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"A Vingança da Pastora" Capítulo 11

正文开头

Dimitri ficou paralisado ao ver as costas da mãe se afastando. Trinta anos de busca por aprovação terminaram com a palavra "inútil".

— Dimitri, você parece um palhaço — disse Gustavo. — Queria que sua "passarinha" fosse fiel enquanto você se divertia com outras? Realmente, quem nunca recebeu amor não sabe amar!

— Não vamos mais participar disso. Nos ameaçar? Espere os processos judiciais.

— Nunca vi um homem perseguir uma mulher assim. Que lixo inútil!

A multidão se dispersou. O aniversário tornara-se uma piada monumental. Por que terminou assim? No fim, ele não conseguiu segurar nada.

— Não vão, eu ainda tenho presentes...

Estela puxou sua mão com força, evitando o toque dele com total repulsa.

— Chega! Acorde, nós nunca mais voltaremos. Dimitri, desista.

O choque no coração dele foi avassalador. Ele não queria ouvir aquelas palavras definitivas. Ele enlouqueceria.

— Não! Nós podemos voltar!

— Nem tudo pode ser recomeçado. Você pode trazer as cinzas do meu pai de volta? Pode trazer o nosso filho de volta?

— Eu... — Ele perdeu as forças, olhando para o salão destruído com um riso amargo. Ele não podia fazer isso. — Me desculpe...

Enquanto o drama terminava, ninguém percebeu Valentina escondida nas sombras, cheia de ódio. Ela acionou um interruptor e as cordas do lustre gigante se partiram instantaneamente.

— Estela, Dimitri... vocês dois vão morrer!

Capítulo 21

O perigo foi imediato. Estela ficou paralisada, sem ter para onde fugir, vendo o lustre despencar. Num clarão, ombros largos a envolveram com força para protegê-la.

Ela foi derrubada no chão pela gravidade, mas no espaço entre eles, Lucas a sustentava com esforço. O rosto dele estava desfigurado pela dor, ele nem conseguia focar nela, mas continuava confortando-a:

— Está tudo bem, Estela. Está tudo bem.

Ele estava tão longe dela segundos atrás, como chegara tão rápido? E como suportava o peso daquele lustre? Sem tempo para pensar, ela ligou para a emergência e começou a ajudar a remover os metais pesados de cima dele.

Ao ver uma barra de metal da espessura de um braço atravessada nas costas dele, com a carne exposta pulsando, ela começou a chorar.

— Lucas, por que você foi tão bobo? Por favor, aguente firme.

O rosto do homem perdia a cor, tornando-se pálido como papel, mas ele ainda forçou um sorriso para acalmá-la.

— Eu estou bem, eu aguento. Esqueceu que quando criança um lobo me mordeu no pescoço e eu sobrevivi? Eu sou resistente, não se preocupe.

Aos seis anos, ela insistira em ir pastorear com ele; por brincadeira, ela se afastara do grupo e encontrara lobos. Naquela época, ela só sabia chorar, e quando achou que seria devorada, Lucas correu para salvá-la, sendo ferido no pescoço e quase morrendo. Ele ficara com uma cicatriz terrível, mas nunca mencionara aquela dívida de gratidão. Agora, arriscava a vida por ela novamente. Como ela não entenderia esse sentimento? Continuar fugindo disso seria cruel demais com ele.

正文1

— Eu sempre achei que fosse corajosa e independente, mas na verdade meu pai e você sempre me protegeram muito bem.

— Estela, não por minha causa...

— Estela! Você está bem?

Quando o acidente aconteceu, Dimitri tentou correr para salvá-la, mas uma viga perfurou sua palma, pregando-o no lugar e permitindo que Lucas chegasse primeiro. Ele deveria ter sido mais rápido! Ele também daria a vida por ela! Assim, seria ele quem a emocionaria! Por apenas um passo!

— Estela, você é apenas uma pastora, como consegue deixar os homens tão loucos por você? — Valentina surgiu lentamente, estalando o chicote de pastoreio no chão. Após tanta tortura, só restava loucura em seus olhos.

Após dias trancada em um porão escuro, sofrendo dores atrozes, ela queria arrancar o coração de Estela!

— Eu sou tão inteligente e bonita, em que perco para ela? Dimitri, você é mesmo cego! — Ela deu uma chicotada no rosto de Dimitri, deixando um rastro de sangue imediato. Valentina apreciava o sofrimento de todos. — Eu só não tive um bom berço, mas me esforcei em tudo. É assim que você me trata? Se amasse mesmo essa mulher, por que me deixou torturá-la no começo? Hein? No fundo, você também foi seduzido por mim na cama, não foi?

Dimitri soltou um rugido de dor e arrancou a viga de sua mão à força. O sangue jorrou da ferida, manchando seu terno.

