"Renascendo para Mim Mesma: Adeus, CEO" Capítulo 9
Capítulo 20: Já desistiu agora?
Gustavo não respondeu e saiu a passos largos.
O rosto de Sophia mudou de cor, e ela cerrou os punhos ao lado do corpo.
Fora do restaurante, Melissa tinha dado apenas alguns passos quando foi chamada por Lucas: "O que aconteceu com vocês?"
"Nada. Você não ia me pagar um jantar? Vamos, estou com fome."
Lucas olhou para ela com total desconfiança. Ele não conseguia entender nada sobre o relacionamento daqueles dois. Meses atrás, ouviu dizer que uma tal de Melissa usara as ações do Vovô Antônio para chantagear Gustavo e forçá-lo a casar.
Mas, meses depois, a Melissa que ele encontrou na porta da empresa estava disposta a ir embora com qualquer homem que encontrasse na rua, jurando que não se casaria com Gustavo por nada.
Sua inteligência não permitia processar algo tão profundo.
Antes que Lucas pudesse dizer mais nada, Melissa foi puxada por um homem de semblante sombrio e jogada à força dentro do carro.
A essa altura, Melissa não queria mais brigar ou discutir; apenas disse calmamente: "Gustavo, eu já assinei o acordo de divórcio e o termo de confidencialidade. Deixei sobre a mesa de centro da sua sala. Assim que você assinar, nós..."
Antes que terminasse, o carro disparou violentamente.
Gustavo permaneceu em silêncio durante todo o trajeto, mas a atmosfera dentro do veículo estava tensa ao extremo.
Melissa lançou-lhe um olhar e sorriu com amargura.
Ela dissera que, nesta vida, seria dona do próprio destino. Ela jamais voltaria para aquela casa gelada e sem vida!
Talvez por ela estar calma demais ao entrar no carro, Gustavo baixou a guarda.
No meio do caminho, aproveitando um momento de distração dele, ela abriu a porta do carro e saltou, decidida e sem hesitação.
Felizmente, no momento em que ela abriu a porta, Gustavo pisou no freio, mas a força da inércia ainda a arremessou por mais de dez metros. Ela sofreu várias escoriações no rosto e no corpo; suas mãos e pés não se moviam, provavelmente estavam quebrados.
Mas Melissa não se arrependia de nada.
Ao perder os sentidos, não soube de quem era a expressão de choque e fúria que passou diante de seus olhos; nem de quem era a voz trêmula que chamava seu nome repetidamente...
Quando acordou, a primeira coisa que viu foi o rosto de Lucas contraído em preocupação: "Diga-me, o que passou pela sua cabeça para pular do carro e tentar se matar? O celular não é divertido o suficiente ou a bebida não é boa?"
Melissa contraiu os lábios, ajeitou o travesseiro atrás de si e sentou-se: "O que você entende? E quem disse que eu tentei me suicidar? Isso se chama vitória estratégica. Veja bem, pelo menos agora abri os olhos e mudei de lugar."
"..." Que tipo de lógica distorcida era aquela?
Lucas não quis discutir e apenas disse para ela não se mexer antes de sair para procurar o médico.
Assim que ele saiu, uma visita indesejada chegou.
Para fingir que visitava uma doente, Sophia trouxe algumas frutas e sentou-se no sofá ao lado da cama com um sorriso cínico: "Melissa, como você se deixou ficar nesse estado? Mesmo que o Gu não goste de você, não precisava chegar a esse ponto para implorar pela compaixão dele."
Melissa olhou para ela e não disse nada.
"Vou te contar a verdade: logo depois que vocês casaram, ele me levou para a Inglaterra. Sem você por perto, aqueles dias foram maravilhosos. Eu já te avisei que, não importa o quanto você se esforce, ele nunca sentirá nada por você. Já desistiu agora?"
"Desistir ou não, o que importa? Pelo menos agora ainda sou a Senhora Cavalcante de direito. O que você quer é apenas isso."
A expressão de Sophia mudou bruscamente e ela soltou uma risada fria: "Quanto tempo você acha que esse título ainda vai te acompanhar?"
Capítulo 21: Um banho de realidade
Melissa não pareceu se importar: "Pelo menos o tenho agora."
"Não cante vitória. O único motivo pelo qual o Gu ainda te mantém por perto são as ações da empresa."
"Ah."
Sophia, vendo-a com aquele aspecto apático, perdeu a vontade de continuar. Bufou com desprezo e saiu. Melissa não era uma mulher fácil de lidar.
Durante o período de internação, Gustavo não a visitou uma única vez. Melissa sentiu um alívio, achando que estava finalmente livre, mas Henrique foi buscá-la respeitosamente para levá-la de volta.
"..."
Desta vez, o número de guardas vigiando-a dobrou.
Às duas da manhã, Gustavo voltou.
Cheirando a álcool.
Ele afrouxou a gravata e olhou para a mulher sentada no sofá com olhos negros e frios.
