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"Entre Lobos: A Herdeira Rejeitada" ​​​​​​​CAPÍTULO 2: Você não quer provocá-la?

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CAPÍTULO 2: Você não quer provocá-la?

Aquela pergunta parecia ser para o gato, mas ao mesmo tempo não era.

Alice permaneceu em silêncio.

De repente, alguém bateu à porta e uma empregada chamou do lado de fora: "O senhor e a patroa chegaram com a moça."

As pálpebras de Alice tremeram levemente, e ela virou o rosto na direção da porta.

Henrique não respondeu de imediato. Sua mão grande continuou acariciando o corpinho quente de Mingau. "O macarrão estava vencido. Espere eu voltar."

Alice moveu o olhar, observando Henrique soltar o gato e sair do quarto.

Quando a porta se abriu, ela pôde ouvir a voz cautelosa da empregada perguntando a Henrique: "Ainda não houve movimento no quarto da menina Alice. A patroa está pensando se deve chamá-la para as apresentações."

Henrique fechou a porta, isolando as vozes no corredor: "Não há pressa."

Alice saiu da cozinha carregando Mingau e pegou um pacote de salgadinhos de taro antes de se aninhar em uma poltrona.

Ela abriu a embalagem distraidamente, enquanto sua mente desenhava, sem querer, a cena de Vitória entrando na casa, em meio a um reencontro caloroso e feliz.

Sentindo-se sufocada, Alice se encolheu ainda mais no sofá.

Dois minutos depois, ela não resistiu e lutou para se levantar.

Correu até o armário e vasculhou até encontrar o robô de companhia de Mingau.

O robozinho era uma esfera do tamanho da palma da mão.

Preto e branco, com uma câmera interna e uma base com rodinhas que permitia perseguir o bichano pela casa toda.

Henrique nunca o usava, mas ela adorava usá-lo para importunar o gato quando não estava por perto.

Alice ligou o aparelho, colocou-o do lado de fora do quarto e fechou a porta.

Ela se agachou rente à entrada, ajustou o ângulo de visão da câmera pelo celular e comandou o pequeno robô para avançar pelo corredor, com a intenção de espiar o que acontecia lá embaixo.

O robozinho deslizou suavemente, olhando para os lados para garantir que nenhum funcionário a visse, e então contornou o corrimão da escada para descer.

Alice voltou para a poltrona, vidrada nas imagens capturadas.

Ela admitia que estava se sentindo uma espiã agora.

Mas o fato de não querer descer não significava que não estivesse curiosa.

"Só uma olhadinha", pensou, "não vai matar ninguém".

O robô não podia usar o elevador, mas as escadas estavam desertas.

Alice concentrou-se nos botões de controle na tela do celular, guiando o dispositivo degrau por degrau.

Enquanto isso, no canto de um dos lances da escada, uma silhueta alta se ocultava nas sombras. Usando uma camisa de linho cáqui de gola cubana, o homem exalava uma elegância descontraída sob a luz amarelada do corredor.

Arthur estava encostado na parede, observando o pequeno robô no degrau superior dar um saltinho para o degrau seguinte.

O aparelho parava por dois segundos, recuava para ganhar impulso e pulava novamente.

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Uma vez que pegou o ritmo, começou a descer degrau após degrau com agilidade.

Arthur soltou uma risada silenciosa e começou a segui-lo sem fazer barulho.

Provavelmente ouvindo algum ruído, a pequena máquina parou e girou sobre o próprio eixo tentando localizar alguém, mas era lenta demais.

Foi fácil para Arthur se mover para um ponto cego e enganar a "operadora".

Arthur estivera preocupado se Alice ficaria abalada com a situação, mas, pelo visto, o irmão mais velho tinha razão.

Ela ainda tinha apetite e disposição para espionar os outros.

O estado mental dela parecia mais saudável do que o de todos eles juntos.

Arthur viu o robô terminar de descer para o segundo andar e deslizar furtivamente pelo corredor até o parapeito que dava para a sala de estar.

Sempre que uma empregada passava, o dispositivo se escondia num canto ou fingia ser um vaso de planta.

Por fim, colou-se à parede para diminuir sua presença.

Ao chegar ao guarda-corpo do mezanino, parou, mostrando apenas "meia cabeça" para observar o movimento no salão principal.

Vitória já havia chegado.

No entanto, a sala não estava tão barulhenta quanto Alice imaginara. Augusto e Henrique não estavam presentes.

