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"Lágrimas de Gelo no Rio de Janeiro" Capítulo 9

正文开头

Ela pensava que ver Henrique naquela situação a faria se sentir vingada e imensamente feliz.

Mas, agora que o momento chegara, sentia apenas paz.

Quando você deixa de amar alguém completamente, não importa se essa pessoa está no topo do mundo ou na lama; ela não consegue mais afetar suas emoções.

O Henrique de agora, para ela, era o mesmo que um estranho.

O alarme tocou. Jade pegou a muleta ao lado da cama, tentando se levantar para acompanhar a fisioterapia da vovó no quarto vizinho.

Mas, ao tentar ficar de pé, ela tropeçou e seu corpo pendeu para frente.

Justo quando achou que beijaria o chão, mãos quentes e fortes seguraram sua cintura com firmeza:

— Cuidado!

Jade virou a cabeça e encontrou os olhos afetuosos de Igor, que a olhava fixamente.

— Doutor Igor, o que faz aqui? — perguntou ela, surpresa.

Igor a ajudou a sentar-se na cama com cuidado, sua voz suave:

— Está na hora da fisioterapia da vovó. Pensei em passar para irmos juntos e, de quebra... ver como você está se recuperando.

— Pelo visto, você ainda não domou essas muletas. Espere por mim.

Ele saiu e buscou uma cadeira de rodas com a enfermeira:

— Sua perna ainda não sarou totalmente. Da próxima vez que quiser se movimentar, mande-me uma mensagem. Eu venho te empurrar, não tente ser forte sozinha.

Igor falava com naturalidade, como se fossem velhos amigos íntimos.

Na verdade, eles não se viam há muitos anos.

No último ano do ensino médio, Igor se transferiu para a escola dela e tornou-se seu colega de mesa.

Ambos eram obcecados pelos estudos para entrar na universidade e se deram bem de imediato.

Naquela época, estudavam juntos das cinco da manhã até às dez da noite, até o toque de recolher do dormitório. Até durante as refeições tomavam lição um do outro; eram "companheiros de batalha" perfeitos.

Há duas semanas, Henrique enviara homens ao hospital para tentar levar a vovó à força. Felizmente, Igor, que estava fazendo a ronda, percebeu e impediu.

Ao ver o nome de Jade na ficha de parentesco da paciente, ele tentou contatá-la.

Foi assim que voltaram a ter contato.

Devendo um favor tão grande, Jade sentia-se sem graça de incomodá-lo:

— Não precisa. Você é muito ocupado, não quero te atrapalhar. Eu consigo sozinha.

Igor inclinou-se, ficando com o rosto na mesma altura de Jade, sentada na cadeira de rodas. Seus olhos brilhavam com humor:

— Camarada Jade, agora eu sou o seu médico responsável. Você tem que me obedecer.

O termo "camarada", que ela não ouvia há tanto tempo, trouxe memórias instantâneas.

Ele adorava chamá-la assim no colégio, especialmente quando ela bocejava de sono enquanto decorava livros.

Jade não pôde evitar um sorriso leve.

Ela ia brincar dizendo que, mesmo sendo médico, ele continuava o mesmo brincalhão.

Mas, no segundo seguinte, o sorriso congelou em seu rosto.

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Capítulo 15

Jade avistou claramente duas figuras no final do corredor.

O Assistente Zhang apoiava cuidadosamente um Henrique de rosto pálido; os dois abriam as portas dos quartos, uma por uma, como se procurassem algo.

A voz do assistente soava exausta:

— Diretor Henrique, vamos voltar, por favor.

— Já perguntamos em todos os hospitais da cidade. A senhora realmente não está aqui. Além disso, o senhor está ferido.

— Não. — Henrique balançou a cabeça, seu olhar obstinado beirava a obsessão.

Ele se soltou do apoio do assistente e continuou espiando dentro dos quartos, apoiando-se na parede:

— Eu sinto que a Jade ainda está na cidade. O acidente foi grave, ela tem que estar em algum hospital. Eu me recuso a acreditar que não vou encontrá-la!

Jade girou a cadeira de rodas rapidamente, dando as costas para ele:

— Doutor Igor, eu não quero vê-lo. Pode me ajudar? Não deixe que ele encontre a mim ou a minha avó.

Igor entendeu imediatamente. Ele usou o próprio corpo para bloquear a visão de quem vinha pelo corredor, mantendo a voz firme: — Tudo bem, não entre em pânico. Vou te levar para o meu consultório para se esconder, depois volto para buscar a vovó.

No estado atual, ambas tinham dificuldade de locomoção; tentar levar as duas de uma vez chamaria muita atenção.

Ela assentiu: — Obrigada, desculpe pelo transtorno.

Igor empurrou a cadeira rapidamente para o consultório. Após vê-la trancar a porta por dentro, ele correu de volta para o quarto da vovó.

