"Renascendo para Mim Mesma: Adeus, CEO" Capítulo 12
Tudo isso precisava ser resolvido.
O anoitecer caía, e os pedestres apressavam o passo para chegar em casa antes da tempestade que se aproximava.
Sophia não ficou nada satisfeita com o convite de Melissa àquela hora, mas pensando que talvez ela tivesse caído na real e estivesse pronta para deixar Gustavo, acabou indo.
Mas Melissa se atrasou por meia hora inteira.
Ao ver a rival, Sophia franziu a testa e disparou: "O que significa isso? Me convida e chega atrasada?"
"O trânsito estava parado." A voz de Melissa era plana, sem emoção aparente.
"O que foi? O Gustavo disse para eu não me encontrar mais com uma mulher perversa como você, e eu não quero deixá-lo irritado."
Melissa curvou os lábios em um sorriso mudo, com os olhos cheios de ironia: "Você realmente não se lembra de mim?"
Ao ouvir essa frase de duplo sentido, Sophia ficou ainda mais irritada: "Melissa, o que diabos você quer dizer?"
"Nada. Só estou curiosa para saber se, depois daquele acidente, você tem dormido bem todas as noites. Tem tido pesadelos, Pequena Sophia?"
Capítulo 28: Ninguém vai se importar
A expressão de Melissa era extremamente afiada e sua voz gélida. Cada palavra era como uma lâmina estocando o coração de Sophia, que perdeu a compostura instantaneamente, sem coragem de sustentar o olhar: "Não sei do que você está falando."
"Não sabe mesmo? Quando a Estela morreu, ela estava coberta de sangue. Eu entendo que você tenha nos empurrado por medo de morrer, mas por que disse a todos que quem morreu fui eu?"
Sophia apertou as mãos em punho sob a mesa, respirando fundo antes de dizer: "Na época, o corpo estava desfigurado, eu apenas me enganei."
"Você, que testemunhou tudo, me diz que apenas se enganou? Pequena Sophia, você apenas se enganou mesmo?"
"E que outra resposta você quer ouvir? Melissa, vou te falar a verdade: desde que o Vovô Antônio te deu as ações, o Gustavo te investigou. Ele sabe que você era do orfanato e sabe do acidente, mas ele continua te odiando como sempre. Sabe por quê?
Porque você é feia, insegura e insignificante. Ninguém se importa se você está viva ou não. Mas a sua aparição forçou a família Cavalcante a encarar aquele passado de novo. Você não sabe, mas aqueles sequestradores estavam atrás dos Cavalcante. Eles já tinham limpado a consciência ao me adotar.
Mas aí você voltou. Você é a prova viva daquela vergonha. Ninguém gosta de você; era assim quando criança e continua sendo agora. Melissa, por que você voltou? Não era melhor ser considerada morta? Pelo menos alguém lembraria de você com carinho. Mas agora, você é apenas uma mulher ardilosa e perversa!"
Sophia gritou quase de forma histérica. Ela só tinha essa coragem porque estava com medo, muito medo. Mas se deixasse suas emoções transparecerem agora, tudo o que conquistou por tanto tempo seria arruinado!
Qual era a verdade daquela época? Ninguém se importava!
Eles só sabiam que a garota feia, que ninguém notava, tinha morrido. Mesmo que mencionassem depois, diriam apenas: "Ah, morreu aquela que era a mais irrelevante."
Mas a Estela era diferente. Ela brilhava no orfanato, e já havia pessoas interessadas em adotá-la. Se ela morresse, como o assunto seria abafado tão facilmente?
Por isso, ela inventou uma mentira colossal. Como o boneco feio que a outra sempre carregava também caíra no chão, bastava dizer que a garota feia morrera e tudo acabaria rápido. Ninguém suspeitaria dela.
Mas ela jamais imaginou que aquela garota insignificante acabaria ganhando a atenção de Gustavo!
Naquele momento, ela sentiu medo de verdade, mas não tinha escolha a não ser manter a mentira até o fim.
Mais tarde, os Cavalcante a adotaram e a mandaram para estudar no exterior como forma de compensação.
Recentemente, ela soube que surgiu do nada uma mulher querendo casar com Gustavo usando as ações do avô, e que essa mulher era a "Estela" desaparecida no acidente.
Para impedir o casamento e evitar que a verdade viesse à tona, ela aprofundou ainda mais sua mentira.
Ela já tinha sacrificado tanto, como poderia deixar tudo se perder por causa de alguém que acabara de aparecer?
Melissa precisava morrer!
...
Na volta, Melissa não pegou táxi. Caminhou com as próprias pernas, sem saber por quanto tempo. A garoa começou a cair e, sem transição, tornou-se um temporal.
Os pedestres sem guarda-chuva corriam para se abrigar, mas ela continuava sozinha, como se tivesse perdido a alma, caminhando sob a cortina escura da chuva.
