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"O Reencontro Sob a Chuva Eterna" Capítulo 4

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“Tudo bem. Eu aceito dar o lugar para a Sofia.”

Desta vez, quem ficou atônita foi a mãe. Nesse momento, a porta se abriu e João entrou acompanhado de Sofia.

A mãe apressou-se em falar: “João, Sofia, chegaram na hora certa. Acabei de falar com a Alice; combinei um encontro para ela depois do Ano Novo, um rapaz excelente. A Alice concordou. Pensei que, como vocês são jovens, seria melhor resolver as coisas logo...”.

“Isso é um absurdo!”, João a interrompeu bruscamente, com a voz elevada e uma fúria evidente. Ele caminhou até Alice, encarando-a com descrença, os olhos transbordando irritação e choque.

“Alice, você é tão generosa assim? Vai me empurrar para outra pessoa com tanta facilidade?”

“João, não fique bravo”, Sofia disse timidamente, tentando segurar o braço dele.

João desvencilhou-se dela com um movimento brusco, mantendo o olhar fixo em Alice, como se tentasse cavar algo por trás daquela expressão impassível.

“Mãe, não faça esses planos”, ele se voltou para a sogra, com firmeza. “Eu e a Alice somos casados. O passado ficou para trás. Eu e a Sofia nos desencontramos e pronto. Agora eu a vejo apenas como uma irmã.”

Ele pareceu ter dificuldade para pronunciar essa última frase. O sorriso no rosto da mãe desapareceu completamente. Ela olhou para João, depois para Sofia — que empalideceu e mordia o lábio — e, finalmente, para Alice.

“Eu e a Alice resolvemos nossos problemas sozinhos”, João sentenciou. “Mãe, está ficando tarde. Vou levar a senhora e a Sofia para casa.”

Após fechar a porta, João voltou-se para Alice. A luz principal da sala estava apagada, iluminando apenas os resquícios de raiva e ansiedade em seu rosto.

“Alice,” sua voz estava seca, “eu não agi bem ultimamente. Depois do Ano Novo, assim que a Sofia for embora...” João pareceu tomar uma decisão, assumindo um tom solene. “Eu prometo que nunca mais terei outros pensamentos sobre ela. Vamos viver bem a nossa vida, como era antes.”

Alice o observava em silêncio quando a dor excruciante, como se seu estômago estivesse sendo retorcido, atacou novamente sem aviso. Ela puxou a mão bruscamente, cobriu a boca e começou a tossir violentamente.

“Alice?” João assustou-se e levantou-se.

Ela se curvou, tossindo de forma lancinante. Um gosto metálico e quente subiu pela garganta, e ela não conseguiu mais conter.

Uma grande quantidade de sangue escuro espirrou no tapete claro, formando uma mancha vermelha aterradora.

A expressão no rosto de João congelou: do choque ao horror, e então ao pânico absoluto. Ele ficou paralisado, olhando para o sangue no rosto pálido de Alice, para o corpo dela encolhido de dor e para aquela poça escarlate no chão.

“Alice... Alice?”, sua voz falhou, trêmula. “O que houve? Você... você está cuspindo sangue?”

Capítulo 6

Alice abriu os olhos novamente e sua consciência retornou aos poucos. João... ele tinha visto. Ele deve ter ficado apavorado. Ao lembrar do rosto dele em pânico, um sentimento complexo atravessou o coração de Alice.

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Ela virou a cabeça com esforço, olhando para o lado da cama. Estava preparando uma explicação, queria dizer que era apenas um problema de estômago que piorou, que cuspir um pouco de sangue não era nada, que era algo antigo.

No entanto, não havia ninguém ao lado da cama. Apenas uma cadeira fria, posicionada de forma organizada.

A porta do quarto abriu-se suavemente e uma enfermeira entrou com uma bandeja de medicamentos.

“Acordou? Como está se sentindo?” A enfermeira aproximou-se, verificando o soro e os aparelhos de monitoramento.

“Estou bem...”, a voz de Alice estava extremamente rouca. “Onde está meu marido?”

A enfermeira hesitou por um segundo e olhou para ela com uma pontada indisfarçável de pena.

“Seu marido...”, a enfermeira baixou o tom. “Ele recebeu uma ligação e saiu às pressas. Parece que o cachorro da sua irmã começou a vomitar sem parar e a situação estava feia. Ele teve que levá-los ao veterinário de emergência.”

“Entendo”, Alice ouviu a própria voz responder.

Nos dois dias seguintes, o quarto permaneceu em silêncio. Como o Ano Novo estava próximo, o hospital estava bem mais vazio do que o normal; até o barulho nos corredores havia diminuído. Alice passava a maior parte do tempo deitada, observando o céu cinzento pela janela. Estava tão fraca que qualquer movimento parecia exigir toda a sua energia.

De repente, o celular ao lado do travesseiro vibrou, quebrando o silêncio mortal. Alice esticou a mão com dificuldade. Na tela, o nome "Marido".

