"A Substituta do CEO: A Vingança de Clara" Capítulo 4
“Mas não se preocupe, eu irei.”
Ela queria ver com os próprios olhos eles caírem do topo e perderem toda a reputação.
Ricardo a encarou por um longo tempo, confirmando que ela não estava apenas agindo por pirraça, e finalmente assentiu devagar:
“Melhor assim.”
Ao sair do hospital, Clara voltou para o hotel. Logo após terminar de se higienizar, o celular vibrou —
Beatriz enviara uma imagem junto com um endereço.
Na foto, havia um colar de esmeraldas com um pingente esculpido em forma de magnólia.
A respiração de Clara parou subitamente.
Era a relíquia de sua mãe.
Antes de falecer devido à doença, sua mãe segurara sua mão e dissera: “No dia em que você se casar, mamãe colocará isso no seu pescoço.”
Mas depois que sua mãe se foi, o colar desapareceu sem deixar vestígios.
Ela o procurara por sete anos inteiros; nunca imaginou que estaria nas mãos de Beatriz.
[Se quiser o colar, venha me encontrar aqui às oito da noite.]
Os dedos de Clara se apertaram, os nós dos dedos ficando brancos.
Aquela era a única coisa que sua mãe lhe deixara; ela precisava recuperá-la!
Às oito da noite, em um galpão abandonado.
Assim que Clara empurrou a porta e entrou, passos apressados soaram atrás dela —
Alguém desferiu um chute violento na dobra de seu joelho!
“PUM!”
Os joelhos bateram com força no chão de cimento, e uma dor penetrante explodiu instantaneamente. Ela soltou um gemido abafado e olhou para cima.
Um rosto familiar surgiu diante dela.
“Bruno?”
— O filho que sua madrasta trouxera consigo, o filho ilegítimo de pai desconhecido.
Clara estreitou os olhos enquanto uma figura caminhava lentamente por trás de Bruno: era Beatriz.
Os dois estavam parados lado a lado, com uma maldade idêntica brilhando em seus olhares.
Clara alternou o olhar entre os dois e, de repente, soltou uma risada leve:
“O quê? Não consegue lidar comigo sozinha e teve que trazer um ajudante?”
“Um bastardo e uma filha ilegítima... formam mesmo o casal perfeito.”
“Cale a boca!”
“Você está querendo morrer!”
Os dois gritaram ao mesmo tempo, e seus rostos ficaram lívidos.
Clara tentou se apoiar para levantar, mas a dor no joelho a fez vacilar; ela acabou ficando sentada no chão, encarando Beatriz:
“Onde está o colar?”
Beatriz deu dois passos à frente, tirou o colar do pescoço e segurou a corrente, deixando o pingente balançar no ar:
“Isso é muito importante para você, não é?”
“Devolva a metade da herança que você pegou e eu considero te devolver isso. O que acha?”
O coração de Clara gelou.
Como esperado, era por dinheiro.
Ela cravou os dedos no chão, sua voz gélida: “Impossível. Isso já era meu por direito. Peça outra coisa.”
O rosto de Beatriz ficou sombrio: “Então não temos nada para conversar.”
Ela ergueu a mão, fazendo menção de atirar o colar para longe —
As pupilas de Clara se contraíram e ela avançou subitamente: “Você não se atreveria!”
Bruno, já preparado, agarrou o braço dela e a prensou violentamente de volta ao chão!
“Para que perder tempo falando com ela?”
Ele olhou para Beatriz com um olhar sinistro:
“Já que ela se recusa a entregar, vamos bater nela até que aceite!”
Capítulo 6
Bruno prensava Clara contra o chão com força; a palma áspera de sua mão parecia se enterrar na pele dela, fazendo o suor brotar em sua testa pela dor.
Ele soltou um riso debochado, com os olhos transbordando ganância:
“Clara, eu não me importo com o dinheiro que você tirou dos Antunes, mas com que direito você mexeu no dote da minha mãe?”
“Isso deveria ser meu! Seja esperta e entregue logo para não sofrer!”
Dizendo isso, ele começou a puxar a bolsa de Clara, tentando encontrar o contrato de partilha de bens.
Clara se apoiava no chão para esquivar-se: “O patrimônio dos Antunes? Desde quando um bastardo como você tem direito a ele? Se quer tanto, venha tomar!”
“Se você se mexer mais uma vez...”
A voz de Beatriz soou suave, mas cortante. “A relíquia da sua mãe não terá salvação.”
O corpo de Clara ficou rígido e ela levantou a cabeça bruscamente.
Beatriz segurava o colar de esmeraldas; seus dedos já haviam afrouxado a maior parte do aperto, deixando a corrente balançando perigosamente no ar.
As pupilas de Clara se contraíram: “Espere!”
Beatriz recolheu a mão satisfeita, fechando o punho sobre o colar: “Mudou de ideia?”
Clara levantou-se com dificuldade, mas ao olhar para a expressão de vitória da outra, subitamente sorriu:
“Contando o tempo, eles devem estar chegando.”
