"Renascendo para Mim Mesma: Adeus, CEO" Capítulo 15
Naquele dia, todos que espiavam pelo vidro da sala de reuniões viram seu Diretor Gustavo, sempre tão frio e apático, prensar alguém na cadeira e beijá-la!
...
No escritório de Gustavo, Melissa puxava o cabelo do boneco feio, um tanto intrigada: "Não é aquele que eu joguei fora? Como veio parar aqui? E por que está nesse estado deplorável?"
Ao ouvir isso, Gustavo desviou o olhar em silêncio.
Aquelas manchas nem saíam mais na lavagem; ele não teria tirado aquilo do lixo, teria?
O coração de Melissa sentiu uma doçura profunda. Ela olhou para o homem à mesa e inclinou a cabeça: "Diretor Gustavo, você está ocupado ou não? Se estiver, vou almoçar sozinha."
Gustavo limpou a garganta: "Não estou ocupado. O que você quer comer?"
Ao saírem da empresa, Gustavo entrelaçou os dedos nos dela com firmeza, com um sorriso suave nos lábios.
Sua garota feia, sua Melissa, finalmente voltara para o seu lado.
"Vamos ao cartório à tarde."
Melissa balançou a cabeça.
Gustavo estancou; será que ela ainda não o perdoara?
Ao ver a expressão dele, Melissa não conteve o riso: "Seu bobo, com aquela fortuna enorme que você me deixou, eu nem tive coragem de assinar o acordo de divórcio. Naquela época, eu só queria um motivo para me afastar de você. E isto..." Ela mostrou o anel no dedo. "Eu sempre guardei comigo."
Gustavo baixou os olhos, cheio de remorso: "Me desculpe."
"Eu te perdoo." Melissa encostou no ombro dele, sorrindo com leveza.
Capítulo 36: A sensação da morte
Eles já haviam perdido tanto tempo; agora que finalmente os mal-entendidos foram resolvidos, ela se sentia verdadeiramente feliz.
Depois de tanto reclamar do destino, agora ela queria agradecer.
Agradecer pela chance de renascer, por Gustavo ter surgido em sua vida e por esse amor inesquecível.
O sol de inverno estava excepcionalmente brilhante e quente; parecia que a alegria transbordava no rosto de todos.
Ao chegarem ao restaurante, Gustavo foi estacionar e Melissa ficou esperando na calçada. Uma senhora se aproximou e disse: "Minha filha, deixei minha bolsa do outro lado da rua, mas minhas pernas não ajudam muito. Você poderia pegá-la para mim?"
Melissa a ajudou a sentar-se em um banco e sorriu: "Vovó, espere aqui um pouco, eu busco para a senhora rapidinho."
"Tudo bem, minha filha, cuidado com os carros."
Melissa assentiu. Quando o sinal abriu para pedestres, ela atravessou com o fluxo, pegou a bolsa e, ao tentar voltar, o sinal fechou. Ela recuou para a área de segurança, contando os segundos.
Havia poucos pedestres naquele momento; a luz do sol filtrava-se pelas árvores, criando sombras manchadas no chão.
Ela ergueu a cabeça e viu Gustavo parado ali, observando-a em silêncio. Sua expressão era suave, com um sorriso leve e um olhar cheio de ternura.
Ele era sempre tão radiante; entre milhares de transeuntes, ela só via ele.
Melissa acenou para ele com um grande sorriso, mas a expressão do homem mudou subitamente, suas pupilas se contraíram. Antes que ela pudesse processar o que estava acontecendo, — bum! — ela foi arremessada...
Em poucos segundos, ela caiu do ar para o chão.
O sangue quente começou a embaçar sua visão. O estranho era que ela não sentia tanta dor; essa sensação parecia familiar.
As silhuetas ao redor começaram a ficar lentas e sobrepostas; todos os sons pareciam distantes e, ao mesmo tempo, muito próximos.
Em meio ao torpor, ouviu alguém chamando seu nome repetidamente, com uma mistura de pânico, fúria e luto.
Uma dor dilacerante.
Parecia a voz de Gustavo.
Ela se lembrou: esta era a sensação da morte.
Uma lágrima escorreu do canto do olho de Melissa. Mas... ela não queria morrer.
Seu Gustavo... eles tinham acabado de se reconciliar, como ela poderia morrer?
Se ela morresse, o que seria dele?
A vida humana é assim tão curta?
Tão curta que ela nem teve tempo de saborear o que era a felicidade, tão curta que muito do seu amor por Gustavo ficou por dizer, tão curta que ela nem o viu envelhecer.
O destino é justo com todos: deu a ela a chance de renascer, mas também lhe tirou o direito de desfrutar do amor.
Ela não guardava rancor de ninguém, mas sentia uma saudade imensa.
Gustavo, Gustavo, Gustavo...
Mas, mesmo não querendo partir, o que poderia ser feito?
Melissa não aguentou mais e fechou os olhos lentamente, curvando levemente os lábios para a figura que corria em sua direção.
Gustavo, eu te amo.
...
Três da manhã.
