localização atual: Novela Mágica Memórias de um Amor Perdido Capítulo 5
标题上

"Memórias de um Amor Perdido" Capítulo 5

正文开头

Na manhã seguinte, após se forçar a dormir por quatro ou cinco horas, Talita saiu da tenda e deu de cara com Xavier.

Ela comprimiu os lábios e tentou desviar dele, mas foi segurada pelo braço.

"Sobre ontem..." Xavier parecia desconfortável, apertando o braço dela sem perceber.

Talita usou um movimento técnico para se soltar e o interrompeu: "Eu sei que foi um mal-entendido. Se você se explicou para a Sabrina, está tudo certo."

Xavier ficou em silêncio, mas não parecia querer ir embora.

Depois de um tempo, foi Talita quem falou, com a voz distante: "Xavier Silva, se um dia você se lembrar de mim, o que você faria?"

Capítulo 10

Xavier claramente não esperava por aquela pergunta.

Seus punhos se cerraram ao lado do corpo e seu coração deu um solavanco.

Ele não tinha a resposta.

"Eu não sei." Xavier parecia carregar o peso do mundo nos olhos, entre a missão exaustiva e as crises de Sabrina.

Naquele momento, era possível ver um rastro de amargura e confusão em seu rosto outrora gélido.

Olhando para ele, Talita sentiu uma súbita sensação de libertação.

Na verdade, nem tudo precisa de uma resposta.

Fosse porque ele a esqueceu devido à amnésia, ou porque realmente se apaixonou por Sabrina, o fato era que não havia mais possibilidade para eles.

Afinal... Xavier já estava casado.

Por um momento, Talita achou tudo aquilo cômico. A verdadeira superação veio de forma tão "fácil".

O sorriso amargo em seus lábios foi como uma lâmina cortando o coração de Xavier. Ele nunca sentira tanta inquietação quanto naquele momento.

Uma ansiedade o dominava; ele sentia que algo vital estava prestes a deixá-lo para sempre.

Antes que ele pudesse falar, Talita deu um sorriso leve.

"Quando esta missão acabar, vou deixar a Metrópole. Nunca mais nos veremos."

Dito isso, ela se virou e partiu.

Xavier tentou, por instinto, segurá-la.

A ponta da roupa dela apenas roçou em sua mão.

Enquanto seus caminhos se cruzavam pela última vez, um vento gelado soprou, mas ninguém notou.

Nos dias seguintes, a carga de trabalho tornou-se ainda mais pesada.

Talita mergulhou totalmente no trabalho de salvar vidas, bloqueando qualquer outro pensamento.

O sol finalmente apareceu em um dia de dezembro, mas o trabalho de resgate continuava tenso.

Os tremores secundários eram constantes, dificultando as operações.

Talita estava encharcada de suor, mas suas mãos permaneciam firmes ao aplicar injeções.

"Doutora, tem alguém preso ali, venha rápido!" Alguém gritou por ela.

Talita terminou o que estava fazendo, passou as instruções para a enfermeira e correu.

"Qual é a situação?" Talita deitou-se no chão para examinar.

Xavier olhou para a mulher que não via há dias e tentou conter as emoções enquanto explicava o caso.

Talita olhava para ele com olhos límpidos, mas sem qualquer rastro de afeto, como se olhasse para um completo estranho.

"Vamos usar o primeiro plano, ainda dá para salvar a perna", decidiu Talita rapidamente.

正文1

Assim que o sobrevivente foi resgatado e levado pela equipe médica, Talita soltou um suspiro de alívio.

Quando ela ia se levantar, um tremor violento sacudiu o solo.

Talita e Xavier estavam justamente em uma área de alto risco.

Reagindo rapidamente, Talita se lançou sobre Xavier. Em um piscar de olhos, os dois foram engolidos pela escuridão.

Os gritos ao redor cessaram abruptamente.

Uma enorme rocha criou um pequeno espaço de sobrevivência para eles. Naquele local apertado, suas respirações se misturavam.

Talita estava caída sobre o corpo de Xavier, protegendo-o da maior parte do impacto.

Ele havia batido a cabeça com força e sentia-se tonto.

Mas o cheiro metálico de sangue era nítido.

Goteja, goteja.

Algo quente caía sobre sua pele. A respiração de Talita ficava cada vez mais fraca.

O coração de Xavier afundou. Ele gritou em pânico: "Talita!"

A pessoa sobre ele não respondia. Justo quando ele pensou que ela estivesse morta, ouviu-se uma voz quase inaudível vindo de cima.

"Xavier Silva... agora eu não te devo mais nada..."

As pupilas de Xavier se contraíram violentamente, e uma dor aguda se espalhou pela base de seu crânio.

No instante seguinte, fragmentos de memória começaram a inundar sua mente de forma desordenada...

Ela sorrindo, ela brincando, o jeito como ela ficava brava e parava de falar com ele, e a astúcia dela ao perdoá-lo rapidamente após um carinho...

As emoções perdidas romperam as correntes e invadiram o peito de Xavier.

