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"Memórias de um Amor Perdido" Capítulo 6

正文开头

Naquele instante, Sabrina soube que tudo estava acabado.

Capítulo 12

"Onde ela está? Preciso vê-la."

Xavier afastou os lençóis para sair da cama, mas foi contido pelos pais.

"Xavi, a família Rocha não vai deixar você vê-la."

Os olhos da mãe de Xavier estavam vermelhos. Seu coração doía intensamente; ela não sabia como explicar ao filho o erro que cometera. Tudo caminhava para o pior cenário que ela previra: ele recuperara todas as memórias.

Xavier estava inexpressivo, com um olhar fixo e obstinado: "Digam-me onde ela está! Eu posso implorar a eles, só quero saber como ela está!"

A mãe apenas balançava a cabeça enquanto chorava.

Talita não estava bem, mas ela não tinha coragem de dizer.

O pai de Xavier assumiu uma postura severa: "Xavier Silva, olhe para o seu estado! A Sah está aqui, ela é sua noiva! Se não fosse por esse terremoto, vocês já estariam casados. Acha apropriado gritar por outra mulher na frente dela?"

Xavier parou bruscamente, como se estivesse em choque.

Sabrina moveu os lábios, pensando que ele havia desistido.

Mas, no segundo seguinte, Xavier olhou para ela sem a doçura de antes: "Sinto muito, mas vamos cancelar o compromisso."

"Antes eu não me lembrava, mas agora recuperei a memória. Não posso mentir para mim mesmo e dizer que te amo."

Cada palavra dita com convicção fazia o rosto de Sabrina empalidecer. Seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente.

"Xavier, você pensou nas consequências? Nosso casamento foi interrompido no meio por causa de uma missão; eu aceitei, minha família e os convidados aceitaram, afinal era o seu dever. Mas agora você me diz que tudo acabou? O que eu vou fazer? Como vou explicar para eles?"

As acusações de Sabrina não abalaram o coração de Xavier nem por um segundo.

Ele se levantou lentamente, olhando profundamente para ela: "Pedirei desculpas aos seus pais e à sua família. Aceitarei qualquer compensação que você exigir."

"Mas, Sabrina, se eu errei nesse relacionamento, você também não errou?"

Sabrina recuou assustada sob o olhar dele. Ela apertou a bainha da roupa e mordeu o lábio inferior com força para conter o soluço.

De fato, ele se lembrava de tudo.

"Sim, eu te induzi propositalmente a se apaixonar por mim. Mas eu não sabia que aquela pessoa era a Talita Rocha! Você mesmo a esqueceu, você mesmo fugiu dela!"

Sabrina parecia estar fora de si; sua expressão tornou-se distorcida por um momento: "Tudo bem então! Se eu não posso ter o homem que quero, a pessoa que você ama também está morrendo. Ninguém aqui vai ser feliz!"

As palavras de Sabrina foram como um martelo atingindo a mente de Xavier. Suas pupilas se contraíram e ele olhou incrédulo para os pais.

A mãe de Xavier interrompeu Sabrina aos gritos: "Chega! Não diga mais nada!"

Xavier sentiu uma dor excruciante no peito. Ele começou a arquejar, e suas pernas fraquejaram.

O pai apertou apressadamente o botão para chamar a enfermeira.

正文1

Xavier segurou a mão da mãe com força: "Mãe, ela está mentindo, não está? Digam que é mentira!"

A mãe olhava para Xavier, cujos olhos estavam injetados de sangue como os de uma fera acuada, e apenas conseguia chorar.

A consciência de Xavier escureceu e ele desmaiou novamente.

Seguiu-se uma agitação frenética até que ele fosse estabilizado.

Sabrina já havia ido embora. A mãe de Xavier sentou-se exausta na cadeira do corredor, exalando uma tristeza profunda.

Há muito tempo ela temia que esse dia chegasse, mas não entendia por que os sentimentos da juventude eram tão intensos.

Ela sempre pensou que, com o tempo, tudo passaria.

Mas agora, a situação era irreversível.

Imerso em um sonho, as memórias daqueles anos passavam repetidamente na mente de Xavier.

Talita sempre aparecia em sua forma mais vibrante.

Após algum tempo, a imagem mudou bruscamente.

Em meio à escuridão, a voz de Talita soava extremamente distante.

"Xavier Silva, agora eu não te devo mais nada."

"Xavier Silva, eu desisto."

"Xavier Silva, adeus."

Xavier despertou abruptamente do pesadelo.

No mesmo instante, na UTI, ouviu-se um som contínuo: "Biiiip—".

Capítulo 13

Três anos depois, na Metrópole.

"Xavi, você já vai fazer trinta anos, não vai procurar uma namorada?" A insistência da avó ecoava em seus ouvidos. Xavier organizava os documentos sobre a mesa, sem mudar de expressão.

