"Renascendo para Mim Mesma: Adeus, CEO" Capítulo 5
"Gustavo, o velho Antônio era seu avô, mas tecnicamente a Cavalcante Corp é uma empresa familiar. As ações que ele deixou deveriam pertencer a todos nós. Não dissemos nada quando ele insistiu em dar as ações para uma estranha, mas agora que elas voltaram para a família, não deveríamos discutir como dividi-las?"
Após o comentário de um dos sócios antigos, os outros concordaram em coro.
A expressão de Gustavo permaneceu inalterada. Quando a sala ficou em silêncio, ele pegou o documento e falou com indiferença: "Este é o acordo de transferência de que vocês falam. Mas, para a decepção de todos, eu não o assinei."
Dito isso, ele arremessou o papel levemente sobre a mesa: "Melissa é minha noiva. Tivemos apenas um desentendimento bobo, e ela agiu por impulso porque estava brava comigo. O quê? Por acaso os senhores não conseguem perceber algo tão simples, ou estão tentando se aproveitar da situação?"
Melissa levantou a cabeça bruscamente, franzindo o cenho.
Não assinou... o que ele queria com aquilo?
"O meu casamento com a Melissa será realizado em um mês. Estão todos convidados."
Capítulo 11: Melhor deixar para um conhecido
Os acionistas tiveram que engolir o seco. Saíram da sala forçando sorrisos amarelos, mas não puderam deixar de lançar um olhar atravessado para Melissa antes de partir.
Conseguir as ações do velho Antônio e agora fazer com que Gustavo Cavalcante se casasse com ela voluntariamente... aquela mulher definitivamente não era simples.
Quando todos saíram, Henrique ia recolher os papéis, mas um grito o fez pular: "Gustavo Cavalcante, o que você pensa que está fazendo? Quem disse que eu vou casar com você!"
Gustavo moveu o olhar lentamente para ela, com a voz extremamente plana: "Não é exatamente isso que você queria?"
"Eu não quero!" Só de pensar no que passara naqueles três anos, Melissa sentiu os olhos arderem de raiva. "Escute bem, Gustavo: eu me casaria com qualquer pessoa neste mundo, menos com você! Você quer me usar para estabilizar sua posição, né? Pois bem, eu vou sair por aquela porta e te dar um par de chifres agora mesmo. Quero ver como você vai ter cara de casar comigo depois disso!"
Melissa soltou a última frase e saiu furiosa pela porta.
Henrique assistiu à cena boquiaberto. Após um momento, perguntou cautelosamente: "Senhor... havia muitas outras formas de lidar com os acionistas. Por que escolheu logo esta? O senhor não detestava a Senhorita Duarte?..."
Gustavo não respondeu de imediato. Após uma pausa, disse: "Você leu o testamento do meu avô?"
"Li."
"E você já pensou por que a Melissa insistia tanto em casar comigo?"
"Porque... ela gostava do senhor?"
Gustavo olhou para ele, levantou-se com sua expressão fria de costume e saiu da sala.
Fora ele quem mandara vazar a notícia de que Melissa assinara a transferência.
Ele queria saber qual seria a diferença entre as ações estarem nas mãos dele ou nas mãos dela.
A resposta era óbvia.
...
Ao sair da empresa, Melissa começou sua busca por alguém que pudesse ajudá-la a dar o "par de chifres" em Gustavo, mas, após dar uma volta, não encontrou ninguém satisfatório.
Justo quando estava desanimando, alguém deu um tapinha em suas costas: "Garota feia?"
Ela se virou e viu um rapaz de feições delicadas. Não o reconheceu de imediato, mas seu apelido na infância era realmente esse: "A gente se conhece?"
"Claro! Quando você sofreu aquele acidente de carro quando era pequena, eu estava na maca ao lado da sua."
"..." Como ele podia reconhecê-la depois de tanto tempo?
Lucas riu e apontou para a orelha direita dela: "Naquele acidente, você fez uma cirurgia no rosto para tirar uma cicatriz grande, mas ficou uma marquinha atrás da orelha. Achei seu rosto familiar e resolvi arriscar a pergunta. Não é que era você mesma?"
Melissa teve uma leve lembrança.
Que sorte! O destino estava colaborando.
Ela olhou seriamente para ele: "Você é casado?"
"Não, eu..."
"Tem namorada?"
"Não, eu..."
"Ótimo. Vamos para um hotel." Melissa o puxou pelo braço. Lucas, horrorizado, puxou a mão de volta e a olhou com receio: "Você sofreu algum trauma?"
Melissa balançou a cabeça com gravidade: "Já que vou ter que me sacrificar de qualquer jeito, melhor que seja com um conhecido."
Lucas deu um sorriso torto: "Para de brincadeira. Tenho que encontrar uma pessoa. Por que você não vem comigo? Depois que eu resolver o que preciso, eu te pago um jantar."
"Não posso. Tenho que encontrar meu próximo alvo. Tchau."
