"Amada por Vingança" Capítulo 10
Sérgio paralisou, com um olhar perdido: — Eu ainda consigo recuperá-la? Ela ainda me perdoaria?
A voz de Jéssica tremeu levemente: — Você estaria disposto a morrer por ela?
Sérgio respondeu sem hesitar: — Estaria.
Os amigos o olhavam em choque, gaguejando diante daquele homem tão diferente do que conheciam.
— Puta... merda... Sérgio... é sério isso?
Jéssica riu friamente e entregou-lhe uma passagem aérea: — Se está disposto, vá buscar ela! Esta é a passagem para o último voo de hoje. Traga ela de volta! Se não trouxer, eu perco o respeito por você!
O olhar de Sérgio clareou instantaneamente, como se tivesse recebido um balde de água fria. Ele virou uma garrafa de água sobre a própria cabeça; a sensação gelada o fez despertar por completo. Ele se levantou, com voz firme: — Vou atrás dela.
Ao verem isso, os amigos correram para impedi-lo: — Sérgio, você não pode ir assim! Vai acabar assustando a Nara!
Sérgio percebeu seu estado lamentável. Olhou para suas roupas manchadas de bebida e franziu a testa: — Vocês têm razão, não posso vê-la assim.
Ele correu para o banheiro, tomou um banho rápido e vestiu roupas limpas.
Mas, diante do guarda-roupa, ele hesitou.
Procurou peça por peça, querendo mostrar o seu melhor lado para Nara.
Por fim, escolheu um terno preto impecável, que realçava seu porte alto e temperamento frio.
Os amigos, observando-o, comentaram: — Sérgio, você está indo pedir ela em casamento?
Sérgio não respondeu, apenas ajustava os punhos da camisa com o olhar tenso.
Percebendo a seriedade, os amigos pararam com as brincadeiras e um deles sugeriu: — Sérgio, vamos com você. Se acontecer algo, estaremos lá para ajudar.
Sérgio assentiu, sem recusar.
Ele sabia que não estava em seu melhor estado mental e, ter os amigos por perto, ajudaria a mantê-lo calmo.
Antes de sair, ele olhou para Jéssica com um olhar complexo: — Por que está me ajudando?
Jéssica sorriu, mas com lágrimas nos olhos.
— Eu já disse: eu te amo. E amar alguém significa que posso suportar vê-lo amar outra pessoa, desde que ele esteja feliz. — Ela fez uma pausa e baixou a voz: — Quando chegar lá, peça desculpas a ela por mim. No passado, o ciúme cegou meus olhos e eu a maltratei muito.
Sérgio não disse nada, apenas acenou com a cabeça e saiu da mansão.
No caminho para o aeroporto, a mente de Sérgio revivia cada detalhe de Nara.
Ele nunca imaginou que ficaria tão louco por uma mulher, a ponto de abandonar todo o seu orgulho e dignidade apenas para recuperá-la.
Capítulo 19
O grupo pegou um voo durante a noite e chegou ao Rio de Janeiro.
Quando o avião pousou, o dia ainda não havia amanhecido. O vento frio atingiu seu rosto, mas Sérgio não sentiu a menor pontada de frio. Seu coração ardia como uma fogueira, ansioso para encontrar Nara.
Ao saírem do aeroporto, os amigos não puderam evitar o comentário: — Sérgio, lembra quando você e o Yuri viviam em pé de guerra e você dizia que, enquanto estivesse em São Paulo e ele no Rio, jamais pisaria na cidade dele nem que estivesse morrendo? Quem diria... que desta vez você viria por vontade própria.
Sérgio não respondeu, apenas ajustou os punhos da camisa com um olhar determinado.
Alguém perguntou: — Sérgio, tem certeza de que se apaixonou mesmo pela Nara? Ir atrás dela agora é realmente admitir a derrota.
— Eu posso abrir mão de qualquer coisa, só quero ela.
Todos paralisaram por um instante e logo começaram a rir: — Sérgio, curvar-se por amor não é vergonha nenhuma!
Sérgio não disse mais nada e caminhou apressado em direção ao carro que já o esperava.
Sua mente estava repleta da imagem de Nara, e seu coração clamava para vê-la.
Quando o carro parou em frente ao estúdio de dança, o dia já havia clareado.
Sérgio parou na entrada, respirou fundo e empurrou a porta.
No estúdio, Nara estava dançando.
Sua silhueta era leve como uma borboleta, girando conforme a música, como se o mundo inteiro tivesse parado para ela. Sérgio ficou parado na porta, hipnotizado pela cena.
Os amigos que vinham atrás murmuraram: — Olha, não dá para negar, a Nara é bonita de verdade.
Sérgio lançou um olhar gélido para o autor do comentário.
O homem logo se defendeu: — Sérgio, eu não ousaria tocar em alguém que é sua nem se tivesse mil vidas! Só estava comentando!
