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"Lágrimas de Gelo no Rio de Janeiro" Capítulo 8

正文开头

— Meus pais disseram que ela é minha noivinha e que eu vou casar com ela quando crescer!

Desde aquele dia, ela o seguia como uma sombra.

Acreditou que, se esperasse, ele cumpriria a promessa.

Mas a realidade a golpeou com força.

Henrique não apenas não se casou com ela, como casou-se com a pobre e "inferior" Jade.

Até mesmo sua identidade como herdeira fora tomada por Jade.

Essa queda brutal a levou ao limite.

Ao encontrar a mãe biológica, ela não hesitou em usá-la, gastando as economias daquela família para comprar a culpa de Henrique.

Pensou que desta vez finalmente expulsaria Jade, mas perdeu de novo.

Ela agarrava o homem com todo o seu ressentimento.

Henrique a chutou para longe, com o olhar transbordando repulsa:

— Alguém como você não tem o direito de ser comparada à Jade.

— Jade é calorosa e bondosa; mesmo sofrendo injustiças, nunca machucaria ninguém. Você tem o coração de uma cobra, usa qualquer meio para atingir seus fins... você me dá nojo!

Yasmin foi arremessada contra a parede, mas lutou para se levantar.

Ela rebateu aos gritos:

— Henrique, você me trata como lixo, mas acha que é flor que se cheire?

— Vou te contar a verdade: a Jade já queria te deixar há muito tempo. Você merece não ter o amor dela!

— Mentira!

As veias na testa de Henrique saltaram de raiva, e ele desferiu um tapa no rosto dela.

Jade dissera claramente que ele era o homem que ela mais amava; era impossível que ela quisesse fugir dele.

Yasmin, com o canto da boca sangrando, ria cada vez mais alto:

— Quando estávamos na fazenda, ela me implorou para deixá-la ir, garantindo que nunca mais voltaria para você. Eu deveria ter aceitado na época.

— Para mim, ela forjou aquele acidente para fingir que morreu e fugiu com algum amante. Que pena de você, sendo traído sem nem desconfiar!

Essas palavras foram o estopim para a loucura de Henrique.

Ele avançou e apertou o pescoço dela com um olhar ensandecido:

— Te matar agora seria bondade demais.

— Você não disse que foi abusada por bandidos? Hoje, eu vou realizar o seu desejo!

Ele arrastou Yasmin, que lutava desesperadamente, para fora.

A Dona Maria tentou segurar a mão da filha, mas foi empurrada com tanta força que bateu a cabeça na parede e desmaiou.

Durante as três noites seguintes, gritos lancinantes vinham do quarto de hóspedes.

Henrique, sentado na sala, exibia um sorriso satisfeito:

— Jade, você está ouvindo? Eu te vinguei.

Ele jogou a Yasmin quase inconsciente no porão como se fosse lixo e virou-se para a Dona Maria com voz gélida:

— Do jeito que você tratou a Jade no passado, hoje eu farei sua filha pagar cem vezes mais. É justo.

A Dona Maria abraçava a filha moribunda, gritando em desespero:

— Henrique, eu vou te amaldiçoar até depois da morte!

正文1

...

Mas Henrique permaneceu indiferente.

Ele ordenou que mãe e filha fossem levadas para uma arena de feras no subúrbio.

Quanto tempo elas sobreviveriam, dependeria apenas da sorte delas.

Capítulo 13

Henrique voltou para a mansão; a casa imensa agora abrigava apenas a sua própria solidão.

Ele caminhou até o sofá e sentou-se, seu olhar vagando inconscientemente até a enorme foto de casamento na parede.

Na foto, o olhar de Jade para ele transbordava amor.

De repente, ele se lembrou da expressão dela quando a buscou na fazenda: aqueles olhos calmos, como se estivessem olhando para um completo estranho.

Uma dor aguda atingiu seu peito.

Desde que começaram a namorar, aquela era a primeira vez que passavam tanto tempo separados.

Onde ela estaria agora? Suas feridas ainda doíam?

A preocupação se enroscava em seu coração como trepadeiras sufocantes, e as palavras ditas por Yasmin durante o dia o deixavam ainda mais em pânico.

Ele pegou o celular, prestes a ordenar que o Assistente Zhang aumentasse a recompensa para encontrar Jade o mais rápido possível.

Mas, do outro lado da linha, a voz do assistente soou pesada:

— Diretor Henrique, a alta cúpula da empresa convocou uma reunião extraordinária do conselho para destituí-lo do cargo. Por favor, venha rápido para a empresa!

Henrique franziu a testa, sentindo um mau pressentimento.

Desligou o telefone, pegou o paletó e correu para o escritório.

Ao entrar na sala de reuniões, o ambiente estava gélido.

Os conselheiros estavam sentados em seus lugares, olhando para ele com desdém e frieza; ninguém se levantou para cumprimentá-lo.

E na cabeceira da mesa, sentado na cadeira principal, estava um homem que ele conhecia muito bem.

Guilherme, o irmão mais velho daquele amigo de infância de quem Henrique havia quebrado a mão no passado.