O clima era, no mínimo, tenso.

Os funcionários da casa estavam alinhados em ordem. No sofá, Helena explicava a situação da casa para a recém-chegada.

Vitória usava boné e máscara, além de camiseta preta e calças largas.

Ela parecia uma sombra escura no ambiente, como se estivesse sob uma nuvem carregada.

Alice reconhecia aquele traje: era a roupa de quem está fugindo dos paparazzi.

Pelo visto, ainda havia muitos repórteres de plantão do lado de fora da Vila dos Horizontes.

Pelo áudio do vídeo, dava para ouvir o tom suave de Helena: "Seu irmão mais velho está tratando de negócios com seu pai, ele virá daqui a pouco. Está com fome? Vamos comer algo primeiro?"

Alice sabia que Helena não era uma pessoa naturalmente suave; no dia a dia, ela não costumava ser nada delicada com os filhos ou com o marido.

Apenas com ela, Helena sempre fora extremamente doce.

Por isso, ouvir a mãe usar aquele tom com outra pessoa trouxe uma pontada de tristeza.

Ela não era mais o único "tesouro" da mãe.

Alice rolou para o lado no sofá, frustrada.

Nas imagens, Helena pareceu notar algo e ergueu os olhos para o mezanino.

Alice prendeu a respiração, paralisada.

Em seguida, Helena olhou para "atrás" dela e franziu a testa: "Garoto, você me deu um susto."

"Quando foi que chegou? Nem avisou nada. Desça logo para cumprimentar sua irmã."

"???" Os pelos da nuca de Alice se arrepiaram. Lembrando-se do som de passos que ouvira, ela girou o robô instantaneamente!

Mas esqueceu que estava na borda do mezanino. No giro brusco, o robô perdeu o equilíbrio e caiu direto para o primeiro andar.

Na tela que girava loucamente, Alice ainda pôde ver Arthur encostado no parapeito, apreciando a cena do acidente.

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O som do robô se espatifando lá embaixo ecoou pela casa.

Alice tapou os ouvidos e soltou um grito abafado: "Aaah, Arthur, seu idiota!"

Por isso ela ouvira passos.

Ele estava seguindo-a o tempo todo e ainda fez com que fosse descoberta!

Que humilhação.

A imagem no celular oscilou entre o preto e o branco até que a esfera parou perto do sofá. Vitória, com seu boné preto, observava fixamente na direção da câmera.

O coração de Alice parecia flutuar no peito, e seus lábios se tornaram uma linha fina.

Vitória, ao vivo, parecia ainda mais fria do que nas fotos. O boné projetava uma sombra densa sobre seu rosto de traços fortes. Provavelmente exausta após um dia sendo perseguida pela mídia, sua expressão era de irritação.

Somente ao perceber o que era o objeto, Vitória arqueou levemente a sobrancelha.

Alice pôde ver, naqueles olhos claros, um rastro quase imperceptível de... diversão.

Então, ela viu Vitória se inclinar e, com interesse, segurar o robô.

No instante seguinte, a tela ficou totalmente preta.

Ao mesmo tempo, a porta do quarto se abriu. Alice ficou alerta, aguçando os ouvidos.

Após um momento, percebeu que era Henrique quem voltara.

Ele pediu que o chef trouxesse o jantar.

Alice se encolheu na poltrona, ouvindo o chef arrumar a mesa na sala de jantar da suíte.

A área de refeições do quarto de Henrique era afastada da sala de estar; ninguém a veria.

Somente após o chef sair é que Alice se levantou relutantemente e caminhou até lá.

Na mesa, estavam seus pratos favoritos: bolinhos de caranguejo com romã, ensopado de carne ao vinho tinto, risoto de trufas brancas e vieiras, entre outros.

Henrique estava de costas para ela, perto do balcão, e de fato havia colocado uma tigela de comida para gato ali.

Ele preparava o salmão e o peito de frango. As mangas da camisa apertavam seus braços musculosos; a postura revelava ombros largos e uma cintura estreita, com proporções impecáveis.

Mingau correu e pulou no balcão para inspecionar o jantar que Henrique preparava.

Henrique virou-se com a tigela na mão.

À distância, ele viu Alice encostada no portal da sala de jantar, tão curiosa quanto o gato sobre o conteúdo da tigela.

Talvez por não ter prestado atenção antes, só agora Henrique notou que Alice usava apenas uma camisola de alcinha.