“Alô?”, a voz de João veio do outro lado. Havia barulho ao fundo, como música de carro e o som do vento. “Alice? Como você está? Melhorou?”

“Sim, bem melhor”, ela respondeu baixo.

“Que bom, que bom”, João pareceu aliviado. “O Floquinho — o cachorro da Sofia — estava com uma gastroenterite grave. O veterinário daqui não deu conta, tivemos que levá-lo a uma clínica especializada na cidade vizinha. A Sofia estava desesperada e seus pais também. Viemos todos de carro. Pensamos que, já que o Ano Novo está aí e ficar em casa seria chato, vamos aproveitar para fazer uma viagem de carro por aqui e voltamos em uma ou duas semanas.”

Alice segurava o celular, ouvindo em silêncio.

“Pensei que, como sua saúde ainda não se recuperou totalmente, a viagem seria cansativa demais para você, por isso não te contei”, o tom de João era cauteloso. “Mas não se preocupe, eu comprei tudo para a ceia e deixei em casa. Tem comida e tudo o que precisar. Descanse bem e espere eu voltar. Quando eu chegar, vamos comemorar o nosso Ano Novo juntos.”

Alice abriu a boca, mas sua garganta estava tão seca que parecia travar. Antes que pudesse emitir som, a voz alegre de sua mãe surgiu ao fundo da ligação: “João, chega! Você e a Alice terão todo o tempo do mundo para se falar depois. Concentre-se na estrada! Sofia, tome, coma uma laranja”.

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Em seguida, veio a resposta doce e risonha de Sofia: “Obrigada, mãe! João, presta atenção no caminho, hein!”.

João hesitou e disse apressado ao telefone: “Alice, vou desligar para dirigir, o barulho aqui está alto. Descanse, coma e tome os remédios na hora certa. Espero por mim”.

O sinal de chamada encerrada ecoou. Alice permaneceu imóvel na cama. Depois de muito tempo, ela baixou o braço lentamente. Lágrimas quentes escorreram pelo canto de seus olhos, uma, duas... e logo se transformaram em um fluxo contínuo.

Capítulo 7

Véspera de Ano Novo.

Alice estava em um quarto particular. Pela janela, ao longe, as luzes da cidade brilhavam intensamente e, ocasionalmente, ouvia-se o som abafado de fogos de artifício. A televisão estava ligada em volume baixo, exibindo o programa especial de fim de ano, cheio de barulho e alegria.

A tela do celular acendeu, destacando-se na penumbra do quarto. Era uma chamada de vídeo de João. Alice encarou a foto dele chamando por um longo tempo. Por fim, reuniu forças, levantou a mão trêmula e atendeu.

A imagem de João apareceu na tela.

“Alice!”, a voz dele estava alegre. “Já jantou? Está vendo o especial na TV?”

Alice não virou a câmera para si mesma. Apenas apoiou o celular no travesseiro, apontando para um canto do teto.

“Comi um pouco”, sua voz era tão fraca que quase sumia sob o som da TV. “Estou vendo.”

“Por que não me deixa te ver?”, perguntou João, com seu habitual tom de carinho. “Emagreceu de novo? Eu te disse para comer direito.”

“Não”, disse Alice, sem mover a câmera.

Nesse momento, a voz sorridente de sua mãe veio do outro lado, parecendo estar perto: “João, é a Alice no vídeo? Deixe ela mostrar o rosto para nos desejar feliz Ano Novo!”. A risada cristalina de Sofia também pôde ser ouvida ao fundo.

O coração de Alice se contraiu.

“Sua mãe quer te ver.” João virou a câmera.

Alice viu no canto da tela as silhuetas de sua mãe e de Sofia sentadas no sofá, com frutas e petiscos à frente, assistindo à TV. Sofia usava um suéter vermelho que realçava sua pele clara e seu sorriso doce. Sua mãe também usava roupas novas, com uma expressão de plena satisfação.

“Alice, vamos! Dê um 'feliz Ano Novo' para a mamãe!”, a mãe disse para a câmera.

Os dedos de Alice se encolheram, mas ela continuou sem mover o celular. Sua aparência atual era cadavérica, pálida e extremamente magra; nem a touca conseguia esconder sua condição. Ela não queria que ninguém a visse, especialmente naquele momento de "felicidade familiar", para não ser a presença que estragaria o clima.

“Não estou me sentindo bem, não quero me mexer”, ela inventou uma desculpa, com a voz ainda mais baixa.

Houve um silêncio do outro lado. Em seguida, a voz da mãe ressurgiu, mas o tom alegre havia sumido, dando lugar a uma irritação evidente: “Ainda está brava, não é? Porque saímos para viajar e não te trouxemos? Alice, você é a irmã mais velha, por que tem que competir com a sua irmã em tudo? Já é bem grandinha, cadê o juízo?”.

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