"A Substituta do CEO: A Vingança de Clara" Capítulo 3
Dito isso, ela a prensou contra o chão e retribuiu o tapa que recebera, dez, cem vezes mais forte.
Ela evitou deliberadamente as partes visíveis do rosto, concentrando os golpes atrás das orelhas e no pescoço; era o suficiente para aliviar sua raiva sem permitir que a outra se fizesse de vítima facilmente diante dos outros.
Beatriz ficou tonta com os golpes, e o canto de sua boca sangrou.
“Você ousa fazer isso comigo... eu vou te matar!”
Ela tentava reagir com as unhas e dentes, mas em termos de porte e força, não era páreo para Clara, ficando imobilizada sob o peso da outra, sem chance de defesa.
Nesse momento, uma força bruta veio por trás. Clara foi arremessada para o lado, batendo a parte de trás da cabeça com força nos degraus. Uma dor aguda a atingiu e sua visão escureceu por um instante.
Enquanto lutava para se levantar, ouviu a voz carregada de ansiedade de Ricardo:
“Bia, você está bem?”
Capítulo 4
Beatriz, com os olhos marejados, atirou-se nos braços de Ricardo:
“Ricardo, eu só vi a Clara chegar e quis demonstrar carinho... quem diria que ela atacaria do nada...”
Ela inclinou levemente a cabeça, expondo propositalmente a área inchada atrás da orelha para a visão de Ricardo, com as lágrimas pendendo nos cílios, uma imagem de fragilidade que partia o coração.
Clara sentou-se segurando a nuca, sentindo o sangue quente escorrer por entre os dedos e manchar o cabelo.
Ao levantar o olhar, deu de frente com os olhos de Ricardo, afiados como lâminas.
Não havia um pingo de preocupação ali, apenas o instinto de proteger Beatriz e um profundo asco por ela.
“Clara, não bastava você usar sua posição de herdeira dos Antunes para oprimir a Bia no passado? O que deu em você agora?”
A voz dele era puro gelo. “Com esse seu temperamento mimado, arrogante e vingativo, não é de admirar que todos te abandonem e ninguém te ame de verdade!”
O rosto de Clara empalideceu instantaneamente.
O sangue em seu corpo pareceu congelar naquele momento.
Todas as cicatrizes que ela revelara a ele em madrugadas de vulnerabilidade, todas as humilhações e a solidão que sentira na família Antunes, agora eram as facas que ele usava contra ela.
A dor na nuca pulsava intensamente, mas ela se forçou a dar um sorriso frio:
“Quem começa o jogo é quem é baixo.”
“Já que sabe que sou vingativa, trate de controlar sua noiva para que ela não me provoque.”
“Senão, da próxima vez, não serão apenas alguns tapas.”
“Eu não fiz nada...” Beatriz balançava a cabeça no abraço de Ricardo, tremendo de tanto chorar. “Ricardo, eu só queria ser gentil...”
O olhar de Ricardo escureceu, e o desprezo por Clara aumentou.
Ele avançou e agarrou o pulso de Clara, que tentava se levantar para sair:
“Acha que pode bater nela e simplesmente ir embora?”
Clara franziu a testa de dor, lutando para se soltar, mas o aperto dele era como um grilhão.
“O que você quer?”
“Eu me lembro”, disse Ricardo com voz sombria, “que a família Antunes tem suas regras de disciplina.”
As pupilas de Clara se contraíram, e um pressentimento terrível a invadiu: “O que você quer dizer com isso?”
“Bia, traga o chicote da família.”
Ricardo não lhe deu tempo de reagir. Com um gesto, dois seguranças de terno entraram e a forçaram a se ajoelhar no chão, segurando-a firmemente!
Clara lutava desesperadamente, encarando-o com olhos injetados: “Ricardo! Você não se atreveria!”
“Já que falta alguém para te educar, eu vou ensinar os bons modos no lugar do Senhor Antunes!”
Em instantes, Beatriz voltou trazendo um chicote de montaria, com um triunfo impossível de esconder nos olhos.
Clara retesou o corpo, com a voz rouca: “Eu sou a filha legítima desta casa, você não tem autoridade para me punir!”
“Seu pai e sua mãe só vão me agradecer por disciplinar uma filha rebelde.”
Ricardo deu um sorriso frio e entregou o chicote ao segurança. “Cada tapa que ela deu na Bia, devolva dez vezes mais forte.”
O segurança ergueu o chicote —
“Se você tocar em mim hoje”, Clara levantou a cabeça subitamente, com cada palavra soando clara, “amanhã a notícia de que ‘a verdadeira herdeira dos Antunes foi incriminada e a filha ilegítima forjou o DNA com ajuda externa’ estará em todas as capas dos jornais de São Paulo!”
