"A Substituta do CEO: A Vingança de Clara" Capítulo 12
"Mas hoje, quando ele apareceu, senti uma paz completa no meu coração."
"Eu já sou capaz de vê-lo totalmente como um estranho."
Ela fez uma pausa, com a voz suave e decidida:
"E no momento em que você se colocou na minha frente, eu pensei... então é essa a sensação de ser protegida por alguém de todo o coração."
"Sem mentiras, sem interesses, apenas por ser eu."
Ela ergueu o olhar, com os olhos como estrelas:
"Portanto, eu estou falando sério."
"Eu quero me casar com você."
A luz do luar caía sobre ela, tornando seu perfil alvo e gentil.
"Meu coração me diz que eu gosto de você."
A garganta de Thiago moveu-se levemente, sua voz saindo rouca: "Mas..."
"Sem 'mas'."
Clara o interrompeu, com o olhar ardente, "Thiago, só te pergunto uma coisa: você gosta de mim?"
O coração dele batia como um tambor.
Ele se lembrou da primeira mensagem que ela enviou, quando pediu ajuda com franqueza, dizendo com determinação que queria vingança.
Através da tela, ele "conheceu" Clara pela primeira vez.
Depois, ao buscá-la no aeroporto, ela estava exausta e frágil, como um pássaro cansado que acabara de escapar de uma gaiola.
Mais tarde, no laboratório, ela começou a mostrar seu talento, e o brilho voltou aos seus olhos.
Aquele era o jeito que ela deveria ser.
Sem saber quando começou, ele já não conseguia mais desviar o olhar dela.
Thiago respirou fundo e assentiu solenemente:
"Gosto."
"Clara, eu também gosto de você."
Os olhos de Clara brilharam intensamente; ela ficou na ponta dos pés e deixou um beijo suave no rosto dele:
"Então, vamos nos casar."
Helena ficou radiante com a decisão dos dois, ocupando-se com os preparativos do casamento e cuidando de cada detalhe pessoalmente.
Clara tentava ajudar, mas era sempre impedida por ela:
"Onde já se viu deixar a noiva se desgastar com trabalho? Você só precisa esperar linda para o dia do casamento."
Ela encomendou vários vestidos de noiva de alto luxo e pediu que os estilistas os levassem à mansão, insistindo para que Clara experimentasse um por um.
No espelho, a mulher de olhos brilhantes e dentes alvos irradiava vivacidade.
Clara observava a si mesma, sentindo-se em transe.
Apenas três meses atrás, ela estava definhada e em frangalhos; agora, parecia ter renascido, brilhando novamente.
Ela sorriu suavemente para o espelho.
Lembrou-se de quando Júlia soube que ela aceitara casar com Thiago e perguntou preocupada:
"Você não tem medo de encontrar outra pessoa como o Ricardo?"
Naquela hora, ela respondeu: "Não tenho medo."
Porque agora ela tinha segurança em si mesma.
Mesmo que, no futuro, Thiago deixasse de amá-la, com suas próprias habilidades, ela conseguiria viver esplendidamente.
Ela desejava ser amada, mas não dependia mais do amor alheio.
O maior erro daquele relacionamento com Ricardo foi ter depositado toda a sua segurança nas mãos de uma única pessoa quando ela não possuía nada.
Ela ajeitou a barra do vestido e, ao fazer menção de descer, a maçaneta da porta girou subitamente.
Achando que era alguém enviado por Helena para apressá-la, Clara não se virou, apenas disse suavemente:
"Já terminei de trocar, estou descendo."
No instante em que se virou segurando a saia do vestido, seu corpo congelou.
A figura parada junto à porta não era um funcionário.
A pessoa ergueu a cabeça lentamente, revelando sob a aba do chapéu um rosto magro e pálido, porém extremamente familiar.
Ricardo.
Capítulo 22
“Como você entrou aqui?”
O tom de Clara esfriou subitamente, e uma expressão de aversão surgiu em seu rosto.
Após algum tempo sem vê-lo, Ricardo estava tão magro que parecia cadavérico; seu rosto estava pálido e exausto, mas seus olhos transbordavam uma malevolência quase obsessiva.
Aquele olhar fez um calafrio percorrer a espinha dela.
“Clara, eu não posso ficar parado vendo você se casar com outro.”
Ricardo deu um passo à frente, com a voz rouca. “Nós estávamos por um triplo... de ficarmos juntos para sempre.”
“Eu te amo... eu realmente não consigo viver sem você.”
Clara recuou rapidamente enquanto ele se aproximava, com a cauda do vestido arrastando no chão: “O que você pensa que está fazendo?”
“Eu vou te levar comigo.”
Uma luz de loucura brilhou nos olhos de Ricardo. “Contanto que você esteja ao meu lado, mais cedo ou mais tarde, você voltará a me amar.”
“Você está delirando!” Clara gritou com severidade. “Eu jamais irei com você!”
“Ricardo, eu estou prestes a me casar.”
“Nós terminamos há muito tempo!”
