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"Lágrimas de Gelo no Rio de Janeiro" Capítulo 11

正文开头

Ela e Igor acabaram de se reencontrar, como ele poderia gostar dela?

A menos que...

Ela balançou a cabeça com força, afastando aquele pensamento absurdo.

Igor tinha boa família, era bonito, tinha um caráter impecável e era um dos melhores ortopedistas do país.

Como ele se interessaria por uma mulher divorciada como ela?

Além disso, ela acabara de se divorciar e não tinha planos de ter outro namorado.

Ela despediu Alice com um sorriso e deitou-se novamente.

Mas, ao fechar os olhos, as palavras da enfermeira não saíam de sua cabeça, impedindo-a de dormir.

Imagens da época do colégio surgiram em sua mente.

De quando suas notas caíram após um simulado e ela chorou no canto do pátio; foi Igor quem trouxe as provas e analisou questão por questão, incentivando-a a recuperar a vontade de lutar.

De quando ela torceu o pé na corrida de 800 metros nos jogos escolares e não conseguia levantar de dor; Igor correu imediatamente para carregá-la nas costas até a enfermaria.

De quando o representante de classe organizou um curso de reforço que custava três mil reais e ela foi hostilizada por não poder pagar; Igor levantou-se batendo na mesa: "A Jade está entre os três melhores alunos da escola, ela não precisa de reforço obrigatório."

Depois, ele a procurou em particular: "Se você quiser ir, eu cuido de tudo."

...

Na época, ela achava que era apenas ajuda de colega.

Agora, ao relembrar, seu coração bateu um pouco mais rápido.

Capítulo 18

Nas duas semanas seguintes, Henrique não apareceu mais.

Jade colaborava ativamente com o tratamento todos os dias, e sua recuperação superou as expectativas. Logo chegou o dia da alta.

O sol brilhava intensamente, e até o ar parecia ter um aroma acolhedor.

Igor vestia uma camisa azul, e a calça social bem cortada realçava suas pernas longas.

Seus dedos ágeis dobravam as roupas de Jade com rapidez, colocando peça por peça organizadamente na mala.

Ele se ergueu, com as covinhas aparecendo levemente em seu sorriso:

— Parabéns. Você finalmente recebeu alta. Tome muito cuidado de agora em diante.

Jade sorriu, com a voz cheia de gratidão:

— É tudo graças às habilidades incríveis do Doutor Igor que me recuperei tão rápido.

— Não precisa de tanta formalidade.

Igor parou por um instante ao tocar o cachecol de Jade que estava de lado.

Era um cachecol de cashmere bege com pequenas margaridas bordadas na borda, o presente de formatura que ele dera a ela no colégio.

Ele não esperava que ela ainda o guardasse.

Ele olhou para Jade, com uma expectativa mal disfarçada nos olhos:

— De agora em diante... ainda poderemos nos ver?

— Claro que sim. — Jade assentiu imediatamente, com a voz leve. — Você nos ajudou tanto, eu ainda não te agradeci devidamente. A vovó disse para você ir jantar na nossa casa qualquer dia desses; ela quer cozinhar pessoalmente para você provar o tempero dela.

正文1

Ao ouvir isso, os olhos de Igor brilharam instantaneamente.

Ele apertou a ponta da camisa inconscientemente, como se estivesse tomando coragem:

— De agora em diante... poderia não me chamar de Doutor Igor? Soa muito distante. Se não se importar, pode me chamar apenas de Igor.

A luz do sol incidia em seu rosto, destacando o tom rosado de suas orelhas.

Jade olhou para aquele semblante nervoso e cheio de expectativa; sentiu como se uma pena fizesse cócegas em seu coração.

Ela baixou a cabeça e chamou baixinho: — Igor.

Igor sorriu imediatamente, como uma criança que finalmente ganhou o doce favorito, com uma alegria impossível de esconder.

Ele empurrou a mala de Jade, seguindo-as até a porta do hospital: — Deixe-me levá-las para casa. É difícil conseguir táxi agora, e eu moro no caminho.

Assim que disse, ele percebeu.

Ele nem sabia onde Jade morava e já dissera que era no caminho.

Ele apressou-se em complementar:

— A perna da vovó ainda não está cem por cento, é mais seguro ir de carro.

Lembrando das palavras de Alice, Jade balançou a cabeça recusando:

— Ouvi dizer que você passou a noite operando. Deve estar exausto após sair da cirurgia. Vá descansar, é fácil pegarmos um táxi.

O pomo de adão de Igor subiu e desceu, mas ele não insistiu.

Ao entregar a mala, ele posicionou uma lancheira térmica sobre ela: — Então tenham cuidado no caminho. Aí dentro tem uma sopa de costela que deixei aquecida, lembre a vovó de tomar.

— Eu também separei os remédios da vovó na caixinha, com os horários escritos. Lembre-a de tomar na hora certa.

