"Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino" Capítulo 007
Capítulo 007: Um Passeio Combinado
Diferente do choque estampado no rosto de Lara, Pérola manteve-se calma do início ao fim. Ela exibia um sorriso polido e elegante, a personificação da etiqueta de uma grande dama.
Com paciência, ela repetiu: — Eu vou investir no seu estúdio, mas quero me tornar uma das designers de moda da sua equipe.
Pérola sabia que, se dependesse apenas de Lara, o ateliê dificilmente prosperaria, mesmo com capital. Na vida passada, uma das namoradas de Thiago fora uma estilista de renome internacional. Até poucos minutos atrás, Pérola não tinha esse plano, mas ao ouvir as queixas de Lara, a ideia surgiu como um estalo.
Pode-se dizer que foi um impulso.
Thiago podia ser "tolo" em questões sentimentais, mas era inegavelmente brilhante, e as mulheres que orbitavam ao seu redor nunca eram comuns. Para evitar que ele fosse enganado por aquelas "pretendentes venenosas" novamente, Pérola decidiu que deveria superá-las em seus próprios campos de atuação.
Se Thiago visse uma versão ainda mais talentosa dela, provavelmente não teria olhos para aquelas mulheres oportunistas. Sem atenção, elas não teriam a chance de enganá-lo.
Ela não precisava ser a melhor em absolutamente todas as áreas, mas, no design de moda, ela estava determinada a conquistar seu espaço. Afinal, a oportunidade estava bem diante dela, e desenhar alguns croquis não tomaria muito do seu tempo. Por que não unir o útil ao agradável?
Além disso, mesmo deixando Thiago de lado, diversificar suas habilidades para além da música seria benéfico tanto para ela quanto para a família Paes. No fim das contas, expandir horizontes só trazia vantagens.
— Pérola, todos sabemos que você é um gênio, crescemos vendo isso. Mas sua genialidade sempre foi restrita à música. Você dedicou toda a sua vida a isso; se eu te der qualquer instrumento agora, você consegue tirar um som, eu não duvido. Mas cada um no seu quadrado... design de moda, com todo respeito, não é a sua praia — disse Lara, sentindo-se impotente.
Se não conhecesse Pérola tão bem, Lara acharia que ela estava tirando sarro da sua cara. Mas ela sabia que a amiga falava sério, e era isso que a deixava tão confusa.
— Eu aceito o investimento, claro. Você nada em dinheiro e eu não tenho medo de te dar prejuízo, porque se tudo der errado e eu tiver que voltar para a empresa do meu pai, eu te pago cada centavo. Mas você ser a designer... tem certeza de que não quer pensar melhor?
Pérola não deu explicações longas. Apenas perguntou: — Você tem papel e caneta?
Lara, sendo uma aspirante a estilista, sempre carregava material de desenho para registrar inspirações repentinas. Pérola sabia desse hábito.
Confusa, Lara assentiu: — Tenho, sim.
— Me empresta um pouco.
Lara tirou da bolsa um estojo de canetas e um caderno de desenho sofisticado, entregando-os a ela. Sob o olhar atento da amiga, Pérola abriu o caderno e começou a riscar o papel.
O tempo passava lentamente. A expressão de Lara mudou de confusão para surpresa e, finalmente, para um choque absoluto. Ela não interrompeu Pérola — talvez por estar boquiaberta demais, ou por medo de quebrar o transe criativo da amiga.
Em menos de dez minutos, um croqui elegante e completo estava finalizado. Pérola fechou o caderno e devolveu o material.
Ao pegá-lo, as mãos de Lara tremiam. — Pé... Pérola, como você...? — O fato de Lara não ser um gênio do design não significava que ela não soubesse reconhecer uma obra-prima. Afinal, ela tinha formação acadêmica na área.
Pérola sorriu levemente. — Agora você acredita?
Como não acreditar? A prova estava ali, diante de seus olhos. Mas o problema não era mais a crença, e sim o mistério por trás daquilo. Lara a conhecia desde o berço e nunca soube que ela tinha tal talento para o design, nem mesmo que sabia desenhar tão bem.
Demorou um tempo para Lara recuperar a voz. — ... Pérola, quando foi que você estudou moda? E por que eu nunca soube que você desenhava desse jeito?
Pérola, notando o susto da amiga, respondeu em tom de brincadeira: — Talvez seja... um talento natural?