Lucas viu que ela estava agindo como um cavalo selvagem sem freio e bloqueou o caminho dela: "Tá bom, tá bom! Eu não vou a lugar nenhum. Não faça nenhuma loucura. Me conte o que está acontecendo."
Capítulo 12: O casamento surge inesperadamente
Melissa comprimiu os lábios, decidida a ser breve: "É que tem uma pessoa de quem eu gostava muito, mas não gosto mais, e ele está me forçando a casar com ele. Então, decidi dar um par de chifres nele antes disso. Como ele preza muito pela reputação, com certeza não vai mais querer se casar comigo."
"..." Que tipo de raciocínio era aquele? Era impossível de decifrar. "Você é hilária. Mas já parou para pensar que essa pessoa que você amava e agora não ama mais, e que está te forçando a casar, talvez queira o casamento porque começou a sentir algo por você?"
Melissa soltou um riso sarcástico: "Absolutamente impossível."
"Por quê?" Antes que Lucas pudesse terminar, seu celular tocou. Ele olhou para a tela, franziu o cenho e entregou um cartão de visitas para Melissa. "Tenho que ir agora. Não faça nada por impulso. Se tiver algum problema que não consiga resolver, me ligue."
Dito isso, ele saiu correndo às pressas. Se não fosse agora, Gustavo Cavalcante arrancaria o couro dele.
Melissa massageou as têmporas e sentou-se em um banco à beira da estrada.
Aquele acidente de infância já tinha acontecido há tanto tempo que, se ele não tivesse mencionado, ela quase teria esquecido.
A mão de Melissa tocou subitamente o lado direito do rosto. Ali, originalmente, havia uma cicatriz enorme.
Por isso, todos a chamavam de "garota feia".
...
O tempo de um mês passou, ora rápido, ora devagar.
Após se acalmar, Melissa pensou que a conversa de Gustavo sobre o casamento poderia ser apenas uma estratégia de conveniência para tirar o pretexto dos acionistas de continuarem causando confusão.
Gustavo a odiava tanto; agora que finalmente se livrara dela, como poderia querer se casar?
Por isso, ela não pensou muito no assunto. Passava os dias comendo e bebendo com Ana Clara, tentando experimentar tudo o que não pudera ou não conhecera antes.
De tão feliz, ela esqueceu completamente as palavras que Gustavo dissera.
Tanto que, quando Henrique veio buscá-la para provar o vestido de noiva, ela sentiu um nó na garganta e quase engasgou até as lágrimas saírem.
Ana Clara, mordendo um algodão-doce, perguntou animada: "Mel, eu posso ser sua madrinha?"
Melissa engasgou novamente.
Henrique disse com um sorriso gentil: "O casamento será amanhã à noite. Podemos escolher o vestido de noiva e o das madrinhas hoje à tarde."
E assim, Melissa foi escoltada para o carro.
Na vida anterior, casar com Gustavo foi apenas assinar um papel e entrar naquela casa enorme e gelada. Onde houvera espaço para uma cerimônia de casamento?
As coisas que estavam acontecendo agora eram muito diferentes de antes, incluindo as várias vezes em que Gustavo apareceu na frente dela. Será que... tinha mesmo a ver com o fato de ela ter assinado a transferência das ações?
Melissa sentia a cabeça latejar. Ela só queria se afastar de Gustavo, mas não esperava que isso gerasse ainda mais complicações.
O vestido de noiva era lindo, mas Gustavo não apareceu.
Melissa sentia que o rumo das coisas estava fugindo de seu controle. Por exemplo, quando ela finalmente voltou para casa e tentou encontrar uma chance de fugir, percebeu que o prédio e a rua estavam cercados por homens enviados por Henrique.
Diziam ser para "proteger sua segurança".
Apesar de toda a sua relutância, o sol nasceu como de costume, e o casamento chegou inesperadamente.
Melissa estava sentada no camarim do hotel. Por mais que Ana Clara estivesse radiante ao seu lado, ela não conseguia sentir o menor entusiasmo.
Nesse momento, a porta se abriu.
Era Sophia Ramos.
Ela disse suavemente: "Melissa, podemos conversar a sós?"
Ana Clara não a conhecia, mas percebeu que não vinha com boas intenções. Quando ia recusar, Melissa suspirou e disse: "Ana, pode sair, por favor."
Capítulo 13: Não é de admirar que ele a odiasse tanto
Após a saída de Ana Clara, restaram apenas as duas no camarim.
A expressão de Sophia não era mais tão suave. Após olhar Melissa de cima a baixo, soltou uma risada fria: "Você vivia dizendo que não queria casar com o Gu, mas olha o resultado: usou todos os seus truques e meios inescrupulosos. Agora está satisfeita?"
"Diga logo o que quer. Não estou com paciência para joguinhos."
"Você tem coragem de dizer que não devolveu as ações para o Gu fingindo desprendimento, só para incitar os acionistas a causarem tumulto e forçá-lo a casar com você por pressão? Melissa, eu realmente te subestimei. Não sabia que você era tão calculista."
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