"A Substituta do CEO: A Vingança de Clara" Capítulo 9
“Já que é para trocar o compromisso... então troque a Clara pela Beatriz!”
“Mande a Beatriz para lá e traga a Clara de volta para casar comigo!”
Ele encarou o Senhor Antunes fixamente: “Eu garanto que o caso de três anos atrás não afetará as famílias; a cooperação será apenas mais estreita!”
O Senhor Antunes permaneceu em silêncio por um longo tempo e balançou a cabeça devagar: “Não dá.”
“Por que não?!”
Ricardo quase rugiu: “Ambas são suas filhas, que diferença faz quem se casa? Por que não?!”
“A família Silva exigiu especificamente a Clara.” O Senhor Antunes suspirou. “Além do mais... com o gênio dela, como ela aceitaria trocar o casamento de forma obediente?”
Ele soltou um riso amargo: “É difícil.”
“PUFT—”
Ricardo não conseguiu mais conter e vomitou sangue, manchando o chão.
Uma dor violenta explodiu em seu coração e se espalhou por todo o corpo.
O Senhor Antunes assustou-se e tentou ajudá-lo, mas Ricardo o afastou bruscamente com o braço.
“Suma daqui!”
Ele ergueu a cabeça, com o olhar transbordando ódio. “Eu jamais voltarei a colaborar com a família Antunes!”
“Isto é o carma... é o que vocês merecem por terem a enganado e humilhado!”
O Senhor Antunes, intimidado pela loucura no olhar dele, recuou um passo, mas ainda tentou argumentar:
“Senhor Ricardo, você e a Bia têm sentimentos de muitos anos, por que insistir em...”
“Suma!” Ricardo o interrompeu violentamente. “Você ainda ousa mencionar a Beatriz? Se não fosse pelas mentiras dela... se não fosse pelas mentiras de vocês...”
Sua voz começou a falhar, transformando-se em um tremor reprimido.
Ele fora cego, confundindo lixo com um tesouro.
Ele e Clara poderiam ter ficado juntos e se amado, mas tudo fora destruído por uma farsa.
“Família Antunes, Beatriz Antunes...” Ele ergueu o olhar, frio como uma lâmina. “Eu não vou poupar nenhum de vocês.”
O Senhor Antunes ficou apavorado com a aura de violência que emanava dele; sem coragem de ficar, virou-se e partiu às pressas.
A porta fechou.
Ricardo encolheu-se no chão; seu coração parecia estar sendo espetado por incontáveis agulhas, uma dor que quase o impedia de respirar.
Ele pegou o celular com as mãos trêmulas e discou um número.
Sua voz era rouca, mas cada palavra era como ferro:
“Eu quero a família Antunes... na miséria total.”
“Custe o que custar.”
Na casa dos Antunes.
Beatriz sentiu um calafrio repentino e não conseguia parar quieta.
Desde o jantar de noivado, ela não vira mais Ricardo. A ansiedade era como uma trepadeira sufocante, apertando cada vez mais.
A porta abriu e o Senhor Antunes entrou com o semblante pesado.
Beatriz correu ao encontro dele: “Papai, e então? Qual é a posição do Ricardo?”
O Senhor Antunes franziu o cenho, com uma expressão grave: “Bia... é melhor começarmos a fazer outros planos.”
Ele lembrou-se do último olhar de Ricardo, e o frio espalhou-se por seu peito:
“Tenho medo que o Ricardo... tenha realmente perdido o juízo.”
Capítulo 16
Ricardo agiu com extrema rapidez.
Não se sabe quais métodos ele utilizou, mas conseguiu transferir toda a responsabilidade principal do acidente de três anos atrás para a família Antunes.
Embora o Senhor Antunes já estivesse em guarda, não foi capaz de resistir à ofensiva avassaladora de Ricardo.
“BANG—!”
A porta da mansão dos Antunes foi escancarada, e um grupo de policiais entrou em fila, cercando o Senhor Antunes e Beatriz, que arrumavam as malas apressadamente, preparando-se para fugir.
“Augusto Antunes, o senhor é suspeito de envolvimento em um caso de acidente com morte por negligência grave ocorrido há três anos. Estamos aqui para cumprir o mandado de prisão!”
O mandado foi exibido claramente diante de seus olhos.
O rosto do Senhor Antunes ficou instantaneamente pálido como cinzas.
Durante esse tempo, ele usou todos os meios para encobrir a verdade, chegando a cogitar eliminar as famílias das vítimas.
Mas, no fim... ele acabou chegando a este ponto.
A mansão estava um caos.
O Senhor Antunes foi algemado e levado, enquanto Ricardo entrava calmamente, caminhando sobre a desordem espalhada pelo chão.
Uma sombra projetou-se sobre ela.
Beatriz ergueu a cabeça e encontrou o olhar frio e superior de Ricardo.
“Ricardo!” Uma centelha de esperança surgiu em seus olhos. “Eu sabia que você não teria coragem de me deixar... você veio me salvar, não foi?”
Antes que terminasse de falar, seu pescoço foi agarrado com força!
O ar faltou subitamente, e o brilho em seus olhos transformou-se em puro terror.
