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"O Trigésimo Terceiro Contrato de Amor" Capítulo 3

正文开头

É verdade, sentimentos de mais de uma década não são deixados para trás tão facilmente.

Perdida em devaneios, o celular tocou. O nome no visor era justamente o dele.

Meu coração deu um salto e atendi instintivamente.

Pelo telefone, a voz do homem soou clara: "Alice, olhe para baixo."

Fiz o que ele pediu sem pensar.

Lá embaixo, na rua de asfalto, Gabriel estava parado vestindo um sobretudo marrom, olhando para cima.

Nossos olhares se cruzaram. Eu nunca soube que meu coração podia bater tão rápido.

Corri escada abaixo.

Sob o pôr do sol, parecia haver uma aura de luz ao redor de Gabriel, tornando-o brilhante em meio ao entardecer.

Naquele momento, eu não queria pensar em nada, apenas me atirei em seus braços.

"Gabriel!"

Embora estivéssemos separados há menos de meio mês, eu sentia tanta, mas tanta falta dele.

Gabriel me segurou com firmeza: "Quanto tempo."

Olhei para ele e, naquele contato visual, vi claramente meu próprio reflexo em seus olhos.

Como eu desejei que aquele momento fosse eterno.

Mas, logo em seguida, Gabriel desfez o abraço, criando distância.

"Ainda não jantou, certo? O que quer comer? Eu pago."

O calor desapareceu, e eu instintivamente estendi a mão para tentar retê-lo.

Mas, por fim, contive o movimento, mantendo os braços colados ao corpo: "Deixa que eu pago. Acabei de receber meu salário do estágio anteontem."

Gabriel não recusou.

Depois, fomos a um restaurante próximo à universidade.

Observei o homem à minha frente concentrado na comida; sentia alegria, mas também confusão.

Eu não entendia por que Gabriel tinha vindo me ver.

Gabriel notou minha distração, deixou os talheres de lado e perguntou: "O que foi?"

"Por que você veio a São Paulo hoje? Foi para..." Me ver?

A última parte da frase não chegou a sair, interrompida pela negação de Gabriel.

"Trabalho. Volto amanhã."

Senti um nó na garganta. A alegria que floresceu ao vê-lo murchou até tornar-se pálida.

Então, eu era apenas um "aproveitando o caminho" de uma viagem de negócios.

"Entendo..." Sorri, embora sentisse um gosto amargo na boca. "A propósito, recentemente aprendi sobre..."

Mudei de assunto, evitando qualquer menção a sentimentos.

Conversamos como dois colegas normais de faculdade.

Após o jantar, caminhamos pela rua.

Olhando para nossas sombras que se alongavam sob a luz dos postes, de repente senti que estar ou não juntos não era o mais importante.

Se pudéssemos caminhar assim para sempre, já seria bom o suficiente!

Era o que eu esperava.

Nesse momento, porém, Gabriel parou de repente e olhou para mim: "Ah, sim, tenho mais um assunto para tratar hoje."

Fiquei confusa: "O quê?"

O rosto de Gabriel estava na penumbra, difícil de distinguir: "O pretendente que sua mãe arranjou também veio para São Paulo. Amanhã, você precisa sem falta encontrá-lo."

 

Capítulo 6

Um frio cortante atravessou meu coração; minhas mãos gelaram e meu peito doía.

O que se passa pela cabeça de alguém quando a pessoa que você mais ama te empurra calmamente para os braços de outro?

正文1

Não sei quanto aos outros, mas eu subitamente compreendi a verdade desesperadora: Gabriel não me amava.

"Então, você veio me ver hoje apenas para garantir que eu fosse a esse encontro?", perguntou Alice Santos, lutando contra a dor latejante em seu peito.

"Não totalmente. Você está longe de casa há muito tempo, sua família está preocupada. Pediram para eu vir te ver."

A família.

Ao ouvir a justificativa dele, a racionalidade que eu tentava manter desmoronou completamente.

"Eu tenho pai, tenho mãe e, na pior das hipóteses, tenho um irmão. Se eles estão preocupados, por que não vieram eles mesmos? Por que mandaram você?"

"Gabriel Rocha, com que direito você faz isso?"

Diante da minha explosão, Gabriel apenas permaneceu parado, com um olhar de tolerância, como se estivesse lidando com uma criança birrenta.

Eu detestava aquele olhar; era como se, diante dele, eu nunca fosse crescer, nunca fosse ser tratada como uma adulta de igual para igual.

E, consequentemente, toda a minha sinceridade era decididamente rotulada por Gabriel como um erro.

Minhas mãos, caídas ao lado do corpo, cerraram-se com força enquanto eu anunciava minha decisão com voz grave: "Eu não vou."

Dito isso, virei-me para sair.

Gabriel segurou meu braço, com uma expressão fria: "Alice, não seja mimada."

Afastei a mão dele com um solavanco: "Não é da sua conta!"

O rosto de Gabriel, antes calmo, escureceu: "Se não é da minha conta, é da conta de quem? Eu sou seu irmão."

