"Renascendo para Mim Mesma: Adeus, CEO" Capítulo 19
Isso já seria o suficiente.
O que ela não percebeu foi um Jetta preto vindo em sua direção em alta velocidade. No momento em que estava prestes a ser atingida, uma mão agarrou seu pulso com força!
Antes que Melissa pudesse reagir, foi puxada para um abraço rígido e frio. Ela franziu a testa e algo explodiu em sua mente: aquele carro!
Empurrando bruscamente a pessoa que ainda segurava sua cintura, Melissa virou-se imediatamente. Mas o carro, vendo que falhara, não parou; acelerou pela pista e desapareceu de vista em poucos segundos.
Capítulo 46: Pense o que quiser
Ela rangeu os dentes e, quando ia correr atrás do veículo, foi impedida. Uma voz masculina e indiferente soou: "Ele já fugiu."
Melissa ergueu a cabeça. Não viu nenhuma preocupação ou qualquer outra emoção nos olhos dele; era apenas uma frieza de quem não tinha nada a ver com o assunto. Por um momento, sentiu-se irritada e, ao mesmo tempo, achou graça da situação.
"Gustavo, você não tem coração? Eu sei que você me odeia, mas por que você me condena à morte baseando-se apenas na versão de outra pessoa? Você pode ignorar minha explicação ou não acreditar em nada. Em três anos de casamento, até uma pedra teria se aquecido, não? Mas..."
Ao chegar nesse ponto, ela soltou um riso amargo: "Pois é, minha vida ou morte não significam nada para você. Você nunca se importou. Mas aquele carro... eu vou encontrá-lo de qualquer jeito! Se você acha que eu mereço, ou que é carma, pense o que quiser."
Dito isso, Melissa ignorou a expressão dele, acenou para um táxi e partiu.
Contudo, assim que entrou no carro, as lágrimas que tentara segurar começaram a rolar.
Não importava o que ele dissesse sobre ela, mas aquele carro... aquele carro quase a matou e, mesmo assim, ele permaneceu indiferente.
Melissa fechou os olhos. Além disso, se não se enganava, no dia em que morreu naquela outra vida, o carro que a atingiu também era um Jetta preto.
Esses dois fatos não podiam ser mera coincidência!
Mas como encontrar um carro específico na cidade de Beijiang?
Ela ligou para Lucas e depois se encolheu no banco do táxi, sem vontade de se mexer.
Meia hora depois.
Melissa não recebeu notícias de Lucas, mas sim a notícia de que ele sofrera um acidente e estava hospitalizado.
Quando chegou às pressas ao hospital, Lucas estava sendo levado pelas enfermeiras para fora do centro cirúrgico.
Ele tinha alguns arranhões no rosto, e o braço direito e o pé esquerdo estavam engessados. Parecia em um estado lastimável. Ao notar o olhar atônito de Melissa, ele resmungou, com o rosto refinado ficando vermelho: "Isso foi um acidente, tá? Algum pivete deve ter feito um corte no pneu do meu carro. Se eu pegar quem foi, eu mato o desgraçado!"
"..."
Independentemente de qualquer coisa, Melissa sentiu-se culpada. Se não fosse por ela, Lucas não teria saído de casa naquele momento. Tudo tem uma causa e uma consequência.
Assim, ela arregaçou as mangas e assumiu a responsabilidade de cuidar dele, sem aceitar recusas.
Lucas finalmente conseguiu realizar seu desejo de ser servido como um patrão.
Enquanto comia uma tangerina, ele perguntou: "O que você queria falar comigo com tanta pressa hoje?"
Melissa olhou para o gesso na perna dele e começou a descascar uma maçã: "Nada. Apenas recupere-se bem."
"Sobre o seu caso com o Gustavo, não tenha pressa. Precisamos ir devagar. A Sophia criou uma mentira enorme para te incriminar; desmascarar isso leva tempo. Além do mais, para o Gustavo, você é uma mulher malvada e calculis..."
Melissa enfiou um pedaço de maçã na boca dele e revirou os olhos: "Apenas coma."
...
No quarto de tons quentes, a iluminação era serena e suave.
Contudo, a atmosfera ao redor era opressiva ao extremo. O ar gélido invadia a respiração de todos os presentes.
Gustavo manuseava distraidamente uma pistola preta e perguntou com impaciência: "Vou perguntar pela última vez: quem mandou vocês fazerem isso?"
Os dois homens ajoelhados no chão estavam suando frio de pavor. Após um longo silêncio, um deles disse com a voz trêmula: "Nin... ninguém nos mandou... senhor, foi realmente um acidente. Não foi por querer."
Mas, enquanto falava, seus olhos se desviavam involuntariamente para a mulher parada não muito longe, buscando ajuda.
Capítulo 47: Por que amaria?
Sophia franziu a testa, e as mãos caídas ao lado do corpo agarraram inconscientemente o vestido.
Como essas pessoas podiam ser tão estúpidas? Ela já havia dito para não agirem a menos que tivessem certeza absoluta, mas eles insistiram em falhar e ainda deixaram rastros!