“Beatriz,” a voz de Ricardo era assustadoramente baixa, “quem você acha que foi o responsável pela prisão do seu pai?”
“Por que você achou, por um segundo sequer, que eu viria te ajudar?”
As pupilas de Beatriz se contraíram; ela olhou para ele incrédula e começou a tremer violentamente.
“O que... o que você está dizendo?”
Ela tentou forçar um sorriso, mas a expressão saiu pior do que um choro.
“Você está brincando, não está?”
Um sorriso cruel surgiu nos lábios de Ricardo:
“Isto é apenas o começo.”
Ele soltou o pescoço dela, levantou-se e a encarou com desdém:
“Você não gosta de brincar? Eu vou deixar você brincar o quanto quiser.”
Dito isso, ele fez um sinal com a mão.
Dois seguranças aproximaram-se imediatamente, segurando Beatriz pelos braços e arrastando-a para fora.
“Aonde você vai me levar?! Eu não quero!”
Beatriz finalmente reagiu, agarrando-se desesperadamente à calça de Ricardo, implorando entre gritos e pranto: “Ricardo... Ricardo, eu errei! Me perdoa desta vez, eu te imploro...”
Ricardo agachou-se e, um por um, começou a soltar os dedos dela.
Ela segurava com força, mas ele não teve a menor piedade.
“CRAQUE—”
O som nítido de osso quebrando ecoou.
Um de seus dedos foi quebrado à força, ficando pendurado de forma inerte.
Beatriz ficou pálida de dor, suando frio.
Com os olhos cheios de lágrimas, ela ergueu o rosto, tentando fazer aquela expressão frágil e digna de pena que sempre usava, esperando despertar algum resto de afeto antigo.
Mas ela subestimou drasticamente a frieza de Ricardo.
Ricardo levantou-se e não olhou para ela nem mais uma vez, deixando que os seguranças arrastassem Beatriz, que lutava e gritava sem parar, até que sua figura desaparecesse completamente.
Ele se limpou totalmente do caso de três anos atrás, apresentando uma cadeia de evidências que apontava diretamente para o Senhor Antunes.
Dona Helena tentava intervir desesperadamente do lado de fora, mas Ricardo preferia sofrer prejuízos próprios contanto que pudesse esmagar a família Antunes.
Abalada e prestes a ruir, a família Antunes finalmente não resistiu à tempestade.
No dia da liquidação da falência, Dona Helena entregou um papel de divórcio ao Senhor Antunes na prisão e fugiu com o filho mais novo, levando o pouco que restava do patrimônio.
A outrora poderosa família Antunes desmoronou num instante.
Ricardo providenciou para que Beatriz fosse “casada” sucessivamente com vários empresários idosos como esposa de segunda união; cada casamento era breve como uma peça teatral, e cada “marido” tinha um temperamento violento.
Enquanto ela ainda tivesse um fôlego de vida, a vingança dele não pararia.
Um subordinado enviou um vídeo recente.
Nas imagens, Beatriz estava tão magra que perdera as formas originais, com o cabelo grudado no rosto e um olhar vazio.
Ao perceber a câmera, ela reuniu forças de onde não tinha e avançou sobre a lente:
“Me tirem daqui... por favor, me salvem...”
A voz era rouca e desconexa.
Logo em seguida, foi arrastada brutalamente e jogada ao chão.
Ricardo virou o celular com a tela para baixo sobre a mesa e massageou as têmporas doloridas.
Durante este período, enquanto lidava com os destroços, ele enviou pessoas para buscar informações no Rio de Janeiro.
Felizmente... até agora, a família Silva não anunciou o casamento do segundo filho.
Isso significava que Clara ainda não havia se casado?
Será que ele... ainda tinha uma chance?
Ricardo ergueu a cabeça bruscamente e ordenou ao secretário que esperava ao lado:
“Reserve uma passagem para o Rio de Janeiro.”
“Agora.”
Ele iria pessoalmente—
Trazer sua Clara de volta.
Capítulo 17
Clara estabeleceu-se na casa dos Silva.
Após definir os detalhes da cooperação com Helena, ela juntou-se oficialmente à equipe de pesquisa e desenvolvimento do projeto de inteligência artificial da família.
Para sua surpresa, o principal responsável pelo projeto era Thiago.
Percebendo o espanto dela, Thiago explicou sorrindo:
“Eu nunca tive muito interesse em negócios; o laboratório é a minha zona de conforto.”
Ele estendeu a mão para ela, com um brilho gentil no olhar:
“De agora em diante, conto com a sua colaboração.”
Clara apertou a mão dele, com os olhos sorridentes: “Digo o mesmo.”
Com o reforço da patente de chip dela, o projeto que estava estagnado finalmente avançou.
Para acelerar o lançamento, Clara e Thiago praticamente moravam no laboratório.
Nessa convivência diária, Clara começou a descobrir novas facetas de Thiago.
Ele parecia suave por fora, mas tinha um senso de limites muito forte.
Aquela promessa de que “você será sempre minha prioridade número um” nunca foi vazia.
Diante de investidas de outras pessoas, ele recusava de forma gentil, porém firme; quando surgiam críticas ou dúvidas sobre ela, ele a protegia discretamente.
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