No momento em que o relógio na parede bateu a hora, Melissa abriu os olhos bruscamente. Sentou-se de uma vez, ofegante. Olhou ao redor e tocou o próprio corpo.
Ela não morrera?
Caramba, ela tinha mesmo muita sorte; sobreviver a um acidente de carro daqueles... o céu estava sendo generoso.
Melissa soltou um suspiro e calçou os chinelos. Quando estava saindo do quarto para perguntar no posto de enfermagem quanto tempo ficara inconsciente, as enfermeiras que cochilavam despertaram de imediato ao vê-la, arregalando os olhos com incredulidade.
Capítulo 37: Uma pessoa irrelevante
"Você... você acordou?!" Uma delas disse e rapidamente discou um número, com uma voz cheia de excitação. "Doutor Ricardo, venha depressa, a paciente do quarto 907 acordou. Sim, sim. Precisa avisar a família? Ah, entendi."
Assim que ela desligou, Melissa sussurrou: "Posso falar uma coisa?"
"O médico disse que você acabou de acordar, é melhor ficar na cama. Ele virá examiná-la agora mesmo." A enfermeira levantou-se e, sem dar margem para discussão, ajudou-a a voltar para o quarto.
Após sentar-se na cama, Melissa perguntou: "Quanto tempo fiquei desacordada? Meus ferimentos não eram graves? Como é que meus braços e pernas estão tão bem?"
A enfermeira suspirou: "Você também, tão jovem, o que passou pela sua cabeça para pular de um prédio? Seus membros estão bem porque... se não fosse por..." Ela parou, balançando a cabeça com uma expressão de inveja indisfarçável.
Melissa ficou confusa e demorou a processar: "O que você disse... pular de um prédio?"
"Sim, você ficou em coma por seis meses. Pessoas com ferimentos piores que os seus já tiveram alta há dois meses, e você não dava sinais de acordar. Muitos médicos te examinaram, e como não havia feridas externas, não sabiam explicar por que você não acordava; temiam que ficasse em estado vegetativo. Que bom que finalmente acordou hoje."
Ouvindo o relato da enfermeira, Melissa ficou completamente atônita.
Ela voltara para a vida passada?
Então ela pulou do prédio, não morreu, mas ficou em coma?
A mente de Melissa era um emaranhado impossível de desatar.
Minutos depois, médicos e enfermeiras entraram para examiná-la. Ela se sentia como uma boneca, sendo apertada e tocada por todos os lados. Após dez minutos, o Doutor Ricardo retirou o estetoscópio e suspirou aliviado: "Todos os índices estão normais. Pode avisar a família."
"...Espere." Melissa o chamou, com um olhar perdido. "Minha família?"
"Sim, Senhora Cavalcante. O Sr. Gustavo deixou instruções para avisá-lo assim que acordasse. Eu quis examiná-la primeiro para garantir que estava tudo bem. Ainda falta muito para o amanhecer, descanse um pouco."
Quando todos saíram, Melissa ficou sentada na cama, atordoada.
Ela não deveria estar morta? Por que estava viva?
Isso desafiava toda a lógica.
Morte, renascimento, morte, novo renascimento...
Isso! Se ela pulasse do prédio de novo agora, talvez voltasse para aquele tempo anterior; Gustavo ainda estaria esperando por ela!
Sem pensar ou esperar, Melissa saltou da cama e correu para a janela. No momento em que colocou um pé para fora, uma voz gélida e sem emoção soou atrás dela: "O que você está fazendo?"
Ela ficou montada no parapeito, sem saber se subia ou descia.
Teve que se virar para o homem na porta. Era o mesmo rosto familiar, mas desprovido de qualquer sentimento, com olhos negros e frios que a observavam como se vissem uma pessoa irrelevante.
Com a presença dele, a temperatura no quarto pareceu despencar.
Era ele. O Gustavo da vida passada. O Gustavo que não piscaria nem se ela pulasse do prédio.
Seu coração afundou.
Acabou.
"Você quer morrer de novo?"
Diante daquela voz cortante, Melissa desceu silenciosamente do parapeito, coçando o cabelo sem saber como explicar. Forçou dois risos nervosos: "Achei que o luar estava bonito esta noite, então..."
Gustavo deu-lhe um olhar de soslaio e a desmascarou sem piedade: "Onde você está vendo a lua?"
Capítulo 38: Ódio profundo
Gustavo não pretendia estender a conversa. Deu dois passos para sair, mas ao chegar à porta, disse subitamente: "Da próxima vez que quiser morrer, me avise diretamente. É mais eficaz do que pular de um prédio."
"..."
O silêncio voltou ao quarto, mas Melissa perdera completamente o sono, jogando-se na cama sem vontade de viver.
Talvez tivesse agido por impulso; se pulasse agora e morresse de verdade, seria o fim de tudo.
Duas horas depois, o dia amanheceu.
Melissa olhou para a enfermeira que entrava para a ronda e perguntou subitamente: "Posso ter alta?"
"Senhora Cavalcante, isso depende da autorização do Sr. Gustavo..."
"Eu quero ter alta."
Nessas poucas horas, ela pensou muito: ela e Gustavo não podiam errar de novo.
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