As alças finas repousavam sobre seus ombros brancos como neve, parecendo tão frágeis que se romperiam com um toque, mal contendo sua silhueta delicada. Suas pernas torneadas também estavam totalmente à mostra.

Henrique instintivamente franziu a testa e desviou o olhar.

Alice, por sua vez, aproximou-se ao notar que ele a olhara. Só agora ela se lembrou de perguntar: "Quando você chegou?"

"Acabei de pousar."

Alice pegou o jantar de Mingau das mãos de Henrique e aproveitou para reclamar: "O Arthur também voltou. Mal chegou e já começou a me provocar."

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Assim que as palavras saíram, Alice sentiu-se estranha.

Eles não eram mais irmãos biológicos; reclamar com o "irmão mais velho" sobre as brincadeiras do "segundo irmão" parecia um tanto mimado.

Houve um silêncio incomum no quarto.

A voz baixa do homem veio de trás dela: "Ele provocou você?"

Alice lembrou-se do que acabara de acontecer e não conseguiu contar. Murmurou uma bobagem: "É, ele sempre faz isso."

Henrique não estava realmente ouvindo a reclamação. Ele estava focado no fato de ela estar ali, tão indefesa e vestida daquela forma, andando diante dele e falando com aquele tom doce e manhoso de sempre. A pressão do ar parecia cair.

Alice não percebeu.

Ela já estava acostumada com o jeito sério do irmão. Após esperar uma resposta que não vinha, ela virou o rosto levemente.

Antes que pudesse olhá-lo, sentiu o peso de um paletó sendo colocado sobre seus ombros.

"Entendi", disse Henrique logo atrás de seu ouvido. Ao se inclinar levemente, a voz dele fez seus ouvidos formigarem. Ele disse apenas: "Vista isso."

Alice hesitou por dois segundos. Sentindo a autoridade emanando de Henrique, ela instintivamente vestiu o paletó.

Henrique observou como ela foi obediente, e uma sensação estranha o atingiu novamente.

Ele soltou um suspiro pesado. "Coma primeiro."

Dito isso, ele se virou para sair.

"E você..." Alice quis perguntar para onde ele ia, mas antes que as palavras saíssem, Henrique já havia deixado o quarto.

Ele parecia ainda mais sério do que antes.

Alice pensou que talvez ele fosse dar uma bronca em Arthur.

Henrique ficou parado na porta por um momento, ajustando a gravata com o cenho franzido antes de arrancá-la, sentindo-se sufocado. Ele foi até o quarto vizinho, o de Alice.

Na porta do quarto dela, estavam as coisas que ele pedira para entregarem.

Henrique segurou a maçaneta, observando em silêncio a fechadura digital do quarto de Alice.

Como irmão, tecnicamente ele não deveria ter acesso à biometria do quarto da irmã.

Mas, no instante seguinte, a fechadura apitou e abriu.

No canto do corredor, uma silhueta apareceu.

Arthur observou Henrique entrar no quarto de Alice após tirar a gravata. Ele esperou em silêncio.

Cerca de meia hora depois, a porta se abriu novamente.

Henrique saiu do quarto e viu o irmão esperando ali.

No encontro de olhares, surgiu uma tensão sutil.

Arthur o analisou e perguntou com segundas intenções: "Como ela está?"

"Eu já te disse, ela está bem."

"Não", Arthur aproximou-se com um sorriso que não chegava aos olhos. "Como não a vi, ainda não estou tranquilo."

"Deixe-me entrar para ver?" disse Arthur, segurando a porta que ainda não fora fechada, mas imediatamente sentiu a resistência de Henrique.

Henrique fechou a porta com firmeza. "Ela já dormiu. Veja amanhã."

Arthur observou o gesto do irmão e soltou um estalido com a língua. "O quê?"

O sorriso no canto de seus olhos se intensificou: "O irmão mais velho já quer guardar o banquete só para si?"

Houve um silêncio absoluto no corredor.

Dava para ouvir o cair de uma agulha.

Aquele desejo oculto foi, pela primeira vez, exposto abertamente sob a luz.

Ambos mantinham uma calma superficial.

Henrique não respondeu à pergunta diretamente. Afastou-se com frieza e disse: "Ela disse que você a provocou e não quer te ver."

"Ah." Arthur, naturalmente, arrastou Henrique para a mesma situação: "E você?"

"O quê?"

"Você não quer provocá-la também?"

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