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"Memórias de um Amor Perdido" Capítulo 12

正文开头

"Pode entrar. Eu tenho um pouco de medo, sim, mas não é nada grave. Além disso, cães de trabalho são diferentes de cachorros comuns", disse Sofia com um tom gentil, bem diferente do que Talita imaginara.

As duas sentaram-se frente a frente, com Babu encolhido aos pés de Talita, muito bem comportado.

Talita tomou a iniciativa: "Sinto muito por incomodá-la assim de surpresa, espero não ter atrapalhado sua rotina."

Ao dizer isso, Talita demonstrou um ar de desculpas.

Sofia instintivamente acenou com a mão, lembrando-se em seguida de que a outra não podia ver.

Ela disse suavemente: "Não incomoda, de forma alguma. Mas por que a senhorita me procurou?"

Talita hesitou por um instante antes de dizer: "Da última vez que fui levar uns documentos para o Murilo... para o meu irmão, acabei ouvindo vocês discutirem sem querer."

Ao ouvir a menção ao episódio, o semblante de Sofia escureceu de frustração: "Eu te assustei naquele dia? Sinto muito, eu costumo ter um temperamento bom, é que o Murilo é tão..."

Antes de terminar, a reclamação de Sofia parou bruscamente ao lembrar que estava falando com a irmã dele; seu rosto ficou embaraçado.

Talita não se importou; pelo contrário, completou a frase: "Meu irmão é irritante, não é?"

Sofia ficou sem jeito, mas Talita continuou: "Vocês estão prestes a terminar, não estão?"

Diante da pergunta, o rosto de Sofia, que ainda mantinha um leve sorriso, empalideceu. Ela não negou.

"É você quem quer terminar, professora?" perguntou Talita com cautela.

Sofia deu um sorriso amargo e irônico: "Não. É o seu irmão quem quer o término."

Embora não pudesse ver, Talita sentia claramente a infelicidade na voz de Sofia.

"Sinto muito. A culpa é toda minha", disse Talita, franzindo o cenho.

Sofia ficou atônita com a declaração e comprimiu os lábios: "O que isso tem a ver com você? Os problemas no meu relacionamento com o seu irmão..."

O rosto de Talita transbordava amargura: "Na verdade, três anos atrás, meu irmão me disse que queria te apresentar à nossa família. Mas, naquela época, houve o terremoto na cidade vizinha e eu sofri o acidente durante o resgate. Minha família não pôde dar atenção a ele... Por muito tempo, ele viveu em função dos meus problemas."

"Nestes últimos anos, ele dedicou toda a energia dele a mim. Ele provavelmente não quer ser um fardo para você. Como ele sente que eu sou responsabilidade dele, e se eu ficar cega para sempre, ele terá que cuidar de mim a vida toda. Ele não quer que você sofra com isso", disse Talita, com um forte tom de autodepreciação.

Sua sinceridade deixou Sofia chocada. Ela e Murilo se conheciam desde a faculdade e o relacionamento sempre fora estável.

Eles chegaram a discutir casamento, mas o assunto nunca ia adiante.

Ela jamais imaginara que o Murilo, que parecia onipotente, carregava uma responsabilidade tão grande.

"Você quer me convencer do contrário? Mas foi o Murilo quem escolheu terminar comigo", disse Sofia com a voz um pouco fria. "Ele nunca pensou em me contar nada disso desde o início."

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Capítulo 27

“Visto assim, será que ele também não confia o suficiente em mim?”

Talita Rocha sentava-se no reservado, sentindo o coração apertar enquanto ouvia os passos educados de Sofia se afastando.

Com as mãos cerradas em punhos sobre os joelhos, ela disse com a voz trêmula para o cão aos seus pés: “Babu, será que eu estraguei tudo? Eu sou mesmo uma inútil.”

Dito isso, aproveitando a privacidade do reservado, Talita começou a soluçar baixinho.

Ao deixar a casa de chá, seus olhos ainda estavam levemente avermelhados.

Ela não podia ver a própria aparência, mas sentindo o ardor nas pálpebras, decidiu que demoraria um pouco mais para voltar para casa, evitando que sua mãe fizesse perguntas difíceis de responder.

Talita caminhou com Babu pelo Beco Treze, ambiente que lhe era familiar, mas acabou dobrando em uma ruela desconhecida.

Desde que ela saíra da casa de chá, Xavier Silva a seguia. Ele franziu o cenho ao notar a direção que ela tomava, mas continuou a segui-la com passos firmes e comedidos.

O cheiro de álcool que atingiu seu olfato fez Talita estacar. Ela lembrou que sua mãe, ao descrever o bairro, mencionara uma rua que escondia alguns bares.

Pelo visto, ela entrara ali por engano.

Imediatamente, Talita puxou a guia de Babu para dar meia-volta. Seu coração acelerou, mas pensou que, sendo pleno dia, não haveria perigo, então tentou não entrar em pânico.

Contudo, antes que pudesse dar muitos passos, alguém agarrou seu pulso com força por trás.

Assustada, Talita recuou bruscamente. Babu também ficou agitado e começou a latir.

