"Amada por Vingança" Capítulo 12
Dito isso, ele caiu de joelhos no chão com um estrondo; o impacto seco ecoou pelo salão.
Para recuperar quem ele mais amava, ele abandonou o seu maior orgulho.
Todos paralisaram; os sussurros cessaram no ato, e o salão mergulhou num silêncio mortal.
Yuri olhou para ele com desprezo e ironia: — Sérgio, você acha que se ajoelhar apaga tudo? A Nara é o meu tesouro, eu não vou entregá-la a você.
O rosto de Sérgio ficou lívido, a voz falhando: — Yuri, porra, eu estou te implorando... eu não quero mais nada, projetos, terras, a empresa, eu te dou tudo em troca dela, eu só quero ela... eu só quero ela...
Yuri não respondeu, apenas fez um sinal com a mão para que os seguranças o retirassem dali.
Os seguranças avançaram e seguraram Sérgio pelos braços para arrastá-lo.
Mas Sérgio agarrou-se ao chão, com as unhas quase cravando na madeira do piso. Sua voz era de puro desespero: — Eu não vou embora! Eu não vou embora!
Yuri riu com escárnio: — Tudo bem, se não quer ir, então assista de camarote à nossa cerimônia de casamento.
Os seguranças avançaram em grupo para contê-lo; ele tentava se soltar, mas era impossível.
Sérgio foi obrigado a sentar-se, assistindo em agonia profunda a Nara e Yuri.
Seu coração parecia sangrar, e as palavras de Nara ecoavam sem parar: "Deixei de amar, é simples assim."
A cerimônia continuou, com a voz do celebrante ecoando pelo salão: — Yuri, você aceita Nara como sua esposa, para amá-la, respeitá-la e protegê-la, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?
A voz de Yuri foi firme e doce: — Aceito.
O celebrante virou-se para Nara: — Nara, você aceita Yuri como seu esposo, para amá-lo, respeitá-lo e protegê-lo, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?
A voz de Nara foi suave, porém determinada: — Aceito.
Um estrondo ecoou na mente de Sérgio, como se tudo tivesse desmoronado de vez.
Capítulo 23
Após o término da cerimônia, os convidados começaram a sair, restando apenas poucas pessoas no salão.
Sérgio continuava caído no chão; as ataduras em seu peito estavam ensopadas de sangue, mas ele parecia não sentir a dor, mantendo o olhar vazio fixo no nada.
Nara trocou o vestido de noiva por um vestido branco simples e caminhou até ele.
Ela trazia uma maleta de primeiros socorros nas mãos, que colocou gentilmente à frente dele.
— O sangue manchou toda a sua roupa, cuide disso. — Sua voz era calma, mas trazia uma nítida distância.
Sérgio levantou o olhar, transbordando dor e arrependimento: — Nara, você realmente... não me ama mais?
Nara não disse nada, apenas olhou para ele sem qualquer hesitação nos olhos.
Sérgio sentiu o coração ser apertado com força, mal conseguindo respirar. Ela disse baixo: — De agora em diante... não venha mais para o Rio. Nós não voltaremos a nos ver.
O rosto de Sérgio empalideceu, a voz trêmula: — Nara, você tem que ser tão radical assim?
Nara não respondeu, apenas se virou para partir. Sérgio segurou o pulso dela bruscamente, suplicando: — Nara, você o ama de verdade? Ou... é para se vingar de mim?
Nara parou por um instante, silenciou por alguns segundos e então disse suavemente: — Sérgio, eu me apaixonei por ele de verdade. Só um louco usaria outra pessoa para se vingar.
A mão de Sérgio soltou-se, sem forças, sentindo um vazio absoluto.
Após a partida de Nara, Sérgio permaneceu sentado no chão com o olhar vago. Sua mente era uma confusão, e as palavras dela ecoavam: "Eu me apaixonei por ele de verdade."
Os amigos se aproximaram e tocaram seu ombro: — Sérgio, não fique assim. Pelo menos você tentou.
Sérgio não respondeu, apenas olhou para as próprias mãos, com o coração cheio de angústia.
Ele sabia que a havia perdido; perdera a Nara que um dia só teve olhos para ele.
E tudo aquilo fora causado por ele mesmo.
Dois anos depois, em uma tarde ensolarada no Rio de Janeiro, a luz do sol entrava pelas cortinas. Nara segurava sua filha recém-nascida nos braços, com um sorriso doce no rosto. Yuri estava sentado ao lado dela, segurando sua mão com total devoção.
— Nara, veja, ela se parece tanto com você — disse Yuri baixo, com um sorriso.
Nara olhou para a filha no colo e acariciou seu rostinho: — É verdade, os olhos são seus e o nariz é meu.
Nesse momento, a campainha tocou.
Yuri levantou-se para atender e encontrou uma caixa de presente sofisticada na porta, com um cartão anexo.
Ele pegou o cartão, leu e sua expressão tornou-se complexa.
Ele voltou ao quarto e entregou a caixa para Nara: — Nara, isto... foi enviado pelo Sérgio.
Nara estranhou, pegou a caixa e, ao abrir, viu que se tratava de um documento.
Ela abriu o arquivo e suas pupilas se contraíram — era a transferência de 100% das ações do Grupo Sérgio.
Ela pegou o cartão, onde havia apenas uma frase curta: "Eu disse que te daria uma surpresa no seu aniversário; estou devendo há dois anos. As ações são o presente que o 'eu' de hoje quer te dar. E, abaixo da transferência, está o presente que o 'eu' de dois anos atrás queria te dar... Por favor, veja."
Nara não olhou; jogou tudo na lixeira.
O vento soprou a caixa, revelando o anel que estava lá dentro.
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FIM
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