Melissa apertou as mãos contra o sofá, contendo o impulso de ir ajudá-lo, e apenas disse calmamente: "Gustavo, precisamos conversar."
Ele se aproximou, jogou a gravata no chão e desabotoou dois botões da camisa, revelando o pomo de adão atraente. De repente, os cantos de sua boca se curvaram e, sem qualquer aviso, ele a pressionou contra o sofá.
"Melissa, você me odeia tanto assim?" A voz dele não transmitia emoção, mas seus olhos negros eram abismos sem fundo.
"Gustavo, você está bêbado." Ela desviou o olhar, mas seu coração acelerou inexplicavelmente.
Como se não a tivesse ouvido, ele falou novamente: "Você prefere morrer a ficar ao meu lado?"
Melissa nunca o vira assim: vulnerável, solitário, indefeso como uma criança.
Sentiu um nó na garganta e uma tristeza profunda subiu de seu peito.
"Gustavo, eu te amo, isso nunca mudou. Mas se o meu amor se tornou um fardo para você, estou disposta a abrir mão. Você pode ir atrás de quem você gosta, pode ir..."
O restante das palavras foi silenciado entre seus lábios.
Talvez anestesiada pelo álcool residual na boca dele, Melissa perdeu a razão instantaneamente. Deixou-se levar e envolveu o pescoço dele, começando a retribuir.
Gustavo intensificou o beijo. Suas mãos habilidosas removeram as distrações do corpo dela e, após as preliminares necessárias, ele a possuiu.
Desta vez, Melissa sentiu a presença dele de forma real. Num piscar de olhos, sentiu que o vazio e o frio de anos em seu coração foram preenchidos.
Ela sentiu uma confusão súbita. Se antes podia afirmar com certeza que Gustavo não a amava e até a odiava, agora ela já não sabia.
Mas, se não houvesse amor, como teriam chegado a esse ponto?
Seria apenas uma relação de amantes legais?
Era uma questão que valia a pena refletir.
Percebendo a falta de concentração dela, Gustavo mordeu levemente o queixo de Melissa e intensificou os movimentos.
...
Se o amor é a flecha do Cupim, quem é atingido entrega o próprio coração sangrando nas mãos do outro, permitindo que seja humilhado e pisoteado.
A Melissa da vida passada foi exatamente assim.
Mas desta vez, ela esquivou-se daquela flecha dolorosa, apenas para cair na ternura que Gustavo lhe dava. Ao esquecer as cicatrizes, começou a recuperar aquele sentimento.
Porém, a realidade muitas vezes serve para dar um banho de realidade.
No dia seguinte àquela noite de bebedeira, Melissa pensou que as coisas entre eles seriam diferentes. No entanto, os principais jornais noticiaram que o presidente do Grupo Cavalcante fora a um hotel com uma amante secreta para passar a noite.
Sim, ele de fato não voltara para casa naquela noite.
Melissa sentiu que não tinha mais forças para lutar. Já que ele não a deixava partir, ela seria um pássaro na gaiola. Afinal, a casa era grande o suficiente; criar porcos ou galinhas ali poderia ser interessante.
Capítulo 22: O quão perversa você é?
Ana Clara, que estava comendo, pareceu notar o olhar dela. Mordendo um pedaço de frango, virou-se e perguntou: "Mel, no que você está pensando?"
Melissa afagou o cabelo dela: "Nada, continue comendo."
"...Ah." Ana Clara terminou de comer, limpou a boca e disse com um pouco de medo: "Se o seu marido chegar e vir que você deixou a casa assim, ele não vai ficar bravo?"
Melissa olhou para a sala, agora colorida e cheia de vida, e deitou-se no sofá com total indiferença: "Deixe que fique bravo. Este lugar era sem vida; deixá-lo mais fresco não é bom?"
Ana Clara fez um bico e olhou para o relógio: "Está ficando tarde, eu preciso ir."
"Venha sempre que puder."
"..."
Após a saída de Ana Clara, a casa mergulhou no silêncio novamente, mas não era mais tão fria. O frescor das plantas e flores tornava o ambiente confortável, finalmente menos opressor.
Às sete da noite, a porta se abriu.
Assim que Gustavo entrou, seu rosto começou a escurecer. Ao ver a mulher agachada no chão fazendo arranjos florais, franziu o cenho: "O que você está fazendo?"
Melissa levantou-se e sorriu para ele. Após limpar a poeira das mãos, disse: "O inverno está chegando, estou deixando um pouco do frescor da primavera aqui."
Gustavo desviou o olhar. Quando ia subir as escadas, notou a mala dela deixada perto do corrimão. Seus olhos negros se estreitaram, exalando um frio gélido.
Melissa sempre sentia que, quando ele se irritava, cometia atos impensados dos quais ela já fora vítima várias vezes. Ela correu para proteger sua mala e explicou: "Não entenda mal, não estou fugindo. São as coisas que ficaram no carro do Lucas daquela vez. Ele entregou hoje à tarde e eu ainda não tive tempo de levar para cima."
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