Ela encarou o rosto de Ricardo, que escureceu na hora, e continuou:
“Meus pais podem não se importar comigo, mas eles prezam a imagem acima de tudo. Se você me agredir com as regras da casa, estará cuspindo no rosto deles — acha mesmo que eles vão tolerar isso?”
“Parem!”
Ricardo levantou a mão bruscamente para conter o segurança, com o olhar afiado como um punhal: “O que você tem em mãos?”
No segundo seguinte, uma gravação clara começou a tocar do bolso de Clara —
“...Ricardo, você pediu ao Dr. Leandro para forjar o teste de DNA, trocando a amostra da Clara pela de um orfanato, só para me legitimar, não foi?”
“Deixá-la sem nome ao seu lado por três anos... mesmo que ela descubra a verdade, não terá como reagir...”
Na gravação, as vozes de Ricardo e Beatriz se alternavam, detalhando cada passo do plano.
Ricardo ficou lívido e agarrou o queixo de Clara com força: “Quando foi que você gravou isso?!”
“Você se esforçou tanto para limpar a imagem da Beatriz,” Clara sustentou o olhar dele sem recuar, “certamente não vai querer que ela carregue o rótulo de ‘filha ilegítima’ e golpista pelo resto da vida, não é?”
“Eu fiz dezenas de cópias dessa gravação. Se algo acontecer comigo, elas serão enviadas automaticamente para todos os e-mails de imprensa.”
Beatriz ficou pálida, agarrando a manga de Ricardo com as mãos trêmulas, o pânico estampado nos olhos.
O que ela mais temia era que sua identidade fosse exposta para sempre.
Ricardo cerrou os dentes, com a fúria e o conflito borbulhando em seus olhos, até que finalmente ordenou entre dentes:
“...Soltem-na.”
Os seguranças obedeceram imediatamente.
Clara levantou-se do chão, massageando os pulsos inchados. Olhando para os dois à sua frente, fervendo de raiva mas incapazes de agir, o nó em seu peito finalmente se afrouxou um pouco.
Ela deu dois passos à frente, trombando deliberadamente entre os dois que estavam grudados, e partiu sem olhar para trás.
Suas costas estavam retas, como se nunca tivesse sido ferida.
Ao sair da mansão, Clara foi direto para o hospital.
O ferimento na nuca era profundo. Durante a limpeza da ferida, a dor a fez suar frio, mas ela mordeu os lábios e não emitiu um som sequer.
Apenas guardou, em seu coração, mais essa dívida de sangue para cobrar dos dois.
Ao terminar o curativo e sair do consultório, ela deu de cara com uma figura familiar —
Ricardo estava parado no fim do corredor. Olhando para a cabeça dela envolta em uma gaze espessa, ele deixou escapar:
“...O ferimento é grave?”
Capítulo 5
Clara travou por um instante. Ela levou a mão à gaze na cabeça e desviou-se do braço que ele estendia, sem esconder o nojo profundo em seu olhar:
“Isso tudo não é por sua causa? Ricardo, por que está fingindo ser uma boa pessoa agora?”
Antigamente, se ela sofresse o menor arranhão, correria para o lado dele manhosa, implorando por consolo.
Foi ele quem, durante três anos, a moldou para ser dependente dele, apenas para agora empurrá-la pessoalmente para o abismo.
Aquele cuidado hipócrita só fazia o estômago dela revirar.
Ricardo observou o ódio nos olhos dela e franziu a testa, sentindo um incômodo inexplicável no peito.
Ele reprimiu aquela sensação estranha e disse com voz fria: “Dê o seu preço e apague a gravação.”
“Você está sonhando.”
Clara virou as costas para sair.
Ricardo já esperava que ela não cedesse facilmente, mas ao ver suas costas decididas se afastando, ele, por um impulso bizarro, agarrou o pulso dela:
“Daqui a três dias, no jantar de noivado meu e da Bia, você deve ir.”
Ele fez uma pausa e baixou o tom de voz: “A Bia disse que, afinal, você é a irmã dela por direito.”
“Ela não guarda rancor pelo que aconteceu e só quer um desejo sincero de felicidade vindo de você.”
Clara soltou um riso sarcástico em pensamento.
Desejos de felicidade? Eles não queriam isso.
O que queriam era vê-la humilhada com os próprios olhos; queriam que ela testemunhasse como tudo o que deveria pertencer a ela estava sendo tomado por Beatriz.
Beatriz havia sofrido um grande revés nas mãos dela; como poderia deixar barato?
Clara apenas esperava que os métodos de Beatriz fossem um pouco mais inteligentes, para que não fosse tudo entediante demais.
“Suma!”
Clara soltou o braço dele com um safanão violento. “Eu ainda nem acertei as contas desses três anos com vocês, e agora uma filha ilegítima aprendeu a ‘perdoar’? Que piada.”
Com as palavras cruéis, o rosto de Ricardo escureceu. Ele estava prestes a retrucar quando ela mudou subitamente o tom:
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