O homem, visivelmente embriagado em plena luz do dia, não se intimidou e começou a analisá-la.

“Até que essa bonequinha é bonitinha, mas é cega. Quem sabe se...” Antes que ele terminasse a frase obscena, uma força avassaladora o atingiu, jogando-o no chão.

A mão que prendia Talita soltou-se instantaneamente, fazendo-a cambalear para trás.

Babu corria em círculos ao redor dela, extremamente inquieto.

Enquanto o homem caído continuava a proferir insultos, Xavier olhou para ele com um olhar tão gélido que o bêbado estremeceu. O agressor parou de xingar, levantou-se tropeçando e fugiu dali o mais rápido que pôde.

Só então Xavier voltou-se para Talita. Mesmo tendo passado os últimos dias observando-a de longe, fazia muito tempo que ele não chegava tão perto.

A mão que ele estendeu na direção dela tremia levemente, mas Talita não se moveu.

Levou alguns segundos para Xavier lembrar que ela não podia vê-lo.

Sua voz soou rouca e profunda, carregada de doçura: “Já passou, está tudo bem. Deixe-me te ajudar a levantar.”

O coração de Talita, que disparara de medo, começou a se acalmar. Ao ouvir aquela voz, sentiu uma estranha familiaridade.

Antes que pudesse processar a lembrança, a mão vigorosa do homem segurou seu braço e a ajudou a se erguer.

Nesse breve contato, o perfume dele atingiu o olfato de Talita.

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“Obrigada”, disse ela educadamente, recuando vários passos por instinto.

Xavier observou a atitude defensiva dela, sentindo uma onda de amargura.

Ele baixou o rosto e demorou a criar coragem para olhar nos olhos dela. Como imaginava, não havia brilho algum, mas a realidade foi mais difícil de aceitar do que ele previra.

Aquele relacionamento trouxera sofrimento demais para Talita. O coração de Xavier parecia estar sendo rasgado; ele não sabia se ainda teria a chance de se aproximar dela novamente.

“Senhor, muito obrigada mesmo. Se não houver mais nada, eu preciso ir embora”, a voz sincera de Talita trouxe Xavier de volta à realidade.

“Eu te ajudei, e você quer me agradecer apenas com palavras?” Xavier cerrou os punhos. Sabia que era vergonhoso fazer exigências aproveitando-se da situação, mas não conseguia pensar em outra forma de estabelecer um vínculo com ela.

“O que o senhor deseja, então?” a voz de Talita estava cheia de desconfiança.

Xavier observava avidamente o rosto dela e disse suavemente: “Pague-me um jantar.”

Capítulo 28

“Pagar um jantar?” Talita perguntou surpresa. “Nós... nos conhecemos?”

“Não”, respondeu Xavier com nervosismo, baixando deliberadamente o tom de voz.

Talvez por estar um pouco resfriado ultimamente, sua voz soava diferente, e Talita não pareceu notar nada.

Ao ver a confusão no rosto dela, Xavier sentiu-se um pouco mais calmo, mas também invadido por uma ponta de tristeza e decepção.

Ela não o reconhecera.

“Então não vejo necessidade de jantarmos juntos. Se o senhor quiser, posso oferecer uma recompensa financeira.”

“Eu não quero dinheiro. Só quero uma oportunidade de te conhecer, pode ser?”

“Senhor, eu não enxergo. Além disso, não estou interessada em fazer amigos”, a voz de Talita ficou tensa, enfatizando a palavra “amigos”.

Ouvir aquela rejeição autodepreciativa fez o coração de Xavier doer.

Ao olhar para ela, ele desistiu de pressioná-la por uma chance.

Seu tom foi melancólico e decepcionado: “Esqueça, então. Vou te guiar para fora deste beco.”

Talita hesitou por um momento, mas acabou aceitando.

O som dos passos de Xavier ecoava à frente, e Talita seguia com Babu em direção à saída.

Não demorou muito para que ela sentisse um aroma familiar: era o cheiro dos bolinhos de osmanthus da senhora que ficava na esquina.

Ela comprimiu os lábios e começou a caminhar devagar no caminho de volta.

Não se importou para onde o homem que a guiava tinha ido; no fundo, ela não queria contato com ele.

Xavier permaneceu atrás dela, observando cada passo que ela dava em direção à casa da família Rocha, enquanto memórias dela inundavam sua mente.

Talita mantinha a postura ereta até entrar no pátio de casa, onde finalmente relaxou.

Ela tateou o caminho até seu quarto, e a voz de sua mãe soou do lado de fora.

“Tali, como foi o passeio hoje? Se divertiu?”

Lembrando-se das reviravoltas do dia, Talita forçou um sorriso e mentiu para a mãe: “Sim, foi muito bom.”

Depois disso, ela sentou-se na beira da cama, perdida em pensamentos.

Hoje, ela estragara o encontro com Sofia.

Quase correu perigo.

E ainda encontrou...

A mão de Talita sobre o joelho apertou-se. Durante todo o trajeto de volta, suas suspeitas aumentaram.

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