Um arrependimento avassalador e um medo incontrolável tomaram conta de sua alma.

Ele chamou com a voz rouca: "Tali... Tali..."

Mas ela não respondeu mais. Na escuridão, restava apenas o chamado trêmulo e fraco dele.

 

Capítulo 11

A confusão ao despertar dois anos atrás, a forma como evitou Talita Rocha e o sarcasmo e a frieza que demonstrou a ela até o último momento... tudo isso despedaçava o coração de Xavier Silva centímetro a centímetro.

As memórias originais ressurgiram, enquanto as memórias recentes permaneciam vívidas; dois sentimentos e atitudes opostos colidiam dentro dele. Lutando contra uma dor de cabeça excruciante, apenas um pensamento restava em sua mente: "A Tali precisa viver..."

No instante antes de perder a consciência completamente, a mão de Xavier ainda segurava com força o pulso gélido de Talita.

Ao longe, gritos ansiosos ecoavam: "Rápido, rápido! Eles estão aqui..."

Não se sabia quanto tempo havia passado até que os dois fossem finalmente resgatados dos escombros.

Hospital.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a pessoa ali deitada permanecia em coma profundo. Os pais de Talita choravam copiosamente do lado de fora do quarto.

"Eu a avisei inúmeras vezes: não vá, não vá! O sofrimento de anos atrás já não foi o suficiente?"

O pai de Talita acariciava o ombro da esposa, com o rosto pálido de angústia.

"Contate o Murilo primeiro. Peça para ele voltar e cuidar das coisas da irmã. Precisamos usar todos os métodos possíveis para que ela acorde."

正文2

Enquanto aquele lado estava imerso em uma atmosfera sombria, o quarto de Xavier permanecia em um silêncio absoluto.

Sabrina colocou um buquê de tulipas no vaso ao lado da cama. A mãe de Xavier fez um sinal para que ela saísse um instante.

"Sah, me disseram que foi a Tali quem salvou o Xavi, não foi?" Um rastro de vergonha passou pelos olhos da mãe de Xavier. Ela apertou a mão de Sabrina, buscando força.

Anos atrás, ela de fato dissera palavras cruéis demais para aquela moça.

Mesmo que houvesse erros, fora um desastre natural; a culpa não era daquela jovem.

Hoje ela havia subido ao andar de cima, mas o olhar gélido e as palavras distantes dos pais de Talita a deixaram extremamente desconfortável.

Soube que o estado de Talita era gravíssimo.

Somente agora, com a situação invertida, é que ela conseguia enxergar isso. Ela havia errado demais.

Ao ouvir aquilo, Sabrina congelou. Comprimiu os lábios e assentiu, desviando o olhar.

"O que vamos fazer? E se o Xavi se lembrar de tudo..." A expressão da mãe de Xavier era de pura preocupação.

O coração de Sabrina batia cada vez mais inquieto. Ela também estava apavorada.

Durante os dias em que Xavier esteve inconsciente, ele ocasionalmente delirava e chamava por Talita.

Cada "Tali" era como uma lâmina perfurando o coração de Sabrina. Ela acreditava piamente que, se lutasse, a pessoa amada no presente seria a vencedora.

Mas tudo aquilo não passava de uma ilusão baseada no fato de Xavier não se lembrar de seu antigo amor.

Ela só queria, egoistamente, implorar para que ele nunca mais se lembrasse.

A mãe de Xavier, sentindo-se mal, deixou o hospital.

Sabrina ficou sentada no quarto, observando o homem na cama em silêncio.

O primeiro encontro deles, na verdade, fora algo muito simples.

Debaixo de uma árvore em uma clínica de repouso, sob as sombras trêmulas das folhas.

Aquele homem atraente estava sentado em uma cadeira de rodas, concentrado em um livro. Ela, seguindo as instruções de outra enfermeira, levou uma manta para ele.

No momento em que o viu, ela paralisou; seu coração disparou.

Ele a notou e, com um olhar estranhamente gentil, chamou-a para perto.

Ela pensou que aquele era o início de um grande amor, mas era apenas uma farsa solitária.

Foi ela quem floreou aquela memória. Na verdade, a primeira coisa que ele perguntou foi: "Essa pulseira no seu braço me parece familiar. Eu te conheço de algum lugar?"

Na época, ela achou que fosse apenas uma cantada comum. Mais tarde, descobriu que Talita era o amor que ele havia esquecido.

Ela tirou aquela pulseira que deu origem ao vínculo entre eles e nunca mais a usou.

Sabrina nunca contou a ele que aquela pulseira fora um presente de Talita no ensino médio; cada uma tinha uma igual.

Uma lágrima caiu sobre a mão de Sabrina. O toque quente a trouxe de volta daquelas lembranças.

Ela olhou para o homem ainda inconsciente na cama e deu uma risada amarga.

...

Xavier acordou.

A primeira coisa que fez ao abrir os olhos foi perguntar por Talita.

"Onde está a Tali? Ela está bem?"

Seu olhar percorreu todos no quarto, mas evitou deliberadamente Sabrina.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部