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"Lágrimas de Gelo no Rio de Janeiro" Capítulo 2

正文开头

Juntou as mãos contra o peito, rezando para que a avó superasse aquela fase.

Quando chegasse a hora, ela levaria a avó para longe para sempre.

Após vigiar a porta a noite toda, as luzes da sala de cirurgia finalmente se apagaram.

O médico retirou a máscara com cansaço:

"Sra. Albuquerque, pode ficar tranquila. Ela não corre mais risco de vida. Com repouso, poderá receber alta em breve."

O coração de Jade finalmente se acalmou.

Ela se apressou para acompanhar a avó até o quarto, mas a enfermeira a impediu, mudando a direção da maca:

"Sra. Albuquerque, o quarto VIP que a senhora reservou já está ocupado. Teremos que acomodar sua avó em outro lugar."

Dito isso, levaram a idosa para uma enfermaria com oito leitos.

Jade ficou indignada, mas como o médico disse que a avó precisava de repouso absoluto, ela não discutiu.

Comprou uma cama dobrável e ficou ao lado do leito, sem se afastar um segundo, com medo de que, se saísse, a avó partisse para sempre.

Enquanto esperava que ela acordasse, a porta da enfermaria foi aberta com violência.

Henrique agarrou o pulso dela sem dar explicações, com tanta força que ela franziu a testa de dor.

"O que você está fazendo?"

Jade lutou para se soltar, mas ele a segurava com ainda mais firmeza.

"Vem comigo." Henrique a arrastou para fora.

Atravessaram o corredor até pararem diante da porta de uma suíte luxuosa.

Ao olhar para o número na porta, Jade percebeu que era exatamente o quarto que ela havia reservado.

Encontrando o olhar dela, Henrique desviou o rosto, desconfortável.

Ao abrir a porta, Yasmin estava deitada na cama larga, com um pequeno curativo na testa que a deixava com um aspecto ainda mais pálido.

Antes que Jade pudesse dizer qualquer coisa, Yasmin pareceu ter um surto repentino. Ela chutou os lençóis e correu descalça em direção a Jade.

Com um olhar feroz, levantou a mão e desferiu um tapa no rosto de Jade:

"Quem te mandou aqui para me pegar? Eu vou te dizer, eu sou a filha da família proprietária!"

"Vão embora, não toquem em mim!"

O som do tapa ecoou pelo quarto silencioso.

Pega de surpresa, Jade sentiu a bochecha arder e um zumbido nos ouvidos.

Ela tentou se esquivar por instinto.

Mas Yasmin, como se estivesse louca, agarrou o braço dela, cravando as unhas profundamente na pele, arrancando pedaços de carne em um instante.

"Yasmin, pare!"

Henrique interveio imediatamente, envolvendo-a em seus braços e batendo de leve em suas costas: "Não tenha medo, eu estou aqui. Ninguém vai tocar em um fio de cabelo seu."

Yasmin se aninhou no peito dele, e o brilho de loucura em seus olhos foi substituído por uma pontada de satisfação quase imperceptível.

Ao sentir a mulher em seus braços relaxar, Henrique olhou friamente para Jade:

"Veja o que você fez! Se não tivesse tentado expulsá-la lá atrás, ela nunca teria passado por aquele trauma!"

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"Agora você mandou prendê-la, e ela se machucou de susto ao ter uma crise. Peça desculpas a ela. De agora em diante, tentem se dar bem e esqueceremos esse assunto."

Jade se apoiou na parede para conseguir manter o equilíbrio.

As feridas em seu corpo latejavam, mas nada se comparava à dor de seu coração sendo dilacerado.

Foi Yasmin quem empurrou a vovó propositalmente.

Jade apenas queria que a culpada respondesse perante a lei; como, em vez disso, era ela quem tinha que pedir desculpas?

Ela ficou ali parada, em silêncio.

O rosto de Henrique escureceu instantaneamente e ele estendeu a mão para agarrar o braço dela.

No segundo seguinte, os olhos de Yasmin se encheram de um medo fingido, e ela se encolheu nos braços dele:

"Henrique, por que você trouxe a minha irmã?"

"Você sabe que ela... ela me odeia."

Ela disse isso com os olhos marejados, como se fosse a maior vítima do mundo.

E Jade fosse a vilã.

Henrique dominava o mundo dos negócios há anos. Se até Jade conseguia ver a atuação medíocre de Yasmin, como ele não veria?

Ele apenas não queria desmascará-la.

Nesse momento, a porta do quarto se abriu.

Uma enfermeira entrou com alguns papéis e disse cautelosamente:

"Sr. Henrique, os resultados dos exames da Srta. Yasmin saíram. O médico virá em instantes para explicar a situação."

"Não precisa."

Henrique pegou os resultados, sua voz transbordava urgência. "Cada minuto perdido é um risco. Não temos tempo para formalidades agora, eu mesmo vou até ele."

Dito isso, ele saiu do quarto amparando Yasmin.