Natural, é claro, não era. Foram vinte anos. Vinte anos vivendo sozinha em uma solidão profunda. Quando não estava trabalhando, ela precisava de algo para ocupar a mente, caso contrário, as lembranças do passado a consumiriam até que ela não aguentasse mais. Vinte anos é tempo suficiente para alguém aprender inúmeras habilidades. O desenho era apenas uma das mais simples entre elas.
O design de moda surgiu como uma extensão natural de sua habilidade artística. Com sua bagagem cultural, inteligência e base em desenho, criar croquis não era um desafio, mesmo que não tivesse estudado formalmente isso na vida passada.
Vendo que Lara ainda estava cética, Pérola deu uma explicação plausível: — Você sabe como é crescer em famílias como as nossas. Aprendemos um pouco de tudo desde pequenas. Eu estudei desenho, mas quando meus pais perceberam que meu talento para a música era maior, e considerando que minha mãe e a família do meu avô são do meio musical, o foco mudou. Eu só não praticava mais com tanta frequência.
— Mas o fato de eu não praticar não significa que esqueci o que aprendi — concluiu.
Lara fez uma careta, questionando a própria existência. — Então, Pérola, você está me dizendo que o que eu levei anos para aprender na faculdade não chega aos pés do que você aprendeu como um "hobby" de infância?
Antes que Pérola pudesse responder, Lara murchou, sentindo-se derrotada: — Se for isso, é um golpe baixo demais na minha autoestima.
Mas Lara não era de se deixar abater por muito tempo. Ela mesma se animou: — Quer saber? Esquece. Eu te conheço, sei o quanto você pode ser "anormal". Se você tivesse escolhido qualquer outra coisa em vez da música, tenho certeza de que seria a melhor do mesmo jeito.
Afinal, Pérola era aquela aluna que, mesmo focada em música, tirava as maiores notas da escola e terminava os estudos antes de todo mundo.
— Mas Pérola, se você é tão boa nisso, por que não me ajudou antes? Se você tivesse entrado no estúdio desde o começo, minhas coleções não teriam passado despercebidas e as coisas não estariam tão ruins agora.
Pérola tomou um gole de café. — Mas você ainda não chegou ao fundo do poço, chegou?
Lara: — ... —
— Então está combinado: eu invisto e entro para a equipe. Sem desistências posteriores! — exclamou Lara.
— Combinado. Mas com uma condição: eu não me envolvo em gestão, marketing ou administração. Eu forneço apenas cinco croquis por mês, e você cuida do resto.
Lara já esperava por isso. Com tantos títulos e compromissos musicais, além de sua natureza reservada, Lara não contava que ela tivesse tempo para o dia a dia do negócio.
— Pode deixar, eu entendo. Mas Pérola... apenas cinco desenhos por mês? Não é pouco?
— O que é raro é mais valioso. Você sabe disso — pontuou Pérola.
— Tem razão. Entendi o recado. E imagino que você não queira aparecer, certo? Quer ser a designer misteriosa nos bastidores?
Pérola não respondeu, apenas sorriu de leve, e Lara entendeu o recado. Ela detestava complicações desnecessárias.
O que Lara não sabia era que evitar o estresse era apenas um dos motivos. O motivo principal era o retorno iminente de Hugo Paes e Fabiana Vasconcelos; Pérola não queria parecer talentosa demais a ponto de deixá-los em alerta. Aos olhos do mundo, ela continuaria sendo a herdeira da família Paes: uma artista talentosa, porém ingênua e inofensiva, que nada sabia sobre as armadilhas do mundo.
Com um peso tirado das costas, o humor de Lara melhorou instantaneamente. Ela olhou para o café quase vazio e depois para o relógio: 15h10.
— Ainda é cedo — disse Lara. — O que vamos fazer agora?
— Vamos fazer compras. Sinto que faz uma eternidade que não ando em um shopping.
Para a Pérola atual, não fazia tanto tempo assim — cerca de duas semanas, quando sua mãe a arrastou para sair. Mas, contando com a memória da vida passada, eram vinte anos sem o prazer de passear em um shopping. A última vez que se lembrava de fazer compras foi acompanhada por Thiago. Nos vinte anos seguintes, ela apenas pedia que entregassem tudo o que precisava em sua porta.
Terminaram o café e saíram. Lara tinha vindo dirigindo, então as duas seguiram no carro dela em direção ao shopping favorito da amiga em São Paulo.
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