"A Substituta do CEO: A Vingança de Clara" Capítulo 11
Os olhos dele estavam injetados de sangue, e sua voz tremia:
"Nós deveríamos estar juntos. Clara, me dê mais uma chance, por favor?"
Clara franziu levemente a testa: "Quando foi que eu te salvei?"
Aquela memória era muito antiga e já estava embaçada.
O corpo de Ricardo ficou rígido, e seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente:
"Quatro anos atrás, na beira do lago no subúrbio de São Paulo... você salvou uma pessoa que estava se afogando. Você... não se lembra?"
Um canto daquela imagem selada foi finalmente aberto.
Clara esforçou-se para recordar e, finalmente, lembrou-se vagamente de que algo assim havia acontecido.
Mas ela apenas foi a primeira a notar alguém caindo na água e chamou por socorro; ela não entrou na água pessoalmente.
Ela sorriu de repente, mas o sorriso não chegou aos olhos:
"Ah, você está falando disso. Mas, rigorosamente falando, quem te salvou não fui eu."
"Eu apenas chamei as pessoas. Quem realmente te tirou da água foi aquele senhor que mergulhou."
Ela ergueu o olhar, com os olhos límpidos:
"Ricardo, seguindo a sua lógica, você se apaixonou pela Beatriz por causa de uma 'dívida de gratidão' e agora diz me amar por causa da verdade..."
"Então, quem você deveria amar de verdade não seria aquele senhor que te tirou da água?"
Ricardo ficou completamente estático.
Ele abriu a boca, tentando se defender desesperadamente: "Não, não é assim... Clara, eu te amo, não apenas por ter me salvado!"
"Temos também os três anos em que estivemos juntos de verdade..."
"Nós estivemos juntos?"
Clara interrompeu suavemente, com um olhar de pura confusão. "Você nunca reconheceu minha identidade, sempre me tratou como uma idiota."
"Fui sua amante escondida por três anos, como você tem coragem de mencionar esse tempo?"
Cada palavra dela era clara como gelo caindo ao chão:
"Se o seu 'amor' é desse jeito, então prefiro não ter."
O rosto de Ricardo empalideceu centímetro a centímetro; seus lábios tremiam, mas nenhum som saía.
"Perdão... eu sinto muito mesmo..."
Sua voz era rouca, impregnada de dor. "Eu sei que errei... Eu já fiz a Beatriz pagar o preço, e a família Antunes faliu."
"Todos que te humilharam, eu me vinguei por você..."
Ele deu um passo à frente, quase implorando:
"Clara, quero te compensar... Peço que me dê só mais uma chance. Eu não posso... não posso te perder."
"E você?"
Clara perguntou de repente.
Ricardo hesitou: "O quê?"
"Quem mais me enganou e humilhou não foi você?"
O olhar dela era calmo como um lago gelado. "Como você ainda não foi punido? Como ainda ousa aparecer na minha frente?"
Cada palavra atingia o coração dele.
Ricardo sentiu uma dor aguda no peito; até sua respiração tremia.
Seus lábios tremeram algumas vezes e, diante de todos os presentes, "PUFT", ele caiu de joelhos.
"Clara... você pode me punir como quiser."
Ele olhou para ela com os olhos vermelhos. "Pode me bater, me xingar, pode até me fazer passar por todo o sofrimento que você passou... eu aceito."
Ele curvou as costas profundamente, com a voz embargada:
"Eu só peço que não... não me descarte."
Mas Clara já não se comovia mais por ele.
Desde o momento em que desembarcou no Rio de Janeiro, os laços do passado foram cortados.
Não havia amor, nem ódio.
Ela recuou um passo, com o olhar tão calmo quanto o dirigido a um estranho:
"Ricardo, eu não preciso que você peça perdão."
A voz era leve, mas categórica:
"O ódio consome muita energia. Eu não te odeio, e não quero mais nenhum envolvimento com você."
"De agora em diante, estamos quites."
"Por favor, nunca mais volte a atrapalhar minha vida."
Capítulo 20
"CRAQUE—"
Ricardo sentiu como se seu coração tivesse se estilhaçado fisicamente.
Seus olhos estavam injetados de sangue, fixos em Clara.
Realmente, não restava nem um pingo de ódio.
O olhar dela era calmo como um lago profundo; não refletia mais nem sombra dele.
Nem mesmo o ódio... restava.
Essa percepção foi como um cinzel de gelo perfurando sua medula. Cada respiração vinha acompanhada de estilhaços de vidro, fazendo-o tremer de dor.
"Clara... você não pode fazer isso..."
Clara, porém, já se voltara para Thiago, com a voz tranquila:
"Peça aos seguranças para retirá-lo, por favor. A conferência já atrasou demais."
Thiago assentiu e fez um sinal com a mão.
Ajoelhado no chão, Ricardo parecia ter perdido a alma, deixando-se ser erguido e arrastado pelos seguranças.
Mas, no exato momento em que estava prestes a ser jogado para fora, ele ergueu a cabeça bruscamente e rugiu:
"Clara! Você não pode me tratar assim, eu também fui enganado!"