Sérgio o ignorou, mantendo os olhos fixos em Nara.
Cada movimento, cada olhar dela parecia gravado em sua alma, impossível de apagar.
Nara terminou a dança e, ao ver Sérgio, seu rosto mudou instantaneamente.
Ela pegou suas coisas para sair, mas foi barrada por ele.
— Nara, eu... vim pedir perdão. — A voz de Sérgio estava rouca, com um olhar suplicante. — Eu fui um idiota antes, não devia ter te usado nem te magoado. Me perdoe, por favor?
Nara olhou para ele friamente, sem qualquer calor na voz: — Se veio para pedir perdão, esqueça. Eu prefiro esquecer que tudo aquilo aconteceu.
O coração de Sérgio afundou, e ele disse com urgência: — Não é só o perdão. Eu vim... pedir para voltarmos. Bebê, me desculpe, eu me apaixonei por você. Neste mês, não houve mais ninguém na minha cabeça. Os dias sem você têm sido um tormento. Aqueles vídeos... eu nunca tive a intenção de divulgá-los. Me perdoe, sim?
Nara soltou uma risada de escárnio, carregada de ironia: — Sérgio, você acha que um pedido de perdão e uma declaração de amor podem apagar tudo o que fez comigo? Você me usou, me humilhou e até quis usar aqueles vídeos para destruir meu irmão. Você realmente acha que eu vou te perdoar?
O rosto de Sérgio empalideceu, e sua voz tremeu: — Nara, eu sei que errei. Eu realmente sei que errei. Me dê uma chance, por favor? Vou passar o resto da vida compensando você, amando você.
Nara não disse nada, apenas o encarava com um olhar inabalável.
Sérgio sentiu o coração ser esmagado, a dor era tanta que mal conseguia respirar. De repente, ele avançou e a envolveu em um abraço apertado. Naquele momento, sentiu como se sua própria alma tivesse retornado.
O corpo dela era macio e quente, a única salvação de sua vida.
— Nara, não vá... — sua voz era baixa e suplicante. — O que você quiser que eu faça para me perdoar, eu farei. Se quiser que eu morra, eu morro, mas não me deixe!
No entanto, no segundo seguinte, ele levou um soco no rosto. Sérgio cambaleou alguns passos para trás e, ao levantar o olhar, deu de cara com Yuri.
O olhar de Yuri era gélido, com uma fúria contida: — Sérgio, seu desgraçado, como ousa tocar na minha irmã?
Capítulo 20
Se fosse antes, Sérgio teria revidado com o dobro de força.
Mas agora, ele apenas limpou o sangue no canto da boca, engoliu a humilhação e disse baixo: — Yuri, não vou mais lutar com você. O que você quiser, eu te dou. Apenas deixe a Nara me perdoar.
O rosto de Yuri mudou na hora, com um brilho de incredulidade: — Nara, seu antigo namorado... era ele?
A expressão de Nara tornou-se sombria.
Sérgio, porém, olhou para Yuri e baixou ainda mais a guarda: — Yuri, me deixe ficar com ela. Eu te dou qualquer coisa, só me entregue ela.
O olhar de Yuri ficou cada vez mais frio, e subitamente ele desferiu outro soco no rosto de Sérgio. Sérgio não reagiu, apenas deixou que ele batesse.
Yuri o imobilizou no chão, desferindo golpe após golpe, descarregando toda a sua fúria.
Os amigos finalmente intervieram: — Já chega! Quer matar o cara? Se ele morrer, não tem mais cunhado!
Yuri riu amargamente, com desprezo: — Cunhado? Com que cara?
Dito isso, ele tirou um convite do bolso e o jogou na frente de Sérgio.
Sérgio pegou o convite e, ao abri-lo, empalideceu instantaneamente. No convite estava escrito: "Nara e Yuri convidam cordialmente para o nosso casamento."
Um zumbido ecoou na mente de Sérgio, como se tivesse sido atingido por um raio.
Ele se levantou bruscamente, com a voz trêmula: — Noivo... Yuri, o que significa isso?
Yuri o encarou friamente, sem qualquer emoção: — Significa exatamente o que você está pensando. Eu não sou irmão biológico da Nara. Eu a amo, a conquistei neste último mês e ela também passou a me amar.
Sérgio sentiu o coração ser esmagado, a dor o impedia de ficar de pé.
Ele olhou para Nara, suplicando: — Nara, me diga que isso é mentira.
Me diga que é mentira, porra!!!
Nara levantou o olhar para ele e disse pausadamente: — Não é mentira, Sérgio. É verdade.
— Sérgio, eu me apaixonei pelo meu irmão. Apaixonei-me pelo rival que você mais odeia. Está satisfeito agora?
Dito isso, ela segurou a mão de Yuri e saiu andando.
Ao ver Nara e Yuri de mãos dadas, Sérgio entrou em choque.
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