Capítulo 29: Libertar um ao outro
Então, a existência dela era assim tão detestável?
Na vida passada, ela não sabia e tudo bem, mas desta vez insistira em obter uma resposta, e essa resposta apenas a deixou pior. O corpo estava gelado, o coração parecia morto, batendo mecanicamente, sem calor.
Ela queria apenas cair ali e nunca mais acordar.
Contudo, sua consciência estava estranhamente lúcida, a ponto de ela não querer sequer fechar os olhos.
Na mente de Gustavo, ela era como uma praga.
A noite avançava e a chuva apertava. Melissa continuava caminhando sem rumo; não sabia para onde ir, nem se tinha para onde ir.
Nesse momento, três homens saíram de um beco segurando guarda-chuvas. Estavam cheirando a álcool, parecendo bêbados. Ao vê-la, bloquearam o caminho: "E aí, gata? Esqueceu o guarda-chuva? Vem cá, o maninho tem um aqui. Vem com a gente que logo você fica aquecida..."
Ela disse friamente: "Sumam daqui."
"Eita, não precisa ser grossa. Não tem mais ninguém na rua a essa hora, nós estamos sendo legais oferecendo abrigo, por que xingar?"
Enquanto falavam, tentaram puxá-la pelo braço.
Mas, antes que encostassem nela, foram interceptados. Uma voz fria e indiferente veio ao lado: "Você não volta para casa à meia-noite só para ser assediada por eles aqui?"
Melissa ergueu a cabeça lentamente. O homem segurava um guarda-chuva, com o olhar fixo nela. O frio naqueles olhos negros parecia gelo acumulado por milênios, prestes a explodir.
Esse era o Gustavo que ela amou por tantos anos. Mais uma vez, ela era o fardo dele, a existência que ele detestava.
Melissa soltou uma risada repentina: "Quem disse que eles estão me assediando? Eles me convidaram para beber. Por que, o grande Diretor Gustavo quer vir junto?"
Os três bêbados, que já estavam prontos para recuar, ganharam coragem ao ouvir isso. O homem cuja mão Gustavo segurava riu: "Olha só, senhor, é um interesse mútuo, o que você tem a ver com... AAAII! Solta, solta!"
"Repita o que disse."
Talvez pela intensidade da chuva, Melissa não conseguia distinguir a emoção contida na voz dele.
Após um longo silêncio, ela falou calmamente: "Gustavo, você me ama?"
Ele hesitou no movimento das mãos. O sorriso no canto da boca era irônico, e as palavras que saíram foram mais frias que a noite chuvosa: "Não."
"Então, com quem eu vou, o que isso tem a ver com você?" Ela o olhava com os olhos já sem vida, sem nenhum brilho.
Gustavo perdeu a paciência, soltou o homem e ordenou friamente: "Fora daqui."
"Você..." O homem ia retrucar, mas foi arrastado pelos amigos ao notarem vários seguranças por perto. Se não tivessem sido rápidos, os três teriam se dado mal naquela noite.
O barulho cessou, restando apenas o som da chuva batendo no chão.
Melissa estava em um estado deplorável e só queria um lugar para se esconder, mas justamente todas as suas fraquezas foram vistas por ele.
"Gustavo, vamos libertar um ao outro. Estou exausta. Se você acha que só a minha morte pode apagar o ódio no seu coração, então eu..." Antes que terminasse, ele calou sua boca com um beijo.
O hálito dele era quente e intenso, como se fosse devorá-la com a força de um trovão!
Capítulo 30: Não vou me divorciar dela
Melissa riu amargamente, o desespero se espalhando por sua alma.
Ela não sabia o que representava para ele.
Que ficassem assim, então, enredados até o fim.
Após aquela chuva, Melissa ficou cada vez mais silenciosa. Em apenas três dias, ela emagreceu visivelmente. A comida que os empregados levavam era devolvida intacta.
Henrique perguntou a Gustavo se deveria chamar um médico.
A resposta foi um silêncio gélido.
Faltavam apenas dois dias para completar uma semana.
Ao meio-dia, Sophia abriu a porta do escritório. Olhando para o homem cada vez mais austero, respirou fundo e aproximou-se, falando baixo: "Gu, tem uma coisa que eu queria te contar."
"Diga."
"A Melissa veio me procurar uns dias atrás."
Gustavo parou o que estava fazendo e ergueu os olhos: "O que ela disse?"
Sophia apertou as mãos sob a mesa, hesitou por um momento e comprimiu os lábios: "Ela se recusa a admitir o que fez no passado. E disse que, já que é casada com você, não importa o que ela tenha feito, ela é a Senhora Cavalcante e ninguém pode fazer nada contra ela..."
"Só isso?"
"Sim, só."
Gustavo soltou uma risada leve: "Sophia, você realmente acha que eu não sei de nada?"
Sophia forçou um sorriso: "Gu, não entendo o que você quer dizer."
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