"Três anos... mesmo que tenha havido decepção, aqueles sentimentos sinceros eram falsos?! Como você pode... como pode simplesmente desapegar assim!"
"Eu não aceito! Eu não permito!"
Thiago colocou-se à frente de Clara para protegê-la, olhando para Ricardo com um desprezo nítido.
Seu tom continuava gentil, mas cada palavra era como uma lâmina:
"Um sentimento que começa com uma mentira não tem validade. Em vez de questionar por que a Clara desapegou, pergunte a si mesmo."
"Naqueles três anos, o que, afinal, você deu a ela?"
Ele ergueu o olhar, e sua voz fria ecoou:
"Fora com ele. De agora em diante, a família Silva nunca mais dará as boas-vindas a este homem."
Os seguranças não tiveram mais piedade, imobilizando Ricardo e arrastando-o para fora.
Ele lutava desesperadamente, com os olhos escarlates voltados para o palco.
Thiago estava de cabeça baixa, acariciando gentilmente o topo da cabeça de Clara, e ela... encostava-se calmamente ao lado dele, chegando a segurar sua mão voluntariamente.
O coração de Ricardo parecia estar sendo esmagado centímetro a centímetro.
Com os olhos vermelhos, ele sussurrava em um frenesi delirante:
"Não pode ser... Clara... você é minha... você não pode me deixar..."
A voz foi se distanciando até ser silenciada pelas portas fechadas.
Thiago desviou o olhar e pousou a mão suavemente no ombro de Clara:
"Não deixe que esse incidente te afete. Hoje, você é a protagonista."
Ele olhou nos olhos dela, com voz firme: "Não fique nervosa, estarei o tempo todo aqui embaixo olhando para você."
Após trocar algumas palavras baixas com Helena, ele empurrou a cadeira de rodas e desceu do palco lentamente.
Clara fechou os olhos e respirou fundo, afastando todos os pensamentos intrusivos.
Ao reabri-los, seu brilho era límpido como antes.
Ela iniciou a apresentação e, diante das câmeras e do público, introduziu com confiança o resultado de todo o seu esforço.
A conferência terminou em pleno sucesso.
Helena fez questão de falar com a mídia presente para que o incidente da invasão de Ricardo não fosse mencionado.
Como ela ainda precisava resolver pendências do evento, deixou que Clara e Thiago voltassem primeiro.
Clara encontrou Thiago nos bastidores.
Como ele já havia se levantado em público, não usava mais a cadeira de rodas.
Ela hesitou por um instante, com um olhar de desculpas: "Suas pernas... me perdoe."
Se não fosse por ela, ele não precisaria ter revelado a verdade antecipadamente.
Thiago olhou para as próprias pernas e sorriu levemente: "Mais cedo ou mais tarde teria que ser público, eu não poderia fingir a vida toda."
"Mas..." Ela mordeu o lábio, "Isso não trará problemas para você e para a veterana?"
"Não se preocupe."
Ele ergueu a mão e afagou o topo da cabeça dela, com um sorriso dócil: "Nestes anos, a competência da minha irmã foi testemunhada por todos."
"Mesmo que aqueles conservadores queiram se opor, terão que pensar duas vezes se têm capacidade para isso."
Seu olhar era convicto: "Realmente, não haverá problema."
Só então Clara respirou aliviada.
"A veterana pediu para voltarmos primeiro."
Ela tomou a iniciativa de segurar a mão dele, com os olhos brilhantes: "Vamos para casa."
Thiago estancou por um momento, as orelhas ficando levemente vermelhas, e deixou-se ser conduzido por ela.
Ao chegarem à mansão dos Silva, caminharam lado a lado pelo jardim.
No meio do caminho, Clara parou de repente.
"Thiago."
Thiago virou o rosto: "O que foi?"
Clara respirou fundo, como se tivesse tomado uma decisão definitiva.
Ela ergueu o olhar diretamente para os olhos dele e disse, palavra por palavra, de forma clara e solene:
"Vamos nos casar."
Capítulo 21
As pupilas de Thiago vibraram, seu coração perdeu o ritmo e uma onda de calor subiu direto para suas orelhas.
"Clara, você... sabe o que está dizendo?"
"Eu sei." O tom de Clara era firme, sem a menor hesitação.
Thiago acalmou-se rapidamente e olhou seriamente nos olhos dela:
"Clara, eu entendo que a aparição do Ricardo hoje mexeu com suas emoções, mas o casamento é algo para a vida toda."
"Você não pode decidir seu futuro de forma precipitada por causa dele."
Sua voz era serena, cada palavra sincera: "Eu não quero que você se arrependa."
Clara sorriu de repente, com os olhos em forma de meia-lua:
"Eu refleti profundamente sobre isso."
"Foi justamente por causa da aparição do Ricardo hoje que consegui enxergar meu coração com clareza."
Ela deu meio passo à frente, com o olhar brilhante:
"Antigamente eu o odiava porque ainda o amava. O amor foi pisoteado e transformado em ódio."
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