"Renascendo para Mim Mesma: Adeus, CEO" Capítulo 16
Agora que sabia o motivo do ódio de Gustavo, o que precisava fazer era resolver o mal-entendido, e não definhar ali.
Mesmo que... Gustavo agora a odiasse profundamente.
A enfermeira hesitou, mas vendo a determinação dela, cedeu: "Espere um pouco, vou perguntar ao Doutor Ricardo!"
Assim que a enfermeira saiu, Melissa trocou de roupa e partiu imediatamente.
No caminho, ligou para a Ana Clara; felizmente o número era o mesmo e a ligação foi atendida rápido.
Ana Clara pareceu surpresa, mas a amizade de anos prevaleceu e logo conversavam como velhas amigas.
Melissa suspirou; nesta vida, ela realmente devia desculpas a muita gente.
Após desligar, olhou para o movimento das ruas, sem saber para onde ir.
Se voltasse direto para casa, as chances de ver Gustavo seriam mínimas, sem falar se ele estaria disposto a ouvir suas explicações.
Melissa parou para pensar e decidiu procurar Lucas primeiro, para avançar gradualmente.
O problema era que, nesta vida, eles nunca tinham se encontrado; se ela aparecesse assim, seria tratada como louca.
Pensando nisso, acabou chegando sem perceber ao prédio do Grupo Cavalcante.
Faziam poucas horas que o vira, mas agora sentia uma saudade louca de Gustavo, especialmente lembrando-se do pânico e do luto dele antes de ela morrer; seu coração parecia apertado por uma mão invisível, doendo muito.
Melissa respirou fundo e deu o passo final.
Nesta vida, ela raramente vinha ali, apenas porque Gustavo não gostava dela.
Felizmente, os funcionários reconheceram a esposa negligenciada do presidente e não a barraram. Melissa chegou sem problemas ao escritório da presidência.
Parada à porta, hesitou por um longo tempo antes de empurrá-la cautelosamente.
No entanto, sua chegada interrompeu bruscamente a conversa lá dentro. Os dois homens olharam para ela.
Um estava frio e apático; o outro tinha um olhar de quem esperava pelo espetáculo.
Ao ver o homem sentado no sofá, Melissa sentiu uma alegria imensa e, antes mesmo de cumprimentar Gustavo, exclamou animada: "Lucas!"
O homem mencionado parou de sorrir no ato. Após espiar de relance o semblante gélido de Gustavo, limpou a garganta: "Nós nos conhecemos?"
O clima no escritório ficou extremamente pesado e opressor.
Só então Melissa notou que a expressão de Gustavo não era nada boa. Ela franziu a testa, hesitou um instante e disse: "Pode sair um minuto? Tenho algo para falar com você."
"..." Lucas sentiu que não deveria ter saído de casa hoje.
Capítulo 39: Afinal, quão má ela é?
Ele viera originalmente apenas para discutir alguns negócios com Gustavo, mas não esperava ser convidado para uma conversa por uma bela mulher. Além disso, a relação entre essa mulher e Gustavo parecia esconder algo estranho.
Assim que Melissa saiu e Lucas se levantou, ouviu uma voz gélida soar: "Desde quando vocês se conhecem?"
"Eu não sei." Ele respondeu com uma careta e devolveu a pergunta: "E vocês, como se conhecem?"
Gustavo deu-lhe um olhar rápido, sua voz sem qualquer emoção: "Melissa."
A expressão de Lucas mudou; ele não tinha simpatia por aquela mulher: "Quando ela acordou?"
"Hoje de madrugada."
"Isso é interessante. Eu gostaria de ver que tipo de mulher faria você sacrificar..."
"Cale a boca e saia." Gustavo desviou o olhar para os documentos à sua frente, mas suas belas sobrancelhas se franziram levemente.
Lucas soltou duas risadas, estalou os dedos e saiu.
Melissa o esperava no corredor não muito longe dali, sentindo-se apreensiva. Se não estivesse enganada, nesta vida, não apenas Gustavo, mas todos pareciam detestá-la.
"O que você quer comigo?" Lucas se aproximou, encostando-se casualmente no parapeito da janela com um olhar indiferente.
Ele, sendo assim, era realmente difícil de se acostumar.
"Eu..."
Lucas lhe deu um olhar de soslaio e ironizou: "Você realmente me surpreende. Já que escolheu pular do prédio, por que esperou o Gustavo chegar para pular? Realmente, você é calculista demais."
Melissa sorriu amargamente. Aos olhos deles, afinal, quão má ela era?
Ela fechou os olhos, respirou fundo e disse: "Lucas, você não me reconhece?"
"Por que eu deveria te reconhecer?" Desde que essa Melissa usou as ações do Vovô Antônio para coagir Gustavo a se casar com ela, ela ficara trancada em casa. Ele não queria vê-la e desprezava qualquer contato.
"Quando você era criança, ficou doente. Eu estava na cama de hospital ao lado da sua."
Lucas estancou, parecendo não processar a informação: "...O quê?"