Devido aos acontecimentos do passado, a mãe de Xavier sentia-se culpada demais para pressioná-lo a casar, por isso usava a avó como intermediária.

Xavier respondeu com sua costumeira voz gélida: "Vó, foi minha mãe quem pediu para a senhora vir, não foi?"

A avó de Xavier olhou para a filha, que estava sentada ao lado com um semblante constrangido. Ela hesitou e disse em tom de brincadeira: "Que nada! Sua mãe não disse nada. Sua avó não pode mais se preocupar com você?"

Ao ouvir o tom manhoso da idosa, o canto da boca de Xavier subiu levemente, mas sua voz permaneceu firme: "Vó, eu não vou me casar. Já deixei isso claro para a família."

"Como alguém pode não se casar? Eu ainda espero carregar meus bisnetos no colo."

Filhos? A mão de Xavier parou sobre os documentos. Ele um dia brincara com Talita sobre ter uma filha tão fofa quanto ela.

Mas, no fim, ele a perdeu, e por isso não haveria filhos.

"Meu primo teve o segundo filho no mês passado, minha prima também já tem um menino. A senhora já tem muitos bisnetos, não precisa dos meus", disse Xavier, mudando de assunto. "Bom, preciso ir para uma reunião agora."

Após desligar o telefone, a avó e a mãe de Xavier trocaram olhares desolados no sofá.

Os olhos da mãe ficaram vermelhos: "A culpa é minha, se na época..."

A avó deu tapinhas na mão dela: "Zilah, cada um colhe o que planta. Olhe para o Xavi, o importante é que ele tenha saúde."

A mãe forçou um sorriso. De fato, após saber da suposta morte de Talita três anos atrás, Xavier agira como um louco. Vê-lo como estava agora já era um alívio; ela não ousaria exigir mais nada.

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O assistente bateu à porta e trouxe mais uma pilha de documentos. Xavier massageou as têmporas doloridas.

Três anos atrás, ele deixara a equipe de resgate. Suas mãos feridas só recuperaram a função para as tarefas do dia a dia; ele nunca mais poderia atuar em resgates.

Assim, para satisfazer o desejo do pai, voltou para cuidar dos negócios da família.

"Diretor Silva, aqui está o convite de casamento da Srta. Santos. O senhor pretende comparecer?" O assistente observava cautelosamente a expressão do chefe, mas não conseguia decifrar nada.

Desde que começou a trabalhar para ele, a Srta. Santos o perseguia quase todos os meses. Por algum motivo, seis meses atrás ela mudou de atitude, e o chefe nunca perguntou o porquê.

Agora que o convite chegara, ele não sabia como proceder.

Se fosse amor, o chefe nunca retribuíra. Se fosse desprezo, o chefe nunca a impedira de vir.

"Deixe o convite aí. Quando chegar o dia, prepare um presente e envie; padrão de amigos comuns."

Xavier deu as ordens com voz calma e voltou a folhear os documentos.

O assistente ficou impressionado. O chefe era sempre tão estável e frio; quase nada parecia despertar seu interesse.

A porta se fechou e o escritório mergulhou no silêncio novamente.

Xavier continuou trabalhando por um tempo, até que largou os papéis e se encostou na cadeira, exausto.

Semicerrou os olhos e notou o convite vermelho vibrante sobre a mesa.

Ele hesitou, mas acabou pegando-o.

Abaixo do nome de Sabrina Santos, havia um nome desconhecido. Ele sentiu um alívio no peito.

Na época, a compensação que Sabrina exigira foi que ele permitisse que ela o perseguisse.

Ele estava tão mergulhado na dor da perda de Talita que nem se importou e a deixou fazer o que queria.

Não esperava que ela persistisse por mais de dois anos. Ao saber, há seis meses, que ela tinha um novo namorado, seu primeiro sentimento, além de libertação, foi de certo consolo.

Sabrina de fato o induzira ao erro, mas, no fim das contas, a culpa fora dele. Ver que ela encontrara um novo destino era, afinal, algo bom.

 

Capítulo 14

No dia em que Sabrina Santos se casou, a cidade de Metrópole, que costumava ser chuvosa, teve um raro dia de sol radiante.

Xavier Silva não compareceu à cerimônia, mas escolheu tirar o dia de folga.

Ele pensou em visitar Talita Rocha, mas percebeu que sequer sabia onde ela fora enterrada.

Três anos atrás, ao despertar do coma e receber a notícia da morte de Talita, ele entrou em colapso total. Não conseguia aceitar que aquela pessoa, sempre tão cheia de vida em sua memória, tivesse desaparecido assim. Ele não teve a chance de pedir perdão, e ela não lhe deixou sequer uma oportunidade de implorar por misericórdia.

Como um louco, ele correu até a casa da família Rocha, mas acabou sendo agredido por Murilo Rocha, o irmão de Talita.

Até hoje, as palavras de Murilo ecoavam em sua mente:

"Xavier Silva, você é um lixo."

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