O peito de Henrique se contraiu, e um calafrio subiu por sua espinha.

Anos atrás, por causa de Jade, ele aleijou a mão do irmão de Guilherme.

Na época, Guilherme jurou que o faria pagar o preço.

Ele só não esperava que o adversário bateria à sua porta dessa maneira e justo neste momento.

Guilherme levantou os olhos, tamborilando levemente na mesa. Sua voz não era alta, mas carregava uma pressão esmagadora:

— Diretor Henrique, esperei muito por você.

Henrique reprimiu o choque e disse friamente ao Assistente Zhang:

— Assistente Zhang, desde quando pessoas alheias à empresa podem interferir em uma reunião do conselho do Grupo Albuquerque? Tire-o daqui agora!

O assistente, pálido, tentou dar um passo à frente:

— Diretor Guilherme...

Antes que ele terminasse, Guilherme tirou vários contratos de transferência de ações de sua maleta e os jogou sobre a mesa:

— Quem disse que sou uma pessoa alheia?

— Atualmente, eu detenho 45% das ações do Grupo Albuquerque. O cargo de presidente agora me pertence por direito.

— O quê? — O Assistente Zhang arregalou os olhos.

Henrique avançou rapidamente, pegando os contratos e folheando-os freneticamente até chegar à última página.

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Descobriu que vários de seus tios e conselheiros veteranos haviam vendido secretamente suas ações.

Seu pavor crescia a cada página.

Ao chegar ao último documento, a assinatura no rodapé era, inequivocamente, de Jade.

Como se tivesse sido atingido por um raio, as mãos de Henrique tremeram incontrolavelmente.

As famílias Albuquerque e Guimarães eram inimigas mortais; como Jade poderia transferir ações para Guilherme?

Isso era impossível!

Henrique jogou o contrato no chão com violência:

— O Diretor Guilherme é muito audacioso ao falsificar contratos! Infelizmente, escolheu a pessoa errada.

— Jade é minha esposa, ela jamais me trairia!

— É mesmo? — Guilherme recostou-se na cadeira, olhando para ele com um sorriso cínico. — Parece que o Diretor Henrique só acredita vendo o próprio caixão.

Ele fez um sinal para o secretário: — Mostre o vídeo.

O secretário inseriu um pendrive no computador. No telão, surgiu o rosto de Henrique.

No vídeo, ele olhava para a câmera e dizia solenemente:

"Eu, Henrique Albuquerque, transfiro voluntariamente 10% das minhas ações do grupo para minha esposa, Jade..."

Sua própria voz ecoou na sala silenciosa.

Henrique recuou cambaleando, estabilizando-se apenas ao bater contra a quina da mesa.

Aquele vídeo ele mesmo havia gravado; as únicas pessoas que sabiam de sua existência eram ele e Jade.

Agora, a verdade era inegável.

Jade realmente o traíra!

Mas por quê?

Ele não conseguia entender.

Antes que pudesse se recuperar, Guilherme lançou outra bomba.

Ele tirou dois certificados de divórcio do bolso e os empurrou em direção a Henrique:

— Diretor Henrique, preciso corrigir mais uma coisa.

— A Senhora Jade não é mais sua esposa. Vocês já estão divorciados.

— Impossível!

Henrique rugiu, avançando para agarrar os documentos. Suas mãos tremiam ao abri-los.

O selo oficial era nítido, e a data era recente.

O divórcio era real.

Só naquele momento ele acreditou totalmente nas palavras de Yasmin.

Jade realmente queria deixá-lo.

Mas ela o amava tanto... por que faria isso?

O golpe foi tão grande que a cabeça de Henrique começou a zumbir, como se milhares de agulhas perfurassem seus nervos.

Ele sentiu o mundo girar, sua visão escureceu e ele desabou pesadamente no chão frio.

Capítulo 14

Jade estava deitada na cama do hospital e desligou a transmissão ao vivo no celular.

Assim que a tela escureceu, uma mensagem apareceu:

"Senhorita Jade, está satisfeita com o espetáculo?"

Ela levantou a mão ainda imobilizada e digitou: "Estamos quites."

Segundos depois, veio a resposta de Guilherme:

"Acho que poderíamos ser mais crueis. Se um contrato de transferência foi suficiente para fazer o Henrique desmaiar, que tal anunciarmos oficialmente nosso noivado? Quero ver se ele morre de vez."

Jade franziu a testa, um lampejo de nojo passando por seus olhos.

Guilherme era um homem traiçoeiro e cruel.

A família Guimarães cobiçava os negócios dos Albuquerque há muito tempo; se não estivesse desesperada, ela jamais teria escolhido colaborar com ele.

Agora que seu objetivo fora alcançado e as propriedades da família biológica recuperadas, ela não tinha interesse em continuar com aquele jogo infantil.

Com um movimento rápido, ela bloqueou e deletou o contato de Guilherme, cortando qualquer vínculo.

Ao deixar o celular de lado, Jade olhou para o teto, mas não sentiu nenhuma alegria.

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