brinquedo.
Em seguida, Thalita viu, boquiaberta, ele amarrar as mãos de Paulo para trás e os pés para frente na cadeira.
A força era tanta que parecia que ia cortar a circulação de Paulo.
Feito isso, ele pegou um pano sujo no fundo do quarto e o enfiou sem piedade na boca de Paulo.
A essa altura, Thalita já tinha entendido tudo.
Caio estava se vingando por ela.
Então talvez ele não estivesse chamando a polícia antes?
Pensando nisso, o humor deprimido de Thalita melhorou consideravelmente.
"Venha aqui."
Caio olhou para ela e falou de repente.
Thalita aproximou-se obedientemente e olhou para ele: "O que foi?"
Caio baixou o olhar, observando-a com seus olhos profundos como obsidiana: "Seu cabelo está bagunçado, quer que eu ajude?"
"Está?"
Thalita piscou e imediatamente tentou arrumar os fios soltos.
Seu cabelo era farto e longo, como ondas negras.
Caio viu que ela estava deixando os fios ainda mais embaraçados e, finalmente, perdeu a paciência.
"Com licença."
Ele se aproximou, erguendo a mão para desembaraçar e organizar os fios dela com cuidado, parte por parte.
Por ser muito alto, aquele gesto fazia parecer que ele estava abraçando a pequena Thalita por completo.
Thalita não ousava se mexer; seu olfato estava inundado pelo aroma suave e elegante de sândalo que vinha dele.
Era o oposto da aura gélida que ele costumava emanar.
Naquela noite em que ficou bêbada, foi exatamente esse cheiro que a enfeitiçou.
"Pronto."
Thalita estava perdida em pensamentos quando Caio falou.
No exato momento em que ele terminou a frase, alguém apareceu na porta.
"Caio, eu trouxe sua camisa..."
Lucas entrou apressado, mas travou ao ver a cena.
"O que... o que está acontecendo aqui?"
Ele olhou para a bagunça, para Paulo amarrado como um bicho na cadeira e para o estado de Thalita. Suas sobrancelhas se franziram na hora.
"Thalita, você está bem?"
Antes que ela pudesse responder, Caio pegou a camisa de linho da mão de Lucas e a jogou para ela.
"Vista isso."
Duas palavras curtas e frias.
Sair naquele estado realmente causaria mal-entendidos.
Thalita não hesitou, vestiu a camisa branca dele e a fechou levemente, cobrindo o vestido rasgado.
Assim que ela terminou, Caio disse para Lucas: "Vou levá-la para a enfermaria, você cuida do resto aqui."
Lucas fez um sinal de "OK": "Pode deixar."
Ao saírem, Caio levou Thalita por uma passagem secundária nos fundos.
Havia pouca gente; os poucos que cruzavam com eles focavam os olhos em Caio. Thalita manteve a cabeça baixa e guardou uma certa distância, passando despercebida.
Thalita olhava para o chão quando percebeu que Caio parou de andar.
"O que foi?" ela perguntou, olhando para cima.
Caio olhou para os olhos inocentes e levemente avermelhados dela e, sem querer, pensou em um coelhinho.
Parecia dócil e fofa por fora, mas se fosse provocada, também sabia morder.
"Seu irmão está viajando a trabalho. Se tiver algum problema nestes dias, pode me procurar, tentarei resolver", disse Caio, sem emoção na voz. "Exceto a parte de ser seu namorado."
Thalita: "..."
Ele realmente não dava margem para ilusões.
Ela baixou os olhos, desanimada: "Ah."
"Tudo bem", pensou Thalita.
Ele não querer é problema dele, conquistá-lo é tarefa dela.
Ele continua não querendo, e ela continua tentando.
O caminho seguiu em silêncio.
Dez minutos depois, na enfermaria da universidade.
Após um atendimento simples do médico, Thalita sentiu a dor no rosto diminuir bastante.
As marcas no pescoço também receberam medicação.
"Obrigada, Caio."
Ao sair da enfermaria, Thalita finalmente conseguiu dizer o agradecimento que estava guardado.
Mas, no momento em que falou, seu estômago soltou um ronco alto e nítido, abafando suas palavras.
Um clima constrangedor tomou conta do ar.
Thalita ficou com o rosto fervendo de vergonha e quis apenas se despedir e ir embora.
"Então, eu vou..."
"Vamos, vamos comer." Antes que ela terminasse, Caio falou.
Thalita não processou de imediato e olhou surpresa: "Hã?"
Caio olhou para ela: "Seu celular não quebrou?"
Hoje em dia quase ninguém carrega dinheiro vivo; com o celular quebrado, ela realmente não teria como comprar comida.
Pelo que ele disse...
Os olhos de Thalita brilharam: "Você vai me pagar um jantar?"
"Sim."
Ao ouvir isso, Thalita esqueceu até a vergonha.
Caio estava se oferecendo para pagar um jantar para ela?
Seus lábios comprimidos não conseguiram evitar um sorriso.
Embora ele ainda deixasse claro que não queria namorar com ela...
Ainda assim, o fato de ele se oferecer para levá-la para comer já era um grande avanço em sua conquista, não era?
"Certo, então obrigada, Caio."
Thalita aceitou o convite sem hesitar e seguiu os passos dele com leveza.
Caio observou pelo canto do olho a garota ao seu lado, cujo humor parecia ter melhorado visivelmente. Por um instante, o canto de sua boca se curvou de forma quase imperceptível.
Ela acabou de passar por tudo aquilo e se sentia melhor apenas com uma refeição simples.
Deveria ser otimismo ou ela era apenas fácil de agradar?
Caio desviou o olhar.
No entanto, no segundo seguinte, sua expressão mudou bruscamente.
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