Ao chegar na curva do corredor, viu que a porta do quarto estava cercada de gente.

Igor abriu caminho e viu a vovó empunhando uma muleta, batendo em um homem com a cabeça enfaixada.

O peito da idosa subia e descia violentamente de raiva:

— Henrique Albuquerque, você ainda tem coragem de aparecer aqui! Quando você implorou para casar com a Jade, o que você me prometeu? Disse que cuidaria dela a vida toda e jamais a deixaria sofrer!

— E olha o que aconteceu! Apenas cinco anos de casamento e você deixou que outros a humilhassem, deixando-a passar por todo aquele tormento. Como você ousa tratá-la como lixo?!

A muleta de metal atingia Henrique repetidamente, mas ele não se esquivava.

A vovó arquejava de cansaço:

— Suma! Não quero nunca mais ver a sua cara!

Igor aproximou-se rapidamente, segurando o braço da idosa com gentileza para acalmá-la:

— Vovó, não se exalte. Respire fundo, não faz bem para sua saúde ficar assim.

Henrique tentou se aproximar para amparar a idosa, mas Igor bloqueou o caminho discretamente:

— Senhor, a paciente está muito alterada emocionalmente e não deve vê-lo. É melhor o senhor ir embora. Se algo acontecer com ela, como pretende se explicar para a família?

Pela reação de Jade, Igor sabia que ela conhecia aquele homem.

Mas ali, ele só poderia agir como médico para impedi-lo.

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O corpo de Henrique oscilou. Olhando para o olhar furioso e decepcionado da vovó, ele caiu de joelhos com um baque surdo:

— Vovó, eu fui um canalha. Eu falhei com a Jade.

— Mas agora eu realmente me arrependi. Pode me dizer onde ela está? Eu só quero saber se ela está bem e em segurança.

Sua voz estava embargada, e ele encostou a testa no chão frio.

A vovó recuperou o fôlego por um tempo antes de bufar friamente:

— Não precisa mais procurá-la. Longe de você, ela está ótima. Mil vezes, dez mil vezes melhor do que quando estava com você!

Ao descobrir como sua neta querida fora tratada, o coração da idosa quase se partiu.

Ela sempre soube que o filho e a nora não gostavam da neta.

Na época, achava que era por quererem um menino e tentava aconselhá-los de que não fazia diferença.

Mas a nora gritava com ela, mandando-a não se meter, ameaçando mandá-la de volta para o campo se continuasse protegendo Jade.

Velha e sem forças para brigar, ela apenas juntava papelão secretamente todos os dias para dar uns trocados a Jade.

No dia em que Jade terminou o colégio e disse, com olhos vermelhos, que queria sair de casa, ela entendeu que o coração da menina fora destruído.

Ela deu todas as suas economias de uma vida para Jade, apenas esperando que ela tivesse uma vida melhor.

Mais tarde, quando a família biológica apareceu, descobriu que o filho e a nora haviam trocado os bebês de propósito.

Todos esses anos, Jade ligava mensalmente dizendo que tinha um namorado que a tratava muito bem.

A idosa ficava genuinamente feliz, achando que a neta finalmente encontrara a felicidade.

Ela nunca imaginou que, no fim, por causa da própria neta biológica, Jade sofreria tanto.

A família biológica devia demais a Jade.

Ao pensar nisso, as lágrimas da vovó caíram.

Mas Henrique, tendo finalmente encontrado a vovó após tanta busca, não desistiria fácil.

Ele se levantou e, ignorando os olhares curiosos, começou a gritar em direção ao corredor:

— Jade! Eu sei que você está aqui! Por favor, apareça para me ver! Se você não sair, eu não vou embora daqui!

— A vovó precisa de repouso, você não vai querer que eu continue incomodando-a, vai? Apareça logo!

...

A multidão aumentava, e os sussurros enchiam o corredor.

Seguranças chegaram para tentar retirar Henrique, mas ele os afastou com violência:

— Eu também sou paciente deste hospital! Estou procurando minha esposa, o que isso interessa a vocês?

— Se encostarem um dedo em mim, arquem com as consequências!

Os seguranças se entreolharam, sem saber o que fazer.

A vovó tremia de raiva, e sua respiração tornou-se ofegante.

Nesse momento, uma voz fria veio de trás da multidão:

— Henrique Albuquerque, até quando você vai continuar com esse espetáculo?

Capítulo 16

Finalmente vendo a pessoa que tanto desejava, o coração de Henrique disparou.

Ele correu em direção a Jade, mas quando a ponta de seus dedos estava prestes a tocar a manga dela, ela recuou bruscamente, e a cadeira de rodas retrocedeu meio metro.

Sua voz era fria como gelo:

— Não seja um estorvo aos olhos da vovó. Venha comigo.

Henrique não ousou desobedecer e a seguiu passo a passo até o gramado do hospital.

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