"Amada por Vingança" Capítulo 7
A mente de Sérgio era um turbilhão, revivendo a cena antes de sair de casa.
A expressão dela estava calma, até com um leve sorriso. Ela disse que ia buscar o Yuri e levava uma mala, dizendo que eram roupas de dança que não queria mais.
— Caramba! — finalmente alguém se deu conta, com a voz cheia de choque. — Sérgio, olha rápido a sua pasta de vídeos!
Capítulo 12
O rosto de Sérgio tornou-se sombrio instantaneamente.
Ele abriu o celular, com o coração apertado, mas ordenou que o grupo não se aproximasse.
Os amigos ficaram sem palavras. — Qual é, Sérgio? A essa altura você ainda está com medo de que a gente veja?
Sérgio ignorou a todos. Com os dedos trêmulos, ele abriu a galeria de vídeos.
Procurou pela pasta oculta, apenas para descobrir que ela estava completamente vazia. Todos os vídeos haviam sido deletados.
Inclusive da lixeira!
Um zumbido ecoou em sua mente, como se algo tivesse desmoronado ruidosamente.
Ele finalmente entendeu por que o comportamento dela andava tão estranho ultimamente.
Por que ela estava sempre em silêncio, e por que seus sorrisos eram cada vez mais raros.
Afinal, ela já sabia de tudo. Naquele dia no clube, ela ouvira toda a conversa.
A data que ela havia circulado no calendário não era apenas o aniversário dela, mas também o dia em que decidira partir para sempre.
— Ela sabia de tudo — a voz de Sérgio saiu rouca, como se estivesse sendo espremida pela garganta. — Ela foi embora.
Os amigos trocaram olhares, com rostos cheios de choque e inquietude.
Alguém disse baixo: — Puta merda, agora que os vídeos sumiram, o plano não foi por água abaixo? Se o Yuri descobrir, ele vai te matar! Ele é tão louco quanto você!
Outro balançou a cabeça: — Não necessariamente. A Nara é doce e submissa, não acho que ela contaria para ele. Afinal, tanto tempo se passou e ela não disse nada, apenas deletou os vídeos em silêncio. Ela foi... tão boazinha que chega a dar pena.
Sérgio não disse nada, apenas encarava fixamente a tela do celular, como se ainda pudesse ver a mensagem de término. Sua mente era um caos, e as palavras de Jéssica ecoavam em seus ouvidos:
— Você é ridículo, está perdidamente apaixonado e ainda acha que está se vingando dela!
Os amigos continuavam discutindo simultaneamente, mas Sérgio parecia não ouvi-los.
Nesse momento, os convidados no salão começaram a cochichar, sem entender o que estava acontecendo ou por que a festa não começava.
O grupo de amigos não teve escolha senão dispensar os convidados, pedindo desculpas um a um, com expressões de total constrangimento e impotência.
Quando terminaram de dispensar a todos e voltaram, viram Sérgio levantar-se abruptamente.
Ele caminhou passo a passo até o centro do salão, pegou um vaso de cristal requintado sobre a mesa e o atirou contra o chão. Com um estrondo, o vaso se despedaçou em mil pedaços, espalhando fragmentos por todo o lado.
Em seguida, ele pegou uma cadeira e a lançou com força contra a parede.
O impacto causou um barulho enorme, deixando uma marca profunda na estrutura.
Sérgio continuou assim, destruindo cada objeto do salão de festas. Ele quebrava tudo de forma cada vez mais frenética; as decorações caríssimas e as louças finas transformavam-se em montes de destroços sob sua fúria.
Sérgio não parava. Itens de luxo eram espatifados um após o outro; seus olhos estavam vermelhos como sangue, e seus movimentos eram brutos e insanos, como se quisesse colocar todo o salão abaixo.
Os amigos finalmente reagiram e correram para impedi-lo. — Sérgio, pare com isso! É só um plano de vingança que deu errado! Não precisa de tanta raiva!
Sérgio parou. Com os olhos injetados, ele olhou para os amigos e disse pausadamente: — Quem disse que estou furioso porque o plano deu errado?
— Então por que você está com tanta raiva? — alguém perguntou.
Sérgio hesitou por um segundo, com um olhar momentaneamente perdido.
Ele abriu a boca, mas não disse nada.
Sua mente estava em turbilhão, e seu coração parecia estar sendo esmagado por algo, causando uma dor que o impedia de respirar.
Ele agarrou o último objeto:
Aquele colar que valia centenas de milhões e o arremessou violentamente contra o chão.
O som dos diamantes se quebrando pareceu o anúncio final de que tudo o que ele havia planejado meticulosamente havia desmoronado por completo.
O salão estava em ruínas, e os amigos prendiam a respiração, sem coragem de falar.