Jade ficou imóvel, sentindo um calafrio subir dos pés à cabeça.

Yasmin tinha apenas um leve inchaço na testa, mas o outrora imponente Henrique estava tão ansioso que se dispôs a ir pessoalmente atrás do médico.

No entanto, pouco antes disso, enquanto a vovó estava na UTI entre a vida e a morte, ele agiu com total frieza, forçando-a a assinar um perdão, sem dar a mínima importância para uma vida humana.

Que ironia.

Jade saiu cambaleando do quarto.

Todo o carinho que ele teve por ela, todas as promessas de uma vida inteira, no fim das contas, não pesaram nada diante de Yasmin.

Saindo do quarto do hospital.

Jade contratou uma cuidadora experiente para sua avó e correu de volta para casa.

Ao abrir a porta do quarto principal, foi direto ao cofre e retirou um envelope do fundo da última gaveta.

Dentro, estava o acordo de divórcio que Henrique já havia assinado.

Ele assinou aquele documento há três anos, com os olhos marejados, quando o Grupo Albuquerque foi falsamente acusado por rivais e ficou à beira da falência.

Na época, ela rasgou o papel três vezes chorando, mas ele o colocou de volta em suas mãos:

"Guarde isso. Se um dia eu não puder mais te proteger, pelo menos você terá uma saída segura."

Era a última rota de fuga que Henrique havia deixado para ela, e ela nunca imaginou que realmente chegaria a usá-la.

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Imediatamente, ela contatou o melhor advogado de divórcios do mercado:

"Trate disso com urgência. Quero o certificado de divórcio em mãos em no máximo quinze dias."

Terminado isso, ela se preparava para cozinhar e levar a comida ao hospital quando viu Henrique entrar carregando Yasmin nas costas.

Ao ver Jade, a outra escorregou rapidamente das costas do homem, torcendo a ponta da blusa com nervosismo:

"Irmã, você está em casa."

Henrique ajustou as abotoaduras com um tom de naturalidade irritante:

"Jade, a Yasmin disse que a comida do hospital não agrada ao paladar dela e que não estava confortável lá. Por isso, eu a trouxe para casa. Você ficará responsável por cuidar dela durante este período."

Jade sentiu como se tivesse ouvido a maior piada do mundo:

"Henrique, você por acaso esqueceu por culpa de quem a minha avó foi parar no hospital?"

"Você me pede para servir a pessoa que quase matou a minha avó... não acha que passou de todos os limites?"

A testa de Henrique se franziu instantaneamente:

"Jade, como você pode ser tão rude ao falar?"

"Afinal de contas, Yasmin é sua irmã. Ela não fez por mal, foi um acidente. Já passou, por que você tem que insistir nesse rancor? Não seria melhor vivermos em paz como uma família?"

"Família?"

Jade repetiu a palavra em voz baixa.

Ela também já tinha acreditado ingenuamente que eram uma família.

No dia em que foi levada de volta para a casa dos pais biológicos.

Ela usava roupas desbotadas e estava parada diante da mansão luxuosa, com as palmas das mãos suando de nervoso.

Os pais choravam copiosamente segurando suas mãos.

Yasmin sorriu e lhe ofereceu um chocolate importado:

"Você é dois minutos mais velha que eu, então será minha irmã mais velha de agora em diante."

Tendo crescido sob agressões constantes, ela valorizava imensamente aquela felicidade difícil de conquistar.

Por isso, agia com cautela em tudo e tratava Yasmin como uma irmã de sangue.

Ela chegava a ser grata a Yasmin por ter cuidado dos pais nos primeiros vinte anos em seu lugar, e por tê-la aceitado tão rápido.

Mas essa ilusão foi destruída pelas mãos da própria Yasmin em pouco tempo.

Suas roupas apareciam misteriosamente cortadas, e Yasmin dizia aos pais que a própria Jade as havia destruído.

Sempre que recebia um presente novo, os restos apareciam na lixeira no dia seguinte.

Até que, ao mencionar casualmente que Henrique era seu namorado, a inveja nos olhos de Yasmin tornou-se impossível de esconder, e as perseguições pioraram.

A morte dos pais destruiu de vez a paz superficial.

E agora, Henrique ainda defendia aquela que arruinou tudo o que ela tinha.

Ela olhou fixamente para Yasmin, pronunciando cada palavra:

"Eu e ela nunca fomos família, e nunca seremos."

Dito isso, sem paciência para discutir, virou-se para a cozinha.

No segundo seguinte, Henrique a seguiu furioso e agarrou seu braço:

"Jade, você faz questão de tornar as coisas tão feias? Você já faz comida nutritiva para sua avó todos os dias, o que custa fazer uma porção a mais para a Yasmin?"

"Vocês duas foram as crianças trocadas, por que a Yasmin conseguiu o amor dos seus pais e você foi rejeitada pelos seus pais adotivos? Depois de tantos anos, você nunca parou para procurar o motivo em si mesma?"

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