Ela ergueu a saia do vestido e tentou correr em direção à porta para pedir socorro, mas Ricardo a agarrou pelo pulso com força.
“Soco—”
Antes que ela pudesse gritar, uma mão cobriu sua boca violentamente.
Um cheiro forte e acre de remédio a atingiu.
Clara prendeu a respiração instantaneamente, mas já havia inalado um pouco. Seus membros amoleceram na hora e ela começou a escorregar para o chão.
Ricardo a envolveu em seus braços, apertando o abraço:
“Clara, venha comigo... para um lugar onde ninguém nos encontre. Vamos recomeçar do zero, está bem?”
Ele não esperou por uma resposta; ele a amparou e começou a arrastá-la para fora.
Com o corpo totalmente sem forças, Clara não conseguia lutar, restando-lhe apenas olhar para ele com fúria:
“Ricardo... se você se atrever a me levar à força, eu vou te odiar pelo resto da vida!”
Ricardo soltou uma risada baixa e maníaca:
“O ódio também serve... pelo menos assim você ainda se importará comigo.”
Ele baixou o olhar para ela, com emoções sombrias borbulhando:
“Clara, mesmo que você me odeie para sempre, terá valer a pena.”
Ele claramente havia planejado tudo com antecedência, evitando habilmente as câmeras da mansão dos Silva, enquanto a levava para fora, meio carregada, meio arrastada.
Ao se aproximarem do portão, um carro preto era visível ao longe.
O coração de Clara afundou.
Uma vez colocada dentro daquele carro, seria quase impossível se salvar.
Ela tentou manter a calma para negociar: “Mesmo que me leve, você não terá meu coração.”
“Que tal você me soltar... e eu te dar uma chance? O que acha?”
Ricardo olhou para ela com um semblante sombrio: “Clara, não tente me enganar.”
“Depois que partirmos... teremos todo o tempo do mundo.”
Ele continuou a arrastá-la. Nesse momento, passos foram ouvidos não muito longe dali.
Thiago, acompanhado por duas pessoas, caminhava naquela direção.
Os olhos de Clara brilharam de esperança, e ela abriu a boca para gritar: “Thia—”
Sua boca foi novamente tapada com força.
Ricardo a puxou bruscamente para trás de uma coluna, onde a sombra os encobriu.
Ela tentava lutar e gemer, mas os sons eram fracos demais para serem ouvidos.
“Clara...”
Ricardo sussurrou no ouvido dela, cada palavra como uma agulha envenenada. “Eu não me importo com quem está no seu coração agora. Eu só quero você ao meu lado.”
Clara arregalou os olhos, vendo Thiago passar diante da coluna, com as costas se distanciando.
O desespero a inundou como água gelada.
Ela fechou os olhos por um segundo e, subitamente, abriu a boca e mordeu a mão de Ricardo com toda a força que lhe restava!
“AI—!”
Ricardo soltou a mão pela dor.
Clara aproveitou a oportunidade para empurrá-lo e cambaleou para frente, gritando com a voz rouca:
“Thiago! Me ajude!”
Ela caiu no chão, esfolando o cotovelo, e o sangue começou a escorrer.
Atrás dela, Ricardo já havia reagido e avançava para agarrá-la.
Era um momento crítico.
À frente, Thiago parou bruscamente.
Como se sentisse algo, ele virou-se subitamente.
Sua visão atravessou o jardim e encontrou o olhar desesperado de Clara.
As pupilas de Thiago se contraíram, e ele correu em direção a ela instantaneamente:
“Clara—!”
Após dois passos, ele viu que Ricardo já havia puxado Clara para cima, prendendo-a em seus braços com força.
Thiago parou de repente, com o olhar afiado como uma lâmina direcionado a Ricardo:
“Ricardo— o que você pensa que está fazendo com a Clara?”
Sua voz era fria e pausada:
“Solte ela.”
Capítulo 23
“Eu vou levá-la comigo. A Clara só pode ser minha!”
Ricardo prendia Clara contra o peito, com o olhar fixo em Thiago e os músculos tensos.
“Você está sonhando!”
O rosto de Thiago escureceu completamente, com a voz gélida. “Solte ela agora. Caso contrário—”
Antes que terminasse a frase.
Ricardo sacou subitamente uma arma da cintura, apontando o cano escuro diretamente para a testa de Thiago.
Seus olhos estavam vermelhos e sua voz tremia de forma rouca:
“Deixem-nos ir... quem tentar impedir, eu mato!”
“Você enlouqueceu!”
No momento em que viu a arma apontada para Thiago, o coração de Clara quase parou. “Ricardo, se você o ferir, eu nunca vou te perdoar nesta vida!”
Ao vê-la tão desesperada por Thiago, Ricardo sentiu como se seu coração tivesse sido atravessado, deixando um vento frio entrar.
Sua voz tremia descontroladamente, e seus olhos mostravam uma dor profunda:
“Você se importa tanto assim com ele? A ponto de falar comigo desse jeito tão agressivo?”
“Ele é mil vezes melhor do que você.”
Clara disse cada palavra com determinação. “É meu direito me importar com ele.”
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