Gustavo soltou uma risada repentina, mas seus olhos transbordavam gelo: "Apenas um acidente?" Ele lançou um olhar aparentemente casual para ela. "Sophia, o que você acha?"
Ao ouvir Gustavo chamar seu nome, Sophia ergueu a cabeça bruscamente e gaguejou: "Eu... eu não sei, mas eles não teriam motivo para machucar a Melissa. Mas a Melissa fez tantas coisas ruins, talvez alguém tenha buscado vingança deliberadamente. Ela só pode culpar a si mesma; se não fosse por ela..."
"Chega." Gustavo levantou-se, com um sorriso sarcástico nos lábios. "Você acha que eu sou tão estúpido a ponto de acreditar em tudo o que você diz?"
A expressão de Sophia mudou, e ela se apressou em explicar: "Gustavo, não acredite na Melissa. Ela já se aliou ao Lucas. Eu não sei qual é o objetivo deles, mas... mas eles estão me incriminando. Pense bem, a família de Lucas tem tanto poder, que provas eles não poderiam forjar? É tudo falso, falso! Gustavo, nós crescemos juntos, você ainda duvida de mim?"
"Vou te dizer pela última vez: não importa o que a Melissa tenha feito, ela é minha esposa. Se você tentar algo contra ela de novo, arque com as consequências."
Após a saída de Gustavo, os dois homens ajoelhados no chão também foram levados por Henrique.
Sophia tremia inteira, com a respiração fraca.
Será que ele descobriu?
Não, ele jamais acreditaria na Melissa, jamais! Mas então por que ele trouxe aqueles dois homens para interrogá-los na frente dela?
O medo devorava o interior de Sophia pouco a pouco; ela não ousava imaginar o que aconteceria se tudo viesse à tona. Naquele momento, Gustavo definitivamente não a pouparia.
Portanto, Melissa precisava morrer!
...
Saindo do apartamento, Henrique mandou seus subordinados levarem os homens e seguiu Gustavo apressadamente: "Senhor, o que fazemos com aqueles dois?"
"Entregue-os à polícia."
"Sim senhor. Acabamos de receber notícias da empresa. Devido ao suicídio da senhora há seis meses, houve movimentações internas no Grupo Cavalcante. As ações deixadas pelo falecido patriarca devem continuar congeladas?"
Gustavo parou por um instante e respondeu friamente: "Não. Vamos ver até onde eles conseguem chegar."
Henrique assentiu.
Desde que essas ações surgiram, o pessoal do Grupo Cavalcante nunca esteve sossegado. Superficialmente, mantinham a calma apenas porque Melissa era a legítima esposa do presidente e esposa do patrão.
Por isso, só podiam agir na surdina.
Mas entre o patrão e a Melissa...
Melhor não comentar, melhor não comentar.
Além disso, esse não era um assunto que cabia aos subordinados.
Gustavo entrou no carro. Quando ia dar a partida, o rosto pálido e sem vida de Melissa relampejou em sua mente.
Sua mão no volante ficou rígida, e as juntas dos dedos empalideceram.
As cicatrizes em seu corpo subitamente voltaram a doer, uma dor que se espalhava por todos os seus órgãos.
Três anos. Melissa invadira sua vida há três anos.
Antes de pular do prédio, ela lhe perguntara se ele a amara alguma vez. Sua resposta foi que não.
Mas ninguém sabia que, ao pronunciar aquelas duas palavras, sua mão escondida ao lado do corpo tremia imperceptivelmente.
Muitas vezes ele dizia o mesmo a si mesmo: não a amava.
Ela era a pessoa que ele mais odiava, por que amaria?
Gustavo fechou levemente os olhos, com um rastro de exaustão entre as sobrancelhas.
Quando os abriu novamente, sua expressão já havia recuperado a frieza habitual.
Capítulo 48: Fique longe dela
Melissa passou mais uma noite cuidando de Lucas no hospital. Quando ele finalmente começou a resmungar que queria dormir, ela massageou os ombros e saiu do quarto. Bocejou e, quando estava prestes a ir para casa, viu alguém na curva do corredor.
Não se sabia quanto tempo ele estava parado ali; metade do seu rosto estava escondido na escuridão, frio e austero como de costume.
Parecendo notar o olhar dela, Gustavo virou o rosto levemente, deu-lhe uma olhada rápida e, em seguida, desviou o olhar e começou a se retirar.
"Gustavo." Melissa o chamou. Respirou fundo e caminhou até ele: "Sinto muito, eu não tive a intenção de dizer aquelas coisas hoje..."
Era apenas porque aquele carro realmente a matara daquela vez, por isso ela ficou tão agitada e acabou falando sem pensar, dizendo palavras que o feriram.
"Não precisa se desculpar." A voz de Gustavo era apática. "O que você disse é a verdade. Eu não tenho coração, nem vou te amar."
Melissa sorriu, sem se irritar, e apenas disse: "Gustavo, eu nem perguntei se você me ama ou não. Isso foi uma confissão espontânea ou apenas sinceridade exagerada?"
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