“O quê?” Beatriz franziu a testa.
Bruno também olhou para a porta com desconfiança: “Pare de fingir...”
Antes que terminasse a frase, a porta do galpão foi escancarada com um estrondo.
Duas figuras entraram, uma após a outra.
Eram o Senhor Antunes e Dona Helena.
“Papai? Mamãe?”
Beatriz e Bruno ficaram estáticos ao mesmo tempo.
O Senhor Antunes caminhou direto até Beatriz e estendeu a mão com voz grave: “Entregue o colar.”
Beatriz instintivamente escondeu a mão atrás das costas: “Papai, isso é...”
“Me dê agora!”
O tom do Senhor Antunes subiu bruscamente.
Beatriz, intimidada, entregou o colar contra a vontade.
O Senhor Antunes virou-se para Clara e colocou o colar na palma da mão dela:
“Guarde bem.”
Beatriz arregalou os olhos instantaneamente e gritou: “Papai! Por que deu para ela?! Isso claramente é meu!”
“Só porque a relíquia da minha mãe ficou com você por alguns anos, agora é sua?”
Clara apertou o colar, com a voz gélida. “Ocupou o lugar que não era seu e agora acha que tem razão?”
O Senhor Antunes franziu a testa ao olhá-la: “Fique quieta.”
Depois, olhou para Beatriz com severidade: “Comporte-se daqui para frente e não provoque mais sua irmã.”
Os olhos de Beatriz ficaram vermelhos, ela quis discutir, mas foi silenciada pelo olhar frio do pai.
Do outro lado, Dona Helena lançou um olhar indiferente para Bruno: “Venha comigo.”
Ela fez uma pausa, com os olhos afiados como navalhas: “E pare de cobiçar aquele patrimônio. É o que ela deve receber; você não tocará em um centavo sequer.”
Bruno cerrou os punhos com força, cheio de ressentimento, mas não ousou retrucar.
Ele não entendia por que sua mãe preferia dar o dinheiro a uma estranha do que deixá-lo para o próprio filho.
Clara observou os dois, fervendo de raiva mas incapazes de falar, e sentiu uma ponta de satisfação.
Ela já previra que aqueles dois tentariam algo e, antes de sair, enviara mensagens para o Senhor Antunes e Dona Helena.
Não apenas lembrou a eles que o compromisso com a família Silva não poderia ter falhas, como também anexou provas de que Beatriz escondia relíquias roubadas e de que Bruno estava desviando fundos da empresa.
Pelo projeto e pela imagem da família, eles foram forçados a vir.
“Obrigada.”
Clara olhou para o pai com um tom calmo.
O Senhor Antunes hesitou, acenando com uma expressão complexa: “...Tome cuidado e prepare-se logo para ir ao Rio.”
Dito isso, ele se virou e partiu.
O silêncio voltou ao galpão.
Clara tocou o colar frio dentro da bolsa e sentiu um peso sair de seu coração.
Depois de um dia tão conturbado, ela estava exausta.
Ao chegar no hotel e deitar-se, o telefone de Júlia tocou:
“Clara! Olhe os assuntos do momento! Deu problema!”
O coração de Clara apertou e ela abriu as notificações de notícias —
Uma manchete chamativa saltou aos olhos:
[Fotos íntimas da falsa herdeira dos Antunes vazam na rede! Conteúdo chocante!]
Capítulo 7
O cérebro de Clara zumbiu e, com os dedos trêmulos, ela clicou na notificação.
Fotos íntimas e degradantes inundaram a tela instantaneamente.
O cenário era sempre o quarto da mansão de Ricardo; os ângulos eram sugestivos e as imagens, explícitas.
Ela se forçou a manter a calma, repetindo para si mesma que poderiam ser montagens, mas quando seus olhos encontraram a marca de nascença em forma de flor de pessegueiro em suas costas, toda esperança se despedaçou.
Aquela marca ficava em um local escondido; além dela mesma, apenas Ricardo a vira.
Quem mais poderia ter tirado aquelas fotos e quem mais a odiava o suficiente para isso?
Três anos vivendo juntos, e ela não tivera nenhuma defesa contra ele; jamais imaginou que o carinho daquelas madrugadas se tornaria a faca usada para apunhalá-la.
Ontem Beatriz sofrera um revés em suas mãos e hoje o escândalo estourava; estava claro que ele agia para vingar Beatriz e destruir Clara definitivamente.
O ódio, como trepadeiras venenosas, apertou seu coração.
Clara pegou o casaco, saiu apressada e chamou um táxi direto para o Grupo Xie.
Ela passou direto pela recepção, ignorou os protestos da secretária e invadiu o escritório, batendo o celular com força na mesa diante de Ricardo:
“Foi você.”
Ricardo fez um sinal para que a secretária se retirasse.
Somente após a porta fechar, ele ergueu o olhar para a tela, sem expressão: “Sim.”
“Para vingar a Beatriz?”
A voz de Clara tremia, e seus olhos estavam injetados.
“Sim.”
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