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"O Reencontro Sob a Chuva Eterna" Capítulo 12

正文开头

Mas foi apenas um momento. Bernardo a esperava com um sorriso, com um olhar quente e decidido, repleto de amor e expectativa. Independentemente de ser ele ou não, ou do porquê de estar ali, já não importava mais. Alice desviou o olhar e, caminhando em direção à luz, seguiu com passos firmes ao encontro de seu noivo e da nova vida cheia de esperança que ela mesma escolhera.

Capítulo 22

João estava parado sob um enorme carvalho atrás da capela, encostado no tronco áspero, como se apenas aquilo pudesse sustentar seu corpo vacilante. Em suas mãos, apertava um cartão de convite de casamento já completamente amassado. Os nomes dos noivos impressos no cartão feriam seus olhos.

Alice e Bernardo.

Era realmente ela. Durante esses anos, ele buscara por seu rastro de forma insana. Mas ela partira sem deixar vestígios, mudando todos os contatos. Mesmo os amigos em comum no país de origem sabiam pouco, apenas rumores de que ela estava no exterior e vivendo bem. Ela parecia ter evaporado, ou melhor, apagado deliberadamente qualquer marca de sua existência na vida dele.

Ele tentou se reerguer, focando toda a sua energia no trabalho para anestesiar a dor. Mas no silêncio da noite, ao fechar os olhos, sua mente era inundada por imagens de Alice da vida passada: o olhar dela esperando por ele em casa, o rosto pálido enquanto suportava a dor no estômago, o corpo frio e magro no necrotério. E também, nesta vida, a indiferença nos olhos dela quando o afastou naquela noite chuvosa.

Ele sentia que estava sendo rasgado pelas memórias de dois espaços-tempo. A dor do arrependimento e do remorso o consumia dia e noite, impedindo-o de começar uma vida nova como Alice fizera. Seu tempo parecia ter parado para sempre no momento em que ela morrera na primeira vida.

Até que, dias atrás, um antigo conhecido mencionou em uma rede social que viajaria para o casamento de Alice. Ele comprou a passagem para o voo mais rápido imediatamente. Durante a viagem, sua mente era um caos. Pensou que queria apenas vê-la de longe, confirmar que ela estava bem e feliz para, quem sabe, conseguir desistir e perdoar a si mesmo.

Mas ao vê-la ali, sob a luz do sol, vestida de branco e caminhando com passos firmes em direção a outro homem, o coração que ele julgava estar anestesiado doeu tanto que ele mal conseguia respirar.

Assim que a cerimônia terminou, ele saiu da capela cambaleante. O sol estava forte, mas ele sentia um frio congelante. Caminhou sem rumo pelas ruas estrangeiras, cercado por multidões que falavam outras línguas. O movimento ao redor não lhe pertencia; a prosperidade da cidade só enfatizava seu vazio interior.

Ao parar em um sinal vermelho, seu olhar cruzou a calçada oposta. Uma jovem de saia curta, maquiagem impecável, rindo com amigas que se vestiam de forma semelhante, passou por ele. Era Sofia. Nesta vida, ela parecia estar bem, com um sorriso brilhante e radiante. João a observou desaparecer na esquina seguinte. Em seu peito, não houve sequer um lampejo de emoção.

O sinal abriu. João seguiu o fluxo da multidão de forma mecânica. A ideia de "ver uma última vez para desistir" parecia agora ridiculamente patética. Ele a vira, mas seu coração parecia ter morrido de forma ainda mais definitiva.

No voo de volta, João sentou-se na poltrona da janela. A cabine estava na penumbra e a maioria dos passageiros dormia. Uma exaustão e um desespero imensos o envolveram, e ele finalmente sucumbiu ao cansaço mental, caindo em um sono profundo. No sonho, sentia cada vez mais frio. Ele estremeceu e lutou para abrir os olhos.

A visão passou do turvo para o nítido. O que viu não foi o teto do avião, mas o teto familiar de sua própria casa. Ele virou o pescoço com dificuldade. No criado-mudo, um frasco de remédio branco estava caído ao lado de um copo de água vazio.

A foto do casamento dele com Alice ainda estava pendurada na parede. Na imagem, Alice, vestida de noiva, encostava-se em seu peito com um sorriso doce e tímido. Lágrimas frias começaram a escorrer de seus olhos sem aviso.

No fim das contas, ele voltara ao ponto de partida. Lentamente, e com um esforço extremo, ele fechou os olhos novamente.

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FIM DA HISTÓRIA

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