— Você não passou de um brinquedo para o meu lazer, não tem direito de se comparar à Estela. Eu deveria ter te prendido antes.

Antes, Dimitri dissera a Estela: "É normal homens se divertirem fora de casa, tolerância é uma lição que a dona da casa deve aprender." Agora, ele declarava: "Você não passou de um brinquedo." No fundo, para ele, nenhuma das duas era tão importante quanto ele mesmo.

A calma de Estela irritou Valentina ainda mais. Ela ergueu o chicote para atingi-la, mas Estela o segurou firmemente antes que descesse. No manejo do chicote, Estela era mestre.

— Valentina, não é assim que se usa um chicote. Eu te ensino.

Ela puxou a ponta do chicote, soltou e aplicou força súbita, recuperando a arma para sua mão antes que Valentina pudesse reagir. Com vinte anos pastoreando ovelhas, ela sabia exatamente como dominar o animal mais difícil.

— Você me enganou e me feriu, eu poderia relevar. Mas você destruiu as cinzas do meu pai e matou meu filho. Eu nunca perdoarei!

O som do chicote estalou no salão, seguido por um segundo, um terceiro... Os soluços de Valentina, inicialmente contidos, explodiram em gritos de desespero e pedidos de socorro que tremiam no ar.

— Socorro!

 

Capítulo 22

Luzes de sirene piscavam enquanto ambulâncias e viaturas cercavam o salão do banquete.

O tempo passava segundo a segundo, e Dimitri, reunindo o resto de suas forças, implorou para que Estela ficasse.

正文2

— Estela, espere... já que a ambulância chegou, me dê apenas um minuto. Quero te entregar o seu presente de aniversário.

Ele dera tudo de si e, ainda assim, perdera. Perdera de forma absoluta; o destino não lhe concedera a chance de recomeçar. E ele sabia que, se soltasse a mão dela agora, não sabia quando — ou se — voltaria a segurá-la. Talvez nunca mais.

Estela estava exausta. No passado, ela amara o homem à sua frente e terminara com o coração em farrapos; agora que arrancara esse sentimento de si, ele ainda assim não a deixava em paz. O que havia entre eles era água derramada; tentar consertar só faria as rachaduras aumentarem.

Ela estava calma como a superfície de um lago.

— Não precisa me dar nada, eu não quero. Obrigada por me fazer entender meu próprio coração. Eu gosto do Lucas e posso aceitá-lo. Antes, eu achava que nunca mais amaria ninguém, você me tirou a coragem de amar. Mas agora posso te dizer: eu gosto dele. Neste exato momento, meu coração bate por ele.

Lucas esperara por esse dia durante muito tempo. Ao ouvir a confissão de Estela, ele mal conseguia falar:

— Estela...

Não se sabia se era pela perda de sangue ou pelo vento forte, mas Dimitri tremia de frio e de agonia. Ele escolheu ignorar o que ouvira, fingindo para si mesmo, e segurou a testa, virando-se para buscar o presente.

— Espere, eu vou buscar...

Estela, mais uma vez, enxergou através do seu disfarce.

— Eu não te odeio mais. Por favor, nunca mais nos vejamos.

"Eu não te odeio mais..." Sem ódio... significava que não restava mais um pingo de amor...

Os veículos se afastaram, deixando a escuridão para trás. O pequeno sol que o aquecia havia se posto definitivamente, e seu mundo retornara às trevas.

— Estela, você disse que iríamos juntos colocar um cadeado do amor na Pont Neuf, em Paris, para passarmos a vida inteira de mãos dadas. Eu fiz pessoalmente um cadeado com nossos nomes...

— Mas você... por que me deixou para trás primeiro?...

...

Valentina foi presa.

O escândalo no aniversário transformou Dimitri em um pária em seu círculo social, sendo completamente descartado pela família Dimitri. Todos os empregados foram dispensados, e a mansão tornou-se uma prisão vazia, onde, noite após noite, ouviam-se os prantos de um homem em dor.

Dimitri não se lembrava de como voltara para casa, nem de que dia era; em sua mente, repetia-se apenas a cena de Estela protegendo Lucas. Seus olhos marejados, os lábios trêmulos e o nariz avermelhado eram idênticos à expressão de preocupação que ela tinha quando ele era internado no passado. A preocupação dela era real, o que provava que suas palavras não foram ditas por impulso; ela realmente sentia algo por Lucas...

Ele não queria mais pensar, golpeando a própria cabeça na tentativa de destruir essas lembranças. A dor era lancinante, como se formigas estivessem devorando seu corpo.

— Senhor Dimitri, sua mão precisa de cuidados médicos. Se continuar assim, a ferida vai inflamar e causar febre — insistia o mordomo, mas ele não ouvia uma palavra.

— Estela não se importa mais se eu vivo ou morro. Ninguém mais se importará...

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