Melissa afastou o cabelo atrás da orelha, revelando uma cicatriz: "Você não deve ter esquecido esta marca. Lucas, você costumava me chamar de garota feia."
Passou-se um longo tempo até que ele voltasse do choque. Essa mulher calculista e perversa era a mesma garota feia que tinha tanto medo de falar que nem ousava levantar a cabeça?
Impossível.
As sobrancelhas de Lucas se uniram profundamente. Quando ia dizer algo, Melissa se antecipou: "Você era muito barulhento naquele quarto. Insistia em ficar na ala VIP, mas seu pai dizia que não ia mimar seus maus hábitos, que ou você ficava ali ou ia deitar no corredor..."
"Espera, espera!" Ter o passado desenterrado assim trouxe um lampejo de embaraço ao rosto refinado de Lucas. "Não diga mais nada, eu me lembrei. O que você quer falar comigo?"
Melissa suspirou aliviada: "Vamos conversar em outro lugar."
...
No café, Melissa ainda percebia o preconceito de Lucas contra ela. Por isso, fora certo não contar a verdade diretamente a Gustavo; se o fizesse, ele provavelmente acharia que era mais um de seus truques.
Toda verdade precisa de tempo para ser aceita.
"Se você é mesmo aquela garota feia, por que há três anos usou as ações do Vovô Antônio para obrigar o Gustavo a casar com você?"
"Lucas, aos seus olhos, que tipo de pessoa eu sou?"
Ao ver que ela respondera com outra pergunta, Lucas tomou um gole de seu café calmamente. Para dizer a verdade, antes ele só conhecia o nome dela, sem nunca tê-la visto pessoalmente, mas ouvira muitos boatos dizendo que Melissa era uma mulher extremamente má.
Capítulo 40: Mas fui descoberta
Ela teria usado meios desconhecidos para fazer o Vovô Antônio lhe dar as ações e, pouco tempo depois, o velho falecera.
E, em meio a essa polêmica, ela aparecera ostensivamente com as ações para forçar Gustavo a se casar, caso contrário, a herança da família Cavalcante cairia em mãos alheias.
Havia também boatos de que ela causara a morte dos pais adotivos para ficar com a herança e que se envolvia com vários homens... entre outras condutas deploráveis.
Mas a garota feia que Lucas conhecera não era assim. Ele limpou a garganta e desviou o olhar: "E que tipo de pessoa você deveria ser?"
Melissa sorriu e olhou para ele: "Se eu dissesse que todas as opiniões que vocês têm sobre mim estão erradas, você acreditaria?"
Lucas ficou com uma expressão complexa e não respondeu de imediato.
Na verdade, tudo aquilo era apenas boato. O real motivo para ele detestar Melissa era o episódio do suicídio há seis meses.
Ele nunca vira Gustavo daquele jeito...
Lucas não queria recordar e, após um instante, disse: "Então diga, o que está errado?"
Melissa comprimiu os lábios e começou a falar pausadamente: "Primeiro: se me casei com Gustavo, não foi por cobiça à fortuna, muito menos matei o vovô. Segundo: tudo o que a Sophia diz é falso. Terceiro: quero falar com você sobre o acidente de carro de anos atrás. Eu prometo: se houver uma única palavra inventada no que eu disser, que eu morra de forma terrível."
...
O céu escurecia e o vento frio cortava a pele.
Melissa abriu a porta de casa; o ambiente estava gelado e silencioso, sem qualquer sinal de vida.
Ela acendeu a luz do hall e deu alguns passos para dentro. Quando ia ver se havia algo na geladeira, notou alguém sentado no sofá.
Gustavo estava com os olhos fechados, sem qualquer reação.
Como... ele voltara?
Melissa suavizou a respiração, temendo incomodá-lo, e aproximou-se na ponta dos pés. Quando pegou uma manta para cobri-lo, o homem no sofá abriu os olhos bruscamente e segurou com força a mão dela que ainda estava no ar. Seus olhos negros transbordavam gelo: "O que você está fazendo?"
"Queria te dar um beijo escondido, mas fui descoberta." Melissa sustentou o olhar dele, sem a timidez humilde de outrora, nem a postura de quem se sentia inferior.
Gustavo franziu a testa e hesitou no movimento; Melissa recolheu a mão rapidamente e perguntou: "Você já jantou? Vou preparar algo. Se não quiser comer, tudo bem, eu peço algo para mim."
"..."
Gustavo olhou para ela, sua voz cortante: "Por que procurou o Lucas hoje?"
"Se eu não te contar, você se divorcia de mim?"
Gustavo não respondeu, mas seu semblante escureceu alguns tons.
Melissa sorriu: "Então está resolvido. Vou cozinhar. Se quiser me dar a honra, coma um pouco; se não quiser, eu não vou te impedir."
Ela entrou na cozinha e logo preparou duas tigelas de macarrão.
Para sua surpresa, Gustavo não fora embora; estava sentado à mesa de jantar, absorto em pensamentos. Ao vê-la chegar, disse de forma apática: "Você fez de tudo para casar comigo; pular de um prédio não é algo que você faria. Qual é o seu verdadeiro objetivo agora?"
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