Sérgio permanecia parado no meio dos escombros, com o olhar vazio, como se toda a sua vitalidade tivesse sido drenada.
Capítulo 13
No momento em que Nara saiu do aeroporto puxando sua mala, o vento frio atingiu seu rosto.
Instintivamente, ela encolheu os ombros e apertou mais o cachecol.
O inverno em São Paulo era sempre gélido, enquanto no Rio de Janeiro, embora também esfriasse, havia uma doçura úmida e gentil.
Ela levantou a cabeça, procurando na multidão, e logo avistou aquela figura familiar.
Yuri estava parado a pouca distância, vestindo um sobretudo preto que acentuava sua estatura alta e imponente.
Em suas mãos, ele segurava uma bolsa de água quente rosa em formato de boneco, o que criava um contraste nítido com seu temperamento habitualmente sério.
O coração de Nara se aqueceu, e ela caminhou apressadamente até ele. Ao vê-la, Yuri esboçou um sorriso e foi ao seu encontro.
Ela se jogou nos braços dele, com um tom de voz manhoso: — Mano, eu não disse que estava frio demais e não precisava vir me buscar?
Yuri acariciou o cabelo dela, com voz suave: — Mas eu quis vir.
Nara não disse mais nada, apenas o abraçou com força.
Ela sabia que Yuri sempre a mimara; desde pequena, tudo o que ela desejava, ele dava um jeito de conseguir. Mesmo quando ela era mimada ou teimosa, ele nunca perdia a paciência com ela.
Yuri pegou a mala dela e a conduziu até o estacionamento.
Já no carro, ele se inclinou para prender o cinto de segurança dela, deixando-os muito próximos por um instante.
Nara sentiu um leve perfume amadeirado, a fragrância que Yuri sempre usava.
Ela levantou o olhar e seus olhos se encontraram com os dele. Naquele momento, ela paralisou.
Havia algo no olhar de Yuri que ela nunca tinha visto antes. Não parecia o olhar de um irmão para uma irmã; parecia mais... carregado de amor.
Nara assustou-se com o próprio pensamento e baixou a cabeça rapidamente, murmurando para si mesma: "Deve ser porque faz muito tempo que não vejo meu irmão, como posso pensar isso? É claramente o carinho dele por mim."
Mas Yuri não se afastou imediatamente. Seus dedos roçaram levemente a bochecha dela, e sua voz soou profunda: — O que houve? Seu rosto está tão vermelho, será que pegou um resfriado?
Nara respondeu gaguejando: — Não... não é nada.
Yuri sorriu e entregou a bolsa de água quente para ela: — Segure isto, para aquecer suas mãos.
Nara pegou a bolsa, e o calor que sentiu nos dedos aqueceu também seu coração. Ela olhou para o objeto rosa e não pôde evitar o riso: — Mano, por que você comprou algo tão fofo assim?
Yuri não respondeu, apenas manteve um sorriso no canto dos lábios e deu partida no carro.
Durante o trajeto, Yuri perguntou sobre a vida dela em São Paulo durante esses anos. Nara respondeu a tudo com um tom leve: — Minhas colegas de quarto na faculdade eram ótimas, e meus chefes no trabalho também. Eu até coreografei algumas danças, quero te mostrar quando tiver uma chance.
Yuri assentiu, mas seu tom trazia uma ponta de sondagem: — E o namorado? Quantos anos? O que fazia? Como se conheceram? E por que terminaram?
Nara travou, não esperava que Yuri fosse perguntar de forma tão detalhada. Ela baixou o olhar, mexendo inconscientemente na bolsa de água quente: — Mano, você não costumava perguntar essas coisas antes.
A voz de Yuri continuava suave, mas com uma firmeza inegável: — E se eu tivesse perguntado antes, você teria me contado?
Nara silenciou. Ela sabia que Yuri estava preocupado com ela. Mas ela não podia pronunciar o nome de Sérgio, nem permitir que ele soubesse do passado vergonhoso. Tudo havia acabado, e ela não queria preocupá-lo.
Então, ela inventou uma história: — Nós nos conhecemos em uma festa de amigos. Ele era três anos mais velho que eu, era... um designer. No começo nos dávamos bem, ele era legal comigo, me dava presentinhos, me acompanhava ao cinema e às compras, por isso não voltei nestes três anos. Mas depois, tivemos divergências de valores. Ele queria se estabilizar, casar cedo e ter filhos, levar uma vida pacata. Eu ainda queria lutar pela minha carreira na dança. Discutimos muitas vezes por causa disso e o sentimento esfriou. No fim, achamos que não seria bom para nenhum dos dois e terminamos amigavelmente.
Yuri não disse nada, apenas lançou um olhar pelo retrovisor, com um brilho de desconfiança nos olhos.
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