"Nós não temos o mesmo sangue!", gritei com a voz rouca, fixando meus olhos nos dele e perguntando palavra por palavra: "Com que direito, depois de eu ter beijado você, você ainda se sente no papel de irmão para vir me dar sermão?"

Gabriel franziu a testa, visivelmente descontente.

Mas eu já não me importava mais; simplesmente dei as costas e parti.

Gabriel não me seguiu; apenas ficou parado, observando minha silhueta desaparecer na escuridão da noite...

No dia seguinte, acabei indo ao encontro, como uma boa menina.

Eu não era mais criança e sabia que certos encontros eram inevitáveis.

O que eu não esperava era encontrar Felipe ali.

Olhei surpresa para o homem familiar à minha frente: "Mestre, o que faz aqui?!"

Felipe sorriu: "Parece que você não leu os perfis que enviaram. Deixe-me me apresentar novamente."

"Felipe Castro, advogado sênior do escritório Castro & Associados, renda anual em torno de trezentos mil reais..."

Ele detalhou sua situação e, por fim, acrescentou: "O motivo de eu ter aceitado este encontro é porque... eu gosto de você."

Nunca imaginei que Felipe pudesse gostar de mim; imediatamente me senti inquieta.

Felipe percebeu e me confortou: "Não fique nervosa, não tenho segundas intenções."

"Eu percebo que você já deve ter alguém de quem gosta. Só espero que, se houver uma oportunidade, você possa me considerar."

Diante daquelas palavras, me calei.

Eu também amava alguém e costumava pensar exatamente como Felipe.

正文2

Mas agora, não estava começando a me tornar gananciosa e insatisfeita?

"Mestre, sinto muito, mas não estou pensando nisso no momento."

Diante da minha recusa direta, Felipe não insistiu. Percebendo meu abatimento, ele gentilmente se ofereceu para me levar de volta.

Recusei novamente.

Sozinha no carro de volta para casa.

Encostei a cabeça na janela, observando a paisagem retroceder.

De repente, o celular tocou; era meu irmão, Tiago Santos.

"Ali, como estão as coisas em São Paulo? O Gabriel me disse que você foi ao encontro que ele arranjou?"

Aquela sequência de frases fez minha cabeça latejar.

Minha voz saiu seca: "O que você disse... quem arranjou o encontro?"

"O Gabriel, por quê?"

Perdi a voz instantaneamente. Então foi o Gabriel; foi ele quem tomou a decisão cruel de me empurrar para outra pessoa.

O amargor subiu pelo meu nariz. Apertei o celular, reprimindo o soluço: "Nada não. Estou cansada, falamos depois."

No momento em que desliguei, lágrimas quentes escorreram pelo meu rosto.

Meu peito estava tão apertado que eu mal conseguia respirar. Mordi os nós dos dedos com força para não chorar alto.

Mas, descontroladamente, minhas mãos discaram o número de Gabriel.

O som mecânico da chamada prolongava a espera infinitamente.

Demorou tanto que pensei que cairia na caixa postal, até que finalmente atenderam.

Em seguida, uma voz feminina soou do outro lado: "É a Alice, certo? O Gabriel está no banho, quer deixar algum recado?"

Aquelas palavras foram como um balde de água gelada sobre minha cabeça.

Desliguei o telefone de forma desajeitada e atordoada, incapaz de reagir por um longo tempo.

Eu sabia de quem era aquela voz — era de Yasmin Oliveira.

Capítulo 7

Gabriel e Yasmin estavam juntos.

Essa constatação foi como uma lâmina afiada, atravessando meu coração com violência.

Encolhi-me no chão; o frio do piso penetrava na carne através da roupa.

Mas eu não sentia nada, apenas bebia um gole atrás do outro.

O álcool forte descia queimando pela garganta.

Bebi assim, pensando em Gabriel, até que a garrafa se esvaziou e eu perdi a consciência...

Quando acordei, senti meu corpo pesadíssimo e uma dor latente no estômago.

Abri os olhos com dificuldade e vi o teto branco; o cheiro de desinfetante invadiu meu nariz.

"Finalmente você acordou!" Uma colega que estagiava comigo em São Paulo suspirou aliviada. "Cheguei e te vi desmaiada na sala, quase morri de susto."

As memórias voltaram aos poucos. Franzi a testa suportando a dor aguda no estômago, com o rosto pálido.

A colega, vendo meu estado, arriscou: "Você bebeu daquele jeito por causa do Gabriel Rocha, não foi?"

Não respondi.

Ela suspirou, compreensiva: "Amor forçado não vira fruto doce. Para que se torturar assim?"

A luz do sol entrava pela janela, deixando o quarto de hospital brilhante.

Baixei o olhar, murmurando com um sorriso amargo: "Eu só pensei... e se houvesse uma chance?"

"E agora, você ainda acha que há uma chance?"

"Eu... não sei."

Ficamos em silêncio, restando apenas o som dos pássaros lá fora.

De repente, a porta se abriu. Um homem de terno, com aparência exausta e preocupação evidente, parou na entrada.

"Ali! Você veio estudar e acaba internada?! Não andou comendo direito de novo, não é?!"

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