Igor observou até que a silhueta dela desaparecesse na esquina.

Jade acabara de sofrer um trauma; ele não podia ter pressa.

Não importava quanto tempo levasse, ele saberia esperar.

...

Ao chegar na porta do hospital apoiando a vovó, Jade deparou-se com uma figura familiar.

Henrique estava parado bem na entrada principal.

Em seus pulsos e pescoço expostos, havia ataduras manchadas de sangue, onde se viam marcas de chicotadas por baixo.

Ele caminhou mancando, com a voz rouca:

— Jade, vim te levar para casa.

Jade imediatamente colocou a vovó atrás de si, com o olhar gélido:

— Henrique, eu já deixei tudo claro naquele dia. O que você ainda quer aqui?

Ao ouvir as palavras dela, Henrique pareceu magoado.

Mas ele olhou ao redor, como se estivesse se prevenindo de alguém, e disse com urgência:

— Jade, pare de birra, sim?

— Se você aceitar voltar, eu apago tudo o que aconteceu. Não guardarei rancores.

Ele falava como se Jade fosse a pessoa que tivesse errado.

— Eu não preciso que você não guarde rancores — a voz de Jade transbordava ironia. — Henrique, não me persiga mais.

Ela tentou puxar a vovó para sair, mas seu pulso foi agarrado com força por uma mão quente.

Henrique aproximou-se de seu ouvido, sussurrando:

正文2

— Jade, o vovô descobriu que você transferiu as ações do Grupo Albuquerque para o Guilherme!

— Ele quer que eu devolva todas as propriedades da família biológica, mas eu não posso falhar com você de novo e recusei. O vovô está vindo atrás de você para acertar as contas; eu estou tentando te proteger!

Sua voz tremia de medo.

Henrique era o único herdeiro, mas crescera sob o controle rígido do avô.

Pelo peso da sucessão, cada amizade ou ação sua precisava da aprovação do velho patriarca.

E ela era a única "exceção" pela qual Henrique tentara desafiar a família para proteger.

Jade sustentou o olhar dele, firme:

— Ótimo. Eu também tenho o que dizer a ele. Deixe que ele venha me procurar.

Capítulo 19

Após acomodar a vovó, Jade foi primeiro ao cemitério para prestar homenagens aos seus pais biológicos.

O cemitério estava silencioso; o vento soprava as folhas secas, que giravam pelo caminho de pedra, trazendo um ar de melancolia.

Jade depositou gentilmente um buquê de crisântemos brancos diante da lápide.

Ela começou a falar suavemente:

— Pai, mãe, vim visitar vocês.

Sentada nos degraus de pedra ao lado da lápide, ela começou a contar detalhadamente tudo o que havia acontecido recentemente:

— Eu me divorciei do Henrique. Mas não se preocupem, estou bem e não estou nem um pouco triste.

— Ah, eu recuperei o patrimônio da nossa família. Não deixei que aquilo que vocês lutaram tanto para construir caísse em mãos de estranhos. De agora em diante, cuidarei de tudo com carinho para não decepcioná-los.

Enquanto falava, as lágrimas começaram a cair sem controle.

Ela se lembrou da primeira vez que os encontrou, quando eles a envolveram em um abraço apertado, chorando copiosamente.

Lembrou-se de sua mãe, uma mulher refinada que aprendeu a cozinhar apenas para fazer os doces que ela gostava:

— De agora em diante, o que você quiser comer, a mamãe faz para você.

Lembrou-se de seu pai, protegendo-a das amolações da família anterior: — Enquanto eu estiver aqui, ninguém mais vai te maltratar.

Aquele calor humano era algo que ela nunca possuíra nos seus primeiros vinte anos de vida.

Embora o tempo de convivência tenha sido curto, o amor que eles deram foi o suficiente para sustentá-la nos dias mais difíceis.

Jade enxugou as lágrimas e um leve sorriso surgiu em seus lábios:

— Pai, mãe, obrigada.

— De agora em diante, cuidarei bem da vovó e viverei bem a minha vida. Podem descansar em paz.

O vento soprou suavemente, agitando as folhas no chão, como se respondesse às suas palavras.

Ela ficou sentada ali por muito tempo, levantando-se apenas quando a vovó ligou. Fez uma reverência profunda diante da lápide e partiu, olhando para trás a cada passo.

...

Assim que Jade estacionou o carro em frente de casa, várias sombras surgiram rapidamente e a cercaram.

Seu coração disparou. Ela apertou o celular com força, encarando os homens vestidos de preto com vigilância:

— Quem são vocês? O que querem?

Ouviu-se o clique da porta de um Bentley preto se abrindo.

O velho patriarca da família Albuquerque, vestindo um traje tradicional e apoiado em uma bengala com punho de dragão, aproximou-se lentamente.

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